sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Finalidade da vida

Bernardo Antonio (Foto),
palestrante com o tema "A Família e o Espiritismo",
encerrando a V Semana Municipal de Espiritismo de Sousa.
 
Finalidade da vida


Por - Gilberto L. Tomasi

A maioria das pessoas (pelo menos 90% da humanidade) não sabe que a finalidade da vida terrena é o aprimoramento espiritual. Essa maioria acredita que a finalidade da vida aqui na terra, é crescer estudar, formar-se em alguma profissão, trabalhar, namorar, casar, ter filhos, comprar casa, ter um carro, viajar nas férias ou nos finais de semana, ir à praia no verão, se aposentar, e pronto, a pessoa está realizada. Ou seja, teve uma vida normal, uma vida correta, como ditam as regras socioculturais.
Mas, na verdade não é nada disso. Tudo aqui na terra é importante, mas não é a finalidade, não o principal. Isto tudo aqui na terra são apenas meios de se aprimorar espiritualmente, ou seja: o estudo, trabalho, casamento, lazer etc., são meios de o espírito evoluir.
Através do estudo a pessoa evoluí, porque desenvolve o raciocínio e adquire cultura para o poder, assim, compreende melhor a obra divina.Em outras palavras, um analfabeto não tem acesso à literatura religiosa, às obras espiritualistas que falam de sabedoria.
Em geral, uma pessoa que tem pouco estudo não tem vocabulário para entender certas obras que falam dos mistérios da vida. Por isso o estudo ajuda na evolução da pessoa, ou pelo menos, deveria ter essa função.
A finalidade principal do casamento é fazer com que o casal desenvolva qualidades necessárias à boa convivência, em geral. O casamento é, antes de tudo uma escola de amor, tolerância, paciência compreensão, solidariedade, confiança etc.
Mas, a maioria não sabe que o casamento é, antes de tudo, uma escola. Acha que não passa de um acontecimento social, cultural e sexual.
O carro que a pessoa compra não é só para ir à praia, passear com a família ou, até mesmo, esnobar diante dos outros, mas também para facilitar o acesso da pessoa ao trabalho, ao estudo, socorrer alguém em necessidades. Ser pai ou mãe, não é sentir-se orgulhoso porque o filho só tira boas notas na escola, porque é bonito, porque ganhou uma medalha na natação, porque conseguiu se formar numa faculdade, porque fez um casamento bonito e promissor.
Ser pai é, antes de tudo, ser um educador. Os bons pais evoluem com a experiência de criar e educar um filho, e é isso que Deus espera das pessoas, ou seja, que ela evolua através dessas experiências.
Fazer amigos é importante, mas a finalidade principal da amizade não é apenas ter companhia para ir ao cinema, viajar, conversar etc .A principal finalidade da amizade é a ajuda mútua que conduz à evolução.Porém as pessoas em geral, só se aproximam das outras, na qualidade de amigas, por interesses que não são a amizade verdadeira(ajuda mútua, união, solidariedade, apoio etc.)A aproximação se dá em função outros objetivos.
A finalidade do trabalho não é propriamente ganhar dinheiro, é antes de tudo, servir, construir, ser útil e, por acréscimo, a pessoa ainda desenvolve a honestidade, o bom relacionamento, o respeito, etc..
Por isso, a finalidade principal de qualquer trabalho é o mesmo, não importando a função que se exerce. Por isso todo trabalho deve ser feito com amor, honestidade, boa vontade, gratidão, alegria, porque é isso que está em primeiro ligar, é isso que faz a pessoa evoluir. É o aprimoramento espiritual através do trabalho.
Não importa que você erre. Não importa quer você tenha momentos de desânimo. O importante é que você vá eliminando o maior número de defeitos que tem.
A terra é uma escola, mas uma escola espiritual. Por trás de tudo o que acontece e que vivenciamos, aqui neste planeta, está o espiritual. É bom lembrar que quando se fala em aprimoramento espiritual, não se quer dizer que isso esteja ligado ao religioso, pode ou não estar. Mas está sempre ligado ao bem e, muitas pessoas se aprimoram espiritualmente sem ter consciência disso.
São pessoas que procuram agir corretamente e com boas intenções em relação à vida e a tudo que as cercam. É um sentimento, ou uma percepção, que elas têm naturalmente, dentro de si.
Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas, acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno. Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade. Viver com simplicidade é uma opção que se faz.
Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas, a rigor, enquanto se buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.
Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre a sua realidade íntima, lembram do que gostam, mas, não pensam no que lhes trás paz, enquanto se focam em buscas vãs.
De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio. Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.
Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana. É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.O simples é aquele que não simula ser o que não é, que dá muita importância a sua imagem ao que os outros dizem pensar dele.
A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções. Ela vive a alegria de ser, apenas e, não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.Mas uma infância como virtude, não como estágio e vida,uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.
Simplicidade não é ignorar, mas apenas aprender a valorizar a essência, os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar o céu as estrelas, andar de mãos, tomar um sorvete, “pagar mico”, tudo isso compõe a simplicidade do existir.
Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz, mas é muito difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.
Não há nada de errado com o dinheiro ou com o sucesso, é bom e importante trabalhar, estudar, se aperfeiçoar e ganhar dinheiro. Progredir sempre é uma necessidade do espírito, uma necessidade humana, mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades. Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez não valha a pena, as coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.
Mas, há tesouros imateriais que jamais se esgotam. As amizades verdadeiras, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são algumas delas. Preste atenção em como você gasta seu tempo,analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência. Experimente se desapegar dos excessos. Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só uma consequência.
Compilado a partir de uma explanação sobre o assunto escrita por Albert Einsten.

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Retorno


Renoir 1869
 
Retorno

 

– “Rua, filho infeliz!...” – grita brandindo a vara
O severo Dom João, de gesto frio e rude...
– “Não me mates, meu pai!... Socorro!... Deus me ajude!...” .
Clama o rapaz, fugindo à mão que o desampara.

Mas não existe dor que o tempo não transmude.
Envelhece Dom João na casa nobre e rara,
Lembra com novo amor o filho que expulsara;
Quer reencontrá-la agora e viaja amiúde...

Certa noite, ante um rio, ao vento rijo e forte,
O castelão viajor pede auxílio e transporte...
Mas surge por barqueiro estranho maltrapilho...

É um moço salteador que o saqueia e tortura...
Dom João fita o agressor... É o filho que procura...
E morre a suplicar : – “não me mates, meu filho!...”


Valentim Magalhães



Palestra em 30.08.3012, com o tema  o ABORTO,
apresentação de Carlos Henrique (Foto - camisa branca)


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Até Moisés



Palestra de Wilton Ferreira com o tema Mediunidade com Jesus.
29.08.2012, as 20h:00 na Casa do Caminho BR

 
Até Moisés



Quando Euclides Brandão desencarnou, aguardava imediato ingresso ao

paraíso.

Vivera de Bíblia na mão, consultando textos diversos.

Declarava sempre que os dez mandamentos lhe controlavam a vida. Em
pensamento, embora quisesse o mundo inteiro para si, reverenciava a Deus, não lhe prenunciava debalde o santo nome, observava o descanso dominical, honrava os pais, não matava, não adulterava, não furtava, não cobiçava, de publico, os bens do próximo, não obstante enredar as circunstâncias em seu favor, quanto lhe era possível, e não se entregava aos falsos testemunhos.

Por tudo isso, sentia-se Brandão com direitos líquidos no país da Morte.

Atingindo, porém, o limite, entre este mundo e o “outro”, em plena alfândega da
espiritualidade, o nosso companheiro surpreendeu-se. Era atendido sem considerações especiais. Naquele vasto recinto de trabalho seletivo, via-se tratado como consulente vulgar numa agência de informações.

Chamado a esclarecimentos, travou-se entre ele e o funcionário da
justiça divina interessante dialogo, depois das saudações espontâneas:

– Não há
ordem, determinando minha transferência definitiva para o céu? – perguntou, confiadamente.

O interpelado, com jovial expressão, observou após inteirar-se, com pormenores, quanto à sua procedência:

– Não foi expedida qualquer resolução superior nesse sentido. O amigo era cristão?

– Sem dúvida – replicou Euclides, mordido no
amor próprio – aceitei Jesus integralmente.

– Aceitou-o e seguiu-o?

– Perfeitamente. Lia-lhe o
testamento dia e noite.

Lia-o e praticava-o?

– Com a máxima exatidão.

– Retirando, porém, os benefícios do Evangelho, aproveitava-se dele para renovar-se em Cristo, revelando-se melhor no aprendizado da sabe
doria e da virtude?

Euclides respond
eu afirmativamente. E porque se mostrasse um tanto melindrado com as interrogações, o fiscal da esfera superior recomendou-lhe enfileirar alguns dados autobiográficos, o mais sucintamente possível. Pretendia decifrar o enigma.

Encorajado, Brandão foi claro e breve.

– Eu – disse ele, demonstrando o gosto de exprimir-se invariavelmente na primeira
pessoa – fui um homem justo na Terra. Sempre guardei cuidado em preservar esta característica de minha personalidade. Se recebia dos outros bondade e respeito, pagava com moedas iguais. Aos que me agradavam, aquinhoei com as vantagens suscetíveis de serem articuladas com a minha, influência. Tanto assim que deixei meus haveres a quantos me souberam conquistar simpatia. A todos, porem, que me fizeram mal, retribuí conforme propunham. Nunca tive inclinação para ajudar malfeitores, porque para eles não há suficientes grades no mundo. Quando molestado pelos maus, sabia conjugar o verbo corrigir e, se me incomodavam duramente, punia-os com aspereza. Corda e ferro não podem ser esquecidos na melhoria dos homens. Em sendo perseguido, jamais permiti que os amigos me tomassem dianteira na desforra. Não me calava ante qualquer desafio; por isso, se era convidado a contender, competia-me ganhar as demandas. Pisado pelos outros, dava o troco, de conformidade com as circunstâncias em que recebia as ofensas. Nunca perdi tempo, ensinando a delinqüentes e vagabundos o que não desejavam aprender, e, se às pessoas nobres tratei com generosidade, ofereci aos desonrados a repulsa que mereciam. Quando recebido a flores, improvisava um jardim aos que me favorecessem; mas, se era surpreendido com as pedradas, respondia com uma chuva de pedras.

Fez longa pausa e acentuou:

– Não suponha que exerci a
justiça com facilidade. Ao homem de minha estirpe, que procura ser equilibrado e cristão, muito ingrata é a experiência terrestre.

Estampou engraçada expressão fisionômica e ajuntou:

– Segundo vê, minhas reclamações são oportunas. Se o
paraíso não estiver aberto para mim, que andei de Bíblia nas mãos...

O funcionário celeste,
bem humorado, interveio para esclarecer:

– O plano superior não lhe cerrará a passagem, conquanto, Brandão, a sua
justiça não haja conhecido a misericórdia...

– Oh! mas nunca assumi compromissos sem consultar os sagrados textos!...

– Sim – disse o sábio interlocutor –, você ch
egou até Moisés. Voltará naturalmente ao corpo de carne, a fim de prosseguir o aprendizado com Jesus - Cristo.

E, sorridente, acrescentou:

– S
eu curso está com um atraso de mil e novecentos anos...

Foi ao ouvir este esclarecimento que Euclides baixou a cabeça e calou-se, como quem se dispunha a refletir...

IRMÃO X
Fonte: www.caminhosluz.com.br

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dor e coragem


VÔ DEQUINHA COM OLHAR DE DOR.
 
Dor e Coragem

Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção. Até Jesus os teve. Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da
alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.

Estamos no processo da
reencarnação para sublimar os sentimentos. Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada
que nos levará ao triunfo.

É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da
alma
, filhos do coração!

O Mestre Divino necessita de nós na
razão direta em que necessitamos dEle. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor
.

Mantenhamo-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o S
eu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão
.

...E o S
eu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude
.

Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra liberta
dora do amor. Nunca revidar mal por mal
. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.

Há tanta
dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dor
es íntimas.

Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córr
ego
, juntos, sem agressividade.
Nos dias em que o
amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude
nos estabelecerá o Reino dos Céus.

Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servi
dor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espírita
s que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.
Muita paz, m
eus filhos, são os votos do velho amigo,
Bezerra de Menezes
 
 
 
Wellington Ferreira, palestrante da noite de hoje, as 20h:00,
no Núcleo, prosseguindo com a Semana do Espiritismo de Sousa,
o tema abordado será RENÚNCIA. Seja Bem-vindo!
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AMOR E DESPREENDIMENTO

Evangelizandos aguardam apresentação do grupo de teatro
do Centro Cultural Banco do Nordeste, na tarde de 25.08.12.
Lindalva e duas evangelizandas.
 
 
AMOR E DESPREENDIMENTO
Prestar auxílio a quem solicita é lei divina. É verdade que nem sempre estamos em condições de satisfazer todos os pedidos solicitados, contudo quando as solicitações forem justas, com um pouco de boa vontade e bom coração, sempre encontraremos meios de atender à maior parte delas em nome do Senhor.
É importante também não virarmos as costas a quem solicita algum empréstimo, coisa nem sempre fácil devido ao apego que temos às “nossas coisas”. Jesus nos concita a ir mais longe: “Se alguém tirar o que é nosso, não devemos ir reclamá-lo de volta.” (Lc 6:30) Deixe-o ir tudo, contanto que o irmão esteja satisfeito e nós permaneçamos na inalterável paz espiritual. Afinal, que temos nós na terra que não sejam nossos dons
espirituais, morais e intelectuais? Todo o resto é empréstimo que a Providência Divina nos concedeu por que: “Nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma, poderemos levar dele” (I Tm 6:7).
Lembremo-nos de que Deus se doa a todos, bons e maus, santos e criminosos, evoluídos e atrasados. O exemplo divino “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai Celestial”(Mt 5:48) é a maior lição legada à nossa individualidade e temos que seguir esse exemplo se quisermos atingir o Pai que habita dentro de nós, unificando-nos a Ele.
A pratica da caridade em sua mais ampla acepção, constitui o único caminho para a conquista da perfeição por que esta só é atingida quando o coração se vê despojado de toda e qualquer mácula de rancor, ódio e ressentimento para com o seu semelhante.
Um dia, todos nós seremos perfeitos, pois em nós reside o germe de todas as virtudes que, em tempo propício, desenvolver-se-ão em função de nosso livre arbítrio.
Estudar e principalmente vivenciar os ensinos dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo é o roteiro seguro para alcançarmos o caminho para nossa perfeição. Toda trajetória de nossa vida, nos leva ao amor, e o amor nos leva a Deus, e essa trajetória chama-se “evolução”.
Sem amor, nada seremos. Amor incondicional: ao irmão, ao amigo, e até mesmo ao inimigo. Nada é mais transcendental que o amor. “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.” (Jo 13:353)
Extraído do livro SÂNDALO


 
 
 
Wilton Ferreira palestrante da noite de hoje.
 
Segunda - feira
(27/08/2012)
Expositor: Wilton Ferreira
Tema: “O mutirão do Amor”
Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31
Horário: 20h00


domingo, 26 de agosto de 2012

V SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA





Na tarde de 25.08.12, é iniciada a
V Semana Municipal do ESPIRITISMO em SOUSA,
cujo projeto de Lei foi aprovado pela Câmara, em 2007. 

Setenta e duas crianças e adolescentes,
participaram na Casa Transitória da EVANGELIZAÇÃO


 
COMUNHÃO ESPÍRITA CRISTÃ A CASA DO CAMINHO

XXIX CONGRESSO ESPÍRITA DOS IRMÃOS DO CAMINHO-CONEC

.

V SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA

“Tema central: A família e o Espiritismo”


Programação

Sábado (25/08/2012)

Abertura - Palestra Inaugural

Expositor: Walter Sarmento

Tema:
“A FAMÍLIA DOS IRMÃOS DO CAMINHO”.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Domingo (26/08/2012)



Coordenação: Bernardo Antonio

Tema:
O Livro dos Espíritos

Local: A Casa do Caminho - BR 230 KM 470

Horário: 08h15

Segunda - feira (27/08/2012)

Expositor: Wilton Ferreira

Tema:
“O mutirão do Amor”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Terça-feira (28/08/2012)

Expositor: Wellington

Tema:
Renúncia.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Quarta-feira (29/08/2012)

Expositor: Wilton Ferreira

Tema:
Mediunidade com Jesus.

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 20h00

Quinta – feira (30/08/2012)



Expositor: Carlos Henrique

Tema:
“Aborto”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Sexta – feira (31/08/2012)

Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema:
“A Família e o Espiritismo”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



sábado, 25 de agosto de 2012

XXIX CONGRESSO ESPÍRITA DOS IRMÃOS DO CAMINHO-CONEC







COMUNHÃO ESPÍRITA CRISTÃ A CASA DO CAMINHO

XXIX CONGRESSO ESPÍRITA DOS IRMÃOS DO CAMINHO-CONEC

.

V SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA -2012 

Tema central: "A família e o Espiritismo”



Programação

Sábado (25/08/2012)

Abertura - Palestra Inaugural

Expositor: Walter Sarmento

Tema:
“A FAMÍLIA DOS IRMÃOS DO CAMINHO”.

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 20h00

Domingo (26/08/2012)



Coordenação: Bernardo Antonio

Tema:
O Livro dos Espíritos

Local: A Casa do Caminho - BR 230 KM 470

Horário: 08h15

Segunda - feira (27/08/2012)

Expositor: Wilton Ferreira

Tema:
“O mutirão do Amor”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Terça-feira (28/08/2012)

Expositor: Wellington

Tema:
Renúncia.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Quarta-feira (29/08/2012)

Expositor: Wilton Ferreira

Tema:
Mediunidade com Jesus.

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 20h00

Quinta – feira (30/08/2012)



Expositor: Carlos Henrique

Tema:
“Aborto”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

Sexta – feira (31/08/2012)

Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema:
“A Família e o Espiritismo”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Qualidade dos médiuns


 
Qualidade dos médiuns

79 - A faculdade medianímica prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades morais do médium, e é encontrada nos mais indignos como nos mais dignos. Não ocorre o mesmo com a preferência dada ao médium pelos bons Espíritos.
80 - Os bons Espíritos se comunicam mais ou menos voluntariamente por tal ou tal médium, segundo sua simpatia por seu próprio Espírito. O que constitui a qualidade de um médium não é a facilidade com a qual obtém as comunicações, mas sua aptidão de não receber senão as boas e não ser joguete de Espíritos levianos e enganadores.
81 - Os médiuns que deixam muito a desejar, do ponto de vista moral, recebem algumas vezes muito boas comunicações, que não podem provir senão de bons Espíritos e das quais é errado se espantar; freqüentemente, é no interesse do médium e para lhe dar sábios avisos. Se não as aproveita, ele não é senão mais culpado, porque escreve sua própria condenação. Deus, cuja bondade é infinita, não pode recusar assistência àqueles que dela têm mais necessidade. O virtuoso missionário que vai moralizar os criminosos, não faz outra coisa que aquilo que fazem os bons Espíritos com os médiuns imperfeitos.
Por outro lado, os bons Espíritos, querendo dar um ensinamento útil a todo mundo, se servem do instrumento que têm sob a mão; mas o deixam quando encontram um que lhes é mais simpático e que aproveita suas lições. Retirando-se os bons Espíritos, os Espíritos inferiores, pouco preocupados com as qualidades morais que os incomodam, têm então, o campo livre.
Disso resulta que os médiuns imperfeitos moralmente, e que não se emendam, cedo ou tarde, são a presa dos maus Espíritos que, freqüentemente, os conduzem à ruína e às maiores infelicidades, mesmo neste mundo. Quanto à sua faculdade, bela que era e que teria ficado, se perverte primeiro pelo abandono dos bons Espíritos e acaba por se perder.
82 - Os médiuns mais merecedores não estão ao abrigo das manifestações dos Espíritos enganadores; primeiro, porque não há ninguém bastante perfeito para não ter um lado fraco pelo qual possa dar acesso aos maus Espíritos; em segundo lugar, os bons Espíritos o permitem algumas vezes para exercitar o julgamento, aprender a discernir a verdade do erro e desconfiar, a fim de que não se aceite nada cegamente, sem controle. Mas a mentira não procede jamais de um bom Espírito, e todo nome respeitável que assina um erro, é necessariamente apócrifo.
Isso pode ainda ser uma prova para a paciência e a perseverança de todo espírita, médium ou não; aquele que se desencorajasse com algumas decepções, provaria aos bons Espíritos que não poderiam contar com ele.
83 - Não é mais espantoso ver maus Espíritos obsediarem pessoas respeitáveis, do que não é surpreendente ver pessoas más se obstinarem sobre a Terra contra os homens de bem.
É notável que, depois da publicação de O Livro dos Médiuns, os médiuns obsediados são muito menos numerosos, porque, estando prevenidos, eles se mantêm em guarda e espreitam os menores sinais que podem trair a presença de um Espírito enganador. A maioria daqueles que são obsediados, ou não estudaram previamente ou não aproveitaram os conselhos.
84 - O que constitui o médium, propriamente dito, é a faculdade; a esse respeito ele pode ser mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido. O que constitui o médium seguro, aquele que se pode verdadeiramente qualificar de bom médium é a aplicação da faculdade, a aptidão de servir de intérprete aos bons Espíritos. Toda a faculdade à parte, o poder do médium para atrair os bons Espíritos e repelir os maus, está em razão da sua superioridade moral; essa superioridade é proporcional à soma das qualidades que faz o homem de bem; com ela ele se concilia na simpatia dos bons e exerce ascendência sobre os maus.
85 - Pela mesma razão, a soma das imperfeições morais do médium o aproximam da natureza dos maus Espíritos, lhe tira a influência necessária para os distanciar; àqueles, em lugar de ser ele quem se impõe são aqueles que se impõem a ele. uma vez Isto se aplica não só aos médiuns, mas a todas as pessoas, que não há nenhuma que não receba a influência dos Espíritos ( Ver nºs 74 e 75).
86 - Para se imporem ao médium, os maus Espíritos sabem explorar habilmente todos os defeitos morais; aquele que lhes dá maior acesso é o orgulho, sentimento que domina no maior número de médiuns obsediados, sobretudo naqueles que são fascinados. É o orgulho que os leva a acreditarem na sua infalibilidade, e a repelir os avisos. Esse sentimento, infelizmente, é excitado pelos elogios do qual são objeto; quando eles têm uma faculdade um pouco transcendental, são procurados, adulados e, acabando por crer em sua importância, consideram-se indispensáveis, sendo isso o que os perde.
87 - Enquanto o médium imperfeito se orgulha dos nomes ilustres, o mais freqüentemente apócrifos, que levam as comunicações que ele recebe, e se considera intérprete privilegiado das forças celestes, o bom médium não se crê jamais bastante digno de tal favor, tendo sempre uma salutar desconfiança da qualidade daquilo que recebe, não se confiando ao seu próprio julgamento; não sendo senão um instrumento passivo, ele compreende que, se é bom, não pode disso fazer um mérito pessoal, não mais do que pode ser responsável se é mau, e que seria ridículo acreditar na identidade absoluta dos Espíritos que se manifestam por ele; deixa a questão ser julgada por terceiros desinteressados, sem que seu amor-próprio tenha mais a sofrer com um julgamento desfavorável do que o ator que não é passível da censura infligida à peça da qual é intérprete. Seu caráter distintivo é a simplicidade e a modéstia; é feliz com a faculdade que possui, não para dela se envaidecer, mas porque lhe oferece um meio de ser útil, o que faz voluntariamente quando lhe surge a ocasião, sem jamais melindrar-se se não é colocado em primeiro plano.
Os médiuns são os intermediários e os intérpretes dos Espíritos; cabe, pois, ao evocador, e mesmo ao simples observador, poder apreciar o mérito do instrumento.
88 - A faculdade medianímica é um dom de Deus, como todas as outras faculdades, que se pode empregar para o bem, como para o mal, e da qual se pode abusar. Ela tem por objeto nos colocar em comunicação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de receber seus ensinamentos e nos iniciar na vida futura. Como a vista nos põe em comunicação com o mundo visível, a mediunidade nos coloca em comunicação com o mundo invisível. Aquele que dela se serve com um fim útil, para seu próprio adiantamento e o dos seus semelhantes, cumpre uma verdadeira missão, da qual terá a recompensa. Aquele que dela abusa e a emprega em coisas fúteis ou no objetivo do interesse material, a desvia do seu fim providencial, suportando disso, cedo ou tarde, as conseqüências, como aquele que faz um mau uso de uma faculdade qualquer.
Extraído do livro O que é o Espiritismo, de ALLAN KARDEC


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MENSAGEM FRATERNA

Auta de Souza
 
MENSAGEM FRATERNA



 

Meu irmão: tuas preces mais singelas

São ouvidas no espaço ilimitado,

Mas sei que as vezes choras, consternado,

Ao silêncio da força que interpelas.



Volve ao teu templo, interno abandonado,

- a mais alta de todas as capelas -

E as respostas mais lúcidas e belas

Hão de trazer-te alegre e deslumbrado.



Ouve o teu coração em cada prece.

DEUS responde em ti mesmo e te esclarece

Com a força eterna da consolação;



Compreenderás a dor que te domina,

Sob a linguagem pura e peregrina

Da voz de Deus, em luz de redenção.

 

Do livro Parnaso de Além -Túmulo
AUTA DE SOUZA (1876-1901)


Nasceu em Macaíba (RN), em 12 de setembro de 1876

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

De pé, os mortos!



De pé, os mortos!

Pede-me você uma palavra para o intróito do “Parnaso de Além-Túmulo”, que aparecerá brevemente em nova edição.4



A tarefa é difícil. Nas minhas atuais condições de vida, tenho de destoar da opinião que já expendi nas contingências da carne.

Os vivos do Além e os vivos da Terra não podem enxergar as coisas através de prismas idênticos. Imagine se o aparelho visual do homem fosse acomodado, segundo a potencialidade dos raios X: as cidades estariam povoadas de esqueletos, os campos se apresentariam como desertos, o mundo constituiria um conjunto de aspectos inverossímeis e inesperados.

Cada esfera da vida está subordinada a certo determinismo, no domínio do conhecimento e da sensação.

Decerto, os que receberem novamente o “Parnaso de Além-Túmulo” dirão mais ou menos o que eu disse5. Hão de estranhar que os mortos prossigam com as mesmas tendências, tangendo os mesmos assuntos que aí constituíam a série de suas preocupações.

Existem até os que reclamam contra a nossa liberdade. Desejariam que estivéssemos algemados nos tormentos do inferno, em recompensa dos nossos desequilíbrios no mundo, como se os nossos amargores, daí não bastassem para nos inclinar à verdade compassiva.

Individualmente, é indubitável que possuímos no Além o reflexo das nossas virtudes ou das nossas misérias.
 4Refere-se à 2ª edição, publicada em 1935. (Nota da Editora)

 5Alude às crônicas que ele, quando encarnado, escrevera no Diário Carioca, em julho de 1932, ao surgir a 1ª edição do Parnaso. (Nota da Editora.)



Mas é razoável que apareçamos no mundo, gritando como alucinados?

Os habitantes dos reinos da Morte ainda apreciam o decoro e a decência, e o nosso presente é sempre a experiência do passado e a esperança no futuro.

“Parnaso de Além-Túmulo” sairá de novo, como a mensagem harmoniosa dos poetas que amaram e sofreram. Cármen Cinira aí está com os seus sonhos desfeitos, de mulher e de menina. Casimiro com a sua sensibilidade infantil, Junqueiro com a sua ironia, Antero com a sua rima austera e dolorosa.

Todos aí estão dentro das suas características.

Os mortos falam e a Humanidade está ansiosa, aguardando a sua palavra.

Conta-se que na guerra russo-japonesa, terminada a batalha de Tsushima, o grande Togo reuniu os seus soldados no cemitério de Oogama, e na tristeza majestosa do ambiente. em nome da nacionalidade, dirigiu-se aos mortos em termos comovedores; concitou-os a auxiliar as manobras militares, a visitar os cruzadores de guerra, levantando o ânimo dos companheiros que haviam ficado nas pelejas.

Uma claridade nova cantou as energias espirituais do valente adversário da pátria de Stoessel e os filhos de Yoritomo venceram.

Na atualidade, afigura-se-nos que os brados de todos os sofredores e infelizes da Terra se concentram numa súplica grandiosa que invade as vastidões como o grito do valoroso almirante.

– De pé, os mortos!... – exclama-se – porque os vivos da Terra se perdem nos abismos tenebrosos.

Os institutos da Civilização têm sido impotentes para resolver o problema do nosso ser e dos nossos destinos.



As filosofias e as religiões estenderam sobre nós o manto carinhoso das suas concepções, mas esses mantos estão rotos!...

Temos frio, temos fome, temos sede!

E os considerados mortos falam ao mundo na sua linguagem de estranha purificação. A Ciência, zelosa de suas conquistas, ainda não ouviu a sua vibração misteriosa, mas os filhos do infortúnio sentem-se envolvidos na onda divina de um novo Glória in excelsis, e a Humanidade sofredora sente-se no caminho consolador da sublime esperança.

Humberto de Campos6
(Espírito)
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo



 6HUMBERTO DE CAMPOS Veras, escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras, nascido em Miritiba (hoje Humberto de Campos), MA, em 1886, e desencarnado no Rio de Janeiro, em 1934.

Foi jornalista e deputado federal. Produção literária variada quão vultosa, conheceu em vida física a 1ª edição do Parnaso de Além-Túmulo, manifestando-se a respeito dela pelo “Diário Carioca”, edições de 10 e 12 de julho de 1932, com os artigos intitulados “Poetas do outro mundo” e “Como cantam os mortos” (apud “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi, páginas 60 a 64, 4ª ed. FEB). Liberto dos liames da carne, dois anos depois passou ele a valer-se, como Espírito, das faculdades mediúnicas de Francisco Cândido Xavier para a transmissão de importantes mensagens, como a que se inseriu nesta página, acoplada ao mesmo “Parnaso” que ele conhecera aqui na Terra e oriunda do mesmo “Além-Túmulo” por ele tenuemente vislumbrado, entre o assombro e a esperança, Ditou-nos 12 livros, sendo 9 sob o pseudônimo de Irmão X, editados pela FEB. Vale destacar “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, já em 9ª edição, o livro confirmador da missão espiritual do Brasil, que é a de levar as luzes do Evangelho do Cristo a todos os quadrantes do Mundo, visando à cristianização da Humanidade, sob a orientação do Anjo Ismael, o Legado do Governador Espiritual do Planeta em Terras de Santa Cruz. (Nota da Editora)
 
Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo