quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um Caso Igual a Tantos


Um Caso Igual a Tantos

O rapaz chegou ao Centro Espírita "Uberabense" pedindo orientação.
Há meses estava no exercício constante da psicografia semi-consciente, segundo as sua próprias palavras.

Exibiu vários cadernos com mensagens que recebera.
Entusiasmado, disse ao dirigente da Casa, o Professor Augusto Caves, já Ter consigo muitos livros que esperava publicar em breve tempo.
Afirmou escrever quase o dia inteiro sob o impulso dos espíritos.
Qualquer lugar lhe servia para o intercâmbio entre os dois mundo.
Acordava no meio da noite, sentindo um desejo irresistível de pegar lápis e papel...
Quando a cabeça lhe doía, tinha que escrever, escrever...
Durante meia hora falou sem pausa, revelando certa exaltação na voz e gesticulando em excesso.
Quando, finalmente, silenciou, aguardando a orientação que fora buscar, o abnegado Professor lhe diz de forma paternal:

- Filho, temos aqui as nossas reuniões semanais de estudo da Doutrina e teremos imensa alegria em recebê-lo entre nós. Sinto que você tem um futuro promissor no campo da mediunidade, todavia, creio que os Amigos Espirituais, presentemente, estejam exercitando as suas faculdades. Convém, por enquanto, aguardarmos um pouco mais, não tornando públicas essas mensagens que me parecem agora sementes de páginas mais substanciosas que ainda serão grafadas por suas mãos. Venha participar do nosso grupo. Amanhã mesmo você poderá vir conosco visitar alguns irmãos carentes na periferia da cidade...

Mas, antes que o Professor Chaves concluísse as suas ponderações, o jovem, colocando os cadernos debaixo do braço, deu-se pressa em sair, prometendo voltar no dia seguinte e nunca mais apareceu.

Infelizmente, são muitos os companheiros do mundo que procuram orientação nos centros espíritas, desejando ouvir as palavras que imaginam e não aquelas que precisariam escutar, com humildade, em favor de si mesmos. Contrariados em seus propósitos imediatistas, afastam-se do caminho que nem sequer começaram a trilhar e ao qual, somente mais tarde, depois de grandes decepções e dores, tornarão lamentando o tempo perdido.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Confia e Serve. Ditado pelo Espírito Hilário Silva. IDE

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O AGENTE DE PROPAGAÇÃO MAIS PODEROSO É O EXEMPLO.

Bernardo Antonio da Silva Lacerda

ATENÇÃO! ENCERRAMENTO DO ENCONTRO HOJE!

XXVIII ENCONTRO DOS IRMÃOS DO CAMINHO. Terça – feira (30/08/2011) DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS.

SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA

“Doutrina Espírita: Educação e trabalho”


Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema: “A Casa Espírita e o trabalho social”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00





O AGENTE DE PROPAGAÇÃO MAIS PODEROSO É O EXEMPLO.

(Sociedade de Paris, sessão de 30 de abril de 1869.)

Venho esta noite, meus amigos, vos falar alguns instantes. Na última sessão eu não respondi, estava ocupado em outra parte. Nossos trabalhos como Espíritos são muito mais extensos do que o podeis supor, e os instrumentos de nossos pensamentos não estão sempre disponíveis. Tenho ainda alguns conselhos a vos dar sobre a marcha que deveis seguir frente ao público, com objetivo de fazer progredir a obra à qual devotei minha vida corpórea, cujo aperfeiçoamento prossigo na erraticidade.

O que vos recomendarei, primeiro e sobretudo, é a tolerância, a afeição, a simpatia em relação de uns para com os outros, e também em relação aos incrédulos.

Quando vedes na rua um cego, o primeiro sentimento que se vos impõe é a

compaixão; que isto ocorra do mesmo modo com os vossos irmãos cujos olhos estão fechados e velados pelas trevas da ignorância ou da incredulidade; lamentai-os antes de censurá-los. Mostrai, pela vossa doçura, a vossa resignação para suportar os males desta vida, a vossa humildade em meio às satisfações, às vantagens e às alegrias que Deus vos envia, mostrai que há em vós um princípio superior, uma alma obediente a uma lei, a uma verdade superior também: o Espiritismo.

As brochuras, os jornais, os livros, as publicações de todas as espécies são meios poderosos de introduzir por toda a parte a luz, mas o mais seguro, o mais íntimo e o mais acessível a todos, é o exemplo na caridade, na doçura e no amor.

Agradeço à Sociedade por vir em ajuda aos infortunados que lhe são indicados. Eis o bom Espiritismo, eis a verdadeira fraternidade. Ser irmãos: é ter os mesmos interesses, os mesmos pensamentos, o mesmo coração!

Espíritas, vós sois todos irmãos na mais santa acepção da palavra. Em vos pedindo para vos amar uns aos outros, não faço senão lembrar as divinas palavras daquele que, há mil e oitocentos anos, trouxe sobre a Terra o primeiro germe da igualdade. Segui sua lei, ela é a vossa; não faço senão tornar mais palpável alguns desses ensinamentos.

Obscuro operário daquele mestre, daquele Espírito superior emanado da fonte de luz, refleti essa luz como o verme luzente reflete a claridade de uma estrela. Mas a estrela brilha-nos céus e o verme luzente brilha sobre a terra, nas trevas, tal é a diferença.

Continuai as tradições que vos deixei ao partir.

Que o mais perfeito acordo, a maior simpatia, a mais sincera abnegação reine no seio da Comissão. Ela saberá, eu o espero, cumprir com honra, fidelidade e consciência, o mandato que lhe foi confiado.

Ah! Quando todos os homens compreenderem tudo o que encerram as palavras amor e caridade, não haverá mais sobre a Terra nem soldados nem inimigos, nela não haverá mais do que irmãos; não haverá mais o olhares irritados e ferozes, não haverá senão frontes inclinadas para Deus!

Até breve, caros amigos, e obrigado ainda em nome daquele que não esquece o copo d'água e o óbolo da viúva.

ALLAN KARDEC

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A CARNE É FRACA



ANDRÔMEDA


A CARNE É FRACA

Estudo fisiológico e moral.

Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque se prendem mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes a conseqüência do organismo, e, por este motivo, delas se pode crer menos responsável; tais são as predisposições à cólera, à moleza, à sensualidade, etc.

Está perfeitamente reconhecido hoje, pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às diversas aptidões, devem seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é assim um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas ele não tem a bossa da música senão porque seu Espírito é músico (Revista, de julho de 1860, página 198, e abril de 1862, página 97.)

Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, ela deve reagir igualmente sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, o artífice de seu próprio corpo, que ele configura, por assim dizer, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e às manifestações de suas tendências. Estando isto posto, a perfeição do corpo nas raças avançadas seria o trabalho do Espírito que aperfeiçoa o seu aparelhamento à medida que as suas faculdades aumentam. (A Gênese segundo o Espiritismo, cap. XI; Gênese espiritual.)

Por uma conseqüência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe mais ou menos atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É assim, por exemplo, que o guloso sente vir a saliva, ou, como se diz vulgarmente, a água à boca à vista de uma comida apetitosa. Não é a comida que pode superexcitar o órgão do gosto, uma vez que com ele não tem contato; é, pois, o Espírito cuja sensualidade é despertada, que age pelo pensamento sobre esse órgão, ao passo que, sobre um outro Espírito, a visão dessa comida nada produz. Ocorre o mesmo com todas as cobiças, todos os desejos provocados pela visão. A diversidade das emoções não pode se explicar, numa multidão de casos, senão pela diversidade das qualidades do Espírito. Tal é a razão pela qual uma pessoa sensível derrama facilmente lágrimas; não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas a sensibilidade do Espírito que provoca a secreção abundante das lágrimas. Sob o domínio da sensibilidade, o organismo é modelado sob essa disposição normal do Espírito, como é modelado naquela do Espírito guloso.

Seguindo esta ordem de idéias, compreende-se que o Espírito irrascível deve levar ao temperamento bilioso; de onde se segue que um homem não é colérico porque é bilioso, mas que ele é bilioso, porque é colérico. Assim ocorre com todas as outras disposições instintivas; um Espírito mole e indolente deixará o seu organismo num estado de atonia em relação com o seu caráter, ao passo que se for ativo e enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades muito diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente, que se vêem, freqüentemente, graves desordens orgânicas se produzirem pelo efeito de violentas comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe revirou o sangue não é também destituída de sentido quanto se poderia crê-lo; ora o que pôde revirar o sangue, se não as disposições morais do Espírito?

Este efeito é sobretudo sensível nas grandes dores, nas grandes alegrias e nos grandes medos, cuja reação pode ir até causar a morte. Vêem-se pessoas que morrem do medo de morrer; ora, que relação existe entre o corpo do indivíduo e o objeto que causa seu pavor, objeto que, freqüentemente, não tem nenhuma realidade? É, diz-se, o efeito da imaginação; seja; mas que é a imaginação senão um atributo, um modo de sensibilidade do Espírito? Parece difícil atribuir a imaginação aos músculos e aos nervos,
porque, então, não se explicaria porque esses músculos e esses nervos não têm sempre imaginação; por que não o têm mais depois da morte; porque o que causa em uns um pavor mortal, superexcita a coragem em outros.

De qualquer sutileza que se use para explicar os fenômenos morais unicamente pelas propriedades da matéria, cai-se, inevitavelmente num impasse, no fundo do qual percebe-se, em toda a sua evidência, e como a única solução possível, o ser espiritual independente, para quem o organismo não é senão um meio de manifestação, como o piano é o instrumento das manifestações do pensamento do músico. Do mesmo modo que o músico afina o seu piano, pode-se dizer que o Espírito afina o seu corpo para
colocá-lo no diapasão de suas disposições morais.

É verdadeiramente curioso vero materialismo falar, sem cessar, da necessidade de levantar a dignidade do homem, então que se esforça em reduzi-la a um pedaço de carne que apodrece e desaparece sem deixar nenhum vestígio; de reivindicar para ele a liberdade como um direito natural, quando dela faz uma mecânica caminhando como uma pessoa encarregada de girar o espeto, sem responsabilidade de seus atos.

Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta; ora, para o maior homem, o primeiro, o principal móvel da crença no nada é o pavor que causa essa responsabilidade, fora da lei humana, e à qual se crê escapar tapando os olhos. Até hoje esta responsabilidade nada tinha de bem definida; não era senão um temor vago, fundado, é preciso muito reconhecê-lo, sobre crenças que não eram sempre admissíveis pela razão; o Espiritismo a demonstrou como uma realidade patente, efetiva, sem restrição, como uma conseqüência natural da espiritualidade do ser; é porque certas pessoas têm medo do Espiritismo que lhes perturbaria em sua quietude, levantando diante delas o temível tribunal do futuro. Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade, é levantar a sua dignidade. A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual o Espiritismo conduz pela força das coisas.

Segundo as observações fisiológicas que precedem, pode-se, pois, admitir que o temperamento é, pelo menos em parte, determinado pela natureza do Espírito, que é causa e não efeito. Dizemos em parte, porque há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura, o clima, os vícios hereditários de constituição, uma doença passageira, etc. O moral do Espirito pode então ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada.

Desculpar-se de seus defeitos sobre a fraqueza da carne não é, pois, senão uma fuga falsa para escapar à responsabilidade. A carne é fraca porque o Espírito é fraco, é em que se torna a questão, e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos.

A carne, que não tem nem pensamento nem vontade, não prevalece jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e que quer, é o Espírito que dá à carne as qualidades correspondentes aos seus instintos, como o artista imprime à sua obra material a marca de seu gênio. O Espírito liberto dos instintos da bestialidade, forma um corpo que não é mais um tirano para assuas aspirações na direção da espiritualidade de seu ser; é quando o homem come para viver, porque viver é uma necessidade, mas não vive mais para comer.

A responsabilidade moral dos atos da vida, portanto, permanece inteira; mas a razão diz que as conseqüências desta responsabilidade devem estar em razão do desenvolvimento intelectual do Espírito; quanto mais o Espírito é esclarecido, mais é indesculpável, porque com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto. O selvagem, ainda vizinho da animalidade, que cede ao instinto do animal comendo seu semelhante, é, sem contradita, menos culpável que o homem civilizado que comete uma simples injustiça.

Esta lei encontra ainda sua aplicação na medicina, e dá a razão de seu insucesso em certos casos. Desde que o temperamento é um efeito e não uma causa, os esforços tentados para modificá-lo podem ser paralisados pelas disposições morais do Espírito que opõe uma resistência inconsciente e neutraliza a ação terapêutica. E, pois, sobre a causa primeira que se deve agir; chegando-se a mudar as disposições morais do Espírito, o temperamento se modificará por si mesmo sob o império de uma vontade diferente, ou, pelo menos, a ação do tratamento médico será secundada em lugar de contrariá-la. Dai, se for possível, coragem ao covarde, e vereis cessar os efeitos fisiológicos do medo; ocorre o mesmo com as outras disposições.

Mas, dir-se-á, o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? Está em suas atribuições tornar-se o moralizador de seus doentes? Sim, sem dúvida, num certo limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencia jamais, desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo; o essencial é aplicar o remédio moral com tato, prudência e com propósito, segundo as circunstâncias.

Desse ponto de vista, sua ação está forçosamente circunscrita, porque, além de que não tem sobre seu doente senão um ascendente moral, uma transformação do caráter é difícil em certa idade; é, pois, à educação, e sobretudo à educação primeira, que incumbem os cuidados dessa natureza. Quando a educação for, desde o berço, dirigida nesse sentido; quando se aplicar em abafar, em seu germe, as imperfeições morais, como se faz para as imperfeições físicas, o médico não encontrará mais, no temperamento, um obstáculo contra o qual a sua ciência, muito freqüentemente, é impotente.

Como se vê, é todo um estudo; mas um estudo completamente estéril enquanto não se tiver em conta a ação do elemento espiritual sobre o organismo. Participação incessantemente ativa do elemento espiritual nos fenômenos da vida, tal é a chave da maioria dos problemas contra os quais a ciência se choca; quando a ciência fizer entrarem linha de conta a ação desse princípio, verá abrir-se diante dela horizontes todos novos. É a demonstração desta verdade que o Espiritismo traz.

REVISTA ESPIRITA
JORNAL
DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
12o ANO NO. 3 MARÇO 1869
ALLAN KARDEC








domingo, 28 de agosto de 2011

Avaliação da Casa Espírita





Avaliação da Casa Espírita

Toda Casa Espírita que busca o aprimoramento íntimo de seus freqüentadores, deve promover o estudo e a explanação da Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso, consubstanciada na Codificação Kardequiana e nos ensinamentos do amado Mestre Jesus. Portanto, para que esteja em consonância com esses ensinamentos, deve ainda:


· Zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento Espírita SEJAM GRATUITAS, vedada qualquer espécie de remuneração;
· Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios. A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo;
· Evitar enfeites excessivos, jogos de luz e uso, pelos colaboradores, de paramentos e uniformes;
· Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo;
· Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos. Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas;
· Banir dos templos espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à consagração de esponsais ou nascimentos e outras práticas estranhas à Doutrina, tais como velórios e encomendações, colações de grau etc;
· Impedir a comunicação de enfermo espiritual, que só deverá ocorrer em reunião privativa e destinada a esse fim;
· Não permitir, nas reuniões do Centro, ataques ou censuras a outras religiões;
· Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial;
· Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos. O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos;
· Não permitir o uso do fumo, álcool e demais compostos químicos nas dependências do Centro Espírita.

Baseado nos regimentos internos da Federação Espírita Brasileira
Copiado do NEPT


sábado, 27 de agosto de 2011

O que fazemos na Casa Espírita?


O que fazemos na Casa Espírita?

Vamos nos perguntar o que fazemos quando freqüentamos uma Casa Espírita?

Mas a pergunta, em si, é um tanto ampla, um tanto vasta, pois pede nos fazer pensar em várias respostas.

Por ser assim, poderemos nos referir a um dos aspectos possíveis e pertinentes a esta pergunta, que seria:

“Vou à Casa Espírita por ter interesse na Doutrina Espírita, por querer aprender com ela, por precisar dela para poder entender a vida, por conta de que eu me sinto bem quando lá estou, já que recebo um auxílio vibratório que me transmite harmonia interior e me dá condições de seguir a vida e suas dificuldades, que são sempre presentes.


 
Mas devo acrescentar que ao freqüentar uma Casa Espírita eu me envolvo de carinho e de respeito pelas tarefas lá efetuadas em todos os seus setores, de modo que procuro cumprir com as obrigações que naturalmente nos são colocadas, face às regras vigentes nesta instituição, como sucede ocorrer em todas, pois todas instituições têm suas regras.

Então, para que eu possa colaborar para o andamento sereno e objetivo de seus trabalhos, eu procuro ter um comportamento temperado, cortez, educado e pretendo sempre ser educado e respeitoso, não só para com os trabalhos, mas também para com os trabalhadores da casa, seja qual for sua ocupação.


 
Aliás! Mais um detalhe: Mesmo que eu não concorde com alguma diretriz deste local que eu freqüento, por estar aprendendo, com o Cristo, o respeito a indulgência e o sentido da fraternidade, eu tento fazer o possível para manter a serenidade e evito quaisquer confrontos, pois, se me dispuser a confrontos desnecessários ou certamente estarei sendo veículo das trevas, no sentido de que as trevas da ignorância me irão dominar e eu não desejo este mal para mim, nem para as pessoas que eventualmente estejam ao meu lado ou me acompanhando, no círculo de amizades que certamente terão construído nesta Casa de Jesus.”


 
Meu irmão, minha irmã: respeite a Casa Espírita que você freqüenta e, se você não gosta de algo ou de alguém lá, esforce-se para melhorar suas disposições nesta circunstância ou simplesmente saia, procure outra casa, para que você não gere ainda mais dificuldades para você mesmo, nesta sua atual jornada terrena.

Pedro de Camargo
Psicografia recebida no NEPT em 17 de dezembro de 2010.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Jabuticabeira


Dequinha
Atenção!
Sexta - feira (26/08/2011)

Palestra

Expositores: Carlos Henrique, Cátia e Rainille

Tema: O Trabalhador Espírita

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

A Jabuticabeira

 Um jovem aproximou-se de um homem idoso e perguntou:

- Que planta é esta de que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o idoso.

 - E ela demora quanto tempo para dar frutos?

 - Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou irônico o rapaz.

 - Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.

 - Então, que vantagem o senhor leva com isso?

E o velhinho respondeu calmamente:

 - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...

 Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro. E tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.

 Vivemos em um ambiente onde o egoísmo impera, basta observar as pessoas andando nas ruas, esbarram uma nas outras e sequer pedem desculpas. Atarefadas, com a cabeça preocupada em resolver, na maioria das vezes, problemas e questões pessoais.

 O “eu” sempre é mais importante, sempre vem em primeiro lugar. Mas cabe lembrar que uma mente atribulada pelo stress cotidiano e um corpo cansado fazem com que o relacionamento com outras pessoas se transforme em um fardo.

E na verdade, o mais importante é ter uma vida plena com Jesus. É preciso saber compartilhar com o próximo as bênçãos e também oferecer as mãos nos momentos de angústia.

 Não seja uma pessoa egoísta. Ame o seu irmão e compartilhe com a caminhada da vida.

 Ninguém consegue viver feliz sozinho.“OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”. Ensina-nos o Salmos 133.1

 Desconhecido o autor/a do texto.







quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A vida não cessa.



Wellington, Chico e Raimundo.
 Atenção!
Acontecerá hoje. Participe!  
Palestra



Expositor: Wellington Ferreira


Tema: “Senhor! Que queres que eu faça?” Paulo


Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31 Sousa-Paraíba.


Horário: 20h00


A vida não cessa.

"Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
A vida não cessa.
A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões".







André Luiz
Psicografia de Chico Xavier
 
 
Traços do Caráter Espírita
 
Humildade sem subserviência.
Dignidade sem orgulho.
Devotamento sem apego.
Alegria sem excesso.
Liberdade sem licença.
Firmeza sem petulância.
Fé sem exclusivismo.
Raciocínio sem aspereza.
Sentimento sem pieguice.
Caridade sem presunção.
Generosidade sem desperdício.
Conhecimento sem vaidade.
Cooperação sem exigência.
Respeito sem bajulice.
Valor sem ostentação.
Coragem sem temeridade.
Justiça sem intransigência.
Admiração sem inveja.
Otimismo sem ilusão.
Paz sem preguiça.
 
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os Gritos da Noite de São Bartolomeu - 24 de agosto de 1572

Massacre de São Bartolomeu, de François Dubois





Os Gritos da Noite de São Bartolomeu

Autor:
Allan Kardec

Fonte:
Revista Espírita
Setembro de 1858

HISTÓRICO

Na sua Histoire de l´ordre du Saint-Esprit, edição de 1778, De Saint-Foy cita a passagem seguinte, tirada de uma coletânea do Marquês Christophe Juvenal dês Ursins, tenente general do governo de Paris, escrita pelos fins do ano de 1572 e impressa em 160l.

“A 31 de agosto de 1572, oito dias após o massacre de São Bartolomeu, eu tinha ceado no Louvre, em casa da senhora de Fiesque. Durante todo dia havia feito muito calor. Fomos sentar-nos sob uma pequena latada, ao lado do riacho, para respirar ar fresco. De repente ouvimos no ar um barulho horrível de vozes tumultuosas e de gemidos misturados a gritos de raiva e de furor; ficamos imóveis, transidos de espanto, olhando-nos de vez em quando, mas sem coragem de falar. Creio que esse barulho durou cerca de meia hora. É certo que o rei Carlos IX o ouviu, ficou apavorado e não dormiu o resto da noite; contudo, não fez comentários no dia seguinte, mas foi notado o seu ar sombrio, pensativo e desvairado.

“Se algum prodígio deve não encontrar incrédulos, este é um, e é atestado por Henrique IV. Em seu livro I, capítulo 6, páginas 561, diz d´Aubigné: Várias vezes aquele príncipe nos contou entre os seus familiares e cortesãos mais íntimos – e tenho várias testemunhas vivas de que jamais no-lo repetiu sem sentir tomado de pavor – que oito dias depois do massacre da Noite de São Bartolomeu, havia visto uma grande quantidade de corvos pousar e crocitar sobre o pavilhão do Louvre; que na mesma noite Carlos IX, duas horas depois de se haver deitado, saltou da cama, fez com que os camareiros se levantassem, e mandou dar busca, pois ouvia no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhantes às que se ouviam na noite do massacre; que todos esses gritos eram tão chocantes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Carlos IX pensou fossem os inimigos dos Montmorency e os seus partidários atacando-os de surpresa, pelo que mandou um destacamento de sua guarda para impedir esse novo massacre; que os guardas informaram que Paris estava tranqüila e que todo aquele barulho que se ouvia estava no ar”.

Observação: O fato relatado tem muita analogia com a história do fantasma que aparecia a Mademoiselle Clairon, relatada em nosso numero de fevereiro, com a diferença que neste caso foi um único espírito a manifestar-se durante dois anos e meio, ao passo que depois da Noite de São Bartolomeu parece ter havido uma inumerável quantidade de Espíritos, que fizeram o ar vibrar apenas por alguns instantes. Aliás, ambos os fenômenos têm evidentemente o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos e da mesma natureza, por nós já relatados e deles não diferem senão em detalhes de forma. Interrogados sobre a causa desta manifestação, vários Espíritos responderam que era um castigo de Deus, o que é fácil de compreender.

Nota: São Bartolomeu foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Pregou o Evangelho na Índia e na Armênia, onde foi crucificado no ano 71, por ordem de Astiage. A Noite de São Bartolomeu é o nome dado a uma das maiores chacinas feitas pelos católicos nos protestantes. Em linhas gerais os fatos foram estes: durante os séculos XVI e XVII, o Protestantismo desenvolveu-se na França sob duas seitas: os Calvinistas e os Luteranos; de 1560 a 1598 houve naquele país oito guerras religiosas, desencadeadas pela política católica que visava aniquilar o Protestantismo; a luta uniu ou federou aquelas seitas, cujo nome Huguenotes provavelmente de deriva do vocábulo alemão eidgenossen, isto é, federados, posto alguns suponham provir do da Torre do Rei Hugo, em Tours, onde aqueles se reuniam. Na célebre Noite de São Bartolomeu, a 24 de agosto de 1572, obediente às manobras dos católicos, e da rainha mãe, Catarina de Médicis, Carlos IX, rei da França, ordenou a matança dos Huguenotes, dando ele próprio o sinal do início da carnificina. O fato passou à História com os nomes de Noite de São Bartolomeu e de Matança do Huguenotes, inspirando de várias maneiras os artistas, entre os quais Meyerbeer, que em 1836 escreveu a célebre ópera Os Huguenotes.

Estas lutas religiosas explicam o interesse e esforço francês por uma França Antártica e o aparecimento na História fo Brasil, de nomes como os de Villegaignon, Duguay-Troin e Coligny.



A noite de São Bartolomeu

Noite de 23 para 24 de agosto de 1572: os sinos da catedral de Saint Germain-l’Auxerrois fazem o prenúncio do dia de São Bartolomeu, (que foi um mártir). De todos os cantos da cidade, acorrem integrantes de uma milícia popular. Começa o terror. Portas e janelas são arrombadas. Com o toque dos sinos, ouvem-se também terríveis gritos assassinos. Começa o massacre da noite de São Bartolomeu.

Na noite de São Bartolomeu de 1572, os católicos massacraram os huguenotes. Somente em Paris, três mil protestantes foram exterminados nessa noite. A violência estava espalhada por todo o país, o número de huguenotes mortos foi de dezenas de milhares.

Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital Paris. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria pôr fim um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique II e de Catarina de Médicis. Margarida era irmã do rei Carlos IX.

Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a fina flor da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.

A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. E agora, um casamento deveria fazer com que tudo fosse esquecido?

O casamento não foi realizado na catedral. O noivo protestante não deveria entrar em “Notre Dame”, nem assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual celebrou-se o casamento. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta se desejava desposar Henrique, mas fez simplesmente um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.

No século XVI o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E esta encontrava-se inteiramente infiltrada pela nobreza católica. Uma reforma no clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status quo.

Por isso, os Guise – a linhagem predominante na França – observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da “Notre Dame”. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha-mãe Catarina de Médicis – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.

Poucos dias depois da cerimônia de casamento, ocorreu um fato desastroso. O almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina de Médicis.

Segundo o Histoire et Dictionnaire des Guerres de Religion (Arlette Jouanna et allia, Paris, Robert Laffont, 1998), o autor teria sido Charles de Louvier, senhor de Maurevert, que já tinha em sua folha corrida o assassinato, em 1569, de Artus de Mouy, um seguidor de Coligny.

Até hoje não se sabe quem encomendou o crime. Alguns historiadores falam, como já vimos, de Catherine de Médicis.

Embora os historiadores não tenham chegado a nenhuma conclusão sobre a autoria intelectual do crime, o fato é que o atentado representou um dos episódios mais sangrentos da história das guerras de religiões. O atentado contra Coligny lembra um outro atentado crucial, em 1936, quando o assassinato de Calvo Sotelo deu o sinal para o desfecho da Guerra Civil Espanhola, que deixou um saldo estimado em um milhão de cadáveres.

Tudo – o casamento, a festa pomposa – era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos IX o rei, com um olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, que era seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado.

O plano diabólico teve início. O rei Carlos foi pressionado por sua mãe, Catarina. Carlos vacilou, ficou inseguro. Mas cedeu finalmente, e ordenou a execução de Coligny. E exigiu um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime.

Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu. E com ele, milhares de pessoas que professavam a mesma fé.

E Henrique de Navarra? Ele sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar a sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, subiu ao trono francês.

Henrique, que permaneceu católico, mas irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Edito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes.

Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade".

Em verdade, o rei pretendia eliminar um número limitado de líderes huguenotes. O que não havia previsto, segundo os autores do Histoire et Dictionnaire des Guerres de Religion, é que a execução limitada aos chefes daria o sinal de um massacre, que em Paris durou até o 29 de agosto, com um paroxismo de violência durante os primeiros três dias.

Há quem fale de setenta mil a cem mil mortos. Segundo relatos, os cadáveres boiaram nos rios durante meses, de modo que ninguém comia peixe.

Quem deve ter ficado muito feliz com o massacre foi o papa Gregório XIII, que cunhou uma medalha comemorativa da data e encarregou Giorgio Vasari de pintar um mural celebrando o massacre.

http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2513



SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA



XXVIII ENCONTRO DOS IRMÃOS DO CAMINHO.

SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA

“Doutrina Espírita: Educação e trabalho”

Programação

Quarta - feira (24/08/2011)

Abertura - Palestra Inaugural

Expositor: Walter Sarmento

Tema: Educação e trabalho na “A Casa do Caminho”.

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 20h00



Quinta - feira (25/08/2011)

Palestra

Expositores: Carlos Henrique, Cátia e Rainille

Tema: O Trabalhador Espírita

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Sexta - feira (26/08/2011)

Palestra

Expositor: Wellington Ferreira

Tema: “Senhor! Que queres que eu faça?”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Sábado (27/08/2011)

Palestra

Expositor: Walter Sarmento

Tema: Espírita: Os trabalhadores da última hora.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Domingo (28/08/2011)

Seminário

Expositor: Wellington Ferreira

Tema: O Passe

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 08h15



Segunda – feira (29/08/2011)

Palestra

Expositor: Élida Figueiroa e Thiago Pamplona

Tema: Evangelização na Casa Espírita.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Terça – feira (30/08/2011)

Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema: “A Casa Espírita e o trabalho social”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

“O espírita chora escondido. Depois, lava o rosto e vai atender a multidão sorrindo." Emmanuel










terça-feira, 23 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO


EDUCAÇÃO



Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...“ (1)

E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução planetária...
Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse mero aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto externo da escola religiosa a suposto relevo individual, depois da morte, na imaginária corte celeste.
Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser aplicada em todas as condições, todos os dias.
A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz em toda parte.
O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais como matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado em partículas infinitesimais que se atraem e se repelem, reciprocamente, com o efeito de microscópicas explosões de luz.
A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem terrestre mora num reino entrecortado de raios.
Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os raios mentais condicionando os elementos em que a vida se expressa.
O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, sendo tão mensurável como o fotônio que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com Velocidade determinada, sustentando o hausto fulgurante da Criação.
A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os, repetimos.
Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho da furna ou nas anfractuosidades do precipício. Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho.
Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação para todos os seres.
Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal, fixou na forma imperativa a advertência a que nos referimos:
“Brilhe vossa luz.”
Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve fulgir em sua grandeza plena.
E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação que nos propicie o justo burilamento.
Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento do campo íntimo, em exaltação de conhecimento e bondade, saber e virtude, não será conseguida tão-só à força de instrução, que se imponha de fora para dentro, mas sim com a consciente adesão da vontade que, em se consagrando ao bem por si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma, capaz de refletir a Vida Gloriosa e transformar, conseqüentemente, o cérebro em preciosa usina de energia superior, projetando reflexos de beleza e sublimação.

EMMANUEL
(Do livro Pensamento e Vida, 5, Francisco Cãndido Xavier)

(1) Mateus, 5:16 — Nota do autor espiritual.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tranquilidade


Tranquilidade

"Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz."
Jesus. (JOÃO, 16:33.)

A palavra do Cristo está sempre fundamentada no espírito de serviço, a fim de que os discípulos não se enganem no capítulo da tranqüilidade.


De maneira geral, os aprendizes do Evangelho aguardam a paz, onde a calma reinante nada significa além de estacionamento por vezes delituoso. No conceito da maioria, a segurança reside em garantia financeira, em relações prestigiosas no mundo, em salários astronômicos. Isso, no entanto, é secundário. Tempestades da noite costumam sanear a atmosfera do dia, angústias da morte renovam a visão falsa da experiência terrestre.


Vale mais permanecer em dia com a luta que guardar-se alguém no descanso provisório e encontrá-la, amanhã, com a dolorosa surpresa de quem vive defrontado por fantasmas.

A Terra é escola de trabalho incessante.


Obstáculos e sofrimentos são orientadores da criatura.


É indispensável, portanto, renovar-se a concepção da paz, na mente do homem, para ajustá-lo à missão que foi chamado a cumprir na obra divina, em favor de si mesmo.


Conservar a paz, em Cristo, não é deter a paz do mundo. É encontrar o tesouro eterno de bênçãos nas obrigações de cada dia. Não é fugir ao serviço; é aceitá-lo onde, como e quando determine a vontade dAquele que prossegue em ação redentora, junto de nós, em toda a Terra.


Muitos homens costumam buscar a tranqüilidade dos cadáveres, mas o discípulo fiel sabe que possui deveres a cumprir em todos os instantes da existência. Alcançando semelhante zona de compreensão, conhece o segredo da paz em Jesus, com o máximo de lutas na Terra. Para ele continuam batalhas, atritos, trabalho e testemunhos no Planeta, entretanto, nenhuma situação externa lhe modifica a serenidade interior, porque atingiu o luminoso caminho da tranqüilidade fundamental.

Emannuel

Vinha de Luz
Francisco C. Xavier




domingo, 21 de agosto de 2011

O CISCO E A TRAVE NO OLHO




O CISCO E A TRAVE NO OLHO

Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? Mt, 7: 3-5


É típico do ser humano ver o defeito, o erro, o mal do outro e não admitir o mal que está em si mesmo. Por orgulho, costumamos disfarçar nossos defeitos, tanto no plano físico quanto no plano moral. Ora, o orgulho é essencialmente contrário à caridade. A verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Alguém que se considera muito importante e acredita na supremacia de suas qualidades dificilmente destacará no outro o bem que poderia fazer sombra à sua personalidade. Mais facilmente, apontará o mal que poderá realçar sua aparente “virtude”.


Aquele que vive apontando erros e falhas nos outros incorre em outra atitude censurável: a de julgar. Jesus disse: “Não julguem e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem”. (Mt, 7: 1-2) E quando lhe trouxeram a mulher que fora pega em flagrante cometendo adultério, lembrando-lhe que a lei de Moisés mandava que mulheres desse tipo fossem apedrejadas, o Mestre limitou-se a responder: “Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra”. (Jo, 8:7)


Com essa máxima, Jesus fez da indulgência um dever. Ninguém pode abrir mão da indulgência para si mesmo. Assim, não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgaríamos, menos ainda condenar no próximo o que desculpamos em nós mesmos. Antes de censurar uma falta de alguém, verifiquemos se não merecemos idêntica reprovação.


Censurar a conduta de uma pessoa para reprimir o mal pode ser louvável e até um dever, em certos casos, se disso resultar um bem. Se assim não fosse, o mal não seria reprimido na sociedade. Afinal, todos devemos ajudar o progresso dos semelhantes. Quando, porém, a censura tem por motivação tão-somente desacreditar a pessoa cujos atos são censurados, trata-se de maledicência; um mal, portanto.


Jesus não proibiu de censurar o mal. Ele mesmo fez isso em termos enérgicos quando expulsou os vendilhões do Templo, por exemplo. O que ele quis deixar claro é que a autoridade da censura é proporcional à autoridade moral daquele que a pronuncia. Quem se torna culpável daquilo que condena nos outros perde essa autoridade e se torna agente de repressão. Não há autoridade legítima aos olhos de Deus, senão aquela que se apóia sobre o exemplo que dá do bem.


Fonte: Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo X.
Site: Forum Espírita.