sábado, 20 de maio de 2017


Irmanemo-nos em Jesus

 

Ante o mundo moderno, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos em Cristo Jesus o clima de nossa de nossa reconstrução espiritual para a Vida Eterna.

Multipliquemos as assembleias cristãs, quais a desta noite, em que elevamos o coração ao altar da fé renovadora.

Em torno de nossas atividades religiosas, temos a paisagem de há quase dois mil anos...

Profundas transformações políticas assinalam o caminho das nações, asfixiantes dificuldades pesam sobre os interesses coletivos, em toda a comunidade planetária, e, acima de tudo, lavra a discórdia, em toda parte, desintegrando o idealismo santificante.

Este é o plano a que os novos discípulos são chamados.

O momento, por isto mesmo, é de luz para as trevas, amor para o ódio, esclarecimento para a ignorância, bom animo para o desalento.

Não bastará, portanto, a movimentação verbalistica.

Não prevalece a plataforma doutrinaria tão somente.

Imprescindível renovar o coração, convertendo-o em vaso de graças divinas para a extensão das dádivas recebidas.

Espiritismo, na condição de mera fenomenologia, é simples indagação. Indispensável reconhecer, entretanto, que as respostas do Céu às perquirições da Terra nunca faltaram.

A grandeza Divina absorve a pequenês humana em todos os ângulos da nossa jornada evolutiva.

Edificar um castelo teórico ou dogmático, onde a mente repouse a distancia da luta constitui apenas fuga aos problemas – evasão delituosa de quem recebeu do Alto os dons sublimes do conhecimento para que a Luz do Senhor se comunique a todos os homens.

Esta a razão que nos compele ao chamamento novo.

A morte do corpo não nos desvenda os gozos do paraíso, nem nos arrebata aos tormentos do inferno.

Nós, os desencarnados, somos também criaturas humanas em diferentes círculos vibratórios, tão necessitados de aplicação do Evangelho Redentor, quanto os companheiros que marcham pelo roteiro do corpo físico.

A sepultura não é milagroso acesso às zonas da luz integral ou da sombra completa.

Somos defrontados por novas modalidades da Divina Sabedoria a se traduzirem por mistérios Mais Altos.

Transformemo-nos, assim, naquelas “cartas vivas” do Mestre a que o Apóstolo Paulo se refere em suas advertências imortais.

Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica, todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou.

Sem amor, os mais alucinantes oráculos são igualmente aquele “sino que tange” sem resultados práticos para as nossas necessidades espirituais.

Não valem divergências da interpretação nos setores da fé.

Estamos distantes da época em que os filhos da Terra se dirigirão ao Pai com idêntica linguagem, porquanto, para isto, seria indispensável à sintonia absoluta entre nós outros e o Celeste Embaixador das Boas Novas da Salvação.

Reveste-se a hora atual de nuvens ameaçadoras.

Não nos iludamos.

O amor ilumina a justiça, mas a justiça é a base da Lei Misericordiosa.

O mundo em luta atravessa angustioso período de aferição.

Irmanemo-nos, desse modo, em Jesus, para que a tormenta não nos colha, de surpresa, o coração.

Abracemo-nos na obra redentora do bem, já que não é possível, por enquanto, derrubar as fronteiras que separam os templos veneráveis uns dos outros.

Nossa época é de ascensão do homem à estratosfera, de intercambio fácil das nações e de avanço da medicina em todas as frentes, entretanto, é também de lagrimas e reajustamento.

Entrelacemos as mãos, no testemunho da luz e da paz que nos felicitam.

Lembremo-nos de que somos os herdeiros diretos da confiança e do amor daqueles que tombaram nos circos do martírio por trezentos anos consecutivos.

Espiritismo sem Evangelho é apenas sistematização de idéias para transposição da atividade mental, sem maior eficiência na construção do porvir humano.

Trabalhemos, porém, quanto estiver ao nosso alcance, a fim de que o cristianismo redivivo prevaleça entre nós, para que a experiência terrestre não vos constitua patrimônio indesejável e inútil e para que, unidos fraternamente, sejamos colaboradores sinceros do Mestre, sem esquecer-lhe as sublimes palavras:

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”.

 

 

 
do livro “LUZ NO CAMINHO”   EMMANUEL  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

sexta-feira, 19 de maio de 2017


Trabalho, Solidariedade e Esperança

 

O trabalho edifica. A solidariedade aperfeiçoa. A tolerância eleva.

Trabalhando, melhoramos a nós mesmos.

Solidarizando-nos, enriqueceremos o mundo.

Tolerando-nos, engrandeceremos a vida.

Para trabalhar, com êxito, é necessário obedecer a lei.

Para solidarizar-nos, com proveito, é indispensável compreender o bem e cultivá-lo.

Para tolerar-nos, em sentido construtivo, é imprescindível amar.

Em vista disso, o Mestre Divino, há quase dois milênios, afirmou para o mundo:

“Meu Pai trabalha, até hoje, e eu trabalho também.

Estarei convosco até o fim dos séculos.

Amai-vos, uns aos outros, como eu vos amei.”

Trabalhemos, então, construindo.

Solidarizemo-nos, beneficiando.

Toleremo-nos, amando sempre.

Vinculada aos fundamentos divinos, a sublime trilogia de Allan Kardec é plataforma permanente, em nossos círculos doutrinários, constituindo lema substancial que não pode morrer.

 

 

 
do livro “LUZ NO CAMINHO”        EMMANUEL    FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

quinta-feira, 18 de maio de 2017


Obra Pessoal

 

“A obra de cada um se manifestará.” Paulo – I Coríntios: 3-13

Ninguém julgue que seus trabalhos individuais sejam elementos perdidos na vastidão imensurável da obra coletiva.

Tudo está sendo analisado pelas Forças Superiores que dominam a vida.

Se o homem pudesse apreender a extensão das energias que o cercam modificaria toda atitude que não evidenciasse a verdade, renovaria qualquer conceito que fugisse do bem.

Há seres cujo padrão de vida, por enquanto, não poderá se distanciar em excesso das operações propriamente animais.

Mas quantos possuem raciocínio para a indagação da origem e do destino, deveriam compreender que se encontram em uma expressão de lutas transitórias.

Que lhes pede a existência fragmentaria?

Nutrição e reprodução são meios.

O homem, portanto, não tem por finalidade suprema o ato de comer e de perpetuar-se, já convertidos por sua imprevidência em glutoneria e perversidade.

O fim de sua passagem no mundo é aprendizado, é a aquisição do espírito de serviço, é a obra de seu aperfeiçoamento, através de labores duros e persistentes.

O planeta é a oficina luminosa, que jamais se encontrou acéfala.

Quem te enviou ao trabalho da Terra está observando o teu esforço.

Não peças muita apreciação dos que te cercam; eles também são identificados por olhos vigilantes.

Cumpre o teu dever.

As gotas d’água fornecem uma ideia de nosso patrimônio coletivo, mas não somos simples gotas d’água.

Somos filhos de Deus e nossa tarefa pessoal se manifestará, fatalmente, na obra d’Ele.

 

do livro “LUZ NO CAMINHO”

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

EMMANUEL

quarta-feira, 17 de maio de 2017


Jesus e Pureza

 

Se foges de quantos se aprisionam ainda à trama do vício, a pretexto de garantir a virtude, lembra-te de Jesus que trazia consigo a pureza por excelência.

Porque exprimisse a Glória Excelsa, não recusou nascer no estábulo humilde, convertendo a estrebaria singela em sublime revelação, sob a luz de uma estrela.

Porque a simplicidade Lhe fulgisse no ser, não se negou a falar com os doutores do Templo, elucidando-lhes o cérebro hipertrofiado de orgulho, quanto às sagradas leis do destino.

Porque fosse imaculado de intenção e conduta, não se furtou de socorrer a Madalena que claudicava na sombra, dela fazendo a mensageira triunfante.

Porque expressasse o mais alto expoente da Luz Divina, de modo algum se afastou de quantos, paralíticos e enceguecidos, leprosos e dementados, se mantinham no mais baixo nível da treva, humana, restaurando-lhes a esperança para a vida melhor.

Porque andasse engolfado nas cogitações do Reino do Amor, que lhe absorviam todo o tempo no mundo, não deixou de encontrar ensejo para afagar os filhos do sofrimento e as crianças sem rumo, refazendo-lhes o caminho.

Porque exaltasse o desinteresse, não desprezou Zaqueu, cujas mãos se azinhavravam na usura, guiando-lhe o raciocínio para a Senda Superior.

Porque brilhasse, leal a Deus, não desterrou Judas, o aprendiz infiel, da escola de trabalho em que se lhe desdobrava o ministério de redenção.

Porque se erigisse em baluarte de integridade e segurança, não desamparou Simão Pedro, segregado nas armadilhas da negação.

E, por fim, porque se mostrasse erguido à vitória da Suprema Ressurreição, não se encastela nos domínios celestiais, mas volta, depois, do túmulo, ao convívio dos desertores e dos ingratos, dos criminosos e dos verdugos que lhe haviam içado o coração no madeiro afrontoso da morte, prometendo-lhes amorosa assistência até o fim do séculos.

Não confundas, assim, pureza com solidão, nem virtude com desserviço.

Estende os braços para auxiliar e convive com todos aqueles que jornadeiam em teu caminho, ofertando-lhes o melhor, porque o bem verdadeiro não consiste em te ocultar do mal, mas sim em fazer do mal a lição para o bem.

 

Emmanuel

terça-feira, 16 de maio de 2017


Comecemos

Emmanuel

 

Se desejas integrar a fileira dos redentores do mundo, através da palavra escorreita e dos gestos brilhantes, não te esqueças da caridade ao próximo que se encontra mais próximo de ti.

Não esperes pelos quadros públicos de sofrimento para começar...

Recorda a casa em que nasceste, a oficina em que trabalhas, a instituição de fé religiosa a que te afeiçoas, a rua em transitas...

A caridade é uma bênção que cabe em toda parte e que pode exteriorizar-se do vaso de teu coração incessantemente...

Para teus pais:

- é respeito e carinho.

Para teu esposo:

- é renúncia e bondade.

Para tua companheira:

- é proteção e ternura.

Para teus filhos:

- é auxilio e entendimento.

Para teus irmãos:

- é concurso fraterno em todos os instantes.

Para o teu parente transviado:

- é socorro e cooperação.

Para o teu superior:

- é reverência e boa vontade.

Para o teu subalterno:

- é ajuda e orientação.

Para os associados de ideal ou de crença:

- é solidariedade.

Para o visitante que cultiva a maledicência:

- é tolerância e esclarecimento sem alarde.

Para quem te insulta: - é o silêncio.

Para quem te persegue: - é a oração.

Para quem te calunia:

- é o esquecimento.

Para quem não te compreende:

- é amparo maior.

Para quem te despreza:

- é a compaixão que não se queixa.

Para quem te fere:

- é o perdão incondicional.

Para teu amigo:

- é a sinceridade sem afetação.

Para teu adversário:

- é a generosidade sem limites.

 

Não olvides que a oportunidade de trabalhar é a maior caridade que nós mesmos estamos recebendo do Senhor e, desse modo procuremos ajudar a todos os que nos cercam, facilitando-lhes a tarefa individual.

Não aguardes uma torrente de ouro para exercitar a divina virtude. Encetemos o sublime trabalho, espalhando a boa palavra e a gentileza fraterna, com aqueles que nos rodeiam de perto.

Ninguém auxiliará aos irmãos de longe, sem devotar-se ao soerguimento dos mais próximos.

Lembra-te, pois, daqueles que o Senhor te confiou na luta de cada dia e começaremos a plantação do amor imortal desde hoje.
 
 
 
MARCAS DO CAMINHO
 
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
ESPÍRITOS DIVERSOS
 
 

segunda-feira, 15 de maio de 2017


Auxilia Hoje

André Luiz

 

Não existe mal em possuir o dinheiro.

O mal decorre da invigilância, quando permitimos na Terra que o dinheiro nos possua.

 

A fortuna é responsabilidade.

 

A moeda é instrumento.

 

Certo que o ouro transviado garante furna brilhante ao vício; contudo, não é.

Menos certo que o ouro dignamente conduzido assegura pouso à atividade edificante.

 

A finança que patrocina os excessos da mesa é igual aquela outra que se faz pão em socorro dos companheiros que enlanguescem de fome.

 

Recursos materiais que favorecem o mercado de entorpecentes, são aqueles mesmos que alimentam a forja bendita da indústria.

 

Orientemos o dinheiro na direção da caridade e se transfigurará ele em sementeira de bênçãos.

Empreguemos simples migalha de que possamos dispor, em benefício dos semelhantes e verificaremos que alguns cruzeiros realizam vasta lavoura de simpatia e cooperação que os mais alentados créditos bancários não conseguiriam comprar.

 

Observemos a fonte que espalha os tesouros da natureza.

 

Se prossegue no curso traçado, será sempre a base da vida, nas se frustrada na tarefa que lhe cabe cumprir, gera o pântano, que canaliza a morte.

 

Dinheiro será sempre um agente do bem para que o mal desapareça da Terra. O essencial é que venhamos a utilizá-lo a serviço do próximo, na direção da felicidade de todos.

 

À vista disso, se podes amparar alguém com o dinheiro que te foi confiado, não adies para amanhã o trabalho de fraternidade que pretendes fazer.

 

Centro Espírita Amor e Luz

Matosinho – MG 10.07.1963