domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mãos Estendidas

Estende a tua mão. E ele a estendeu e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra." - (MARCOS, 3:5.)

Em todas as casas de fé religiosa há crentes de mãos estendidas, suplicando socorro . . .


Almas aflitas revelam ansiedade, fraqueza, desesperança e enfermidades do coração.


Não seremos todos nós, encarnados e desencarnados, que algo rogamos à Providência Divina, semelhantes ao homem que trazia a mão seca?


Presos ao labirinto criado por nós mesmos, eis-nos a reclamar o auxílio do Divino Mestre . . .


Entretanto, convém ponderar a nossa atitude.


É justo pedir e ninguém poderá cercear quaisquer manifestações da humildade, do arrependimento, da intercessão.


Mas é indispensável examinar o modo de receber.


Muita gente aguarda a resposta materializada de Jesus.


Esse espera o dinheiro, aquele conta com a evidência social de improviso, aquele outro exige a imediata transformação das circunstâncias no caminho terrestre . . .


Observemos, todavia, o socorro do Mestre ao paralítico.


Jesus determina que ele estenda a mão mirrada e, estendida essa, não lhe confere bolsas de ouro nem fichas de privilégio. Cura-a. Devolve-lhe a oportunidade de serviço.


A mão recuperada naquele instante permanece tão vazia quanto antes.


É que o Cristo restituía-lhe o ensejo bendito de trabalhar, conquistando sagradas realizações por si mesmo; recambiava-o às lides redentoras do bem, nas quais lhe cabia edificar-se e engrandecer-se.


A lição é expressiva para todos os templos da comunidade cristã.


Quando estenderes tuas mãos ao Senhor, não esperes facilidades, ouro, prerrogativas . . .


Aprende a receber-lhe a assistência, porque o Divino Amor te restaurará as energias, mas não te proporcionará qualquer fuga às realizações do teu próprio esforço.

EMMANUEL
Foto: A Casa Transitória amanheceu em festa, com a visita de mais de vinte Filhos da Luz, maçons da Loja Maçonica Calixto Nóbrega no. 15 -Sousa(PB), além dos jovens do Capítulo Demolays. Um dos maçons presente ao café matinal e ao encontro fraterno assim afirmou: A fraternidade é palavra que brilha nos discursos de nossa Ordem, sobretudo, reside a fraternidade, nos corações dos maçons presente ao evento de hoje. Da esquerda para direita: Vejamos o registro de parte dos maçons presentes - Fernando da Loteria, Rodrigo, Nonato da Madereira, Pereira, Emanoel, Francisco das bicicletas, Tomaz da Agrotécnica e Cid Sarmento.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NA ESFERA ESPÍRITA

Realmente, saberás pronunciar as mais belas palavras;
escreverás livros mais nobres;

produzirás poemas de eloquente beleza;

reunirás multidões ao redor de tua vigorosa influência;

exteriorizarás faculdades mediúnicas espantosas;

materializarás os desencarnados ante a observação da ciência;

receberás mensagens brilhantes suscetíveis de arrancar a admiração e o respeito dos espíritos mais céticos;

transmitirás com segurança avisos e apontamentos do Plano Superior;

transportarás contigo olhos percucientes e lúcidos, divisando quadros inesquecíveis do campo extra-físico, sensibilizando os companheiros até as lágrimas;

improvisarás orações de conteúdo sublime;

reterás a mais sadia convicção acerca da imortalidade da alma;

desfrutarás o mais elevado apreço entre os irmãos de fé pelo tesouro de inteligência e cultura que te exortam a individualidade;

acumularás a riqueza do raciocínio e a bênção da confiança;

todavia, se não fores bom no trato com os outros, se não exemplificares os princípios santificantes que esposas, na luta de cada dia, iluminando e aprimorando a ti mesmo, para clarear o teu santuário doméstico e aperfeiçoar a região de trabalho a que deves servir, não conseguirás acordar os semelhantes para o caminho da perfeição, porque, em matéria de Cristianismo e, consequentemente, de Espiritismo, apenas o exemplo guarda poder transformador, capaz de despertar as consciências que nos rodeiam, impulsionando-as da inércia da sombra para a vitória da luz.


NA ESFERA ESPÍRITA Emmanuel


Do livro DOUTRINA DE LUZ

Foto: Casimiro (95), confirma através de gestos positivos de que a exposição apresentada pela palestrante Denise, sobre a Doutrina de Luz foi belíssima.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O que é o Espiritismo

“Não obstante, o Espiritismo não é uma descoberta moderna. Os fatos e os princípios, sob os quais ele repousa, se perdem na noite dos tempos, pois seus traços se acham nas crenças dos povos, em todas as religiões, na maior parte dos escritores sacros e profanos. Apenas que, incompletamente observados, os fatos foram freqüentemente interpretados conforme as idéias supersticiosas da ignorância e sem que dos mesmos tivessem sido deduzidas todas as conseqüências.

O que há de moderno é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de sua missão e de seu modo de agir; a revelação do nosso estado futuro e, enfim, a constituição dele num corpo científico e doutrinário e suas múltiplas aplicações. Os antigos conheciam o princípio; os modernos conhecem as minúcias. Na Antigüidade o estudo desses fenômenos era privilégio de certas classes, que só o revelavam aos iniciados nesses mistérios; na Idade Média os que com ele se ocupavam ostensivamente eram tidos como feiticeiros e queimados vivos; hoje, porém, já não há mais mistérios para ninguém, ninguém é queimado, tudo se faz à luz meridiana e todo o mundo está disposto a instruir-se e praticar. Porque em toda parte se encontram médiuns e cada um pode sê-lo mais ou menos.


A doutrina hoje ensinada pelos Espíritos nada tem de novo; seus fragmentos são encontrados na maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e se completam nos ensinos de Jesus Cristo. A que vem, pois, o Espiritismo? Vem confirmar com novos testemunhos e demonstrar com os fatos, verdades desconhecidas ou mal compreendidas e restabelecer em seu verdadeiro sentido aquelas que foram mal interpretadas ou deliberadamente alteradas.


O que é certo é que nada de novo ensina o Espiritismo. Mas será pouco provar de modo patente e irrecusável a existência da alma, sua sobrevivência ao corpo, sua individualidade após a morte, sua imortalidade, e as penas e recompensas futuras?”


Allan Kardec
O que é o Espiritismo
Introdução

É BOM ANOTAR:

• As manifestações dos Espíritos sempre existiram, em países e épocas diferentes.
• As manifestações dos Espíritos estão na base das religiões.
Foto: Conversa matinal entre João de Freitas, Saul(filho de Olívia-residente da Casa), Zé Maria, Ascendino e Hélio Zenaide, no terraço da Casa Transitória, no ano de 1985.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Continuemos praticando o bem.

Cristãos decididos

…Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para ser os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos.

Estamos sendo convocados para ser os braços do Mestre, que afaguem, que se alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.

Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.

Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica!

Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos!

É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus.Em qualquer circunstância, que se interroguem:

- em meu lugar que faria Jesus?

E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não têm companheiros, faria.

Filhos da alma!

Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças, à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.

O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas.Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando-o à última hora.Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.

Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias destruidoras.

Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, a asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo ressentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.

Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução.

Sede vós aquele que ama.

Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade.

Não postergueis o dever de servir para amanhã, para mais tarde.

Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário.

As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.

Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade.


Muita paz, meus filhos.

Que o Senhor de bênçãos nos abençoe.

O servidor humílimo e paternal de sempre


Bezerra

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública em torno da maternidade, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de agosto de 2009.)
Foto: Homenagem a Zé Maria, no ano de 1984, com a participação das crianças da Evangelização.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PERDÃO E PAZ

O refúgio de amor da Boa Nova,
Denominado Casa do Caminho,
Albergava um montão de pessoas em prova,
Entremostrando, fartamente,
Doença, Inquietação, cansaço, desalinho...


O Sol se despedia no poente.
Tudo, em Jerusalém, no entardecer,
Requeria parada de lazer
Depois do dia quente.


Entretanto, na Casa do Senhor,

Intensa, prosseguia,

A tarefa de paz, de compreensão e amor...

Enfermos sem família que os quisesse,

Débeis mentais em desvalia,


Mulheres desoladas,

Crianças de ninguém, colhidas nas calçadas,

Junto dos companheiros de Jesus,

Alinhavam-se em prece,

Rogando aos Céus socorro, amparo e luz...


No transcurso do dia,

Simão Pedro suara e trabalhara tanto,

Que se acolhera, a sós, em singelo recanto,

Tentando se esquivar à estafa que sentia...

Mas, um dos assessores,

Veio apressado pelos corredores,

E disse-lhe, através da voz tremente:

– “Irmão Pedro, chegou à nossa porta

Um velhinho em feridas...

Geme e grita com dores incontidas.

É o rabino Joaz que conheceis,

Antigo fazedor de nossas leis”.

Pedro aprumou-se e respondeu:

Como quem se arrojara a intenso asco:

– “Joaz, filho de Aquim, o terrível carrasco,

Que odeia o mundo galileu”?

Em seguida indagou do jovem emissário:

-– “Não conheces a trama do Calvário?

Pois não sabes, nos textos em que estudas,

Que foi ele um dos vários matadores

Que aconselharam Judas

A complicar o Mestre Inesquecível”?

E, dando um murro à mesa,

Ajuntou: “É impossível!...

Aqui não entrará semelhante traidor...

Que ele sofra, por lei da Natureza,

Remorso e enfermidade, entre gritos de dor...


Cumpro o que penso e falo,

Eu mesmo irei à porta, a fim de despachá-lo”...


Descia a noite devagar,

A penumbra invadia o grande lar.


Pedro avançava para a entrada,

Mostrando na expressão a alma rude e agitada

Mas, quase rente à porta, um homem sereno

Nele cravou o olhar calmo e profundo...

O apóstolo excitado o reconheceria

Fosse onde fosse, em todo o mundo...

Era Jesus, o Mestre Nazareno...


Empolgado de pranto e de alegria,

Simão interrompeu, atarantado,

“A que vindes, Senhor?

Ordenai o que for de vosso agrado”...


O Cristo replicou, carregando de amor

As palavras sublimes que trazia:

– “Compreendo, Simão, a repulsa que sentes,

Não pudeste esquecer as horas de agonia

Dos nossos dias diferentes...

Mas escuta, Simão:

É preciso abrandar o coração...

Olvidar toda ofensa é prosseguir em paz.

Pedro, venho pedir-te por Joaz,

Ele já não é mais o duro algoz de outrora,

É um pobre penitente que se escora

Nas chagas que carrega,

Um enfermo infeliz

De alma cansada e cega


Que a si mesmo se acusa e se maldiz...

Recorda a nossa fala de outras vezes,

Se Joaz te feriu a alma fraterna e boa,Pedro, escuta!...

Perdoa Setenta vezes sete vezes...

Não te detenhas, vai,

Lembra o Infinito Amor de Nosso Pai...

Cada qual pagará pelas culpas que tem

Na justiça que vela sem cessar,

Quanto a nós cabe sempre a tarefa do bem:

Aprender e servir, compreender e amar...

Auxilia-me, enfim,

Faze o bem a Joaz, qual o fazes por mim”!...


Dissolveu-se na sombra a divina figura;

O apóstolo chorou, tocado de amargura...

Depois, ganhou a porta em ritmo apressado.

Um homem seminu jazia esfarrapado,

Estirado na pedra à sua própria frente.

O antigo pescador contemplou o doente

E inquiriu sobre ele ao tristonho rapaz

Que se punha a assistí-la. O moço esclareceu:

– “Amigo, este é Joaz

Que pede proteção ao teta deste asilo,

Está mudo, febrento, desprezado...

Recebei-o, por Deus, ao vosso lado

Por tutelado e amigo,

O rabino de outrora hoje é um triste mendigo”...


Transformado, Simão,

Alçou Joaz


Ao nível de seu próprio coração.

Depois falou para o interlocutor:

– “Ide em paz,Deixai Joaz conosco, é nosso irmão,

Ele pertence agora ao nosso amor,

Tal qual se fez e tal qual se apresenta”...


E enquanto o jovem sai como quem não se atrasa

A fim de obedecer aos seus chefes hebreus,

Pedro ainda aditou em voz tranquila e atenta,

– “Ele será mais nosso em nossa casa,

Que esta casa é de Deus”!...


Do livro A Vida Conta.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Foto: Helio Zenaide, Ascendino, Zé Maria e Valdir, na Casa Transitória, no ano de 1984, em conversa fraterna com os dois primeiros albergados da Casa do Caminho em Sousa(PB).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Como combater o Espiritismo

A luta contra o Cristianismo só se tornou eficaz quando os adeptos se deixaram fascinar pelo já agonizante Império Romano. Graças a essa fascinação, o Império conseguiu submeter o Cristianismo ao seu serviço e o desfigurou em pouco tempo.

No Espiritismo temos agora a técnica semelhante do Império das Trevas, organizado nas regiões inferiores do mundo espiritual, onde os espíritos apegados à matéria, revestidos de corpo espiritual em que os elementos materiais predominam, continuam a viver em condições terrenas.


População maior do que a encarnada na crosta do planeta, essas entidades disputam as almas ignorantes e vaidosas das fileiras espíritas e as utilizam como instrumentos de confusão no meio doutrinário. As mistificações mais grosseiras são aceitas por esses adeptos vaidosos, que chegam à extrema audácia de aviltar os textos da Codificação Kardeciana e tentar substituí-los por obras eivadas de contradições e absurdos de toda a espécie.


Ao invés de procurarem instruir-se, melhorar seus conhecimentos, pretendem transformar-se em novos reveladores de mistérios assombrosos. Há várias correntes já formadas no meio espírita, contra as quais as pessoas sensatas precisam precaver-se.


É claro que essas mistificações de homens fátuos e espíritos inconseqüentes serão varridas pela evolução, mas até que isso aconteça, haverá tempo suficiente para que muitas criaturas ingênuas sejam envolvidas em processos obsessivos.


Todo espírita consciente de suas responsabilidades humanas e doutrinárias está no dever intransferível de lutar contra essas ondas de poluição espiritual que pesam na atmosfera terrena.


Ninguém tem o direito de cruzar os braços em nome de uma falsa tolerância que os levará à cumplicidade. Os próprios e infelizes corifeus e propagadores dessas teorias ridículas são os mais necessitados de socorro. É legítima caridade repelir todas essas fantasias em nome da verdade, mesmo que isso magoe os companheiros iludidos.


A tolerância comodista dos que vêem o erro e se calam é crime que terá de ser pago no futuro. Quem pactua com o erro para não criar problemas está, sem o saber, enleando-se nas teias sombrias da mentira, compromissando-se com os mentirosos. E esse compromisso é um desrespeito a todos os que se sacrificaram no passado e se sacrificam no presente para ajudar a Humanidade na defesa dos seus direitos evolutivos.


Este é o momento grave da evolução terrena em que não podemos esquecer a advertência de Jesus: Seja o teu falar sim, sim; não, não. Multidões de criaturas foram sacrificadas no passado para que a Humanidade se libertasse de seus enganos e pudesse encontrar os caminhos limpos da verdade, ou seja, das coisas reais, verdadeiras, que nos conduzem ao saber e à liberdade.


Se trairmos hoje, comodistamente, esses mártires inumeráveis, estaremos conspurcando a dignidade humana, cobrindo de lixo as sendas da verdade abertas pelo Cristo e agora reabertas pelo Espírito da Verdade através de Kardec.


Trocar o ensino puro do Mestre pelas bugigangas de camelôs vaidosos é fazer o papel dos porcos da parábola, que rejeitam as pérolas e avançam, raivosos contra quem as oferece.


Palavras duras, sem dúvida, mas que foram usadas por Jesus para despertar as almas empedernidas. Não há mais lugar para comodismos, compadrismos, tolerâncias criminosas no meio espírita. Cada um será responsável pelas ervas daninhas que deixar crescer ao seu redor.


É essa a maneira mais eficaz de se combater o Espiritismo na atualidade: cruzar os braços, sorrir amarelo, concordar para não contrariar, porque, nesse caso, o combate à doutrina não vem de fora, mas de dentro do movimento doutrinário.


(...)Bastam esses fatos para nos mostrar que o Espiritismo é o Grande Desconhecido dos próprios espíritas. E é por isso, por causa dessa negligência imperdoável no estudo da doutrina, que os próprios adeptos se transformaram em eficientes instrumentos de combate ao Espiritismo.


As pessoas de bom-senso e cultura se afastam horrorizadas de um meio em que só poderiam permanecer em ritmo de retrocesso ao condicionamento das crendices e do fanatismo.


No campo científico o nada não existe nem pode existir. E como a base da doutrina é a Ciência, a sólida base dos fatos, a verdade incontestável é que o nosso movimento espírita não tem base.


Se os espíritas conscientes não se dispuserem a uma tentativa de reconstrução, de reerguimento desse edifício em perigo, ficaremos na condição de nababos que desprezam as suas riquezas por incompetência para geri-las. Temos nas mãos a Ciência Admirável que o Espírito da Verdade propôs a Descartes e mais tarde confiou a Kardec.


Mas do que vale a ciência e o poder, a fortuna e a glória, se não formos capazes de zelar por tudo isso e nem mesmo de compreender o que possuímos? Nós mesmos abrimos o portal da muralha e recolhemos, alegres e estultos, o Cavalo de Tróia em nossa fortaleza inexpugnável.


Como combater o Espiritismo

POR HERCULANO PIRES

do livro “Curso Dinâmico de Espiritismo”.

Herculano Pires (1914 - 1979) foi, no dizer do espírito Emmanuel, o “metro que melhor mediu Kardec”.

Foto: Luciana Lemos, da tribuna, convoca, alerta e suplica a todos à instrução espírita, conforme enfatiza Allan Kardec. Atentas, Cláudia e Olívia, refletindo nos ensinamentos lúcidos da palestrante na Casa do Caminho, na cidade de Sousa(PB).


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O bem é incansável

E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” — Paulo.(2ª Epístola aos Tessalonicenses, capítulo 3, versículo 13.)

É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem.


Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.


Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.


É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.


O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria ilu-minação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.


Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?


A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.


Extraído do livro Pão Nosso
pelo espírito de Emmanuel
psicografada Francisco Cândido Xavier.

Foto: Aparecida trabalhou, incansavelmente, para amenizar a dor física, que não dava tréguas aos enfermos, e, em nome de Jesus, comandou o Hospital do `Fogo Selvagem, em Minas Gerais. Exemplo a seguir, representa verdadeiro paradigma do Amor.




domingo, 21 de fevereiro de 2010

Palavra aos espíritas

Espiritismo revivendo o Cristianismo — eis a nossa responsabilidade.

Como outrora Jesus revelou a Verdade em amor, no seio das religiões bárbaras de há dois mil anos, usan­do a própria vida como espelho do ensinamento de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições em ser­viço de aprimoramento da Humanidade.

Espíritas!

Lembremo-nos de que templos numerosos, há mui­tos séculos, falam dEle, efetuando porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a humildade.

E porque não puderam acomodar-se aos imperati­vos do Evangelho, fascinados que se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram pedestais de intole­rância para si mesmos.

Todavia, a intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o império da rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da violência e da crueldade, pros­crevendo a honra e aniquilando a cultura, remunerando a astúcia e laureando o crime, acendendo fogueiras e semeando ruínas em rajadas de sangue e destruição.

Somos, assim, chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa paz traduza a inércia dos pântanos.

É imprescindível estudar educando, e trabalhar cons­truindo.

Não vos afasteis do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em fator de vossa própria ser­vidão às cidadelas da sombra, nem algemeis os punhos mentais ao cientificismo pretensioso.

Mantende o cérebro e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos esqueçais de que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se transforme em pavoroso deserto.

Aprendamos do Cristo a mansidão vigilante.

Herdemos do Cristo a esperança operosa.

Imitemos do Cristo a caridade intemerata.

Tenhamos do Cristo o exemplo resoluto.

Saibamos preservar e defender a pureza e a simpli­cidade de nossos princípios.

Não basta a fé para vencer. É preciso que a fideli­dade aos compromissos assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria alma.

Nem conflitos estéreis.

Nem fanatismo dogmático.

Nem tronos de ouro.

Nem exotismos.

Nem perturbação fantasiada de grandeza intelectual.

Nem bajulação às conveniências do mundo.

Nem mensagens de terror.

Nem vaticínios mirabolantes.

Acima de tudo, cultuemos as bases codificadas por Allan Kardec, sob a chancela do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas, no rumo do Bem Eterno.

O Espiritismo, desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol. Não nos percamos em labirintos desnecessários, porquanto ao espírita não se permite a expectação da miopia mental.

Sigamos, pois, à frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e leais à própria consciência, na cer­teza de que o nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos.

Do cap. 27 do livro Religião dos Espíritos,
de Emmanuel,
psicografada de Francisco Cândido Xavier.
Foto: Alguns participantes da atual Diretoria: Em primeiro plano - Walter, Cidália, Sueli e Dona Graças; em segundo plano - Wellington, Claúdia, Cátia e Generosa. Gestão 2009/2012.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

NO FUTURO

Quando o homem gravar na própria alma

Os parágrafos luminosos da Divina Lei,

O companheiro não repreenderá o companheiro,

O irmão não denunciará outro irmão.

O cárcere cerrará suas portas,

Os tribunais quedarão em silêncio.

Canhões serão convertidos em arados,

Homens de armas volverão à sementeira do solo.

O ódio será expulso do mundo,

As baionetas repousarão,

As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,

Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.

A justiça será ultrapassada pelo amor.

Os filhos da fé não somente serão justos,

Mas bons, profundamente bons.

A prece constituir-se-á de alegria e louvor

E as casas de oração estarão consagradas

ao trabalho sublime da fraternidade suprema.

A pregação da Lei

Viverá nos atos e pensamentos de todos,

Porque o Cordeiro de Deus

Terá transformado o coração de cada homem

Em tabernáculo de luz eterna,

Em que o seu Reino Divino

Resplandecerá para sempre.

EMMANUEL
"Pão Nosso" FCXavier, FEB

Foto: Em época de produção, quando a horta era visitada por parceiros que de forma voluntária e alegre, realizavam uma manhã festiva aos residentes da Casa Transitória.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

NOS DOMÍNIOS DA SOMBRA

Em completa assembléia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião.
O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais.

Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente!Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam, sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina.

Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres que lhes cabiam no Planeta.

Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra surgiam ameaçadas....

Que fazer para conjurar o perigo?

E pediu para que os seus assessores apresentassem sugestões.

Depois de alguns momentos de expectativa, ergueu-se o comandante das legiões da incredulidade e falou:

Procuremos veicular a crença de que Deus não existe e de que as criaturas viventes estão entregues a forças cruéis e fatais da Natureza....

O maioral das trevas, porém, objetou, desencantado:

O argumento não serve. Quanto mais avança nos trilhos da inteligência mais reconhece o homem a Paternidade de Deus, sendo atraído inelutavelmente ardente e pura.

Levantou-se, no entanto, o orientador das legiões da vaidade e opinou:

Espalharemos a notícia de que Jesus nada tem que ver com o Espiritismo, que as manifestações dos desencarnados se resumem num caso fisiológico para as conclusões da Ciência, e, desnorteando os profitentes da Renovadora Doutrina, faremos com que gozem a vida no mundo, como melhor lhe pareça, sem qualquer obrigação para com o Evangelho e, assim, serão colhidos no túmulo, com as mesmas lacunas morais que trouxeram do berço....

O rei das sombras anuiu, complacente:

Sim, essa ilusão já foi muito importante, contudo, há milhares de pessoas despertando para a verdade, na certeza de que as portas do sepulcro não se abririam para os vivos da Terra, sem a intervenção de Jesus.

Nesse ponto, o diretor das falanges da discórdia pôs-se de pé e conclamou:- Sabemos que a força dos espíritos nasce das reuniões em que se congregam para a oração e para o aprendizado da Vida Espiritual, e nas quais tomam contacto com os Mensageiros da Luz....

Assim sendo, assopraremos a cizânia entre os seguidores dessa bandeira transformadora, exagerando-lhes a noção da dignidade própria. Separá-los-emos uns dos outros com o invisível bastão da maledicência.

Chamaremos em nosso auxílio os polemistas, os discutidores, os carregadores de lixo social, os fiscais do próximo e os examinadores de consciências alheias para que os seus templos se povoem de feridas e mágoas incuráveis e, assim, os irmãos em Cristo saberão detestar-se uns aos outros, com sorrisos nos lábios, inutilizando-se para as obras do bem.

O chefe satânico, todavia, considerou:Isso é medida louvável, contudo necessitamos de providência de efeito mais profundo, porque sempre aparece um dia em que as brigas e os desacordos terminam com os remédios da humildade e com o socorro da oração.A essa altura, ergueu-se o condutor das falanges da desordem e ponderou:

- Se o problema é de reuniões, conseguiremos liquidá-lo em três tempos. Buscaremos sugerir aos membros dessas instituições que o lugar dos conclaves é muito longe e que não lhes convém afrontar as surpresas desagradáveis da via pública.

Faremos que o horário das reuniões coincida com o lançamento de filmes especiais ou com festividades domésticas de data fixa. Improvisaremos tentações determinadas para os companheiros que possuam maiores deveres e responsabilidades junto às assembléias, a fim de que os iniciantes não venham a perseverar no trabalho da própria elevação.

Organizaremos dificuldades para as conduções e atrairemos visitas afetuosas que cheguem no momento exato da saída para os cultos espíritas-cristãos.

Tumultuaremos o ambiente nos lares, escondendo chapéus e bolsas, carteiras e chaves para que os crentes se tomem de mau humor, desistindo do serviço espiritual e desacreditando a própria fé.

O soberano das trevas mostrou larga satisfação no semblante e ajuntou:Sim, isso é precioso trabalho de rotina que não podemos menosprezar. Entretanto, carecemos de recursos diferente.....

O responsável pelas falanges da dúvida ergueu-se e disse:

As reuniões referidas são sempre valiosas com o auxílio de médiuns competentes. Buscaremos desalentá-los e dispersá-los, penetrando a onda mental em que se comunicam com os Benfeitores Celestes, fazendo-lhes crer que a palavra do Além resulta de um engano deles próprios, obrigando-os a se sentirem mentirosos, palhaços, embusteiros e mistificadores ,sem qualquer confiança em si mesmos, para que as assembléias se vejam incapazes e desmoralizadas....

O mentor do recinto aprovou a alegação, mas considerou:

Indiscutivelmente, o combate aos médiuns não pode esmorecer, entretanto, precisamos de providência mais viva, mais penetrante...

Foi então que o orientador das falanges da preguiça se levantou, tomou a palavra, e falou respeitoso:

- Ilustre chefe, creio que a melhor medida será recordar ao pensamento de todos os membros da agremiações espíritas que Deus existe, que Jesus é o Guia da Humanidade, que a alma é imortal, que a Justiça Divina é indefectível, que a reencarnação é uma verdade inconteste e que a oração é uma escada solar, reunindo a Terra ao Céu....

O soberano das sombras, porém, entre o espanto e a ira, cortou-lhe a palavra, exclamando:- Onde pretende chegar com semelhantes afirmações?O comandante dos exércitos preguiçosos acrescentou, sem perturbar-se:

Sim, diremos que o Espiritismo com Jesus, pedindo às almas encarnadas para que se regenerem, buscando o conhecimento superior e servindo à caridade, é, de fato, o roteiro da luz, mas que há tempo bastante para a redenção, que ninguém precisa incomodar-se, que as realizações edificantes não efetuadas numa existência podem ser atendidas em outras, que tudo deve permanecer agora como está no íntimo de cada criatura na carne para vermos como ficarão depois da morte, que a liberdade do Senhor é incomensurável e que todos os serviços e reformas da consciência, marcados para hoje, podem ser transferidos para amanhã...

Desse modo, tanto vale viverem no Espiritismo como fora dele, com fé ou sem fé, porque o salário de inutilidade será sempre o mesmo....

O rei das sombras sorriu, feliz, e concordou:

- Oh! Até que enfim descobrimos a solução!...

De todos os lados ouviam-se risonhas exclamações:

- Bravos! Muito bem! Muito bem!

O argumento do astucioso condutor das falanges da inércia havia vencido.


Livro- Contos e Apólogos
- Francisco Cândido Xavier
NOS DOMÍNIOS DA SOMBRA
Espírito Irmão X

Foto: Encontro de dirigentes espíritas do Alto Sertão da Paraíba, realizado na Casa do Caminho BR 230 KM 470 - Sousa(PB).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

DO MÉTODO

28. Entre os que se convenceram por um estudo direto, podem destacar-se:
1º Os que crêem pura e simplesmente nas manifestações. Para eles, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos. Chamar-lhes-emos espíritas experimentadores.

2º Os que no Espiritismo vêem mais do que fatos; compreendem-lhe a parte filosófica; admiram a moral daí decorrente, mas não a praticam. Insignificante ou nula é a influência que lhes exerce nos caracteres. Em nada alteram seus hábitos e não se privariam de um só gozo que fosse. O avarento continua a sê-lo, o orgulhoso se conserva cheio de si, o invejoso e o cioso sempre hostis. Consideram a caridade cristã apenas uma bela máxima. São os espíritas imperfeitos.

3º Os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências. Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir seus maus pendores. As relações com eles sempre oferecem segurança, porque a convicção que nutrem os preserva de pensarem em praticar o mal. A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem. São os verdadeiro sespíritas, ou melhor, os espíritas cristãos.

4º Há, finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infunde confiança demasiado cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou impossibilidade a reflexão e o exame demonstrariam. O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. São os menos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos, assim, por Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar-lhes a credulidade. Meio-mal apenas haveria, se só eles tivessem que sofrer as conseqüências. O pior é que, sem o quererem, dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Sem dúvida que isto não é justo, nem racional; mas, como se sabe, os adversários do Espiritismo só consideram de bom quilate a razão de que desfrutam, e conhecer a fundo aquilo sobre que discorrem é o que menos cuidado lhes dá.


DO MÉTODO
CAPÍTULO III
O Livro dos Médiuns
ALLAN KARDEC
Foto: Casimiro (95) na horta após cuidados com as hortaliças.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PRECEITOS DE TODA HORA.

Caminhe com firmeza. Quem se acomoda com a precipitação tropeça a cada instante.

Examine a você mesmo. Na vigilância constante, educarão você os próprios impulsos.

Higienize a própria mente, trabalhando no bem sem desânimo. Os cérebros preguiçosos acumulam resíduos indesejáveis.

Escute seu irmão sem reproves. A caridade real começa na atenção generosa e amiga.

Aperfeiçoe o procedimento. Hoje melhorado é amanhã mais feliz.

Ampare o coração combalido. Ninguém pode prever a saúde próxima do próprio coração.
Faça luz com a sua palavra. Se hoje pode você orientar é possível que amanhã esteja você rogando conselhos.

Sofra com paciência e serenidade. No braseiro da revolta, ninguém consegue aproveitar a dor.

Melhores o vocabulário. Há palavras que, excessivamente repetidas, perdem a significação que lhe é própria.

Cultive a simplicidade. Embora não pareça, o Universo é imponente conjunto de leis claras e coisas simples.

Sirva sempre. O tédio é o salário de quem vive reclamando o serviço dos outros.

Improvise o bem onde você estiver. A sombra do mal é assim como o detrito que invade tudo, quando a limpeza está ausente.

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Psicografia de Chico Xavier


Foto: Palhoça(primeira edificação) construída no terreno da Casa do Caminho, onde eram realizadas as reuniões de estudo do Evangelho no ano de 1983.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Correndo Riscos

Duas sementes descansam lado a lado no solo fértil da primavera.
A primeira semente disse:

- Eu quero crescer!

Quero enviar minhas raízes as profundezas do solo e fazer meus brotos rasgarem a superfície da terra....

Quero abrir meus botões como bandeiras anunciando a chegada da primavera...

Quero sentir o calor do sol em meu rosto e a benção do orvalho da manhã em minhas pétalas!

E assim ela cresceu.

A segunda semente disse:

- Tenho medo. Se eu enviar minhas raízes as profundezas, não sei o que encontrarei na escuridão. Se rasgar a superfície dura, posso danificar meus brotos.... e se eu deixar que meus botões se abram e um caracol tentar comê-los?

E se abrir minhas flores e uma criança me arrancar do chão?

Não é muito melhor esperar até que eu me sinta segura?

E assim ela esperou.

Uma galinha ciscando no solo da primavera recente, a procura de comida, encontrou e rapidamente comeu a semente a espera de segurança.

Moral da Historia
Os que se recusam a correr riscos e crescer são engolidos pela vida.
Pense Nisso!
Seu pensamento tem recado e endereço certo.

Autor Desconhecido



Cristãos Decididos


…Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para ser os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos.
Estamos sendo convocados para ser os braços do Mestre, que afaguem, que se alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.
Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.
Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica!
Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos!
É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus.
Em qualquer circunstância, que se interroguem: - em meu lugar que faria Jesus?
E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não têm companheiros, faria.
Filhos da alma!
Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças, à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.
O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas.
Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando-o à última hora.
Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.
Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias destruidoras.
Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, a asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo ressentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.
Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução.
Sede vós aquele que ama.
Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade.
Não postergueis o dever de servir para amanhã, para mais tarde.
Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário.
As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.
Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade.
Muita paz, meus filhos.
Que o Senhor de bênçãos nos abençoe.
O servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra de Menezes


Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública em torno da maternidade, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de agosto de 2009.
Foto: Divaldo Franco em Caicó (RN), na noite de 22.01.2010.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ORIENTAÇÃO, ESTUDO E RESPEITO

Chefia e Subalternidade

Não olvidar que o chefe é aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.

A melhor maneira de reverenciar a quem dirige, será sempre a execução fiel das próprias obrigações.

Quem administra efetivamente precisa da colaboração de quem obedece, mas se quem obedece necessita prestar atenção e respeito a quem administra, quem administra necessita exercer bondade e compreensão para quem obedece, a fim de que a máquina do trabalho funcione com segurança.

Orientar é devotar-se.

Aquele que realmente ensina é aquele que mais estuda.

Um chefe não tem obrigação de revelar ao subordinado os problemas que lhe preocupam o cérebro, tanto quanto o subordinado não tem o dever de revelar ao chefe os problemas que porventura carregue no coração.

Xavier, Francisco Cândido.
Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
49a edição.
Uberaba-MG: CEC, 2001.
Foto: Hora de aprendizagem na Casa do Caminho - Sousa(PB).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O LIVRO ESPÍRITA

À LUZ DO ESPIRITISMO

A história da Humanidade tem, no livro nobre, seu gloriosos repositório. Em todos os tempos o livro tem sido o condutor das mentes e o mensageiro da vida.

O Mahabharata, que remonta ao século XVI antes de Cristo, narrando as guerras dos Coravas e Pandavas, é o ponto de partida do pensamento lendário da India, apresentando Krishna, no excelente Bagavadgita, a expor a Ardjuna incomparável filosofia mística onde repontam as nobres revelações palingenésicas.

A Bíblia - antigo Testamento - historiando as jornadas de Israel, oferece a concepção sublime do Deus Único, Soberano e Senhor de todas as coisas.

Platão, cuja filosofia tem por método a dialética, expondo os pensamentos de Sócrates, seu mestre, nos jardins de Academos, coroa sua obra com a harmoniosa teoria das idéias, afirmando, no memorável "Fédon!, "que viver é recordar" e expressando a cultura haurida no Egito, onde recebera informações sobre a doutrina dos renascimentos.

O Evangelho de Jesus Cristo, traduzido para todos os idiomas e quase todos os dialetos do globo, faz do amor o celeiro de bênçãos da Humanidade.

O Alcorão, redigido após a morte de Maomé e dividido em 114 suratas ou capítulos, constitui a base de toda a civilização muçulmana, fonte única da verdade, do direito, da justiça...

Sem desejarmos reportar-nos à literatura mundial, não podemos, entretanto, esquecer que Agostinho, através das suas Confissões, inaugurando um período novo para o pensamento, abriu as portas para o estudo da personalidade, numa severa autocrítica, e que Tertuliano, com a Apologética, iniciou uma era para o Cristianismo que se mescla, desde então, com dogmas e preceitos que lhe maculam a pureza, através de sutilezas teológicas.

Dante, o florentino, satirizando seus inimigos políticos, apresentou uma visão mediúnica da vida além-túmulo.

Monge anônimo sugeriu uma Imitação de Cristo como vereda de sublimação para a alma encarnada...

Nostradamus, astrólogo e médico, escreveu sibilinamente as Centúrias, gravando sua visão profética do futuro.

Camões, com pena de mestre, compôs Os Lusíadas e registra os feitos heróicos de Portugal, repetindo os lances de Flávio Josefo em relação aos judeus e dos historiadores greco-romanos de antes de Jesus Cristo.

Depois do Renascimento, como advento da imprensa, o campo das idéias sofreu impacto violento, graças à força exuberante do livro. Pôde, então, o mundo pensar com mais facilidade.

A Revolução Francesa é o fruto do livro enciclopédico, com ela nascendo as lutas de independência de todo o Novo Continente, inspiradas nas páginas épicas da liberdade.

Artur Schopenhauer, entretanto, sugeriu o suicídio, no seu terrível pessimismo, em Dores do Mundo, enquanto Friedrich Nietzsche, no famoso Assim Falava Zaratrusta, tentou solucionar o problema espiritual e moral do homem, através de uma filosofia da cultura da energia vital e da vontade de poder que o conduz ao "super-homem", oferecendo elementos aos teorizantes do racismo germânico, de cujas conseqüências ainda sofre a Humanidade.

Karl Marx, sedento de liberdade, expôs de maneira puramente materialista a solução dos problemas econômicos do mundo em O Capital e criou o socialismo científico, que abriu as portas ao moderno comunismo ateu.

Leão XIII compôs a Encíclica Rerum Novarum para solucionar as dificuldades nascidas nos desajustes de classes, oferecendo aos operários humildes, bem como aos patrões, os métodos do equilíbrio e da paz; todavia, a própria Igreja Romana continuou a manter-se longe da Justiça Social...

E o livro continua libertando, revolucionando, escravizando...

Clássico ou moderno, rebuscado ou simples, o livro campeia e movimenta mentes, alargando ou estreitando os horizontes do pensamento.

É, em razão disso, que um novo livro, recordando todos os livros, oferece ao homem moderno resposta nova às velhas indagações, propondo soluções abençoadas em torno do antiqüíssimo problema da felicidade humana.

O LIVRO ESPÍRITA, como farol em noite escura, é também esperança e consolação.

Esclarecendo quem é o homem, donde vem e para onde vai, sugere métodos mais condizentes com o Cristianismo - Cristianismo que é a Doutrina Espírita - num momento de desesperação de todas as criaturas.

Renovador, o Livro Espírita encoraja o espírito em qualquer situação; esclarece os enigmas da psique humana; filosófico, desvela os problemas do ser; religioso, conduz o homem a Deus, e abrange todos os demais setores das atividades humanas.

Desse modo, o Livro Espírita - no momento em que a literatura se desumaniza e vulgariza, tornando-se serva dos interesses subalternos de classe e governo, política e raça, fronteira e poder - disseminando o amor e propagando a bondade, oferece ao pensamento universal as excelentes oportunidades de glória e imortalidade.

Saudemo-lo, pois!

Franco, Divaldo Pereira
Da obra: O Livro Espírita.
Ditado pelo Espírito Vianna de Carvalho.
Foto: Sede da FEB - Brasília - DF.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

SUICIDAS

"- São as suicidas que apresentam maior grau de responsabilidade na práticado delito e que, por isso mesmo, arrastam o maior cabedal de prejuízos para o futuro, enfrentando através do tempo situações atrozes, que requisitarão períodos seculares a fim de serem modificadas, completamente sanadas! Estas infelizes, meus caros irmãos, deixaram-se escravizar por complexos sinistros, os quais se desdobram em seqüências tão desastrosas que, moralmente, é como se se debatessem elas à semelhança de quem, naufragando no lodo, mais se revolve em lama, aviltando-se para libertar-se... Um traço destes pavorosos complexos é o vergonhoso motivo que as arrancou da existência terrena antes da época determinada pela ação da lei natural... Muitas, além do mais, conspurcaram as leis do Matrimônio, atraiçoando a moral do compromisso conjugal, esquecidas de que, ao reencarnarem, haviam prometido à Lei, como a seus Guardiães, servirem de fiéis zeladoras do instituto sagrado da Família, educando os filhos nas leis do Dever e da Justiça, procurando torná-los cidadãos úteis à Pátria e à Humanidade e, portanto, à Causa Divina e à lei de Deus! Pois bem! Com semelhantes compromissos a lhes pesarem na consciência e à face da Suprema Lei, eis que, não só profanaram os vínculos santos do Matrimônio como também as leis da Criação, negando-se às frações da Maternidade e entregando-se às paixões e aos vícios terrenos, absorvidas que preferiram ficar pelo descaso no cumprimento de sacrossantos deveres, dominadas pelas vaidades letais próprias das esferas sociais viciadas e seguindo pelos caminhos da inferioridade moral! Expulsavam das próprias entranhas, furtando-se aos compromissos meritórios e sublimes da Maternidade, os corpos em gestação, apropriados para habitação temporária, de pobres Espíritos que tinham compromissos a desempenharem a seu lado como no seio da mesma família, as quais precisavam urgentemente renascer delas mesmas, a fim de progredirem no seu âmbito familiar e social, e tal crime praticavam, muitas vezes, anulando abendiçoados labores levados a efeito, nos planos espirituais, por obreiros devotados da Vinha do Senhor, os quais haviam preparado o sublime feito da reencarnação do Espírito carente de progresso, com todo o zelo para que o êxito compensasse os esforços, e, o que é mais grave ainda, depois que a entidade reencarnante já se encontrava ligada ao seu novo fardo em preparação, o que equivale dizer que, cientes do que faziam, cometiam infanticídios abomináveis! Acontece que, ao fim de tantos e tão graves desatinos à luz dá Razão, da Consciência, do Dever, da Moral, como do pudor pertinente ao estado feminino, deixaram prematuramente o corpo carnal, morrendo, elas próprias, para o mundo físico-material, num dos vergonhosos ultrajes cometidos contra os sagrados direitos da Natureza; outras, depois de luta ímproba e aviltante, durante a qual, à custa de criminosos deméritos, extinguindo em si mesmas as fontes sublimes da reprodutividade, próprias da condição humana, adquiriram, como seqüência natural, enfermidades lastimáveis, tais como a tuberculose, o câncer, infecções repulsivas, etc., etc., que as fizeram prematuramente atingir o plano invisível, sacrificando com o corpo carnal também o futuro espiritual e a paz da consciência, maculando, além do mais, o envoltório fisico-astral - o perispírito - com estigmas degradantes, conforme podereis examinar... e rodeando-se de ondas vibratórias tão desarmoniosas e densas que o deformaram completamente, reduzindo-o à expressão vil das próprias mentes...
"Aproximamo-nos, temerosos do que contemplaríamos, enquanto a irmã deRamiro de Guzman acrescentava:"

- Pertencem a todas as classes sociais terrenas, mas aqui se nivelam por idêntica inferioridade moral e mental! Das classes elevadas, porém, acorre o maior contingente, com agravantes insolúveis dentro de dois ou três séculos e até mais... pois que, infelizmente, meus irmãos, sou obrigada a declarar existirem algumas que, a fim de se libertarem das garras de tanto opróbrio, em menos tempo, estarão na terrível necessidade de estagiarem em mundos inferiores à Terra, durante algum tempo, pois que não é em vão que a criatura ousará impedir a marcha dos desígnios divinos, com a Lei Suprema abrindo tão inglória luta!..."A um gesto da zelosa servidora investigamos o interior das celas, mas recuamos imediatamente, com involuntário gesto de horror. Acercou-se Soaria Ornar, obrigando-nos a atitude digna e respeitosa, enquanto se retirava Vicência para um ângulo. Voltamos à observação, e, enquanto dissertava o elucidados, fornecendo a ciência dentro do exame prático em torno do que víamos, e cuja contestara, caberia num volume, destacavam-se aos nossos olhos espirituais as aviltadas figuras das infanticidas, também consideradas suicidas. Oh, Senhor Deus de todas as Misericórdias! Como se verificariam tais monstruosidades sob a luz sacrossanta do Universo que criaste para que o Homem nele se glorificasse, aos seus embalos progredindo em Amor, Virtude e Sabedoria até atingir a Tua imagem e semelhança?! . . .

Que formas repelentes e abomináveis se apresentaram, então, ante nossos olhos pávidos de Espíritos que pretendiam soletrar as primeiras frases do majestoso livro da Vida?!...

Como poderia a mulher, ser mimoso e lindo, rodeado de encantos e atrativos incontestáveis, moralmente amesquinhar-se tanto, para chegar a tão funestos resultados?! . . . O que víamos, então, ali ? . . . Seria mulher?!!! Porventura, um monstro primitivo?


Extrádo do livro MEMÓRIAS DE UM SUICIDA
(Obra Mediúnica)
YVONNE A. PEREIRA
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA


“Graças às comunicações estabelecidas doravante de uma maneira permanente entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, ensinada a todas as nações pelos próprios Espíritos, não será mais letra morta, porque cada um a compreenderá, e será incessantemente solicitado de a por em prática por conselho de seus guias espirituais. As instruções dos Espíritos são, verdadeiramente, as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e os convidar à prática do Evangelho.

Do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo - ESE
- Allan Kardec
Foto: Ascendino desencarnou aos 85 anos, entretanto, apesar das inúmeras provações dificílimas que atravessou, sempre utilizou sua sabedoria para afirmar com convicção de que a hora do retorno só competia a Deus. Exemplo de amor, indulgência e confiança na infinita bondade de Deus

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fraudes Espíritas

R. E. 1859, p. 94 : « De que há charlatães que vendem drogas em praças públicas, de que há mesmo médicos que, sem ir à praça pública, enganam a confiança alheia, se segue que todos os médicos são chalatães, e o corpo médico nisso seja atingido em nossa consideração ? De que há gente que vende a tintura por vinho, se segue que todos os vendedores de vinho são fraudadores e que não há nenhum vinho puro ? Se abusa de tudo, mesmo das coisas mais respeitáveis, e pode-se dizer que a fraude também tem o seu gênio. Mas a fraude tem sempre um propósito, um interesse material qualquer ; onde não há nada a ganhar, não há nenhum interesse a enganar. Também dissemos, a propósito dos médiuns mercenários, que a melhor de todas as garantias é um desinteresse absoluto. »


R. E. 1869, p. 42 : « Estigmatizando a especulação, como nós o temos feito, temos a certeza de ter preservado a Doutrina de um verdadeiro perigo, perigo maior que a má vontade de seus antagonistas confessos, porque dela não restaria nada menos que seu descrédito ; por isso mesmo, ela lhes teria oferecido um lado vulnerável, no entanto têm se detido ante a pureza de seus princípios. Não ignoramos que temos suscitado contra nós a animosidade dos especuladores, e que temos alienado seus participantes ; mas que nos importa ! Nosso dever é de manter sob mão a causa da Doutrina e não os interesses deles; e esse dever, nós o cumpriremos com perseverança e firmeza até o fim. »



R. E. 1864, p. 78 : « Mas não é somente contra a cupidez que os médiuns devem se manter em guarda ; como os há em todas as faixas da sociedade, a maior parte está sob essa tentação ; mas há um outro perigo, de outro modo bem grande, porque todos lhe estão expostos, que é o orgulho, onde se perde o maior número ; é contra esse escolho que as mais belas faculdades vêm freqüentemente se quebrar. O desinteresse material é sem proveito se não estiver acompanhado do mais completo desinteresse moral. Humildade, devotamento, desinteresse e abnegação são as qualidades do médium amado pelos bons Espíritos. »


REVISTA ESPÍRITA - ALLAN KARDEC
Gravura: Moisés, Jesus e Allan Kardec

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O QUE MAIS SOFREMOS

Algumas Definições


Benfeitor - é o que ajuda e passa.
Amigo - é o que ampara em silêncio.
Companheiro - é o que colabora sem constranger.
Renovador - é o que se renova para o bem.
Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico.
Esclarecido - é o que se conhece.
Corajoso - é o que nada teme de si mesmo.
Defensor - é o que coopera sem pertubar.
Eficiente - é o que age em benefício de todos.
Vencedor - é o que vence a si mesmo.


Xavier, Francisco Cândido.

Da obra: Agenda Cristã.


O QUE MAIS SOFREMOS

O que mais sofremos no mundo

-Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar - lhes os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Xavier, Francisco Cândido.

Ditado pelo Espírito Albino Teixeira.

Foto: Encontro dos dirigentes espíritas do Alto Sertão da Paraíba, realizado na Comunhão Espírita Cristã A Casa do Caminho em Sousa (PB).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ninguém pode fazer o que temos que fazer. - Chico

Disse-se que o Cristo havia posto às claras a vida e a imortalidade.
É verdade no sentido mais lato, e os homens começam apenas a perceber o resultado da revelação do Cristo, que é a abolição da morte, a demonstração da imortalidade.

O homem nunca morre, não poderia morrer, ainda que quisesse.

A imortalidade do homem, admitida não como artigo de fé, mas como resultado da experiência pessoal, é a base da abóbada da religião futura. Nela estão todas as grandes verdades que ensinamos, as mais nobres concepções do dever, as mais vastas perspectivas do destino, as mais verdadeiras realizações da vida.

Não podeis atingi-la ainda. O vosso espírito, por deslumbrado e perturbado, não lhe poderia suportar o esplendor.

Mas, crede, amigo, bem curto espaço de tempo vos separa do momento em que reconhecereis em nossas palavras os traços da verdade, o aspecto do divino.


ENSINOS ESPIRITUALISTAS - FEB - Obra mediúnica - William_Stainton_Moses


Depois das descobertas da desintegração do átomo, inexaurível fonte de energia, e de transformação da individualidade química pela explosão atômica, a descoberta da realidade do espírito é a maior descoberta “científica” que vos aguarda e revolucionará o mundo, iniciando uma nova era.


A GRANDE SÍNTESE

- Pietro Ubaldi - 18ª edição.


Além do cansaço


"Outro dia me perguntaram por que eu continuo trabalhando, apesar da enfermidade, das limitações. Respondi:

— Estou doente, mas ainda não cheguei à inutilidade. Ou fazemos ou fica por fazer. Ninguém pode fazer o que temos que fazer. A gente tem que agüentar.

A desistência do dever gera um complexo de culpa muito grande."

Momentos com Chico Xavier

- Adelino da Silveira

Publicação do Grupo Espírita da Paz de Mirassol

- Mirassol Gráfica, Miragraf
Foto: Parte dos dirigentes eleitos da Casa do Caminho para 2010/2012. Da esquerda para direita: Walter, Rainilly, Cidália, Cláudia, Cátia, Dona Graça e Wellington