segunda-feira, 30 de junho de 2014

História Ligeira


 
História Ligeira

O candidato ao ministério cristão penetrou o templo do serviço e proclamou-se transformado.


Na primeira semana, afirmou-se favorecido pela divina luz e, depois de solene profissão de fé, assinalou fronteiras entre ele e o pecado, entre a sua perfeição e o mundo envilecido.


Na segunda semana, discursou, ardentemente, conclamando o povo à salvação com o Cristo.


Na terceira, traçou programas e promessas, na esfera da beneficência, mostrando-se inclinado a socorrer infelizes, curar os doentes e asilar criancinhas abandonadas.


Na quarta, declarou-se vítima da incompreensão e da discórdia, entre pesadas nuvens de tristeza e insubmissão.


Na quinta, apareceu cansado e desiludido, indicando os males do mundo e os defeitos dos irmãos.


Na sexta, rogou ao Senhor licença para descansar.


Na sétima, deitou-se e dormiu por duzentos anos.


Nesse candidato às bênçãos do Evangelho, temos a história de milhões.

“MUITOS OS CHAMADOS, POUCOS OS ESCOLHIDOS”.


Oportunidades para todos e serviço de raros.


Em verdade, o Divino Amigo continua curando, levantando, consolando, reanimando e convidando almas para o banquete do Reino de Deus, mas os seguidores e discípulos começam a tarefa no calor fervente do entusiasmo, elevado à tensão mais alta. Pronunciam votos comovedores, gesticulam e ensinam, entretanto, em poucos dias, antes mesmo de marcharem dez passos, na senda da elevação, reclamam férias espirituais para o repouso de vários séculos.

André Luiz

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