terça-feira, 25 de abril de 2017




 Mais com Jesus

 

Desarrazoado exigir de qualquer de nós transformações intempestivas.

 

Por mais formosas e edificantes as lições de aperfeiçoamento moral, é forçoso acomodar-nos com o espírito de sequência, na marcha do tempo, a fim de que nos afaçamos a elas, adaptando-nos gradativamente aos princípios que nos preceituem.

Ser-nos-á, porém, claramente possível melhorar-nos com mais urgência e segurança se adotarmos a prática de permanecer um tanto mais com Jesus, cada dia.

 

Problemas intricados surgiram, concitando-nos a soluções inadiáveis.

Se estivermos de sentimento interligado um pouco mais com o Cristo, aprenderemos a ceder de nós, sem qualquer empeço, apagando as questões que nos induzam à perturbação e à discórdia.

 

Apareceram desacatos, impulsionando-nos ao revide.

Se os recebemos, um tanto mais com Jesus, em nossas atitudes e respostas, todas as expressões de desapreço serão dissolvidas nas fontes da compreensão e da tolerância.

 

Surpreendemos companheiros que se fazem difíceis.

Se lhes acolhemos os obstáculos, conservando as nossas diretrizes e providências, um tanto mais com Jesus, para breve se nos transfiguram em colaboradores valiosos, convertendo-se, por fim, em estandartes vivos de nossas ideias.

 

Encontramos desencantos nas trilhas da experiência.

Aceitando-os, no entanto, um tanto mais com Jesus em nosso comportamento, para logo se transformam em lições e bênçãos que passamos a agradecer à sabedoria da vida.

 

Em casa, no grupo de trabalho, na vida social, na profissão, no ideal ou na via pública, experimentemos sentir, pensar, falar e agir, um tanto mais com o Cristo, e observemos os resultados.

 

 

Pouco a pouco, percebemos que o Senhor não nos pede prodígios de transformação imediata ou espetáculos de grandeza, e sim que nos apliquemos ao bem, de modo a caminhar com Ele, passo a passo, na edificação de nossa própria paz.

 

Não te atemorizem programas de reajuste, corrigenda, sublimação ou burilamento.

Ante as normas que nos indiquem elevação para a Vida Superior, recebamo-las respeitosamente, afeiçoando-nos a elas, e, seguindo adiante, na base do dever retamente executado e da consciência tranqüila, pratiquemos a regra da ascensão espiritual segura e verdadeira: sempre um tanto menos com os nossos pontos de vista pessoais e, a cada dia que surja, sempre um tanto mais com Jesus.

 

Emmanuel

ENCONTRO DE PAZ

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS

segunda-feira, 24 de abril de 2017


Amor e obsessão

 

Homem na terra é mimado

Às portas do seu amor,

Mas se vem desencarnado,

Tem nome de obsessor.

Lívio Barreto

— • —

Muito espírito cansado

Das mentiras e promessas,

Quando atinge o Mais Além,

Cultiva o amor às avessas.

Jaks Aboab

— • —

Em amor nunca prometas

Aquilo que não farás...

Juras de amor não cumpridas,

Obsessão vem atrás.

Pedro Silva

— • —

Ana morreu de ciúmes

Do esposo Jonas Garrido...

Desencarnou, mas prossegue

Colada ao pé do marido.

João Moreira da Silva

— • —

Homem que afirma ser dono

De posses e de mulher,

Que se cuide, enquanto é tempo

Para ver o que não quer.

Gil Amora

— • —

De Dona Maricotinha

Assinalei esta queixa:

Muita viúva não casa...

Marido morto não deixa.

Lulu Parola

— • —

Quem muito se apegue à posse

Lembre que a morte há de vir!...

Coitado de quem não sabe

A conta de dividir!...

Cornélio Pires

— • —

Homem que deita e diz: "Ai!"

E ao levantar-se diz: "Upa!..."

Está doente ou carrega

Obsessor na garupa.

 Leandro Gomes de Barros

— • —

Namoro quando começa

Que não cultiva paixão;

Marimbondo pequenino

Já mostra que tem ferrão.

Álvaro Vianna

— • —

Moça sempre ciumenta

Que espia o amor da janela?

Nem livro, nem cantoria,

Nem costura, nem panela...

Sinfrônio Martins

— • —

Ciúme invadindo o amor?

Anote a paixão de lado,

Às vezes, no obsessor,

De outras, no obsedado.

Auta de Souza

 

(Trovas recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em reunião pública da noite de 03 de agosto 85, em Uberaba, Minas).

 

ROSEIRAL DE LUZ

 
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
ESPÍRITOS DIVERSOS

 

domingo, 23 de abril de 2017


Insegurança e Medo
 
O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.
Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.

Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.

Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.
 
Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.
 
Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, estas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência; pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça; receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas; e, por fim, a presença invisível da morte...

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranqüila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.

A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.

Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.

Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.
 
Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranquiliza os sentimentos.

O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.

A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.
 
Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.

Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.

Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.

...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lO, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.
Ele porém, não teve medo. Pensa e busca-O, libertando-te do medo e seguindo-O, em consciência tranquila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.
Joanna de Ângelis
Fonte: caminhos de Luz – mensagens -  caminholuz.com.br

sábado, 22 de abril de 2017


Divergências


Lembre-se de que as outras pessoas são diferentes e, por isso mesmo, guardam maneiras próprias de agir.

Esclarecer à base de entendimento fraterno, sim, polemicar, não.

Antagonizar sistematicamente é um processo exato de angariar aversões.

Você pode claramente discordar sem ofender, desde que fale apreciando os direitos do opositor.

Afaste as palavras agressivas do seu vocabulário. Tanto quanto nos acontece, os outros querem ser eles mesmos na desincumbência dos compromissos que assumem.

Existem inúmeros meios de auxiliar sem ferir.

Geralmente, nunca se discute com estranhos e sim com as pessoas queridas; visto isso, valeria a pena atormentar aqueles com quem nos cabe viver em paz?

Aprendamos a ceder em qualquer problema secundário, para sermos fiéis às realidades essenciais.

 

Se alguém diz que a pedra é madeira, é justo se lhe acate o modo de crer, mas se alguém toma a pedra ou a madeira para ferir a outrem, é importante argumentar quanto à impropriedade do gesto insano.

 

 Francisco Cândido Xavier

Sinal Verde

Pelo Espírito

André Luiz

sexta-feira, 21 de abril de 2017


Obsessores  e Tentações
 
Ao contato das ideias renovadoras que te bafejam, afirmas-te na disposição de estudar e servir, com vistas à sublimação que demandas.
 
Muita vez, porém, te lamentas contra obsessores e tentações, imputando a eles fracassos e desencantos que te assoberbam. Uns e outros, contudo, são frutos de tua sementeira ou circunstâncias forjadas por teu próprio comportamento.
 
Partindo do princípio de que somos mais ou menos indiferentes a todos aqueles que não conhecemos, apenas experimentamos atração ou aversão por aqueles espíritos com os quais já convivemos nas existências passadas.
 
Diante, pois, de nossos desafetos, convém profundo auto exame, para verificarmos até que ponto seremos nós e eles os perseguidores e os perseguidos.
 
Por outro lado, ser-nos-á lícito classificar por seduções das trevas os impulsos inferiores que não cogitamos de arrancar ao âmago de nós mesmos?
 
Achamo-nos entre obsessores e tentações à maneira de alunos entre colegas e percalços da escola.
 
A ordem – confraternização e aprendizado.
 
A palavra é agente de auxílio no entendimento com os irmãos que ainda não se afinam conosco, mas, o exemplo é a força que nos arrasta à desejada harmonização.
 
A prece ser-nos-á socorro contra o império das sugestões deprimentes, todavia, ninguém extirpará tendências infelizes sem esforço máximo de auto corrigenda.
 
Não alegues a carga de influências destrutivas como sendo motivo a desânimo e frustração.
 
Nunca olvidar que somente a luz vence a sombra, tanto quanto só o bem vence o mal.
No Portal da Luz
Francisco Cândido Xavier - Espírito de Emmanuel
 

quinta-feira, 20 de abril de 2017


Reencarnados

Chiquito de Morais

 

Ontem – corsário afamado,

Matava sedento de ouro...

Hoje – menino enjeitado

A beira do ancoradouro.

 

Ontem – mulher de ilusão,

Mentiras e cabriolas...

Hoje – bendita prisão

De pratos e caçarolas.

 

Ontem – autor insensato,

Ganhando á custa do vicio...

Hoje – doente sem tato,

Vivendo com sacrifício.

 

Ontem - tirano na praça,

Falava insincero em tudo...

Hoje – mendigo que passa,

Gaguejando, tartamudo.

 

Destino desventura?!...

Nada disso, meu irmão,

Presente mostra o passado,

Bendita a reencarnação!...

 

Do livro “ORVALHO DE LUZ”

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.