segunda-feira, 29 de maio de 2017


Aos Discípulos de Jesus

Amaral Ornellas

 

Discípulo do Mestre, alça o pendão da crença!

Traze à noite da vida a sacrossanta esmola

Da paz que balsamiza, auxilia e consola,

Expressando no mundo a Divina Presença!...

 

Perdoa a incompreensão e esquece a dor da ofensa.

A luta sobre a Terra é a nossa grande escola,

Conduze a luz do bem, onde a treva se isola,

Ama, trabalha e serve, alheio à recompensa.

 

Embora sob a cruz, seja o amor teu exemplo,

A força do teu culto é o grande altar do templo

Em que o teu coração se expanda, sirva e brade!...

 

Segue, de teus pés sangrando, a dolorosa via

E além da carne escrava encontrarás, um dia,

A vitória da vida, ao sol da eternidade.

 

Solenidade comemorativa no Centro Espírita Luiz Gonzaga

Pedro Leopoldo – MG 08.09.1952

domingo, 28 de maio de 2017


CARIDADE ENTRE NÓS

 

BEZERRA DE MENEZES

 

A Doutrina Espírita no amparo do Cristo de Deus é o campo de serviço, a que somos chamados para agir em Seu Nome.

Compreendemos que todos comparecemos ao engajamento, tais quais são e como estamos: - em dívida ou em luta, carregando o fardo de nossas imperfeições e conflitos.

E, unicamente trabalhando, encontraremos o desgaste das forças que nos compete alijar de modo a servir com segurança.

Por isto mesmo, não nos esqueçamos:

Se a dificuldade aparecer, sejamos o ponto que favoreça a supressão dos obstáculos, sem agrava-los;

Se a discórdia nos impele a tumulto, recorramos à paz sem menosprezo da verdade, colocando a verdade em amor, a fim de que o amor nos reúna, acima de quaisquer circunstâncias, procurando os objetivos que nos cabe atingir;

Se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós, com a certeza de que se a prece nem sempre modifica o ambiente externo de nossas realizações, sempre nos reharmonizará no íntimo da alma, induzindo-nos a ver com clareza e entendimento as questões do caminho;

Se a aprovação nos visita, usemos a paciência que o conhecimento de realidade nos infunde, reconhecendo que não bastará medir o sofrimento para extingui-lo e sim trabalhar incessantemente no auxílio aos outros, porque através dos outros, o Senhor nos estenderá o socorro necessário.

Se incompreensão nos examina a capacidade de amar, concertamo-nos em companheiros, mais dedicados ao bem daqueles irmãos que, porventura, se nos façam instrumentos de melhoria espiritual.

Se a crítica surge à frente, busquemos anatomiza-la, a fim de assimilar-lhe as lições justas, desfazendo enganos ou refazendo tarefas, sinceramente dispostos a contribuir no sustento da harmonia geral;

Se recursos escasseiam na hora em nossas mãos, doemos um tanto mais de nós mesmos, em serviço e compreensão, no socorro às necessidades alheios, convencidos de que pelo idioma inarticulado do dever cumprido. Deus suscitará novos cooperadores e companheiros que nos reforçarão as possibilidades nas tarefas que nos reclamam presença e atividade, no dia-a-dia;

Se óbices, reparações, desuniões, fracassos, sofrimentos, desistências, desafios, lágrimas, deserções, conflitos e tribulações, sejam quais sejam, aparecerem junto de nós, que a luz de nossa fé se transforme em nos no recurso preciso a fim de que os esquemas do Cristo se façam realizados por nós, com o esquecimento de nós mesmos.

Nesse caminho da caridade, devemos seguir todos, porque se fora dela não há recuperação para ninguém, fora do serviço que a expressa nenhum de nossos problemas encontrará solução.

Livro “DOUTRINA E VIDA” – ESPÍRITOS DIVERSOS –

PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

sábado, 27 de maio de 2017


Nossas Obras

 

 

Nossas obras são os sinais que endereçamos ao mundo que nos cerca.

Por elas, criamos no círculo em que vivemos pensamentos, palavras e ações que, por força da Lei, reagem sobre nós, deprimindo-nos ou levantando-nos, iluminando-nos o coração ou obscurecendo-nos a mente, segundo o bem ou o mal em que se estruturam.

Não te esqueças de que a nossa trajetória entre as criaturas fala silenciosamente por nosso espírito.

Não é preciso tenhamos o verbo a desarticular na exposição desvairada do sofrimento, para recebermos a cooperação de companheiros, porque, se a nossa plantação de simpatia e trabalho está bem tratada, a assistência espontânea do próximo vem, de imediato. ao nosso encontro.

  Por outro lado, não é necessário mergulhar a palavra nas alegações brilhantes do desculpismo, para inocentar-nos à frente dos outros, porque, se as nossas obras não são recomendáveis, a própria vida, na pessoa dos nossos semelhantes, nos relega a transitório abandono, a fim de que, na conseqüência purgatorial de nossos próprios erros, venhamos a curtir provações amargas que nos restaurarão o equilíbrio, à maneira de remédio salutar.

Não olvides que os atos são as legítimas expressões do nosso idioma pessoal, no campo do mundo.

Faze o bem e a luz sorrirá em tua alegria.

Faze o mal e a sombra se te expandirá das próprias lágrimas.

Disse Jesus: - "pelos frutos os conhecereis"... e, consoante os princípios que nos regem a luta, as nossas próprias obras falarão por nós, à frente da Humanidade, decretando-nos a ascensão ou a queda, a bem-aventurança ou a aflição.

Emmanuel

sexta-feira, 26 de maio de 2017


O senhor está no leme

 

Realmente a Terra de agora assemelha-se a uma embarcação sob a tempestade...

Alteiam-se as ondas da violência.

Sopra o vendaval da discórdia.

Ameaçadoras nuvens pairam no horizonte.

A tripulação se desarvora.

Nada temamos, porém.

De novo brilhará o Sol no firmamento.

Prossigamos adiante, singrando as águas revoltas com a imprescindível bússola da fé.

Seja o trabalho no bem o nosso farol para a travessia das grandes dificuldades.

O Senhor está no leme!
Irmão José

quinta-feira, 25 de maio de 2017


O Esquecimento
 
O companheiro recém desencarnado, após o natural período de refazimento que se segue à liberação do corpo físico, analisava as suas próprias condições no Mundo Espiritual.
Havia militado no Espiritismo. Orador fluente, arrebanhara corações para a fé. Escrevera artigos substanciosos. Possuíra vasta biblioteca. Polemizara em defesa da Causa. Fizera-se admirado e aplaudido por muitos.
No entanto, experimentava agora certa angústia e uma estranha sensação de vazio impreenchível na alma...
É verdade que não se considerava um fracassado, de vez que colabora ativamente na propagação da Doutrina mas sentia que algo importante lhe faltava por dentro de si mesmo.
Deliberou, então, solicitar a conhecido Benfeitor da Vida maior que lhe auxiliasse a entender o seu caso.
Depois de ouvi-lo com paciência e carinho, qual se já lhe conhecesse de velho as lutas na existênciais terrestre, o instrutor esclareceu.
 - Filho, não resta dúvida de que, até certo ponto, soubeste aproveitar a parcela de tempo que a Misericórdia Divina te concedeu na última romagem pelo mundo, mas não podemos negar que se não fosse, digamos, por um esquecimento de tua parte, estarias agora, com a aprovação da consciência, desfrutando de uma situação mais favorável aos teus anseios...
- Diga-me, por favor, de que foi que me esqueci assim que tanta falta me faz? - indagou o amigo vertendo lágrimas copiosas.
- O esquecimento a que nos referimos, infelizmente, é o esquecimento da maioria dos homens que se consagram na Terra aos assuntos teóricos da religião... Esqueceste, meu filho, de manter contato direto e diário com a dor do próximo, distanciando da caridade o concurso insubstituível de tuas próprias mãos!...
Hilário Silva
PÁGINAS DE FÉ
 
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
CARLOS A. BACELLI
ESPÍRITOS DIVERSOS

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Doenças da alma

Reunião pública de 7-8-61 1ª Parte, cap. VII, item 7
Na forja moral da luta em que temperas o caráter e purificas o sentimento, é possível acredites estejas sempre no trato de pessoas normais, simplesmente porque se mostrem com a ficha de sanidade física.
Entretanto, é preciso lembrar que as moléstias do espírito também se contam.
O companheiro que te fala, aparentemente tranquilo, talvez guarde no peito a lâmina esbraseada de terrível desilusão.
A irmã que te recebe, sorrindo, provavelmente carrega o coração ensopado de lágrimas.
Surpreendeste amigos de olhos calmos e frases doces, dando-te a impressão de controle perfeito, que soubeste, mais tarde, estarem caminhando na direção da loucura.
Enxergaste outros, promovendo festas e estadeando poder, a escorregarem, logo após, no engodo da delinquência.
É que as enfermidades do espírito atormentavam as forças da criatura, em processos de corrosão inacessíveis à diagnose terrestre.
Aqui, o egoísmo sombreia a visão; ali, o ódio empeçonha o cérebro; acolá, o desespero materializa fantasmas; adiante, o ciúme converte a palavra em látego de morte...
*
Não observes o semelhante pelo caleidoscópio das aparências.
É necessário reconhecer que todos nós, espíritos encarnados e desencarnados em serviço na Terra, ante o volume dos débitos que contraímos nas existências passadas, somos doentes em laboriosa restauração.
O mundo não é apenas a escola, mas também o hospital em que sanamos desequilíbrios recidivantes, nas reencarnações regenerativas, através do sofrimento e do suor, a funcionarem por medicação compulsória.
Deixa, assim, que a compaixão retifique em ti próprio os velhos males que toleras nos outros.
Se alguém te fere ou desgosta, debita-lhe o gesto menos feliz à conta da moléstia obscura de que ainda se faz portador.
Se cada pessoa ofendida pudesse ouvir a voz inarticulada do Céu, no instante em que se vê golpeada, escutaria, de pronto, o apelo da Misericórdia Divina: “Compadece-te”.
Todos somos enfermos pedindo alta.
Compadeçamo-nos uns dos outros, a fim de que saibamos auxiliar.
E mesmo que te vejas na obrigação de corrigir alguém – pelas reações dolorosas das doenças da alma que ainda trazemos –, compadece-te mil vezes antes de examinar uma só.
 
 
Francisco Cândido Xavier
 
Justiça Divina
 
Estudos e dissertações em torno da obra
“O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel
 
7º — O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que,
sendo a sua atenção constantemente dirigida para as consequências
desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se.
1ª Parte, cap. VII, item 7 “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec

 


 

terça-feira, 23 de maio de 2017


MÉDIUNS  EM  AÇÃO

 
 
Artigo de compromisso
No Estatuto da Verdade:
- Quem não deseje serviço
Não busque mediunidade.  
Silveira Carvalho
 
 
Médium parece tomada
Que liga a força e se esquece;
Por si, não é a morada
Nem é a luz que aparece.  
Pedro Silva
 
 
Sessão de cinema é fita,
Cinza com fogo é borralho,
Mimosa é moça bonita,
Mediunidade é trabalho.  
Manoel Serrador
 
 
Os médiuns nascem às pencas,
Mas depois mostram mudança:
Querem clube das avencas,
Água fresca e vida mansa.  
Antonio de Barros
 
 
Mediunidade é uma escola
Com tarefas de oficina;
Da multidão que começa
Raro o aluno que termina.  
Jovino Guedes
 
 
A turma do “não tem jeito”
Roga médium sem labéu;
Entretanto, o homem perfeito
Já virou anjo no Céu.  
João Moreira da Silva
 
 
Médium que larga o dever
Conta sempre a mesma estória:
Diz que o trabalho que fez
Foi prodígio da memória.  
Lourenço Prado
 
 
 
Nas lutas em derredor,
Médium chamado a servir
Quando quer ser o maior,
Começa logo a cair.  
Jaks Aboab
 
 
Médium que não se consola
Que, em tudo, vê sombra e dor,
Assemelha-se à gaiola
Carregando o obsessor.  
Natal Machado
 
 
Dava passes João Faria
No sítio do próprio avô,
Ganhando na loteria,
Não mais deu passes, passou...  
Cornélio Pires
 
 
O médium que afronta o Além,
Orgulhoso e sabichão,
Entre os obreiros do bem,
É dose para leão.  
Lulú Parola
 
 
O médium, seja onde for,
Com bondade e disciplina,
É sempre apoio de amor
Da Providência Divina.  
Auta de Souza

segunda-feira, 22 de maio de 2017


O CENTRO ESPÍRITA 1

 

Emmanuel

 

“A Casa de Espiritismo Evangélico, por mais humilde, é sempre santuário de renovação mental na direção da vida superior.

Nenhum de nós que serve, embora com a simples presença, a uma instituição dessa natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação do sacerdócio que nos cabe.

Nesse sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina da nossa tarefa.

O ensejo de conhecer, iluminar, contribuir, criar e auxiliar, que uma organização nesses moldes nos faculta, procede invariavelmente de algum ato de amor ou de alguma sementeira de simpatia que nosso espírito, ainda não burilado, deixou à distância, no pretérito escuro que até agora não resgatamos de todo.

Uma Casa Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna.

Quando se abrem as portas de um templo espírita cristão ou de um santuário doméstico, dedicado ao culto do Evangelho, uma luz divina acende-se nas trevas da ignorância humana e, através de raios benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento, que brilha para o bem da comunidade, os homens que dele se avizinham, ainda que não desejem, caminham, sem perceber, para a vida melhor”.

 

1 Publicado na revista REFORMADOR, janeiro de 1951 – Ed. FEB

domingo, 21 de maio de 2017


No Roteiro Cristão

 

 

Em verdade, Cristo avança...

E se realmente necessitamos da sabedoria que lhe erija um trono de glorificação no cérebro dos homens, não podemos prescindir do amor que lhe pavimente o caminho no reino das almas.

Há cultura da inteligência e há cultura do coração.

É por isso que, aceitando o campo vasto do Espiritismo Evangélico por abençoada escola de preparação, à frente do futuro, compreendemos que a fenomenologia possui o destacado lugar que lhe compete, nos arraiais doutrinários, e não ignoramos que as ilações filosóficas constituem complemento inalienável do esquema de ensinamentos que integram o patrimônio sublime da Nova Revelação.

Assinalamos, no entanto, por serviço urgente e inadiável a educação do Homem Interior, afeiçoando-o ao Evangelho Redivivo, nos padrões do Cristo, gerando energias do caráter e do sentimento, únicos moldes de elevação moral, suscetíveis de garantir a renovação do mundo.

Se o Mestre torna ao Planeta, por intermédio de vozes inúmeras, que se fazem emissárias do seu Verbo de Luz, não podemos, indiscutivelmente, olvidar a construção dos caminhos espirituais, destinados a veicular-Lhe a Divina Influenciação.

 E por esse motivo que nos detemos no esforço de erguimento da alma popular a mais altos níveis, a fim de que a fortuna científica de alguns se descentralize, em benefício de todos, e para que a bênção do amor se incline ao fundo vale, onde se debatem as forças desvairadas da discórdia e da ignorância, desintegrando as nuvens de miséria e de dor que impedem a planificação da Terra melhor, sob a inspiração do nosso Divino Mestre.

Nesse sentido, urge nos convertamos, não somente em ouvintes atenciosos da palavra ou em pregoeiros da fraseologia brilhante, mas igualmente em trabalhadores ativos e sinceros, capazes de suportar a charrua pesada nas tarefas sacrificiais da nova sementeira, colaborando na edificação do Homem Renovado, efetivamente digno do título da Humanidade que vaidosamente ostentamos.

A esfera de serviço agiganta-se, sob todos os aspectos, e Jesus, na vanguarda, pede mãos operosas e corações devotados ao Infinito Bem que extirpem da plantação espiritual do mundo os vermes destruidores do egoísmo e do orgulho, da maldade e do ódio, sem eliminar a vida promissora das vergônteas valiosas que enriquecerão a gleba planetária, no futuro grandioso, reclamando braços que não se recolham, desalentados e indolentes, diante da perturbação e do sofrimento, da dificuldade e da sombra, colocando, acima de tudo, a obra que nos compete desenvolver, e incentivando, com o milagre da boa vontade incessante, a criação da mente cristã, segura e compreensiva, apta a aplicar, com alegria, os sagrados princípios que a Boa Nova nos convida a materializar, na legítima consagração do Reino do Amor entre todas as criaturas.

A hora moderna, saturada de doutrinação verbalística, através da hipertrofia da inteligência, exige entendimento e ação, ensino e prática, teoria e exemplo, palavras e obras, conclusões e fatos, ideal e realização.

A crise de instrutores gera crises de ignorância, tanto quanto a preguiça do semeador faz a indigência do celeiro.

E para que não nos despenhemos nos precipícios da morte e da treva, plasmando com a nossa própria riqueza cerebral o cadafalso de nossas grandezas, é imprescindível a concentração de grandes falanges de servidores da Luz, no aperfeiçoamento do coração, a fim de que o Senhor encontre sendas libertas, nos campos do espírito em que nos agitamos, promovendo, com segurança, a nossa redenção.

Em toda parte, esperam por nós a educação e a assistência, solicitando-nos não apenas projetos salvacionistas, mas também atividade regeneradora e trabalho fecundo para que todos os nossos companheiros de peregrinação terrestre, nas diversas estações em que a nossa romagem se subdivide, encontrem na atuação de nossa fé o concurso da fraternidade real, sentida, vivida e intensamente aplicada, possibilitando a manifestação do Reino de Deus, entre nós, na exaltação do presente e na garantia do porvir.

Eis porque o Espiritismo para nós outros significa acesso à Boa Nova, compelindo-nos à melhoria da comunidade pelo aprimoramento de nós mesmos.

Nele encontramos a Doutrina de Luz, descerrando templos de caridade e compreensão no espírito humano, arrebatando-nos a alma ao cárcere das trevas e conduzindo-nos ao trabalho salutar e santificante, através do qual traçaremos o roteiro iluminado em que o Mestre nos retomará ao seu regaço, reconquistando-nos para o engrandecimento do seu Reino de Amor, hoje e sempre.

PERANTE JESUS

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

EMMANUEL

sábado, 20 de maio de 2017


Irmanemo-nos em Jesus

 

Ante o mundo moderno, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos em Cristo Jesus o clima de nossa de nossa reconstrução espiritual para a Vida Eterna.

Multipliquemos as assembleias cristãs, quais a desta noite, em que elevamos o coração ao altar da fé renovadora.

Em torno de nossas atividades religiosas, temos a paisagem de há quase dois mil anos...

Profundas transformações políticas assinalam o caminho das nações, asfixiantes dificuldades pesam sobre os interesses coletivos, em toda a comunidade planetária, e, acima de tudo, lavra a discórdia, em toda parte, desintegrando o idealismo santificante.

Este é o plano a que os novos discípulos são chamados.

O momento, por isto mesmo, é de luz para as trevas, amor para o ódio, esclarecimento para a ignorância, bom animo para o desalento.

Não bastará, portanto, a movimentação verbalistica.

Não prevalece a plataforma doutrinaria tão somente.

Imprescindível renovar o coração, convertendo-o em vaso de graças divinas para a extensão das dádivas recebidas.

Espiritismo, na condição de mera fenomenologia, é simples indagação. Indispensável reconhecer, entretanto, que as respostas do Céu às perquirições da Terra nunca faltaram.

A grandeza Divina absorve a pequenês humana em todos os ângulos da nossa jornada evolutiva.

Edificar um castelo teórico ou dogmático, onde a mente repouse a distancia da luta constitui apenas fuga aos problemas – evasão delituosa de quem recebeu do Alto os dons sublimes do conhecimento para que a Luz do Senhor se comunique a todos os homens.

Esta a razão que nos compele ao chamamento novo.

A morte do corpo não nos desvenda os gozos do paraíso, nem nos arrebata aos tormentos do inferno.

Nós, os desencarnados, somos também criaturas humanas em diferentes círculos vibratórios, tão necessitados de aplicação do Evangelho Redentor, quanto os companheiros que marcham pelo roteiro do corpo físico.

A sepultura não é milagroso acesso às zonas da luz integral ou da sombra completa.

Somos defrontados por novas modalidades da Divina Sabedoria a se traduzirem por mistérios Mais Altos.

Transformemo-nos, assim, naquelas “cartas vivas” do Mestre a que o Apóstolo Paulo se refere em suas advertências imortais.

Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica, todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou.

Sem amor, os mais alucinantes oráculos são igualmente aquele “sino que tange” sem resultados práticos para as nossas necessidades espirituais.

Não valem divergências da interpretação nos setores da fé.

Estamos distantes da época em que os filhos da Terra se dirigirão ao Pai com idêntica linguagem, porquanto, para isto, seria indispensável à sintonia absoluta entre nós outros e o Celeste Embaixador das Boas Novas da Salvação.

Reveste-se a hora atual de nuvens ameaçadoras.

Não nos iludamos.

O amor ilumina a justiça, mas a justiça é a base da Lei Misericordiosa.

O mundo em luta atravessa angustioso período de aferição.

Irmanemo-nos, desse modo, em Jesus, para que a tormenta não nos colha, de surpresa, o coração.

Abracemo-nos na obra redentora do bem, já que não é possível, por enquanto, derrubar as fronteiras que separam os templos veneráveis uns dos outros.

Nossa época é de ascensão do homem à estratosfera, de intercambio fácil das nações e de avanço da medicina em todas as frentes, entretanto, é também de lagrimas e reajustamento.

Entrelacemos as mãos, no testemunho da luz e da paz que nos felicitam.

Lembremo-nos de que somos os herdeiros diretos da confiança e do amor daqueles que tombaram nos circos do martírio por trezentos anos consecutivos.

Espiritismo sem Evangelho é apenas sistematização de idéias para transposição da atividade mental, sem maior eficiência na construção do porvir humano.

Trabalhemos, porém, quanto estiver ao nosso alcance, a fim de que o cristianismo redivivo prevaleça entre nós, para que a experiência terrestre não vos constitua patrimônio indesejável e inútil e para que, unidos fraternamente, sejamos colaboradores sinceros do Mestre, sem esquecer-lhe as sublimes palavras:

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”.

 

 

 
do livro “LUZ NO CAMINHO”   EMMANUEL  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER