quinta-feira, 20 de julho de 2017


Caridade e Jesus

Emmanuel

 

A história do Bom Samaritano, ainda hoje, compele-nos a reconhecer na caridade o caminho aberto por Jesus à união e à paz, entre as criaturas, e não antes dele.

Os papiros do Egito ancião não se reportam a qualquer sentimento, qual o da parábola, capaz de reunir corações estranhos uns aos outros.

Os documentários de Roma Imperial não evidenciam qualquer vestígio de semelhante demonstração de calor humano.

As páginas da Grécia antiga, conquanto se definam, até agora, por ápices da cultura filosófica de todos os tempos, não nos revelam indícios desse amor ao próximo, desacompanhado de indagações.

Arquivos de povos outros que passaram na Terra, antes do Cristo, não revelam qualquer sinal desse imperativo de amparo imediato a necessitados que se desconheça.

Jesus porém, com a história do Samaritano generoso, inaugura um mundo novo no campo emotivo da Humanidade, com base na assistência a qualquer irmão do caminho terrestre, que se veja em calamidade e penúria, sem distinção de credo e raça.

Caridade, onde esteja, é a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sempre que te detenhas a contemplar um hospital ou um lar consagrado aos desprotegidos, uma instituição de auxílio social ou de socorro fraterno, eleva o pensamento à Bondade Divina em sinal de louvor e colabora, quanto puderes, em benefício dos outros. Através do ensinamento do Senhor, todas as criaturas válidas são naturalmente chamadas pela Leis de  Deus, à sustentação possível daquelas outras que estejam caídas em provação. E sempre que te observes, à frente de quaisquer dessas obras dedicadas à compreensão e ao amor, recorda que te achas, perante a irradiação da Luz Divina, ou mais propriamente, ante a Caridade e Jesus.

MARCAS DO CAMINHO

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS

 

 

quarta-feira, 19 de julho de 2017


Prece  De  Amor

 

Scheilla

 

Amado Jesus!

 

Suplicando abençoes a nossa casa de fraternidade, esperamos por teu amparo, afim de que saibamos colocar em ação o amor que nos deste.

Auxilia-nos a exercer a compaixão e o entendimento, ensinando-nos a esquecer o mal e a cultivar o bem, na paciência e na tolerância uns para com os outros.

Ajuda-nos a compreender e servir, para que a nossa fé não seja inútil.

Faze-nos aceitar na caridade o esquema de cada dia e induze-nos os braços ao trabalho edificante para que o nosso tempo não se torne vazio.

Sobretudo, Senhor, dá-nos humildade, a fim de que a humildade nos faça dóceis instrumentos nas tuas mãos.

E, agradecendo-te o privilégio do trabalho, em nosso templo de oração, louvamos a tua Infinita Bondade hoje e sempre.

 

"Visão Nova", de Francisco Cândido Xavier, por Autores Diversos

terça-feira, 18 de julho de 2017


CAMPOS


 
Azevedo
 
 

Campos! ao recordar-te, inflama-me o peito,

E embora se me apague o cântico sem lira,

Rogo a Deus te abençoe a terra em que se mira

A vida de teu povo iluminado e eleito!

 

 

Respiro-te o perfume!... A saudade suspira!...

E contemplo outra vez no sonho em que me enfeito,

O rio, o engenho, o arado, a floração no eito

E os verdes canaviais, sob os céus de safira.

 

 

Relembro-te em prece enternecida e grata

Os dias de ouro e azul entre as noites de prata,

Beijo-te o solo em flor por tudo o que nele encerra!...

 

 

Campos! Vejo-te agira, ao brilho do amor puro,

Por estrela de Deus indicando o futuro,

Talhada no Brasil para a Glória da Terra!...

 

 

Espírito “Azevedo Cruz²”

 

 

2 – Azevedo Cruz – João Antônio de Azevedo Cruz nasceu na freguesia de Santa Rita da lagoa de Cima, Município de Campos, RJ, a 22 de julho de 1870. Joaquim Antônio de Azevedo Cruz e Constantina Cruz foram seus pais. Estudou em Campos, primeiramente no Colégio Cornélio, do Profº. Cornélio bastos, e depois no Liceu de Humanidades de Campos. Iniciou seus estudos jurídicos no Rio de Janeiro, mas recebeu grau de Bacharel na Faculdade de Direito de São Paulo. Colaborou amplamente na imprensa de Campos (Monitor Campista, A Gazeta do Povo, etc.), bem como vários jornais e revistas de Niterói, São Paulo e Rio de Janeiro. Para teatro escreveu duas revistas: “Benta Pereira” e “Terra da Goiabada”. Foi deputado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio. Entre outros trabalhos seus, destaca-se Sonho, sua grande obra poética. Desencarnou a 22 de janeiro de 1905 em Friburgo. É considerado o Príncipe dos Poetas Campistas.

Ocioso declarar que o soneto mediúnico “Campos” retrata o estilo e as peculiaridades do grande poeta de “Amantia Verba”, que se identifica ainda, em seu estro admirável, pelo grande amor que sempre dedicou à terra natal e à sua querida gente campista.

 

 

TEMPO E AMOR

 

Francisco Cândido Xavier

e

Clovis Tavares

segunda-feira, 17 de julho de 2017


O CONFESSOR DE CHICO XAVIER
 
Monsenhor Sebastião Scarzelli, Educador eminente. Orador sacro e venerando apóstolo da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil.
 

Monsenhor Sebastião Scarzelli,
o confessor de Chico Xavier
 
O venerando sacerdote Monsenhor Sebastião Scarzelli, residente na cidade de Joinville, Santa Catarina, que completou noventa anos de batismo e setenta de sacerdócio, foi confessor do querido e famoso médium-psicógrafo Francisco Candido Xavier. A propósito, o sr. Waldemar Luz, tendo tomado conhecimento do fato pela biografia de Chico Xavier, escrita por Fred Jorge, entrevistou o virtuoso sacerdote, conforme se aprecia em artigo no jornal daquela cidade, "A Notícia ".
Como essa entrevista merece ser conhecida e divulgada, transcrevemos a seguir aa palavras do respeitável sacerdote, dignas do maior crédito por procederem de um culto e amado ancião, professor universitário, e que se expressa com franqueza, isenção de ânimo e lealdade daqueles que evoluídos por uma longa, laboriosa e útil existência, já cumpriram a sus: missão terrena e aguardam, com a serenidade dos justos, a hora que o Altíssimo o chamar.
As interrogações do sr. Waldemar Luz, assim se expressou Monsenhor Scarzelli:
- "Conheci muito bem Chico Xavier, quando vigário de Matozinhos, Minas Gerais. Era, então, em Pedro Leopoldo, município vizinho, balconista de um senhor Felizardo, comerciante abastado, e homem bastante estimado. A família de Chico era de bons costumes. Seu pai vendia bilhetes de loteria. Tinha predileção pelas boas palestras. Conheci também outros irmãos menores de Chico e sua segunda mãe. Constantemente procurava conversar, na venda do senhor José Felizardo com o seu pequeno empregado, por estimar vê-lo
Seria impossível que a qualidade e a quantidade de meio século de incessante produção mediúnica, como a de Francisco Cândido Xavier, deixassem de suscitar, em toda parte, curiosidade e interesse crescentes, principalmente quando obras de sua intermediação, vertidas para o idioma internacional e para outras línguas, começam a ser mais conhecidas no mundo todo sempre preocupado no balcão do meu amigo, atendendo gentilmente a freguesia "... "Certa vez fui procurado pelo pai do menino, dizendo-me que Chico tinha algo na cabeça, certas visões que pareciam ser coisa do demônio. Pedi-lhe calma, informando-lhe que seu filho tinha grande devoção por Nossa Senhora, e, por isso, era defendido das influências demoníacas. Procurando ouvir de Chico o que o perturbava, informou-me que, nas comunhões que assistia nas missas notava certo resplendor nas hóstias dadas nos comungantes. Procurei, então, acalmá-lo dizendo que, pela sua devoção à Nossa Senhora, deveria continuar rezando para a cura das visões"...
- "Na minha opinião acho que Chico não mente subjetivamente, porque o julgo de boa formação moral e, no seu postulado, mantém-se com muita dignidade, pelo que peço a Deus que jamais penetre ele no campo comercialista. A referência feita ao meu nome na sua biografia é certa e, por isso, tenho grande satisfação, lembrando-me do tempo que convivi com a gente boa e piedosa daquele município, onde conto, felizmente, com muitos e dedicados amigos. Como vigário de Matozinhos, tive ali como em Pedro Leopoldo, distante daquela cidade poucos quilômetros, uma saudosa permanência, acompanhando e, às vezes, dirigindo, importantes campanhas de assistência social. Chico foi e é meu amigo. E nesta oportunidade envio uma saudação afetuosa àquela população, com o testemunho do meu apreço e estima".
Monsenhor foi para Joinvile em 1930, tendo sido Vigário Geral da diocese durante trinta e cinco anos. Diplomado pela Escola Superior de Guerra, sócio fundadora Academia Joinvilense de Letras, é presidente honorário dos Professores Universitários e há longos anos professor no Colégio Normal Santos Anjos, Joinvile, que por suas organizações políticas, estudantis e religiosas, prestou-lhe imponente e popular homenagem natalícia, e tivemos a oportunidade de ouvir nessa ocasião a sua palavra lúcida e serena, embora comovida, lembrando ao padre moderno que sacerdócio e sacrifício são palavras sinônimas".
 
 
ALFREDO NETO
 
 Jornalista, Escritor, Professor e distinto literato brasileiro.
De fama mundialmente difundida, Chico Xavier, o médium que espalha humildade, nos recebe fraterno com palavras delicadas - sua maneira constante de ir ter com as pessoas.
Homem terrenamente irrepreensivo, mensageiro do além, contato direto com o distante de nós. Ele conforta os que sofrem o desespero; é um homem como outro homem comum, que brinca com cachorrinho e cuida de plantas.
Como, em pleno século XX uma doação de vida nestes termos? Ainda hoje se fala em "negar-se" e "entregar-se" para outros? Fenômeno? Astral estranho? De outro mundo? Enviado de Deus?Amigo inseparável dos que nos deixaram?Sem muitas questões, Chico Xavier é só GENTE, sincero, amigo e transparentemente ele é a PAZ.
Como chamá-lo religioso? Chico na sua universalidade transcende as trilhas da norma e, "doutrina" é muito pouco para definir sua espiritualidade e fortaleza de coração.
Astronomicamente ele 'transporta as letras para o papel, assim como uma força enérgica, rápida e concisa, psicografando eletricamente mensagens de Emmanuel, André Luiz, e muitos outros.
Diante de tanta riqueza espiritual, tamanha simplicidade de coração e da amizade do maior médium do Brasil, a reportagem da Revista "Destaque" através do Jornalista Alfredo Neto transpõe para você leitor, todo o amor e a fragrância inteira dos encontros com Chico Xavier.
Dentre as várias perguntas e respostas inseridas na Revista Destaque, destacaremos uma que achamos oportuna, pois completará o artigo a seguir do sacerdote Sebastião Scarzelli, que muito orientou Chico Xavier.
 C.X. - Quando meu pai se casou pela segunda vez, aquela que veio para nós como sendo uma segunda mãe, era uma criatura de sentimentos muito nobres e generosos, católica também, por formação, a minha segunda mãe me aproximou de um padre que está sempre em minha lembrança.
Trata-se do sacerdote Sebastião Scarzelli, desencarnado na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. Talvez com mais de 90 anos de idade, já na condição de monsenhor Sebastião Scarzelli, esse sacerdote, a pedido de minha segunda mãe, me confessou várias vezes, me ditou diversas penitências e diversos deveres de natureza religiosa, às vezes um tanto quanto difíceis para uma criança de 8 a 11 anos de idade. Ele notava que o meu comportamento era de uma pessoa lúcida, mas acompanhada de inteligências que ele não podia, na condição de sacerdote, classificar com justiça absoluta. Quando eu completei 10 anos em 1921, ele foi para mim de uma bondade enorme, aconselhando-me a procurar no trabalho, numa condição de vida, através da qual eu pudesse crescer no interior de Minas Gerais, sem que parentes e amigos chegassem a lembrar a minha internação em sanatório.
Ele me reconhecia como pessoa lúcida na minha idade de 10 anos, mas, me via expressando inteligências estranhas a meu modo de ser e me recomendou que esperasse o tempo, para que com a ajuda de Deus pudesse a minha condição mental ser clareada suficientemente e para que eu não viesse a entrar em qualquer processo de perturbação mental. O Pe. Sebastião Scarzelli foi um verdadeiro benfeitor. Quando pediu para mim um emprego na Cia. de Fiação e Tecelagem Cachoeira Grande em Pedro Leopoldo, no ano de 1921, onde comecei o meu serviço profissional, ali trabalhando durante 4 anos. Foi um trabalho que me livrou de uma condição difícil de vez que no ponto em que me cediam os meus conflitos, qualquer pessoa poderia pensar que se tratava de um criança mentalmente alienada, o que o Padre reconhecia não ser verdadeiro.
 
 
LUZ BENDITA
 
 
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
RUBENS SILVIO GERMINHASI

domingo, 16 de julho de 2017



 

 

Não te inclines ao suicídio

Que só por si é doença;

a morte virá sem falta,

Mais veloz do que se pensa

Arnold Souza

 

 

Na morte, se nos revela

A revisão do dever,

Por isso é que temos nela

A hora do “vamos ver.”

Jaks Aboab

 

 

O recém-desencarnado

Está no próprio desejo,

Fitando, por atacado,

O que fazia a varejo.

Leandro Gomes de Barros

 

 

Por força da natureza,

Na hora da despedida,

A mente encontra a visão

De tudo o que fez na vida.

Pedro Silva

 

 

A esposa do agonizante

Rezava a “Salve Rainha”,

Mas ele apenas gritava:

“Aquela morena é minha!...”

Lulú Parola

 

 

O morto, de corpo inerte,

Nem sempre está no descanso...

Pede a mente que ele esteja

Fechado para balanço.

Sylvio Fontoura

 

 

Disse o tio a João Rosendo:

“ A paz é o que Deus nos quer...”

E João respondeu, morrendo:

“Só quero pinga e mulher”.

Cornélio Pires

 

 

No estado de coma, às vezes,

A alma volve ao próprio centro,

Não vê o que está por fora,

Mas vê o que traz por dentro.

Manoel Serrador

 

 

A sofrer desencarnando

O amigo Pinho Ventura

Só se lembrava de filmes

Cortados pela censura.

João Moreira da Silva

 

 

Na terra, o último ato,

Que se chama “despedida,”

É a morte a tirar retrato

Do quanto se fez na vida.

Auta de Souza

sábado, 15 de julho de 2017


AÇÃO

 
 

Ante o bem a fazer

Não digas: “impossível”.

 

No amparo aos semelhantes,

Não fales: “nada sou”.

 

Estende as mãos e serve,

O Céu te escuta e vê.

 

Lembra a tomada humilde

Comunicando a luz.

 

Faze o melhor que possas

E o melhor surgirá.

 

Deus é auxílio em ti.

Age e funcionará.

 

 

Livro “DEUS SEMPRE” – Espírito: EMMANUEL - Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

 

PODES

 
Só Deus é a Providência,

Mas podes ser o auxílio.

 

Só Deus é a Luz,

Mas podes ser a lâmpada.

 

Só Deus é a Alegria Perfeita.

Mas podes ser o sorriso.

 

Só Deus é a Sabedoria,

Mas podes ser a boa palavra.

 

Só Deus é Tudo no Bem.

Mas podes ser a migalha.

 

Livro “DEUS SEMPRE” – Espírito: EMMANUEL - Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

sexta-feira, 14 de julho de 2017


O lar

 

O lar não é somente o santuário de alvenaria, onde reconfortas o corpo. E também o reino das almas, onde o teu coração reclama a bênção da paz e a alegria de viver.

É o templo, em cujo altar vivo o Senhor nos situa o espírito para o aprendizado na escola humana.

Aprende a servir dentro dele, a fim de que possas representar dignamente o papel que te cabe no mundo.

Semeia, aí dentro, no recinto abençoado que te viu crescer, a bondade e o entendimento.

Quando não fores compreendido por aqueles que te cercam nos laços da consanguinidade, cultiva o auxílio silencioso, em benefício dos que te rodeiam.

Em casa, quase sempre, aliam-se a nós os amores mais santos, construindo-nos o paraíso mais doce, e prendem-se ao nosso temporário destino na Terra as aversões mais profundas em tempestades do sentimento.

Sob o véu misericordioso da reencarnação, amigos e adversários aí se congregam, disputando o prêmio do aprimoramento espiritual.

Em razão disso, e possível sofras, no campo familiar os tormentos mais rudes, entretanto, nem te desanimes..

Ilhado pelas incompreensões perdoa e serve sem descansar.

Fustigado pela discórdia, não te confies à tristeza destrutiva

Regozija-te com a possibilidade de recapitular pequeninas experiências, lutando pela própria regeneração,

Se compulsoriamente afastado daqueles que amas em razão da rebeldia deles mesmos, ampara com as vibrações do pensamento amigo aqueles que te expulsam.

Um dia, a luz brilhará sobre a mente crepuscular dos nossos companheiros infelizes, assim como o dia volta a raiar, ao fim de cada noite.

Jamais te esqueças de que o lar é uma bênção de Deus na Terra.

Não grites, nem te revoltes, dentro dele.

Não te entregues à crueldade ou ao desalento, entre as suas fronteiras de amor.

Lembra-te de que a tua casa é bendito refúgio do teu pão, dos teus sonhos e do teu estímulo ao trabalho renovador.

No lar, temos o nosso mais valioso curso de abnegação e fraternidade e, quando praticarmos o ensinamento do amor puro, com quem nos partilha a mesa e se entrelaça conosco, através do calor do mesmo sangue, então estaremos inteiramente habilitados para seguir com Jesus, no apostolado do bem à Humanidade inteira.

Néio Lúcio

 

 

Em problemas de fraternidade, o ajustamento não precede das nossas exigências de compreensão; penetremos as dificuldades do próximo, auxiliando-o para o bem, e o equilíbrio surgirá, espontâneo, em nosso benefício.

 

 

quarta-feira, 12 de julho de 2017


No Espiritismo com Jesus

 

Se acordarmos para as responsabilidades que o Espiritismo com Jesus nos impõe, é imperioso não esquecer que ainda nos achamos na Terra encarnados e desencarnados, em vastíssima escola de preparação ante a Vida Maior.

 

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Em seus variados departamentos, encontramos, ainda, a ignorância gerando a penúria, a penúria criando necessidades, as necessidades formando problemas e os problemas plasmando o desespero nos corações.

 

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Desse estranho conjunto de forças negativas, nascem a superstição e o fetichismo, perturbando o caminho das criaturas que, apressadas e invigilantes, muitas vezes, pretendem colher a felicidade sem plantá-la e exigem a paz sem qualquer esforço para se libertarem dos prejuízos a que se acolhem.

 

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Todavia, quanto mais se alonguem a crendice e o fanatismo, operando o extravio das consciências, mais amplo é o trabalho de cooperação que o mundo nos reclama, porquanto, o Cristianismo renascente na construção espírita de hoje é a vitória das forças da luz sobre as energias ocultas da sombra.

 

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Quando surpreendidos por qualquer espécie de culto primitivista, em desacordo com o Evangelho de Jesus, nesse ou naquele círculo religioso, procuremos auxiliar sem alarde as vítimas da fascinação, mergulhadas por enquanto em manifestações impróprias ou inferiores da fé, acentuando a própria diligência no estudo e dilatando a própria capacidade no exercício do bem.

 

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E, se defrontados por resíduos e objetos de semelhantes manifestações, façamos silêncio no coração e sigamos adiante, porque se não é justo recolher o foco infeccioso da via pública para trazê-lo ao próprio lar e se não é crível que o homem sensato instale deliberadamente um vespeiro na própria morada, claro está que o respeito e a higiene, a prudência e a caridade nos induzem a fugir de qualquer desafio espetaculoso aos elementos enfermiços da sombra, que apenas solicitam bondade e tolerância, compreensão e esquecimento.

 

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Acentuemos, na própria vida, a disposição de aprender e auxiliar!

 

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Que a ignorância encontre conosco a bênção do alfabeto.

Que a penúria receba de nossas mãos o óbolo de carinho a que faz jus.

 

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Que as necessidades humanas nos recolham o concurso fraterno e que os problemas do mundo nos identifiquem na posição de aprendizes de Jesus, sempre dispostos a amparar e socorrer, edificar e instruir.

 

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Que o Amor do Cristo se irradie conosco, em nós e por nós, porque amar e servir constitui a missão do bem diante do mal, sem que mudança alguma consiga alterar semelhante imperativo da vida.

 

TRILHA DE LUZ

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITO EMMANUEL