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domingo, 29 de janeiro de 2012

A VISÃO DE SATHYA SAI BABA SOBRE 2012

Sathya SAI BABA

A VISÃO DE SATHYA SAI BABA SOBRE 2012



P : Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?



Os mais negativos pensam que neste ano o mundo termina, mas isso não é real, neste ano começa a Era de Aquário. (...) Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos.


Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança de consciência, assim como uma adaptação física à novavibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado. (...)



Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, umaumento da vibração planetária.Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos.



Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.



Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocara sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama,na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto. Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.



P:Mas como? Não percebe a escuridão?


R : Sim a vejo, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo.



A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade oucom mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz.Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim quemoprincipio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida.



A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.



P : Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?



Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100 W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.



Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes.


E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas ecomeçar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira. Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não coneguem resolver já que não vêem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse.

Porém isto não é real. São apenas emoções negativas .



Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algumtempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.


Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais ntensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível.



Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida. Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor.


Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.


Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos.Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada. Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo.Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.




SATHYA SAI BABA



sábado, 28 de janeiro de 2012

PRECE


PRECE

Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu!
Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai. [...]

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.

Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.

Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.

Fernando Pessoa em "O Eu Profundo"

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

VINTE ANOS


VINTE ANOS

Realmente, meu amigo, em dezembro de 1934, abandonei o corpo apressadamente, à maneira do inquilino despejado de casa, por força de sentença inapelável que, em meu caso, era o decreto da morte.

E você pergunta por minhas impressões da Vida Espiritual por todo esse tempo que, à frente da Eternidade, não tem qualquer significação.

Sinceramente, não tenho muito a dizer.

O homem que se desencarna sem as asas do gênio sublimado na fé e na virtude, assemelha-se, de algum modo, ao navegador do século XVI que, descobrindo terras novas, plantava o domicílio no litoral, incapaz de romper os laços com a retaguarda, de modo a seguir gradativamente, na direção da floresta.

Novidades por novidades tenho visto inúmeras.

Assim como o selvagem dos trópicos pode ser transportado até as vizinhanças do pólo, a fim de extasiar-se com o glorioso espetáculo da aurora boreal, sem compreender-lhe o jogo de luz, assim também tenho contemplado paisagens maravilhosas de outros mundos, sem, contudo, entender-lhes a magnificência.

Terminado o estímulo da excursão educativa, eis-me de volta ao solo áspero de minhas próprias experiências, no qual devo cultivar os valores do porvir.

Você será naturalmente induzido a indagar quanto ao pretérito. Atravessando a criatura múltiplas existências, de outras vezes terei igualmente regressado ao campo espiritual e, por isso, não posso estar pisando um terreno desconhecido...

Ainda assim, não suponha que algumas peregrinações na carne possam valer grande cousa, quando nosso esforço na própria elevação não seja indiscutivelmente muito grande.

Viajamos no oceano das forças físicas, tornando a velhos continentes da recapitulação por alguns lustros apenas e regressamos ao litoral, a fim de prosseguir na construção das bases de progresso e segurança que nos habilitarão, um dia, aos altos cimos.

Por enquanto, é preciso vencer obstáculos e sombras, dificuldades e inibições no país de mim mesmo, para caminhar da animalidade que me caracteriza a Humanidade real de que ainda me vejo distante. E, nesse trabalho, não há muito gosto de alinhar notificações e surpresas, porque, tanto aí quanto aqui, não é fácil modificar a química do pensamento, com vistas à própria renovação.

Desnecessário comentar nossas organizações e deveres.

Toda uma literatura copiosa e brilhante, nos mais diversos centros do mundo, revelam hoje os processos evolutivos da Terra Melhorada, onde presentemente me encontro.

Sem o pesado escafandro das células enfermiças e, por essa razão, você deve saber que vivem errantes aqui somente os que aí pervagavam, entre a ociosidade e a indisciplina, que apenas se precipitam nas trevas infernais os que, no mundo, já haviam organizado um inferno na própria cabeça e que os heróis passam por nós, de relance, com destino às Alturas em que se colocaram.
Quanto a nós, pecadores penitentes e almas de boa vontade, estamos marchando, passo a passo, na superação de nós mesmos, entre o céu que sonhamos e o inferno que nos cabe evitar.

Ainda assim, o comboio da morte, todos os dias, derrama viajores em nossa estação. Não raro, por isso, observo antigos companheiros do mundo chegando aqui sob as farpas do sofrimento, mastigando resíduos de extremas desilusões. São amigos que choram o ouro largado no chão, que suspiram pelo poder ou pela evidência social de que o sepulcro os despoja, que deploram o tempo perdido em atividades inúteis ou que enlouquecem, tentando debalde reaver o corpo bem cuidado que o túmulo apodreceu...

Não julgue que a recuperação seja obra de improviso.

Resignação, coragem, compreensão, paciência e valor moral não constituem artigos adquiríveis no estoque alheio. Representam qualidades que todos somos constrangidos a edificar no mundo que nos é próprio, ao preço de nossa renunciação e de nossas lágrimas.

A única nota diferente que possuo em meu círculo individual é a que se refere à minha adesão intelectual ao Evangelho, sob a luz do Espiritismo. Digo “intelectual” porque ainda estou trabalhando o coração, como o lapidário burila a pedra, a fim de ofertá-lo efetivamente ao Senhor.
E não diga que a minha conversão surge tarde demais, porque assim como o esforço de vocês no bem é valioso investimento de recursos para a existência daqui, a nossa tarefa nessa direção capitaliza em nosso favor preciosas oportunidades para o estágio que aí nos compete de futuro, de vez que, em tempo oportuno, estarei de novo entre os homens, tanto quanto você estará igualmente entre os espíritos desencarnados.

Como reparamos, vinte nos de vida espiritual são poucos dias para a restauração e para o reajuste, porque a dor e a experimentação, a prova e a luta ainda permanecem conosco, à feição de instrutoras, que não podemos menosprezar.

Não se aflija nem desconsole, porém, diante de minha confidência fraternal.

Trabalhe e estude, ame e instrua-se, fazendo o melhor que puder no mundo e, se você retém qualquer dúvida em torno de minhas afirmativas, em breve, você mesmo estará aqui, depois de escalar pela casa da morte, a fim de melhor sentir a vida com o próprio coração e apreciar a realidade com os próprios olhos.


Pelo Espírito Irmão X - Do livro: Histórias e Anotações, Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vinte modos




Vinte modos

Modos com que nós, espíritas, perturbamos a marcha do Espiritismo:

Esquecer a reforma íntima.

Desprezar os deveres profissionais.

Ausentar-se das obras de caridade.

Negar-se ao estudo.

Faltar aos compromissos sem justo motivo.

Rogar privilégios.

Escapar deliberadamente dos sofredores para não prestar-lhes pequeninos serviços.

Colocar os princípios espíritas à disposição de fachadas sociais.

Especular com a Doutrina em matéria política.

Sacrificar a família aos trabalhos da fé.

Açambarcar muitas obrigações, recusando distribuir a tarefa com os demais companheiros ou não abraçar incumbência alguma, isolando-se na preguiça.

Afligir-se pela conquista de aplausos .

Julgar-se indispensável.

Fugir ao exame imparcial e sereno das questões que concernem à clareza do Espiritismo, acima dos interesses e das pessoas.

Abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tenham sutilmente ensombrar a área do esclarecimento espírita com preconceitos e ilusões.

Ferir os outros com palavras agressivas ou deixar de auxiliá-los com palavras equilibradas no momento preciso.

Guardar melindres.

Olvidar o encargo natural de cooperar respeitosamente com os dirigentes das instituições doutrinárias.

Lisonjear médiuns e tarefeiros da causa espírita.

Largar aos outros responsabilidade que nos competem.

Pelo Espírito André Luiz
Do livro: Opinião Espírita

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Judas de Kerioth e Joana Darc


Judas de Kerioth e Joana DarcA lei da reencarnação é um claro e insofismável ensinamento que encontramos no Evangelho de Jesus, no capítulo XVI:13 a 20, de Mateus ("Quem diz o povo ser o filho do homem?"); em João, III:1 a 12 (colóquio com Nicodemos), e IX:1 a 7 (cura de um cego de nascença).




 
Segundo Anatole France, a Universidade de Paris, então corporação eclesiástica, foi a principal responsável pela prisão e condenação de Joana d’Arc. Foi vendida pelo conde de Luxemburgo, por proposta da universidade, aos ingleses que a odiavam, por 10.000 libras, além de uma pensão vitalícia ao soldado que a prendera.

Pedro Cauchon, bispo de Beauvais e aliado dos ingleses, dirigiu o processo de Rouen, constituído o tribunal de padres católicos, que não permitiram nenhuma defesa.

Léon Denis afirma que Joana d’Arc declarava ouvir de suas vozes: "Tem coragem! Serás libertada por uma grande vitória"; e também: "Sofrer é engrandecer-se, é elevar-se."

Foi queimada viva em praça pública de Rouen, em 30 de maio de 1431. Quando as labaredas começaram a atingi-la, bradou em estado de êxtase: "E as minhas vozes não me enganaram, estou sendo libertada por uma "grande vitória". Vislumbrava uma bela cena espiritual em que via Jesus vindo pessoalmente ao seu encontro, acompanhado dos onze apóstolos e grande número de espíritos de luz, que a felicitaram, embora ela no momento ainda ignorasse que tivesse sido a reencarnação de Judas de Kerioth. Aliás, Judas era oleiro e natural de Kerioth, povoado situado a 35 quilômetros ao sul de Jerusalém. Era o único judeu entre os doze apóstolos.

A igreja católica, após muitos anos, por pressão do povo francês, sob o comando de Calixto III, mandou rever o processo, em 1455, reabilitando Joana d’Arc. Mais tarde, em abril de 1909, beatificou-a, canonizando-a, finalmente, em 16 de maio de 1920. O bispo Pedro Cauchon foi excomungado "post-mortem".

No 3º volume de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, p. 207, 7ª edição, temos as palavras probantes de Jesus de que o apóstolo Judas viria a estar em situação idêntica à dos outros (Mateus, XIX: 28):

"Em verdade vos digo que vós que Me seguistes, quando vier o Filho do Homem, ao tempo da regeneração, estiver assentado no trono da sua glória, também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel.

"Estas palavras, cujo sentido ora conheceis, despojando o espírito da letra, Jesus as dirigiu: tanto aos onze apóstolos que se conservariam fiéis, como a Judas Iscariote que, sabia-o ele de antemão, viria a traí-lo, falindo gravissimamente à sua missão. Provam elas, portanto, que, nos séculos futuros, ao tempo da regeneração, Judas estará em situação igual à dos outros onze, provando, conseguintemente, que vias e meios de purificação e de progresso moral e intelectual lhe estavam reservados e lhe seriam proporcionados, com o auxílio do tempo, como a todos os Espíritos culpados, consistindo na expiação e na reencarnação que, conforme já dissemos, constituem o inferno, o purgatório, a reparação e o progresso.

"Aquelas palavras proclamaram previamente a falsidade do dogma humano, ímpio e monstruoso, da eternidade das penas para o Espírito culpado; desse inferno eterno que, segundo a Igreja romana, tragou para toda a eternidade a Judas Iscariote, que essa mesma Igreja considera o maior dos réprobos, condenado eternamente ao inferno eterno que ela instituiu."

Dentro da lei de Justiça, Amor e Caridade, Joana d’Arc foi a última reencarnação expiatória de Judas de Kerioth.

No livro Joana d’Arc Médium, Léon Denis assim descreve:
"Ela então se dirige a Isambard de la Pierre e diz: Eu vos peço, ide buscar-me a cruz da igreja mais próxima; quero tê-la erguida bem defronte de meus olhos, até o último instante. Quando lhe apresentaram a cruz, cobre-a de beijos e de pranto. No momento em que vai morrer de uma morte horrível, abandonada por todos, quer ter diante de si a imagem desse outro supliciado que, nos confins do Oriente, no cume de um monte, deu a vida em holocausto à verdade.

"Os carrascos põem fogo à lenha e turbilhões de fumaça se enovelam no ar. A chama cresce, corre, serpeia por entre as pilhas de madeira. O Bispo de Beauvais acerca-se da fogueira e grita-lhe: Abjura! Ao que Joana, já envolvida num círculo de fogo, responde: "Bispo, morro por vossa causa, apelo do vosso julgamento para Deus!"

"Alguns minutos depois, em voz estridente, lança à multidão silenciosa, aterrorizada, estas retumbantes palavras: "Sim, minhas vozes vinham do Alto. Minhas vozes não me enganaram. Minhas revelações eram de Deus." Ecoa um grito sufocado, supremo apelo da mártir de Rouen ao Mártir do Gólgota: "Jesus".

Examinando a obra literária Crônicas de Além-Túmulo, psicografada por Francisco Cândido Xavier, em bela passagem de uma entrevista do espírito Humberto de Campos com Judas Iscariote, este, ao ser questionado por aquele se "chegou a salvar-se pelo arrependimento", responde:
- "Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois de minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimentos expiatórios da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minha provas culminaram em uma fogueira inquisitorial onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios de meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentido na fronte o ósculo do perdão da minha própria consciência."

Conforme se vê, Judas de Kerioth ou Joana d’Arc é de há muito, no plano espiritual, um espírito liberto, dotado de imensa humildade, comprovando que as vidas sucessivas no processo evolutivo nos dão a oportunidade de retornar ao caminho, conhecer a verdade religiosa para a vida em plenitude que o Mestre Jesus traçou (O Livro dos Espíritos, q. 625).

(Transcrito de O Franciscano, editado pela Associação Espírita Francisco de Assis, Rio de Janeiro, RJ, no período de 1996 a 1998, revisto pelo autor.)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quando passar a tempestade.

Frederico Menezes

Quando passar a tempestade.

A tempestade ruge, ameaçadora. Relâmpagos lancinantes atravessam o céu do coração e a torrente desafiadora constrange-te a recolher-te, temeroso. Tudo isso passará, porem. E após a tempestade, descobrirás o esplendor de um novo tempo, onde perene sol clareará até as noites dos teus passos.



Suporta as nuvens atormentadoras. Entende a força saneadora das tormentas. Silencia queixumes e concentra-te na esperança. Serve incansavelmente, doa- te um pouco mais, semeia paz nas vidas que tiveres oportunidade de contatar.



Espera mais um pouco. Mil sóis resplandecerão, após todas as tempestades.


MARTA

Frederico Menezes