segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017


Chico Xavier vai as Lágrimas contanto a Emocionante História de Valéria

 

Por volta de 1953 até 1959, quando mudamos para Uberaba, nós sempre, desde muitos anos, fazíamos assistência, uma assistência carinhosa de levar uma oração ou a expressão de fraternidade a doentes, a necessitados, quando uma senhora nos pediu para visitar a irmã dela, que tinha se tornado hemiplégica e muda.


A moça tinha uns 40 anos, chamava-se Valéria.


Então, fomos a primeira vez; nós fazíamos, sempre aos sábados, nossas visitas.

Íamos visitar Valéria, levávamos um pedaço de bolo, algumas balas. Isso que se dá a uma criança, porque a gente não podia fazer mais, mas visitávamos Valéria com muito carinho; eram diversas casas e ela, Valéria, estava numa delas. A irmã dela chamava-se D. Laura.


A casa se erguia num lugar onde, em Pedro Leopoldo, se construiu o recinto das exposições pecuárias; eu estou explicando, porque alguém na minha cidade poderá perguntar onde estava esta casa; estava no lugar onde está hoje o recinto das exposições pecuárias.


Então, todos os sábados, durante uns seis anos, visitávamos Valéria e levávamos uma prece, e ela guardava um pedaço de bolo debaixo do travesseiro. A irmã dela, a dona da casa, muito distinta, muito amiga, nos recebia com muito carinho.


Num sábado, eu fazia a prece; no outro sábado, outro amigo fazia a prece; no outro, uma senhora fazia a prece, e, assim, estávamos há uns seis anos, quando Valéria foi acometida por uma gripe pneumônica muito séria e D. Laura chamou um médico e o médico avisou que ela estava às portas de uma pneumonia, e a pneumonia se manifestou.


A pneumonia se manifestou, e nós chegamos no sábado. Ela estava muito abatida e, todas as vezes que nós íamos, eu falava:


— Valéria, agora você fala Deus! (Ela lutava muito para falar, porque ela entendia tudo, mas não conseguia).


Eu falava assim:


— Jesus, Valéria!


Ela fazia força, mas a língua enrolava e ela não conseguia; isso se repetiu mais de seis anos, mas, neste sábado, a pneumonia...


Eu falei:


— D. Laura, ela está com febre muito alta, o que diz o médico?


— Bem, o médico, que está tratando, já deu bastantes antibióticos, e ela está bem medicada.

E eu falei assim:


— Está bem, agora, ao invés de virmos aos sábados, viremos todos os dias.


E ela sempre piorando. Então, num sábado, no último sábado, depois que fizemos a prece, eu falei:


— Valéria, fala Jesus, fala Deus!


E ela: ã, ã, ã, ã, ã, mas não falava. Eu falei:


— Valéria, Jesus andou no mundo, curou tanta gente, tantos iam buscá-lo nas estradas, na casa onde ele permanecia, e pediam a ele a graça da melhora, da cura e foram curados.


— Lembre-se de Jesus andando e você caminhando, embora você não esteja caminhando há tantos anos, lembre-se de você caminhando e chegando aos pés dele e dizendo: Jesus! Fale Jesus!


Aí ela falou:


— Josusu, Josusu!


Eu falei:


— Meu Deus, mas que alegria, Valéria falou o nome de Jesus, que coisa maravilhosa! D. Laura, venha cá para a senhora ver!


Ela com muita febre, mas ficou satisfeita falando:


— Josusu! Josusu!


E não me esqueço daquele nome vibrando nos meus ouvidos. Eu falei:


— Ela vai melhorar, ela está falando Jesus, D. Laura.


Nós todos muito alegres, ela sorrindo, mas desinteressada do bolo que tínhamos levado, a febre muito alta.


Eu falei:


— Valéria, repete, eu estou tão interessado de ver você falar o nome de Jesus. Fale Jesus, Jesus!


— Josusu, Josusu!


Mas dando todas as forças. Aí, eu disse:


— Se Deus quiser, ela está muito melhor.


Mas, no outro dia de manhã, chegou a notícia de D. Laura de que Valéria tinha falecido pela manhã, tinha desencarnado.


Fomos para lá, e tal, e lembramos muito aquela amiga que estava partindo. Comoveu-nos muito e sofremos bastante, porque ela era muito, era muito querida, uma criatura que não falava, mas tinha gestos extraordinários.


Mas os anos rolaram, os anos passaram, e eu mudei para Uberaba e, em 1976, fui vítima de um enfarte, enfarte que me levou ao médico, que me hospitalizou em casa.

Disse-me assim:


— Não, você pode conturbar o ambiente do hospital com visitas, é melhor você ficar hospitalizado em casa, a porta do quarto ficará com acesso apenas a esta senhora, que é enfermeira.


É uma senhora, que está conosco, de nome D. Dinorá Fabiano.


Então, D. Dinorá era a única pessoa que entrava, para eu ficar 20 dias mais ou menos imóvel e eu fiquei, mas isso não impedia que os espíritos me visitassem e, então, muitos amigos desencarnados de Pedro Leopoldo, de Uberaba, entravam assim à tarde ou à noite e eu conversava em voz alta.


E eu falei:


— D. Dinorá, quando a senhora me encontrar falando sozinho, a senhora não se impressione, eu estou conversando com alguém.


Ela falou: — Não, eu compreendo, eu compreendo.


Ficou naquilo, não é?


E uma tarde entrou uma moça muito bonita (no quarto havia sempre uma cadeira perto da cama).


Ela entrou, eu falei em voz alta:


— Pode fazer o favor de sentar.


Ela falou:


— Você não está me conhecendo?


Eu respondi:


— Olha, a senhora vai me perdoar, eu tenho andado doente com problemas circulatórios e eu estou com a memória estragada e eu não estou me lembrando.


Mas era um desculpa, era porque eu não estava reconhecendo mesmo.
Então, ela falou assim:


— Mas nós somos amigos, eu quero tão bem a você.


Era uma moça morena, muito bonita; aí eu falei:


— Olha, eu não posso assim de momento fazer muito esforço de memória, porque o médico me recomendou repouso mental. Minha senhora, faça o favor de dizer o nome.

Ela falou assim:


— Não, eu não vou dizer, eu quero ver se você lembra; eu sou uma de suas amizades de Pedro Leopoldo.


Eu falei assim:


— Então, a senhora pode falar; se a senhora falar Maria ou Alice, eu conheço tantas. Então fale o sobrenome da família, porque pela família eu vou saber.


Ela falou assim:


— Não, eu não vou falar, eu vou falar um nome só; quando eu falar, você vai lembrar quem é que eu sou.


Eu falei:


— Então, a senhora faz o favor, fale o nome, o nome que a senhora quer falar e ela foi e falou assim:


— Josusu!


Eu disse:


— Meu Deus, é a Valéria! Meu Deus, Valéria, como você está bonita! Eu não mereço a sua visita.


Ela disse:


— Mas eu vim lembrar os nossos sábados, em que nós orávamos tanto. Eu me lembrei da última palavra e eu vim te trazer confiança em Jesus.


(Chico relata o episódio muito emocionado).


Pôs a mão no meu peito e a dor desapareceu.


Então, isso para mim, eu acho que o nome de Jesus é tão grande, é tão grande, que remove os nossos obstáculos orgânicos.


Eu estou com uma angina que ficou como sendo uma herança do enfarte, mas uma angina muito bem controlada. Eu sigo as instruções médicas, as instruções dos amigos espirituais, me abstenho de tudo aquilo que não posso usufruir, de modo que eu, graças a Deus, estou, vamos dizer, estou doente, mas estou são. Se alguém puder compreender...

Médium


 

domingo, 19 de fevereiro de 2017


EM NOSSAS TAREFAS ESPIRITUAIS

 

 


I

 

No caminho de suas realizações e tarefas, o bom trabalhador contará sempre com o auxílio do Mais Alto através de recursos espirituais.

Mas, da mesma forma, os Benfeitores Maiores contarão sempre com a segurança de sua fé, ante as trilhas que lhes cabe percorrer e superar.

Pois que as nossas atividades mediúnicas e o trabalho metódico no grupo espírita a que nos vinculamos obterão o maior rendimento no Bem sempre que confiarmos ao amparo de Jesus a nossa sementeira de paz e amor.

 

II

Confiemos em Jesus, fazendo, sempre, o melhor em nosso alcance e os mensageiros espirituais do Mais Alto prosseguirão colaborando na sustentação de nossas forças, para a desincumbência de nossos compromissos.

 

III

Filhos, sem dúvida, nosso coração poderá usar a palavra dos Amigos Espirituais, pela inspiração com o Evangelho, sempre que nos dispomos ao trabalho com Jesus.

A ideia Cristã é patrimônio que nos pertence a todos. Jesus conosco!

 

IV

Em nossas tarefas dignas e edificantes seremos sempre sustentados com o amparo de Jesus, através de abnegados amigos do Alto.

 

V

Dever bem cumprido é degrau de ascensão à vitória. Não nos faltará o socorro Divino no fiel desempenho de nossas obrigações.

Roguemos ao Senhor nos multiplique as energias.

 

VI

Permaneçamos firmes em nossas tarefas e confiemos em Jesus hoje e sempre.

Só assim a nossa saúde orgânica e espiritual receberá o melhor contingente de forças, através do campo vibratório do círculo espiritual a que nos integramos.

 

VII

Guardemos sempre a serenidade e a fé viva em nossos caminhos e confiemos no amparo de Jesus.

 

APELOS CRISTÃOS

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Ditados por

Bezerra de Meneses

sábado, 18 de fevereiro de 2017


APARÍCIO FERNANDES
 

Escritor, Jornalista, Poeta, Radialista e eminente homem de letras, nascido na cidade de Acari, Estado do Rio Grande do Norte.

Em 1965, a Federação Espírita Brasileira publicou a antologia "Trovadores do Além", organizada pelo médico (e trovador) Elias Barbosa, residente em Uberaba, Minas Gerais. O livro enfeixa 312 trovas de autores desencarnados, isto é, de poetas já falecidos, que retornaram, em espírito, para, através das faculdades do médium, fazer chegar aos seus irmãos deste mundo algumas das trovas que continuam a compor na Vida Espiritual. O médium é mero instrumento intermediário. Para isto cede seu corpo (ou apenas seu braço) a fim de que o poeta desencarnado, utilizando-se dele, possa escrever a trova que fez. As trovas figurantes no livro "Trovadores do Além" foram psicografadas (isto é, recebidas mediunicamente), pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. O primeiro é um dos mais famosos médiuns espíritas do mundo, cuja vida de renúncia, humildade e caridade incondicionais a muitos tem edificado...

Serão realmente dos trovadores do além-túmulo essas trovas?

Eis uma questão cuja resposta depende do entendimento de cada um e da perseverança e seriedade com que se empenha em pesquisar a Verdade. O que podemos dizer é que nossos olhos se encheram de lágrimas quando lemos, pela vez primeira, estas trovas, atribuídas ao espírito de Adelmar Tavares:

 

O regozijo da morte,

que ninguém sabe dizer,

tem a beleza da noite

no instante do amanhecer.

 

Ouvi alguém que dizia:

- "La se vai o poeta morto",

sem perceber a alegria

do sonho chegando ao porto.

 

No momento derradeiro,

antes do sono feliz,

compus em gotas de pranto

a trova que nunca fiz.

 

Afeições enternecidas, meus derradeiros amores!...

Deus vos salve, mãos queridas,

que me cobristes de flores!...

 

Celeste amor que perdura

atende a roteiro assim:

ilimitada ternura

no entendimento sem fim.

 

Morte!... No termo das provas,

Senhor, agradeço a luz

com que adornaste de trovas

as trevas de minha cruz!

 

Nas trovas acima; duas são de rima simples - o que era comum em Adelmar Tavares - mas tem a singeleza e a espontaneidade característica do saudoso poeta. Tivemos o prazer de conhecer pessoalmente o Doutor Adelmar, já velhinho, com o qual conversamos várias vezes. Constatamos de perto a bondade e o lirismo de sua alma de poeta. Por outro lado, lemos e relemos inúmeras vezes suas poesias e trovas. Ora, em nossa opinião, tanto no estilo como no sentimento, essas trovas são tipicamente de Adelmar Tavares. Para que o leitor possa comparar, extraímos da obra do grande trovador pernambucano as trovas que se seguem, as quais apresentam nítidos pontos de contato com as outras trovas, que Adelmar-Espírito nos enviou através da mediunidade de Chico Xavier:

 

A morte não é tristeza

é fim, é destinação.

- Tristeza é ficar vivendo,

depois que os sonhos se vão..

 

Trovas, trovas da minha alma!

Da vida quando eu me for,

sede o humilde travesseiro

do sono de um sonhador.

 

Quando eu morrer, levo à cova,

dentro do meu coração,

o suspiro de uma trova

e o gemer de um violão.

 

Neste mundo, a certas vidas,

a morte seria um bem.

Mas até a própria morte

se esquece delas também...

 

Mãe, que os meus versos incensam!

Quando eu vim do mundo à luz,

foi na cruz de tua bênção

que eu vi a vida - uma cruz

 

Alguém já disse, e é verdade,

que o sentimento do amor,

ou se faz eternidade,

ou, então, não é amor...

 

Trova que vens novamente

encher o meu coração,

- sê bendita, luz divina,

amor de consolação.

 

Que contraste tem a Sorte!

No mundo, que ingrata lida!

- A Vida chorando a Morte...

E a Morte rindo da vida...

 

Para os que acreditam, é uma alegria e um certeza de imortalidade. Para os descrentes, será, pelo menos, uma esperança.

 

LUZ BENDITA

 

 

FRANCISCO CANDIDO XAVIER

RUBENS SILVIO GERMINHASI

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017



Amor e obsessão

 

Homem na terra é mimado

Às portas do seu amor,

Mas se vem desencarnado,

Tem nome de obsessor.

Lívio Barreto

 

Muito espírito cansado

Das mentiras e promessas,

Quando atinge o Mais Além,

Cultiva o amor às avessas.

Jaks Aboab

 

Em amor nunca prometas

Aquilo que não farás...

Juras de amor não cumpridas,

Obsessão vem atrás.

Pedro Silva

 

Ana morreu de ciúmes

Do esposo Jonas Garrido...

Desencarnou, mas prossegue

Colada ao pé do marido.

João Moreira da Silva

 

Homem que afirma ser dono

De posses e de mulher,

Que se cuide, enquanto é tempo

Para ver o que não quer.

Gil Amora

 

De Dona Maricotinha

Assinalei esta queixa:

Muita viúva não casa...

Marido morto não deixa.

Lulu Parola

 

Quem muito se apegue à posse

Lembre que a morte há de vir!...

Coitado de quem não sabe

A conta de dividir!...

Cornélio Pires

 

Homem que deita e diz: "Ai!"

E ao levantar-se diz: "Upa!..."

Está doente ou carrega

Obsessor na garupa.

 Leandro Gomes de Barros

 

Namoro quando começa

Que não cultiva paixão;

Marimbondo pequenino

Já mostra que tem ferrão.

Álvaro Vianna

 

Moça sempre ciumenta

Que espia o amor da janela?

Nem livro, nem cantoria,

Nem costura, nem panela...

Sinfrônio Martins

 

Ciúme invadindo o amor?

Anote a paixão de lado,

Às vezes, no obsessor,

De outras, no obsedado.

Auta de Souza

 

(Trovas recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de 03 de agosto 85, em Uberaba, Minas).

 

ROSEIRAL DE LUZ

 

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017


Não Podes Modificar

 

Não podes modificar o mundo na medida dos próprios anseios, mas podes mudar a ti próprio.

Aprende a ganhar simpatia, sabendo perder.

Ouvindo sempre mais e falando um tanto menos, conseguirás numerosos recursos que te favorecem a própria renovação.

Não reclames. Restaura.

Nem grites. Auxilia.

Asserena-te e serve.

Crê, trabalha e confia.

Não acuses ninguém.

A Justiça vê tudo.

Provações aparecem?

Silencia e trabalha.

Carência de recursos?

Deus nos supre de forças.

Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.

Procuremos a vida, descerrando nosso coração ao trabalho incessante do Bem Infinito...

Porque, na realidade, só aquele que aprende e ama, renovando-se incessantemente, consegue superar os níveis inferiores da treva, subindo, vitorioso, ao encontro da Vida Verdadeira com a eterna libertação.

 

CAMINHO ILUMINADO

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

EMMANUEL