quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Hippolyte Léon Denizard Rivail - Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris

Alan Kardec e sua esposa.
 
Allan Kardec
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Hippolyte Léon Denizard Rivail 
(Lyon, 3 de outubro de 1804Paris, 31 de março de 1869) foi educador, escritor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec,[1] notabilizou-se como o codificador[nb 1] do espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita.

O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druídas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".[2]

No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou uma mensagem atribuída ao espírito de León Denis em francês (invertida) declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV. Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes,[3][4][5][6] o que está de acordo com o Controle Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: "uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos - a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares."[7]

Obras espíritas

As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo, sob o pseudônimo Allan Kardec, são:




O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;



O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;



O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;



O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;



A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.

Além delas, como Kardec, publicou mais cinco obras complementares:




Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;



O que é o Espiritismo? (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;



Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)



O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;



Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).

Após o seu falecimento, viria à luz:




Obras Póstumas, em 1890.

Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:



O Principiante Espírita (pela editora O Pensamento)


A Obsessão (pela editora O Clarim)

Citações

"A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação."[16]





"Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas."[17]
"(…) o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…"[18]

Referências



PENSE - Allan Kardec. Viasantos.com.


Esboço biográfico e curiosidades. Espirito.org.br.


Mensagem através da psicografia da médium Ermance Dufaux (uma das médiuns de Kardec) em 1857. Esta mensagem foi encontrada na livraria Leymarie, na França, por Canuto de Abreu. Esta informação consta no livro A missão de Allan Kardec, de Carlos Imbassahy


Holocausto Pela Verdade, palestra de Divaldo Pereira Franco (em DVD)


Os Luminares Tchecos", obra da médium Wera Krijanowskaia, pelo espírito de J.W. Rochester


João Huss na História do Espiritismo, artigo de Wallace Leal V. Rodrigues, publicado no Anuário Espírita de 1973 (órgão do Instituto de Difusão Espírita (IDE), Ano X, N º 10, Araras, SP, pág. 75 –85)


Allan Kardec. Revista Espírita - Abril de 1864 e em O Evangelho segundo o Espiritismo, introdução, item II


Textos - Allan Kardec. Espirito.org.br.
a b Encyclopædia Britannica, 1997. Vol.8. p.390


Algumas fontes não confirmadas dizem que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores, no entanto demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Retirado do rodapé desta página da FEB: [1]
a b SOARES, p. 13


Dados pessoais. Feal.com.br.


KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14ª edição). Rio de Janeiro: FEB, 1975. p. 30


Carta de Delanne publicada na Revista Espírita em 1907. Disponível em Autores Espíritas Clássicos. Gabriel Delanne - sua vida, seu apostolado e sua obra (.doc). Paul Bodier e Henri Regnault. Página visitada em 03/04/2010. Ver em HTML.


SOARES, p. 14


O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2


A Gênese, Capítulo I, item 14


Revista Espírita 1861, pág. 297-298

Bibliografia



ABREU FILHO, Júlio. Biografia de Allan Kardec. in: O Principiante Espírita. São Paulo: O Pensamento, 1956. p. 7-30.


CARNEIRO, Victor Ribas. ABC do Espiritismo (5ª edição). Curitiba (PR): Federação Espírita do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X p. 47-51.
INCONTRI, Dora. Para Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.
INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista (SP): Comenius, 2004.
JORGE, José. Allan Kardec no pensamento de Léon Denis. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis/Departamento Editorial, 1978. 48p.


GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo (2ª ed.). São Paulo: Edições FEESP, 1990.


RIZZINI, Jorge. Kardec, Irmãs Fox e Outros. Capivari (SP): Editora EME, 1994. 194p. ISBN 8573531517


SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38ª edição). Rio de Janeiro: FEB, 1997. ISBN 8573281138 p. 9-48


SOARES, Sylvio Brito. Grandes Vultos da Humanidade e o Espiritismo. 1ª Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1961.
WANTUIL, Zêus, THIESEN, Francisco. Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: FEB, 2004.


GUÉNON, René. L'Erreur Spirite (O Erro Espírita). Paris, 1923.
s.a.. Revista Espírita, maio de 1869. in: KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14ª edição). Rio de Janeiro: FEB, 1975.

Ver também



Doutrina Espírita


Obras Básicas do espiritismo

Nenhum comentário:

Postar um comentário