quarta-feira, 28 de setembro de 2016


SANTOS-DUMONT 
E O CAMINHO DA VERDADEIRA GLÓRIA


 

Espírito: “Santos-Dumond”

 

 

Amigos, Deus vos recompense.

A lembrança da prece me comove as fibras íntimas.²

O espírito liberto esquece o homem prisioneiro.

A alvorada não entende a sombra.

Tenho hoje dificuldade para compreender a luta que passou e, não fosse a responsabilidade que me enlaça ainda ao campo humano, em vista das aflições que me povoaram as últimas vigílias na carne, preferiria que as vossas recordações, ainda mesmo carinhosas e doces, não me envolvessem o nome lutador insignificante.

Descobrir caminhos foi a obsessão do meu pensamento. Reconheço hoje, porém, que outra deve ser a vocação da altura.

Dominar continentes e subjugar povos, através dos ares, será talvez, extensão do domínio da inteligência perversa que se distancia de Deus. Facilitar comunicações às criaturas que ainda não se entendem, possivelmente será acentuar os processos de ataque e morte, de surpresa, nas aventuras da guerra. Dolorosa é a situação do missionário da ciência que se vê confundido nos ideais superiores. Atormentada vive a cultura que não alcançou o cerne sublime da vida.

Terei errado, buscando rotas diferentes?

Certo, não.

O mundo e os homens aprenderão sempre.

A evolução é fatal.

Todavia, recolhido presentemente à humildade de mim mesmo, procuro caminhos mais altos e estradas desconhecidas, no aprendizado do roteiro para o Cristo, Senhor de nossas vidas.

Não há vôo mais divino que o da alma.

Não existe mundo mais nobre a conquistar, além do que se localiza na própria consciência, quando deliberamos converter-nos ao bem supremo.

Sejamos descobridores de nós mesmos.

Alcemos corações e pensamentos ao Cristo.

Aprimoremos-nos para refletir a vontade soberana e divina do Alto por onde passamos.

Crescimento sem Deus é curso preparatório da queda espetacular.

Humilharmos-nos para servir em nome de Dele é o caminho da verdadeira glória.

De qualquer modo, agradeço-vos.

O trabalhador que repara as possibilidades para ser mais útil jamais se esquecerá de endereçar reconhecimento às flores que lhe desabrocham na senda.

Crede! Não passo de servidor pequenino.

Que o Senhor nos enriqueça com Sua divina bênção. A. Santos-Dumont

Espírito: “Santos-Dumond”

 

 

Anotações:

1 – Esta mensagem foi recebida na noite de 20 de julho de 1948, data aniversária de Santos-Dumont, no Grupo Espírita Luís Gonzaga, em Pedro Leopoldo, MG.

 

DO LIVRO  “TEMPO E AMOR”, PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016


EM NOME DE JESUS

 

Emmanuel

 

A viúva havia perdido o filho que se lhe fizera arrimo, assassinado por um amigo que o tóxico desequilibrara e que fugira a o pronunciamento da justiça.

Depois de alguns meses, estava ela distribuindo refeições a pessoas necessitadas, numa instituição cristã de beneficência, quando alguém lhe apontou um rapaz à mesa e lhe segredou:

- Aquele é o matador do seu filho.

A senhora, com grande terrina às mãos, estremeceu, mas voltando-se para uma parede lateral, como quem desejava ausentar-se daquela situação, esbarrou com a efígie de Cristo Crucificado.

Imediatamente, recordou que o Divino Mestre também fora exterminado sem culpa.

Estranha força lhe surgiu no coração e prosseguiu adiante.

Chegando ao prato do rapaz indicado, passou a servi-lo com gentileza.

O moço surpreendido, perguntou-lhe:

- A senhora sabe que matei seu filho e que sou um assassino...

Como pode me servir com tanta bondade?

- Ela, porém, sorriu levemente e apontando-lhe, com o olhar, a face do Senhor, na tela à frente, respondeu com brandura:

- O Senhor não é o assassino de meu filho.

Em nome de Jesus, o senhor é nosso irmão.

 

MOMENTOS DE PAZ - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - EMMANUEL

 

domingo, 25 de setembro de 2016


Educação



 

4. Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança.

 

Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as ideias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

 

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. É assim que o Espírito renasce melhor, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

 

A partir do nascimento, suas ideias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as ideias que lhe formam o fundo do caráter.

 

Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

 

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

 

Educação


 

O amor é a base do ensino.

Professor e aluno, cooperação mútua.
 

O auto aprimoramento será sempre espontâneo.

Disciplina excessiva, caminho de violência.
 

A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.

Indagação ociosa, dúvida enfermiça.
 

Egoísmo n’alma gera temor e insegurança.

Evangelho no coração, coragem na consciência.
 

Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.

Não existe vocação compulsória.
 

Toda aula deve nascer do sentimento.

Automatismo na instrução, gelo na ideia.
 

A educação real não recompensa nem castiga.

A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.


Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.

Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
 

Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.

Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
 
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.

 

André Luiz, extraído do livro “O Espírito da Verdade”

sábado, 24 de setembro de 2016


Caminha alegremente



“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e, por ela, muitos se contaminem.” – Paulo.
(Hebreus, 12: 15)
Raízes de amargura existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes de plantas inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.
Contudo, tanto quanto é preciso expulsar a erva daninha para que haja colheita nobre e farta, é indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as provações vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo da alma, produzindo os frutos azedos das palavras e das ações infelizes.
Mãos prestimosas arrancarão o escalracho, em torno da lavoura nascente, e atitudes valorosas devem extirpar do espírito as recordações amargas, suscetíveis de perturbar o caminho.
Se alguém te trouxe dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que terás causado a outrem, muitas vezes sem perceber. E tanto quanto estimas ser desculpado, perdoa também, sem quaisquer restrições.
Observa a sabedoria de Deus na esfera da Natureza.
A fonte dissolve os detritos que lhe arrojam.
A luz não faz coleção de sombras.
Caminha alegremente e constrói para o bem, porque só o bem permanecerá.
Seja qual for a dor que hajas sofrido, lembra-te de que tudo amanhã será melhor se não engarrafares fel ou vinagre no coração.

Emmanuel

Francisco Cândido Xavier

 

O Espírito da Verdade

 

Estudos e dissertações em torno da obra

“O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec

 

Ditado pelo Espírito

Emmanuel

sexta-feira, 23 de setembro de 2016


Nos Domínios da Voz
Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um. A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos.
Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça.
Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo-se que nem todas as pessoas trazem audição impecável.
A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer você que eu fale?" ou "Já cansei de repetir isso".
A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence. Converse com serenidade e respeito, colocando-se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito.
Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma, a fim de manter a própria tranquilidade.
André Luiz