quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vida em Família

 
Vida em Família



Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.



As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.



Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas…



Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes…



Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.

A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.

Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.



Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.



Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.



A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.



Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.

Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.



Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.

Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando…



Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.



Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.

O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.

Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta.

Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno.

Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.



A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.

Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei:


“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo…"

E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:


“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”

Joanna de Ângelis

Do livro: SOS Família, Médium: Divaldo Pereira Franco


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vigiando






    
Vigiando




“... Se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento."– Paulo. (FILIPENSES, 4:8.)

Trabalhemos vigiando.

Aquilo que nos ocupa o pensamento é a substância de que se nos constituirá a própria vida.

Retiremos, dessa forma, o coração de tudo o que não seja material de edificação do Reino Divino, em nós próprios.

Em verdade, muita sugestão criminosa buscará enevoar-nos a mente, muito lodo da estrada procurar-nos-á as mãos na jornada de cada dia e muito detrito do mundo tentará imobiliza-nos os pés.

É a nuvem da incompreensão conturbando-nos o ambiente doméstico...

É a acusação indébita de permeio com a calúnia destruidora...

É a maledicência convidando-nos à mentira e à leviandade...

É o amigo de ontem que se rende às requisições da treva, passando à condição de censor das nossas qualidades ainda em processo de melhoria...

Entretanto, à frente de todos os percalços, não te prendas às teias da perturbação e da sombra.

Em todas as situações e em todos os assuntos, guardemos a alma nos ângulos em que algo surja digno de louvor, fixando o bem e procurando realizá-lo com todas as energias ao nosso alcance.

Aos mais infelizes, mais amparo.

Aos mais doentes, mais socorro.

E, ocupando o nosso pensamento com os valores autênticos da vida, aprenderemos a sorrir para as dificuldades, quaisquer que sejam, construindo gradativamente, em nós mesmos, o templo vivo da luz para a comunhão constante com o nosso Mestre e Senhor.

Do livro “Palavras de Vida Eterna” – Espírito Emmanuel / Médium Chico Xavier.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Posses

 
Posses

Dinheiro, corpo e tempo,
Busca usá-los no bem.

Transfere-se a fortuna
De uma casa à outra casa.

O corpo se desgasta
Na passagem do tempo.

Patrimônios que ajuntes
Deixarás entre heranças.

Segundo as Leis de Deus
Tens somente o que dás.

O que deres aos outros
É o que terás contigo.



Emmanuel

Do livro: Espera Servindo, Médium: Francisco Cândido Xavier


domingo, 28 de outubro de 2012

Começo Mediúnico


Emmanuel e Chico Xavier,
 
Começo Mediúnico


Se você deseja cooperar com os Bons Espíritos na Causa do Bem, não exija mediunidade espetacular.




Procure engajar-se numa equipe de criaturas dedicadas à compreensão e ao auxílio em favor do próximo.


Estude, agindo para colaborar com mais segurança.
Comece na certeza de que você precisa muito mais dos outros que os outros de você.


Não se queixe nem acuse a ninguém.


Se esse ou aquele companheiro lhe experimenta a humildade ou a paciência, ao invés de lamentar-se, agradeça a oportunidade de aprender e progredir.


Não olvide que você se encontra em atividade do Plano Espiritual, numa construção de paz e amor.


Para ser canal do bem, é preciso ajustar-se ao reservatórios do bem.


Os mensageiros da Bênção de Deus, para abençoarem por seu intermédio, esperam que você igualmente abençoe.


Quando você estiver trabalhando e auxiliando, entendendo que mediunidade com Jesus é serviço ao próximo, encontrará o seu próprio caminho e a sua própria orientação na intimidade dos Benfeitores Espirituais, compartilhando-lhes a paz e a alegria que decorrem do bem aos outros, que é e será o Bem de Todos para sempre.



André Luiz



sábado, 27 de outubro de 2012

Confia



 
Confia



 

Reduz. . . Divide. . . são palavras terríveis.


Nós diríamos: aumenta. . . acrescenta. . .



Os meios de ajuda e colaboração te hão de chegar, donde e como não esperas, mas virão às tuas mãos na hora oportuna.


Confia. . . Tem fé! . . .


O pensamento constrói mais que os materiais de construção.



Prepara o edifício fluídico em tua mente, e depois ele materializar-se-á de tal modo que tu e teus companheiros vos confessareis maravilhados.



Muitos obreiros serão enviados para ajudar. Mas não poderemos violentar o livre arbítrio deles.


Confia. . . Espera! ...



Alguns de teus companheiros já estão a teu lado.



Outros se encaminham.


Não recuses ninguém.


Os que talvez te pareçam menos aptos são muitas vezes os mais eficientes.

Não desprezes ninguém, por menos capacidade que pareça ter.


Põe em quem tem boa vontade a tua confiança e o teu amor.



Confia. . . Ama!

 
Torres Pastorino


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Flores Raras



Todos os domingos às 14h:00 horas da tarde, pela FM olho dágua, 87,9,
uma luz espiritual com palavras de amor e caridade, invade os
rádios da cidade de São José de Mipibu. Programa luz do amor,
uma visão Espírita sob a Luz do Evangelho de Jesus Cristo.
Uma produção do movimento Espírita de São José de Mipibu-RN.
Da esquerda para a direita; Paulo Mariano, Jailson Martins
e nosso querido Francisco Almeida.

 
Flores Raras



Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo, um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida.

O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo tempo e ela estava sempre em débito em alguma área. Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos, se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido...



E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente:



Uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo.



O pai lhe entregou o vaso com a flor e lhe disse: filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina!



Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso. A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.



Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.



Ela chegava em casa, e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto.



Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto!



A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.

A jovem chorou muito, e contou ao pai o que havia acontecido.



Seu pai então respondeu: eu já imaginava que isso aconteceria, e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família.



Todos são bênçãos que o senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.



Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.



Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu:



Filha! Cuide das pessoas que você ama!




 

Fonte:

site http://www.momento.com.br





 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Multidões

Multidões



"Tenho compaixão da multidão." - Jesus. (MARCOS, 8:2.)


Os espíritos verdadeiramente educados representam, em todos os tempos, grandes devedores à multidão.



Raros homens, no entanto, compreendem esse imperativo das leis espirituais.



Em geral, o mordomo das possibilidades terrestres, meramente instruído na cultura do mundo, esquiva-se da massa comum, ao invés de ajudá-la. Explora-lhe as paixões, mantém-lhe a ignorância e costuma roubar-lhe o ensejo de progresso. Traça leis para que ela pague os impostos mais pesados, cria guerras de extermínio, em que deva concorrer com os mais elevados tributos de sangue. O sacerdócio organizado, quase sempre, impõe-lhe sombras, enquanto a filosofia e a ciência lhe oferecem sorrisos escarnecedores.



Em todos os tempos e situações políticas, conta o povo com escassos amigos e adversários em legiões.



Acima de todas as possibilidades humanas, entretanto, a multidão dispõe do Amigo Divino.



Jesus prossegue trabalhando.



Ele, que passou no Planeta entre pescadores e proletários, aleijados e cegos, velhos cansados e mães aflitas, volta-se para a turba sofredora e alimenta-lhe a esperança, como naquele momento da multiplicação dos pães.



Lembra-te, meu amigo, de que és parte integrante da multidão terrestre.
O Senhor observa o que fazes.



Não roubes o pão da vida; procura multiplicá-lo.



Emmanuel

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jesus à Frente






 
Jesus à Frente


Diante de quaisquer desafios da perseguição façamos um sorriso bom e otimista para a caravana das trevas...e sigamos avante. Disse-nos Jesus:

- Eis que vou, adiante de vós...



O Eterno Amigo vai à nossa frente e aplainará, para nós, como sempre, todos os caminhos.



Basta nos disponhamos a seguí-lo, trabalhando...



Não percas tempo em procurar o mal; contudo, emprega atenção em socorrer-lhe as vítimas.



Diante desse ou daquele sucesso amargo, sempre mais do que nós, Jesus sabe...

Conhece o Divino Amigo onde se esconde o verme do vício, como também onde se oculta a farpa da crueldade.



Em razão disso, não te buscaria para relacionar as úlceras alheias nem para conferir os espinhos da estrada.



Se alguém prefere mergulhar na sombra, dize contigo: - Jesus sabe Se alguém te não escuta a palavra de amor, nota em silêncio: Jesus sabe.
Se alguém surge enganando aos teus olhos, pensa convicto: Jesus sabe.
Se alguém foge de cumprir o dever, observa de novo: - Jesus sabe.
Faze o bem que puderes e, entregando a justiça à harmonia da Lei, entenderás, por fim, que Jesus nos chamou para fazer luzir a estrela da caridade onde a vida padeça o insulto da escuridão.


Meimei



 

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Presenteie. Dê o Evangelho aos Seus Amigos

 
Presenteie. Dê o Evangelho aos Seus Amigos



Hoje o mundo está conturbado como talvez nunca esteve.


A acentuada defesa de interesses próprios, a desunião, o desamor e a maldade são vistos em quaisquer esquinas de nossas vidas.

Duas questões instigam nossas mentes:


Se Deus é soberanamente Justo, por que deixou que a injustiça se alastrasse desta forma?


Se Deus é soberanamente Bom por que deixou que a maldade tomasse conta dos corações de seus filhos?


A resposta de tanta injustiça, tanta maldade está em nós mesmos, em nossos atos, na má utilização do nosso livre arbítrio. Quando cada lar da Terra for um exemplo prático da paz, da justiça e do amor, toda a humanidade respirará paz, justiça e amor.


Estamos vivendo na terra um momento de transição, um momento de aumento de responsabilidade.


Deus, com toda a sua sabedoria, está deixando conhecer a injustiça para que valorizemos a justiça, conhecer os tentáculos ameaçadores da maldade para que valorizemos a bondade. Séculos de aprendizagem deixaram-nos conscientes de que o homem só valoriza a vida quando sente a morte, só valoriza a saúde quando vem a doença.


Já disseram que Deus escreve certo por linhas tortas.

As “linhas tortas” de nossa existência, isto é, a injustiça (ou aparente injustiça), a maldade (ou a aparente maldade), são meios que estão fazendo brotar em nossos corações, como nunca ocorreu antes, a sede da justiça, a sede da bondade, a sede do amor.


Esta natural exigência da melhora da humanidade, que nossas ponderações mais íntimas nos cobram, leva-nos à seguinte reflexão “aí está a mão de Deus, nosso Pai, que nunca nos abandonou”.


Esta reflexão leva-nos à outra: “se Deus é a representação máxima do amor, Ele com certeza quer que lutemos firmemente contra a injustiça e contra a maldade. Mas as armas de nossa luta tem que ser o amor, o perdão, a bondade e a caridade, armas que Deus, através de nosso Mestre Jesus, depositou em nossas mãos há 2000 anos”.


O objetivo desta carta é lhe apresentar um instrumento quem certamente ajudará (se você quiser) a melhorar ainda mais o seu ambiente familiar e, por conseqüência, melhorar o mundo. Quero lhe apresentar uma doutrina religiosa, filosófica e científica que, através dos seus ensinamentos configura-se como um dos mais importantes meios para vencermos a guerra contra a “injustiça” e contra a “maldade”.


É a doutrina “espírita”.


Se este nome perturbou-o, acalme-se. Isto acontece com a maioria dos que ainda não conhecem o espiritismo.


As denominações “espírita”, “espiritista” ou “espiritismo” assumiram conotações que não correspondem à real essência da doutrina.

Outras pessoas, como você, também não acreditavam ou tinham uma opinião deformada do espiritismo.


William Crookes, o extraordinário pai da Física contemporânea, o homem que descobriu o tálio, a matéria radiante, a quem se deve os pródomos da Física Nuclear da atualidade, chegou a dizer textualmente:
- Eu era um materialista absoluto e, depois de investigar em profundidade científica os fenômenos mediúnicos, eu afirmo que eles já não são possíveis: eles são reais”


Também nos recordamos de que César Lombroso, igualmente no século XIX, depois de examinar a mediunidade de Eusábia Paladino disse estas palavras:

- Quando me lembro de que eu e meus colegas zombávamos daqueles que acreditavam no Espiritismo, coro de vergonha, porque hoje eu também sou espírita! A evidência dos fatos dobrou a minha convicção negativa.

E ainda Cronwell Varley, o que lançou sobre o mundo as linhas da telegrafia e da telefonia internacional, os cabos transoceânicos, teve a coragem de dizer:

- Somente negam os fenômenos espíritas, aqueles que não se deram ao trabalho de os estudar. Eu não conheço um só exemplo de alguém que os haja estudado, que não se tenha rendido à sua evidência.

O número de sábios e de cientistas que concluíram pela realidade do fenômeno mediúnico, depois de examinar a Doutrina Espírita, é muito expressivo, seja no século XIX, seja no século XX. Neste momento, é a ciência do psiquismo, especialmente a Psiquiatria, através dos seus maiores representantes, como os Drs. Morris e Netkerton, de San Diego, na Califórnia, que, fazendo a terapia das vidas pregressas, demonstra que o indivíduo viveu ontem e que várias patologias psiquiátricas do momento somente são explicáveis através da reencarnação.



A psicóloga Dra. Edite Fiori, depois de testar a “regressão de memória” por mais de cinco anos, escreveu uma série de livros, comprovando-lhe a legitimidade. Ao mesmo tempo, outros investigadores, na área dos fenômenos psicológicos, psiquiátricos e psicanalíticos, vêm confirmando esta realidade.


Mas o que é o Espiritismo?


Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu, pois, na França, há mais de um século.

Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural do Espiritismo: todos os fenômenos, mesmos os mais estranhos, têm explicação científica. São, portanto, de ordem natural.

O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio”, “que faz no mundo”, “para onde vai após a morte”. Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

Dizemos também, que o Espiritismo é religião, porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.



O Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Neste sentido, ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimônias de espécie alguma, como batismo, crisma, “casamentos”, etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos (ladainhas, danças ritualísticas, etc), nem bebida, nem oferendas, etc.


O culto espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo. Somente o pensamento equilibrado no bem nos liga a Deus e somente a prática das boas ações nos fazem seus verdadeiros adoradores. Assim, o Espiritismo procura reviver os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade e sinceridade, sem luxo, sem convencionalismos sociais, sem pompas, sem grandezas, pois, como nos recomendou o Mestre de Nazaré, Deus deve ser adorado “em espírito e verdade”.


Para informações mais completas tomo a liberdade de lhe encaminhar um exemplar do livro “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, de Allan Kardec. Aconselho-o a ler, a seguir, “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, do mesmo autor.


Em tempo, nosso relacionamento em nada se turvará se você não aceitar o convite para ler o citado livro.


Não moverei uma palha, além desta carta, para que tenha interesse pelo espiritismo, apenas tomo a liberdade de encaminhar um livro que me fez bem a alguém a quem eu quero bem.


O espírita respeita todas as doutrinas religiosas existentes e tem plena convicção de que um “ateu”, que tenha bons procedimentos, é muito mais bem visto aos olhos de Deus do que um “religioso” que tenha atitudes indignas.

É a reforma íntima que eleva o homem.


A religião apenas ajuda.


Portanto, não insistirei para que leia o livro que ora presenteio-o, e nem tocarei neste assunto quando encontrá-lo pessoalmente.


Respeitarei seu livre-arbítrio.


No entanto das duas uma:


se você ler o livro e o aprovar, ótimo;


se você ler o livro e não o aprovar, ótimo também, pois neste caso terá ainda mais elementos para dar mais convicção doutrinária à crença que hoje professa.


Enfim, qualquer que seja sua opinião pós-leitura, esta só lhe fará bem.



Alkindar de Oliveira



 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Árvores


 
Árvores



“E levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens, pois, os vejo como árvores que andam.” – Marcos:- 8-24




O cego de Bethsaida, retomando os dons sagrados da vista, proferiu observações de grande interesse.


Sua comparação é das mais belas.

O reino das árvores apresenta silenciosas mensagens aos que saibam ouvi-lo.
Qual acontece, no caminho das criaturas, existem árvores de todos os feitios.


 




Vêem-se as que se cobrem a penas de ramos farfalhados à maneira dos homens palavrosos; as tortuosas, copiando os seres indecisos, ensaiando passos para o ingresso nas estradas retilíneas; as de tronco espinhoso, imitando os espíritos mais ásperos e ainda envenenados; as frutíferas que auxiliam carinhosamente as criaturas, não obstante os golpes e incompreensões recebidos, dando a idéia das almas santificadas, que servem ao Bem e à Verdade, no silencio divino.



Nessa flora, como os seres ignorantes e grosseiros que ainda não chegaram a ser homens espirituais, não obstante a sua forma física, existem igualmente as plantas invasoras e parasitarias que não chegaram a ser árvores, apesar da forma verde de suas folhas.


Quem não terá visto, alguma vez, a herva daninha, tentando sufocar a laranjeira, imitando as lutas da estrada humana?


Quem não terá observado a trepadeira fascinante, florindo na coroa de uma árvore centenária, dando a impressão de ser tão alta e de tronco tão robusto, quanto ela?




Que homem não terá reconhecido o ataque das plantas minúsculas que costumam esconder as estradas e invadir as propriedades ao abandono?



O plano dos vegetais oferece às criaturas lições de profundo valor.




Se já podes ver, como aquele cego feliz de Bethsaida, procura ser um elemento útil e digno, entre as árvores que andam.


Emmanuel
Do livro: Levantar e Seguir.
Psicografia de Chico Xavier

domingo, 21 de outubro de 2012

TRAÇO DO CIRINEU



 
Saudade do Cireneu Ascendino

 
TRAÇO DO CIRINEU




 
O Senhor carrega a cruz dificilmente...
A sentença cruel, afinal, se cumpria.
Liberto Barrabás, Jesus no mesmo dia,
Era levado à morte, ante a ironia
Do fanatismo deprimente...

Brados, altercações, zombaria, algazarra...
O Excelso Benfeitor, no lenho a que se agarra,
Curva-se de fadiga, arrasta-se, tressua,
Escutando em silêncio os palavrões da rua.

O cortejo prossegue... O Cristo, passo em passo,
Por um momento só, exânime fraqueja;
Ajoelha-se e cai, vencido de cansaço.

O povo exige a marcha, excede-se, pragueja...
Nisso, um campônio vem da gleba com que lida.
É Simão de Cirene, homem simples e forte.

Um meirinho lhe pede apoio na subida,
Deve prestar auxílio ao condenado à morte...
- “Como, senhor? Não posso!” – exclama o interpelado,
- “Tenho pressa!...” No entanto, o funcionário insano
Grita-lhe em rosto: - “Cão, obedece ao chamado!...”
E mostra-lhe o rebenque a gesto desumano...

Calado, o lavrador atende e silencia,
Toma parte da cruz sobre o ombro robusto,
Fita o Mestre cansado e o suor que o cobria...
A turba escala o monte e alcança o topo a custo.

Contemplando Jesus, por fim, deposto o lenho,
Diz-lhe Simão: - “Senhor, achava-me apressado...
A filha cega e muda é o tesouro que eu tenho,
Não queria ferir-te o peito atribulado.

Perdoa, se aleguei a urgência em que me via...
É o coração de pai que falava a chorar...
Sei que estás inocente, ampara-me, alivia
A dor que me avassala e me atormenta o lar...”

Jesus endereçou-lhe um aceno de ternura,
Em meio à multidão, apupado, sozinho
E acentuou: - “Simão, a fé que te apura,
Todo o bem que se faz é uma luz no caminho.”

O cirineu, de volta, acha a enorme surpresa...
Fala-lhe a filha: - “Oh, pai, uma luz veio a mim,
Agora vejo e falo, acabou-se a tristeza,
Tenho a impressão que a Terra é um formoso jardim!...”

Simão chora, lembrando a cruz que traz na mente
E reconhece o bem por divino troféu,
Que mesmo praticado involuntariamente
       É uma força atraindo a intercessão do Céu!...

MARIA DOLORES
Casimiro labuta com amor na horta que leva o seu nome.
 
Palhoça em homenagem ao irmão Anchietão.
 

 

sábado, 20 de outubro de 2012

O Que é a Desgraça


 
O Que é a Desgraça



 
Para apreciar os bens e os males da existência, para saber em que consiste a verdadeira desgraça, em que consiste a felicidade, é necessário nos elevarmos acima do círculo acanhado da vida terrena. O conhecimento do futuro e da sorte que nos aguarda permite medir as conseqüências dos nossos atos e sua influência sobre os tempos vindouros.



Observada sob este ponto de vista, a desgraça, para o ser humano, já não é mais o sofrimento, a perda dos entes que lhe são caros, as privações, a miséria; a desgraça será então tudo o que manchar, tudo o que aniquilar o adiantamento, tudo o que lhe for um obstáculo. A desgraça, para aquele que só observar os tempos presentes, pode ser a pobreza, as enfermidades, a moléstia.
Para o Espírito que paira no alto, ela será o amor do prazer, o orgulho, a vida inútil e culposa. Não se pode julgar uma coisa sem se ver tudo o que dela decorre, e eis por que ninguém pode compreender a vida sem conhecer o seu alvo e as leis morais. As provações, purificando a alma, preparam sua ascensão e felicidade; no entanto, as alegrias deste mundo, as riquezas, as paixões entibiam-na e atiram-na para uma outra vida de amargas decepções. Assim, aquele que é oprimido pela adversidade pode esperar e erguer um olhar confiante para o céu; desde que resgata a sua dívida, conquista a liberdade; porém, esse que se compraz na sensualidade constrói a sua própria prisão, acumula novas responsabilidades que pesarão extraordinariamente sobre as suas vidas futuras.



A dor, sob suas múltiplas formas, é o remédio supremo para as imperfeições, para as enfermidades da alma. Sem ela não é possível a cura. Assim como as moléstias orgânicas são muitas vezes resultantes dos nossos excessos, assim também as provas morais que nos atingem são conseqüentes das nossas faltas passadas. Cedo ou tarde, essas faltas recairão sobre nós com suas deduções lógicas. É a lei de justiça, de equilíbrio moral. Saibamos aceitar os seus efeitos como se fossem remédios amargos, operações dolorosas que devem restituir a saúde, a agilidade ao nosso corpo. Embora sejamos acabrunhados pelos desgostos, pelas humilhações e pela ruína, devemos sempre suportá-los com paciência. O lavrador rasga o seio da terra para daí fazer brotar a messe dourada. Assim a nossa alma, depois de desbastada, também se tornará exuberante em frutos morais.



Pela ação da dor, larga tudo o que é impuro e mau, todos os apetites grosseiros, vícios e paixões, tudo o que vem da terra e deve para ela voltar. A adversidade é uma grande escola, um campo rtil em transformações. Sob seu influxo, as paixões más convertem-se pouco a pouco em paixões generosas, em amor do bem. Nada fica perdido. Mas, essa transformação é lenta e dificultosa, pois só pode ser operada pelo sofrimento, pela luta constante contra o mal, pelo nosso próprio sacrifício. Graças a estes, a alma adquire a experiência e a sabedoria. Os seus frutos verdes e amargos convertem-se, sob a ação regeneradora da prova, sob os raios do Sol divino, em frutos doces, aromáticos, amadurecidos, que devem ser colhidos em mundos superiores.



Livres em nossas ações, isentos de
males, de cuidados, deixar-nos-íamos impulsionar pelo sopro das paixões, deixar-nos-íamos arrebatar pelo temperamento. Longe de trabalharmos pela nossa melhoria, nada mais faríamos do que amontoar faltas novas sobre as faltas passadas; no entanto, comprimidos pelo sofrimento, em existências humildes, habituamo-nos à paciência, ao raciocínio, adquirimos essa calma de pensamento indispensável àquele que quiser ouvir a voz da razão.
É no
crisol da dor que se depuram as grandes almas. Às vezes, sob nossa vista, anjos de bondade vêm tragar o cálice de amargura, como exemplificação aos que são assustados pelos tormentos da paixão. A prova é uma reparação necessária, aceita com conhecimento de causa por muitos dentre nós. Oxalá assim pensemos nos momentos de desânimo, e que o espetáculo dos males suportados com essas grandes resignações nos dê a força de conservarmo-nos fiéis aos nossos próprios compromissos, às resoluções viris que tomamos antes de encarnar



Leon Denis

Do livro: Depois da Morte

Fonte: http://www.caminhosluz.com.br