quinta-feira, 19 de abril de 2018


Mensagem de Esperança

Irmãos queridos,

Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma contra dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha.

Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados em seus anseios, esbarrando em barreiras intransponíveis.

É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através da esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.

Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! A fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa.
Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável. O desânimo e seus companheiros, o desalento, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta.
Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral. Que cada Centro, cada grupo, cada reunião prime por essa campanha. Que se esforcem por uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pela provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, otimismo e de esperança!
Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.

São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor.
Meus irmãos, o mundo não é uma nau à métrica. Nós sabemos que "Jesus está no leme!" e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho.
Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver a nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.
E não esqueçamos de que, se o Brasil "é o Coração do Mundo", somente será a "Pátria do Evangelho" se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós.

Eurípedes Barsanulfo
Mensagem de Eurípedes Barsanulfo, psicografada por Suely Caldas Schubert

quarta-feira, 18 de abril de 2018


Entrevista ao Jornal “O Triângulo Espírita”
Chico Xavier/Emmanuel

Chico Xavier numa nova fase de sua existência: a vida pública, isto é, p maior contato com as massas, através do Rádio, da Televisão, da Imprensa, lançamento de livros, etc.
De algum tempo a esta parte, não têm sido outra a tônica da vida do nosso companheiro e médium Chico Xavier.
Dessa forma, se hoje ele recebe títulos de cidadão de várias cidades brasileiras, se comparece a Tardes de Autógrafos fazendo lançamento de novos livros mediúnicos, se concede entrevistas à imprensa, se participa de programas de Televisão, tudo isso, ele faz com vistas à maior difusão do Espiritismo, da mensagem dos Espíritos.
Sabemos que o Espiritismo não visa a massificação, todavia, o contato com o povo e, sobretudo, numa época em que a confusão é geral, as dores são imensas, constitui uma necessidade imperiosa.
Não se compreende um médium psicógrafo, principalmente, sem o contato com o povo atendendo-o em suas necessidades espirituais.
É claro que isto deve acontecer naturalmente.
Tudo deve ser natural, espontâneo, a fim de que os Desígnios da Providência se manifestem conforme as necessidades do momento.
Nesse sentido, o nosso Chico, desde o seu primeiro programa de Televisão, sempre foi procurado para conceder entrevistas naturalmente, nada acontecendo por solicitação sua, ou da Entidade aonde trabalha.
E sempre com um objetivo: esclarecer o povo, amenizando suas dores pelo consolo, através da difusão do Espiritismo libertador.
É por isso que “O TRIÂNGULO ESPÍRITA” destaca, nesta oportunidade, trechos de algumas ENTREVISTAS concedidas à nossa imprensa espírita e não espírita: “Diário do Povo”, de Campinas, do dia 29 de julho; “Folha Espírita”, de agosto, e “DN Cultura”, de agosto, todos deste ano.

A NECESSIDADE DA ESPECIALIZAÇÃO MEDIÚNICA

Na presente entrevista, nosso irmão-médium Chico Xavier, mais uma vez, volta a falar sobre a necessidade da especialização mediúnica como base de melhor rendimento doutrinário. E o faz, sem dúvida alguma, com base nos ensinos de seu Guia Espiritual Emmanuel, que, em “O CONSOLADOR” – FEB, assim aborda o assunto:

Pergunta 388 – Nos trabalhos mediúnicos temos de considerar, igualmente, os imperativos da especialização?

-O homem enciclopédico, em faculdade, ainda não aprendeu, senão em gérmen nas organizações geniais que raramente surgem na Terra, e temos de considerar que a mediunidade somente agora começa a aparecer no conjunto de atributos do homem transcendente.
A especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária e somente de sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra de divulgação da verdade a realizar.
Esta é a resposta de Emmanuel.
Todavia, alguém poderia argumentar que o próprio Chico possui várias faculdades mediúnicas.
É certo que nosso irmão já demonstrou possuir outras faculdades, todavia, é justo considerar, igualmente, que a psicografia é a sua especialização e que as demais são a serviço da mensagem, coadjuvando-a, auxiliando-a, secundando-a.
Agora, vamos as respostas de nosso irmão.

ESPECIALIZAÇÃO MEDIÚNICA

-O Senhor teria a oportunidade de receber páginas musicais?

-Este assunto já foi abordado certa vez e o nosso Emmanuel nos disse que esta possibilidade existe.
Por uma questão de especialização, enquanto eu possa, devo me deter na psicografia, deixando a outros médiuns esta parte para que a mediunidade, no meu caso, dependendo de muito tempo, para render maior trabalho espiritual.

-Qual o futuro do Espiritismo Cristão no Brasil, ao seu ver?

-Os espíritos Amigos sempre nos dizem que o Brasil está destinado a grandes realizações na vivência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Deste modo, é de esperar que tenhamos no Brasil a civilização cristã do futuro, sem qualquer menosprezo a outras nações igualmente cristãs.
Mas, sendo o Evangelho de Cristo, especialmente uma norma de vida, no Brasil esta norma vem sendo observada nos procedimentos de vida de seu povo, que procura cultuar a fraternidade cristã, com assistência recíproca, com a paz e com a segurança de rodos, cada vez mais.

-O senhor poderia tecer considerações sobre o chamado “baixo Espiritismo”, comparando-o com aquele que é um dos seguidores?

-Nós estamos ligados à interpretação Kardequiana do Evangelho e da Vida.
Dentro desta escola, nós nos sentimos na condição de alunos, matriculados numa faculdade de libertação espiritual, com a bênção de Jesus Cristo.
Não podemos julgar os nossos irmãos, de outros setores de atividades mediúnicas ou religiosas, porque compreendemos que a mediunidade é atributo de todos.
Muitas vezes, um companheiro doente, simplesmente doente, é um médium que se encontra psiquicamente enfermo, sem possibilidade de entendimento da sua própria situação.
Nós entendemos, também, que, na Vida Espiritual imediata, temos milhares de criaturas que, tanto quanto nós, não conseguem se alterar de um dia para outro.
Por isso mesmo, continuam com a vida espiritual que possuem aqui no Mundo Físico, diante de horizontes infinitos que se abrem para nós todos, no sentido de trabalhar pelo nosso próprio aperfeiçoamento.
Não compreendo, lugar algum, em religião alguma, que haja planos mais baixos ou mais altos.
Entendo que todos nós somos irmãos em humanidade, porque todos somos filhos de Deus, devendo ser respeitados nas idéias que tenhamos a respeito de Deus.
Se um irmão nosso adora determinada pedra como sendo um objeto divino, devo, pelo menos de minha parte, em meu setor pessoal de comportamento, respeitar este companheiro, porque ele está realizando, dentro dele mesmo a respeito de Deus, o que possui de melhor.
Mas isso não impede que tenhamos na Doutrina codificada por Allan Kardec, um campo imenso de iluminação espiritual que está aberto a nós todos e que nos convida à libertação espiritual através do cumprimento dos nossos deveres.
Ele ensina que a nossa liberdade tem o tamanho do nosso dever cumprido de uns para com os outros, sempre sob a Liz dos ensinamentos de Jesus Cristo e dos Evangelhos que Ele nos legou.

PSICANÁLISE E EVANGELHO

-Chico, a Psicanálise cura?

-Benfeitores espirituais comumente nos asseveram que a Psicanálise é uma Ciência das mais respeitáveis na orientação do comportamento humano, esperando-se, no entanto, que venha a se enriquecer de valores espirituais sempre mais altos para o estabelecimento de motivações nobilitantes para a vida, em favor de quantos lhe recorrem à intervenção e aos ensinos.
Afirmam, ainda, que aguardam isso, porque não será justo despir a nossa alma de todos os recursos do mundo externo, dos quais nos valemos para angariar os patrimônios da Vida Imortal do espírito.
Cremos que o espírito, analisado para deixar todas as crenças ou ideais que haja esposado, mesmo em caráter transitório na existência terrestre, precisa substituir esses mesmos ingredientes de que se vê desposado, por outros que lhe garantam a alegria e o interesse de viver.
Portanto, acreditamos que um tratamento de saúde, qualquer que seja, deve visar a nossa própria melhoria, no capítulo do bom, ânimo e da autoconfiança, a fim de que nossa vida alcance o máximo no rendimento do bem de todos. (Neste ponto ele relê em voz alta o que anotara, faz-me uma pergunta e em seguida acrescenta: - “A vida também precisa de ilusão. Se a tiramos de alguém, então temos que encontrar um substituto”).

-O Freudismo nega que haja correlação de causa e efeito entre o sofrimento mental e causas morais. Ocorrerá algum dia a esperada fusão entre Freudismo e Cristianismo?
-Estamos convencidos, com os ensinamentos dos Instrutores espirituais, que o sofrimento mental, decorrendo habitualmente do complexo culposo, remanesce de causas morais mantidas por nós mesmos na intimidade do próprio ser.
O Universo é regido por forças morais inderrogáveis.
Não posso decepar o meu próprio braço num momento de insânia sem sofrer as conseqüências de minha própria irreflexão.
Causas morais e sofrimentos mentais, criando provações no campo físico se interligam naturalmente em todos os fenômenos da vida, sem que possamos eleger esse assunto à conta de irresponsabilidade ou indiferença, o que seria subverter a ordem que preside a Vida Universal.
Cremos sinceramente que o Cristianismo, especialmente interpretado nas explicações simples e claras da Doutrina Espírita, iluminará todo o território do Freudismo, abrindo novos caminhos para a harmonia e felicidade na vida comunitária.

A MULHER E O SEXO

Chico Xavier relê em voz alta e pausada o que estava no papel. Indaga da minha opinião sobre cada uma das respostas e lhe respondo:
-Boa parte do que aí este é novidade para mim.
Chico retoma a palavra:
-“Peço licença aos presentes (éramos cinco ou seis pessoas presentes à entrevista, os de sua equipe e o repórter), para tocar num assunto muito debatido e causa de muito sofrimento no mundo de hoje: Os problemas do sexo com seu cortejo de desencontros, infidelidade, distorções e anomalias”.

Reproduzo a seguir, de memória, o que o inigualável médium afirmou com segurança e clareza nesta ocasião.
Se as palavras de que se valeu não foram exatamente estas, o sentido do que disse é absolutamente fiel, isto é, sem distorções.
Depois de indagar do repórter se eu era médico, (duas vezes Chico Xavier me endereçou a mesma pergunta), e diante de minha negativa, ele prossegue:

-O sexo foi criado por Deus para ser, além do ato procriativo, motivo de prazer e de alegria para os seres humanos.
Nada há nele de vergonhoso ou menos nobre.
... Sabemos o que aconteceu: durante séculos as manifestações sexuais estiveram refreadas dentro de um círculo muito restrito, por alguns que tinham interesse na repressão de suas expressões e anseios. Isto foi possível até certo tempo; passado este se deu a grande explosão.
Súbito, as antigas barreiras foram derrubadas, muitos tabus e proibições afundaram na avalanche e, então, o diâmetro do círculo aumentou largamente. (Neste ponto, Chico Xavier toma um lápis e desenha dois círculos: um com dois centímetros de diâmetro e outro, por fora deste, com seis centímetros de diâmetro).
Que aconteceu depois?
Séculos de repressão psicológica muito rígida redundaram numa libertação que ultrapassou os limites mesmo deste círculo mais amplo (Chico Xavier risca linhas paralelas que transpõem os limites do círculo maior) e atingiu o terreno dos extremismos sempre perigosos e potencialmente causadores de grandes males no futuro.

CASAMENTO E DISTROÇÕES

Alguém pergunta:
-E o sexo no casamento?
Chico Xavier retoma o lápis e desenha um retângulo irregular, cobre-o com lápis preto e prossegue:

-Que acontece em muitos casamentos?
Derivando para a disputa de muitas profissões que estão em desacordo com sua principal função, que é a maternidade, a mulher já não entrevê no lar o ponto mais alto de sua missão.
Ela passou a disputar com o homem o lugar deste em quase todas as profissões.
Conseguiu impor-se em igualdade de condições porque a mulher em nada é inferior ao seu companheiro masculino.
Muitas vezes, tem logrado mesmo sobrepujar a este.
Mas qual foi o resultado disto?
Regressando à noite para casa, o homem que trabalha encontra não a esposa que o acolhe e reconforta das canseiras, obstáculos e asperezas do dia, mas, sim, UM COMPANHEIRO CANSADO (o grifo é nosso), em nada disposto a integrar-se no papel de esposa e rainha do lar.
Então, o esposo, dependendo de suas inclinações ou receptividades, pode passar horas e horas bebericando num bar, ou procurando fora de casa o afeto e acolhimento que não encontra junto à companheira que Deus lhe deu.
Outras vezes, por obediência a princípios morais rígidos, recusa-se a buscar lenitivo na bebida ou em outras mulheres, mesmo porque em relação extraconjugais pode resultar agressões ao marido enganado, depois gastos com advogados, etc.
Vamos dizer que lá pelas tantas ele se depara com outro esposo com idêntico problema dentro do lar e se tornam amigos.
Passam a encontra-se amiúde, fazem passeios, caminham distâncias, podendo consolidar-se entre os dois um afeto que resulte inclusive em homossexualismo.

Chico ergue a cabeça, encara os presente e conclui:

-A culpa da situação, no caso, cabe à mulher que trocou a segurança do lar pelo sucesso profissional.
Tangida pelo exemplo de tantas outras que fazem o mesmo, o lar transformou-se para ela em lugar de descanso da luta que mantém lá fora para realizar-se, trocando o principal pelo secundário.
A permissividade e os excessos do sexo prosseguirão por um período de ainda duzentos anos.

RADIOGRAFIA DAS DOENÇAS MENTAIS

-Chico, a que se atribui na atualidade o crescente aumento das doenças mentais?

-Segundo nossos Benfeitores Espirituais, que se manifestam por nosso intermédio, estamos sofrendo na Terra grande conflito em razão de nossa inadaptação à era tecnológica que, nós mesmos, os habitantes do Planeta, criamos sob a inspiração da Vida Mais Alta.
Avançando a Ciência a passos largos e estando nosso sentimento na retaguarda do progresso intelectual, somos hoje intimados a trabalho imenso de aprimoramento tecnológico, com amor e compreensão de nossas responsabilidades e no respeito que devemos uns aos outros.

O DOENTE MENTAL NO LAR

-Qual seria o melhor comportamento da família com um dos seus integrantes que surja em desequilíbrio mental?

-Naturalmente, quando temos conosco no recinto doméstico alguém portando desequilíbrio mental, somos devedores a esse alguém do máximo de carinho na obra de assistência familiar.
Tanto quanto possível é importante conservarmos os nossos companheiros, portadores de doença mental, no campo da família, evitando a ausência deles, de vez que na base do tratamento das doenças mentais está o amor.
O amor que estabelece prodígios na vida de cada um de nós.

REVISÃO DA ROTULAGEM DAS DOENÇAS MENTAIS

-Os Benfeitores espirituais consideram plenamente aceitável o tratamento dispensado pela Psiquiatria aos doentes que a ela recorrem?

-Amigos nossos da Vida Maior expressam-se comumente sobre o assunto e asseveram que a Psiquiatria, tanto quanto a Psicologia e a Análise, são caminhos da Ciência que estão sendo proporcionados a nós outros na humanidade para a libertação dos desequilíbrios mentais, tanto quanto possível.
Afirmam que o progresso da Psiquiatria seja a criação de tensiolíticos ou neurolépticos ou para o alívio ou a cura mesmo das enfermidades mentais, é muito grande e devem prestigiar ao máximo os domínios da Psiquiatria, neste sentido, embora reconheçam amigos nossos, dentre os quais destacamos o nosso benfeitor, Dr. Bezerra de Menezes, que é de opinião que a rotulagem das doenças mentais deveria sofrer uma revisão da parte dos senhores médicos e cientistas, neste capítulo da Patologia, porque a maioria dos doentes mentais está lúcida.
O nosso irmão que sofre desequilíbrios mentais comprovados tem, por vezes, um teor muito grande de lucidez e conhecimento do diagnóstico com respeito à moléstia de que o doente é portador, pode criar uma fixação mental no próprio enfermo, inibindo o êxito do processo terapêutico. Nesse sentido, o Dr. Bezerra de Menezes acredita que a Ciência, no futuro, com o amparo da administração dispensará aos nossos irmãos que se encontram em segregação carcerária, determinados medicamentos que possam frenar neles os impulsos de agressividade exagerada, melhorando, mas de muito, o problema de contenção em nossos hospitais-do-espírito, que são as prisões.

A ESQUIZOFRENIA E SUA ORIGEM ESPIRITUAL

-Por que razão a esquizofrenia surge na idade infantil ou mesmo depois da puberdade, quando a vida da criança começa a desabrochar em plenitude de esperança doméstica?

- A esquizofrenia, na essência decorre de transformação de caráter negativo no quimismo da vida cerebral.
Esse problema, no entanto, procede da Vida Espiritual.
Antes do processo reencarnatório; transferimos conosco para o Mundo Espiritual o problema da culpa que tenhamos instalado dentro de nós.
Muitas vezes sofremos condições de vida que podemos chamar de vida purgatorial no Outro Mundo, mas somos devolvidos à Terra mesmo, aos núcleos habitacionais em que as nossas culpas foram adquiridas e muitas vezes trazemos conosco o problema da esquizofrenia.
Quando o processo de esquizofrenia está muito violento, ele se manifesta na própria criança, mas, na maioria dos casos, a esquizofrenia aparece depois da puberdade ou logo após a maioridade física da criatura.
É um problema decorrente de nossos débitos no campo espiritual de nossas vidas.

DIRRITMIA CEREBRAL: MEDIUNIDADE E OBSESSÃO

-Existiria na opinião dos Amigos Espirituais, alguma correlação entre disritmia cerebral e mediunidade?

-Estamos na certeza de que o futuro dirá, do ponto de vista científico, que sim.
A camada disritmia cerebral, na maioria dos casos, funciona como sendo um implemento de fixação de onda do espírito comunicante.
Muitas vezes também a mesma disritmia cerebral está no processo obsessivo.
São questões que o futuro nos mostrará em sua amplitude, com as chaves necessárias para a solução do problema.

(O Triângulo Espírita – Uberaba, Minas, 10 de setembro de 1974).

terça-feira, 17 de abril de 2018


Na Assistência Social

Aproximar-se do assistido, encontrando nele uma criatura humana, tão humana e tão digna de estima quanto os nossos entes mais caros.

 Em tempo algum, agir sobrepondo instruções profissionais aos princípios da caridade genuína.

Amparar sem alardear superioridade.

Compreender que todos somos necessitados dessa ou daquela espécie, perante Deus e diante uns dos outros.

Colocar-nos na situação difícil de quem recebe socorro.

Dar atenção à fala dos companheiros em privação, ouvindo-os com afetuosa paciência, sem fazer simultaneamente outra coisa e sem interrompê-los com indagações descabidas.

Calar toda observação desapiedada ou deprimente diante dos que sofrem, tanto quanto sabemos silenciar sarcasmo e azedume junto das criaturas amadas.

Confortar os necessitados sem exigir-lhes mudanças imediatas.

Ajudar os assistidos a serem independentes de nós.

Respeitar as idéias e opiniões de quantos pretendemos auxiliar.

Nunca subordinar a prestação de serviço ou benefício à aceitação dos pontos de vista que nos sejam pessoais.

Conservar discrição e respeito ao lado dos companheiros em pauperismo ou sofrimento, sem traçar comentários desprimorosos em torno deles, quando a visita for encerrada.

Sinal Verde
Pelo Espírito André Luiz
Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 16 de abril de 2018


PROSÉLITOS

Emmanuel

362 – Poderemos receber um novo ensino sobre os deveres que competem aos espiritistas?
- Não devemos especificar os deveres do espiritista cristão, porque palavra alguma poderá superar a exemplificação do Cristo, que todo discípulo deve tomar como roteiro da sua vida.
Que o espiritista, nas suas atividades comuns, dispense o máximo de indulgência para com os seus semelhantes, sem nenhuma para consigo mesmo, porque antes de cogitar da iluminação dos outros, deverá buscar a iluminação de si mesmo, no cumprimento de suas obrigações.

363 –Como se justifica a existência de certas lutas antifraternas dentro dos grupos espiritistas?
-Os agrupamentos espiritistas necessitam entender que o seu aparelhamento não pode ser análogo ao das associações propriamente humanas.
Um grêmio espírita cristão deve ter, mais que tudo, a característica familiar, onde o amor e a simplicidade figurem na manifestação de todos os sentimentos.
Em uma entidade doutrinária, quando surgem as dissensões e lutas internas, revelando partidarismos e hostilidades, é sinal de ausência do Evangelho nos corações, demonstrando-se pelo excesso de material humano e pressagiando o naufrágio das intenções mais generosas.
Nesses núcleos de estudo, nenhuma realização se fará sem fraternidade e humildade legítimas, sendo imprescindível que todos os companheiros entre si, vigiem na boa-vontade e na sinceridade, a fim de não transformarem a excelência do seu patrimônio espiritual numa reprodução dos conventículos católicos, inutilizados pela intriga e pelo fingimento.

364 – O espiritista para evoluir na Doutrina necessita estudar e meditar por si mesmo, ou será suficiente frequentar as organizações doutrinárias, esperando a palavra dos guias?
- É indispensável a cada um o esforço próprio no estudo, meditação, cultivo e aplicação da Doutrina, em toda a intimidade de sua vida.
A frequência às sessões ou o fato de presenciar esse ou aquele fenômeno, aceitando-lhe a veracidade, não traduz aquisição de conhecimentos.
Um guia espiritual pode ser um bom amigo, mas nunca poderá desempenhar os vossos deveres próprios, nem vos arrancar das provas e das experiências imprescindíveis à vossa iluminação.
Daí surge a necessidade de vos preparardes individualmente, na Doutrina, para viverdes tais experiências com dignidade espiritual, no instante oportuno.

365 – Como deveremos receber os ataques da crítica?
- Os espiritistas devem receber a crítica dos campos de opinião contrária, como máximo de serenidade moral, reconhecendo-lhe a utilidade essencial.
Essas críticas se apresentam, quase sempre, com finalidade preciosa, qual a de selecionar, naturalmente as contribuições da propaganda doutrinária, afastando os elementos perturbadores e confusos, e valorizando a cooperação legítima e sincera, porque todo ataque à verdade pura serve apenas para destacar e exaltar essa mesma verdade.

366 – Como deverá agir o espírita sincero, quando encontre perante certas extravagâncias doutrinárias?
- À luz da fraternidade pura, jamais neguemos o concurso da boa palavra e da contribuição direta, sempre que oportuno, em benefício do esclarecimento de todos, guardando, todavia, o cuidado de nunca transigir com os verdadeiros princípios evangélicos, sem, contudo ferir os sentimentos das pessoas. E se as pessoas perseverarem na incompreensão, cuide cada trabalhador da sua tarefa, porque Jesus afirmou que o trigo cresceria ao lado do joio, em sua seara santa, mas Ele, o Cultivador da Verdade Divina, saberia escolher o bom grão na época da ceifa.

367 – É justo que, a propósito de tudo, busque o espiritista tanger os assuntos do Espiritismo nas suas conversações comuns?
 - O crente sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo detestável, sem nenhum caráter construtivo.
De modo algum se deverá provocar as manifestações mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada porcentagem de esforço próprio na aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.

369 – É aconselhável a evocação direta de determinados Espíritos?
- Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum.
Se essa evocação é passível de êxito, sua exequilibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de sermos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiríticos, a solução de muitas incógnitas espera o avanço moral dos aprendizes sinceros da Doutrina. O estudioso bem-intencionado, portanto, deve pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual lhe conhece os méritos e retribuirá os seus esforços de acordo com a necessidade de sua posição evolutiva e segundo o merecimento do seu coração.
Podereis objetar que Allan Kardec se interessou pela evocação direta, procedendo a realizações dessa natureza, mas precisamos ponderar, no seu esforço, a tarefa excepcional do Codificador, aliada a necessidade de méritos ainda distantes da esfera de atividade dos aprendizes comuns.

370 – Seria lícito investigarmos, com os Espíritos amigos, as nossas vidas passadas?
Essas revelações, quando ocorrem, traduzem responsabilidade para os que as recebem? -Se estais submersos em esquecimento temporário, esse olvido é indispensável à valorização de vossas iniciativas. Não deveis provocar esse gênero de revelações, porquanto os amigos espirituais conhecem melhores as vossas necessidades e poderão provê-las em tempo oportuno, sem quebrar o preceito da espontaneidade exigida para esse fim.
O conhecimento do pretérito, através das revelações ou das lembranças, chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua vez, de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento; tanto assim que, para muitos, essas reminiscências costumam constituir um privilégio doloroso, no ambiente das inquietações e ilusões da Terra.

371 – Devem ser intensificadas no Espiritismo as sessões de fenômenos mediúnicos?
- São muito poucos ainda, os núcleos espiritistas que se podem entregar à prática mediúnica com plena consciência do serviço que têm em mãos; motivo por que é aconselhável a intensificação das reuniões de leitura, meditação e comentário geral para as ilações morais imprescindíveis no aparelhamento doutrinário, a fim de que numerosos centros bem intencionados não venham a cair no desânimo ou na incompreensão, por cauda de um prematuro comércio com as energias do plano invisível.

Da Obra “O CONSOLADOR” – Espírito: EMMANUEL – Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

domingo, 15 de abril de 2018


SEJAMOS RICOS EM JESUS

Quem julga pelas aparências, quase sempre esbarra na areia móvel das transformações repentinas a lhe solaparem o edifício das errôneas conclusões.
* * *
Existem criaturas altamente tituladas nas convenções do mundo, que trazem consigo uma fonte viva de humildade no coração, enquanto que há mendigos, de rosto desfigurado, que carreiam no íntimo a névoa espessa do orgulho a empanar-lhes o entendimento.
* * *
Há ricos que são maravilhosamente pobres de avareza e encontramos pobres lamentavelmente ricos de sovinice.
* * *
Somos defrontados, em toda a parte, por grandes almas que se fazem humildes, a serviço do Senhor, na pessoa do próximo e, frequentemente, surpreendemos espíritos rasteiros envergando túnicas de vaidade e dominação.
* * *
Jesus, louvando os ‘pobres de espírito’, não tecia encômios à ignorância, à incultura, à insipiência ou à nulidade, e sim exaltava os corações simples que descobrem na vida, em qualquer ângulo da existência, um tesouro de bênçãos, com o qual é possível o enriquecimento efetivo da alma para as alegrias da elevação. “Pobres de espírito”, na plataforma evangélica, significa tão somente “pobres de fatuidade, de pretensos destaques intelectuais, de supostos cabedais da inteligência”. É necessário nos acautelemos contra a interpretação exagerada do texto, em suas expressões literais, para penetrarmos o verdadeiro sentido da lição.
* * *
A pobreza e a pequenez não existem na obra divina.

Constituem apenas posições transitórias criadas por nós mesmos, na jornada evolutiva em que aprenderemos, pouco a pouco, sob o patrocínio da luta e da experiência, que tudo é grande no Universo de Deus.
* * *
Todos os seres, todas as tarefas e todas as coisas são peças preciosas na estruturação da vida.
* * *
Onde estiveres faze-te espontâneo para recolher a luz da compreensão.

Alijemos os farrapos dourados da ilusão, que nos obscurecem a alma, estabelecendo a necessária receptividade no coração, e entenderemos que todos somos infinitamente ricos de oportunidades de trabalhar e servir, de aprender e aperfeiçoar, infatigavelmente.
* * *
O ouro será, muitas vezes, difícil provação e os cimos sociais na Terra, quase sempre, são amargos purgatórios para a alma sensível, tanto quanto a carência de recursos materiais é bendita escola de sofrimento, mas a simplicidade e o amor fraterno, brilhando, por dentro de nosso espírito, em qualquer situação no caminho da vida, são invariavelmente o nosso manancial de alegrias sem fim.

Emmanuel

sábado, 14 de abril de 2018


Terra, Nossa Escola

Contempla a beleza da Terra - a nossa velha escola - para que a treva do pessimismo não te negreje a estrada anulando-te o tempo na regeneração do destino.
Não será fazer lirismo inoperante, mas sim descerrar os olhos no painel das realidades objetivas:
Repara o sol que é luz sublime e infatigável...
O céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz, exaltando a esperança...
A fome que se entrega, mitigando-te a sede...
A árvore generosa a proteger-se os passos...
A semente minúscula abrindo-se em flor e pão...
O lar aconchegante a guardar-te, ditoso...
Entretanto, muitas vezes, trazemos em nós próprios, tristeza e crueldade por tóxicos da vida.
E renascentes do ontem, cujos minutos gastamos na edificação do próprio infortúnio, temos o coração como um pote de fel, aniquilando em nós as bênçãos da alegria.
Não podemos negar, a condição de espíritos prisioneiros, quando se nos desdobra a experiência no corpo, entretanto, é nesse cárcere oportuno e valioso que recapitulamos as nossas lições perdidas.
É na veste da carne que tornamos ao adversário do pretérito, à afeição mal vivida, ao obstáculo que se fez resultado de nossa própria incúria.
Não há, na Terra, mal senão em nós mesmos - mal de nossa rebeldia multimilenária diante da Eterna Lei gerando os males que nos marcam a imprevidência...
Descerremos, desse modo, as portas de nossa alma à luz da grande compreensão e buscando aprender com os recursos do mundo, que nos amparam em nome da Providência, reajustemo-nos no amor que entende e auxilia, purifica e serve sempre, na certeza de que, refletindo em nós os Propósitos Divinos do bem que nunca morre, encontraremos, desde agora, nas complexidades e nevoeiros da Terra, o precioso trilho de nossa ascensão para o Céu.

LUZ NO CAMINHO

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
EMMANUEL