quinta-feira, 13 de outubro de 2016


NA PALAVRA E NA AÇÃO

 

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” –  Paulo. (COLOSSENSES, 3:17.)

 

Dizes-te cristão, declaras-te seguidor de Jesus, afirmas-te cultor do Evangelho...

Isso quer dizer que o nome do Senhor se encontra empenhado em tuas mãos.

Se buscamos o Cristo, decerto é necessário refleti-lo.

É imprescindível, assim, saibamos agir como se lhe fôssemos representantes fiéis, no caminho em que estagiamos.

Lembra-te de semelhante obrigação e, cumprindo-a, libertar-te-ás com facilidade das sombras que te atormentam a marcha.

Assevera-nos o Apóstolo: - “ e tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”

Efetivamente, a palavra e os atos representam a força de exteriorização dos nossos sentimentos e pensamentos.

O coração inspira o cérebro. O cérebro dirige a existência.

A emoção cria a ideia. A ideia plasma as ações.

É preciso, pois, sentir com Jesus para que aprendamos a raciocinar e a servir com ele.

Alguém nos sugere a extensão da maledicência, nas teias do julgamento precipitado? Há quem nos chame à contemplação das chagas e cicatrizes alheias? Surgem desavenças e mágoas em nosso campo de ação?

Usemos a palavra nos moldes do Benfeitor Sublime, ajudando para o bem de todos, entre a bondade e o perdão.

Somos tentados ao revide por ofensas inesperadas? Sofremos preterição e calúnia, apodo e perseguição? Padecemos íntimo desencanto ou desgostos e angústias no templo familiar?

Usemos a conduta do Sublime Benfeitor, ajudando para o bem de todos, entre o perdão e a bondade.

Seja onde for e com quem for, busca o lado luminoso das criaturas, mobilizando o amor puro, a fim de que estejas em verdade na companhia do Excelso Cultivador, purificando a eira do mundo.

Não basta declarar a nossa condição de aprendizes do Mestre dos mestres. É indispensável estejamos realmente com ele, para com ele colaborar na construção da Vida Melhor.

 

Emmanuel

Palavras de vida Eterna

Francisco Candido Xavier

quarta-feira, 12 de outubro de 2016


O Que É Ser Médium

Você se indaga, às vezes, se as sensações que tem sentido são realmente de caráter mediúnico ou apenas estados emocionais ou, ainda, se certos acontecimentos não seriam meras fantasias ou suposições erradas, por ficar impressionado em demasia com tudo o que lhe ocorre.


Porém como saber? Afinal, o que é ser médium?


Usualmente, denomina-se médium aquele em quem a faculdade mediúnica se mostra de forma ostensiva. Entretanto é bom saber que todos os seres humanos têm mediunidade em estado latente, como um princípio, uma semente, que poderá ou não desabrochar no curso da existência terrena.


Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, explica que todos os indivíduos são mais ou menos médiuns, no sentido de que somos influenciáveis pelas sugestões alheias, podendo estas partir de espíritos desencarnados que nos desejam influenciar. Isto se dá através da sintonia mental, de forma espontânea e natural, surgindo na mente do indivíduo como uma ideia, um pressentimento, que são também chamados de “intuição”. Isto pode estar sendo lançado por um espírito desencarnado, e a pessoa aceitará a ideia ou não, dependendo do seu livre arbítrio.


Voltemos ao termo “médium”. É importante saber que esta palavra significa “aquilo que está no meio”. Allan Kardec propôs esta terminologia, inclusive as palavras “Espiritismo”, “espírita”, etc. Para designar coisas novas trazidas pelos Espíritos Superiores à Humanidade.

Assim, médium é o intermediário, aquele que intermedia a comunicação de um espírito com as demais pessoas.


A eclosão da mediunidade não depende de religião, idade, raça ou sexo. Muitas criaturas, não conhecendo nada sobre o assunto, ficam amedrontadas, outras temem as responsabilidades que são inerentes ao exercício mediúnico e recusam-se a conscientizar-se acerca da sua faculdade. Evitam de todas as maneiras qualquer conversa ou situação relacionadas com o tema, mas, se os sinais de mediunidade forem muito evidentes, intensos e frequentes, essas pessoas ficam sujeitas a alguns problemas mais graves decorrentes das presenças espirituais ao seu lado, as quais captam sem saber como se defender ou precaver-se contra assédios negativos.


Mas, afinal, como saber se sou médium ostensivo? É a pergunta que lhe ocorre.


Existem indícios que caracterizam a presença da mediunidade de forma expressiva.
O Espiritismo aclara e orienta todo esse processo, auxiliando o médium principiante e possibilitando o exercício da mediunidade de maneira equilibrada e serena, que lhe confere bem-estar e paz interior.


Alguns dos indícios do desabrochar da mediunidade podem ser relacionadas. São eles:


alterações emocionais súbitas;


acentuada sensibilidade emotiva;


vidências;


necessidade compulsiva e inoportuna de escrever ideias que não lhe são próprias;


calafrios, sensação de formigamento nas mãos e na cabeça;


mal-estar em determinados ambientes ou em presença de certas pessoas;


sensações de enfermidades inexistentes.


Estes sintomas podem surgir de forma associada, com maior ou menor intensidade, prevalecendo um ou outro ou vários, conforme a condição espiritual do indivíduo.


Que fique bem claro que alguns desses sintomas citados podem ocorrer, sem que seja necessariamente um sinal de predisposição mediúnica. Outro ponto que merece ser ressaltado é que mediunidade não é doença. Também não deve ser encarada como um privilégio ou, sob outro aspecto, como uma sobrecarga de responsabilidade de tal teor, que somente uns poucos conseguirão levá-la adiante.


O desabrochar da mediunidade representa para o ser humano um horizonte novo que se abre para ele. É um chamamento, um convite a fim de que se volte para o bem, que desperte para as realidades maiores da vida. É uma responsabilidade sim, mas, sendo vivenciada com seriedade, com amor e disciplina, será sempre fonte de benefícios, em primeiro lugar para o próprio médium.


Às vezes as pessoas têm uma impressão distorcida acerca do Espiritismo pelo que a mídia apresenta, ou seja, pessoas que são médiuns mas que, na verdade, não são espíritas, embora assim se apresentem, e que se utilizam da sua faculdade para aparecerem, para divulgarem suas produções mediúnicas, mas que não têm as características espíritas, cujas orientações são sempre voltadas para fins sérios, altruísticos e renovadores, sem qualquer conotação de rituais ou de lucros materiais.


Se você apresenta as características acima mencionadas, se o que lhe está acontecendo se encaixa nestes pontos relacionados, é provável que a mediunidade lhe esteja sinalizando a busca de uma nova vida, de um caminho novo, espiritualizado, para que você encontre, enfim, o sentido transcendente da vida terrena.



“A mediunidade não veio em minha vida por acaso. É um compromisso que assumi perante a Espiritualidade Maior. É como um convite para reavaliar tudo o que fiz até hoje e recomeçar em bases espiritualizadas e seguras, descobrindo através do intercâmbio com os seres invisíveis um novo caminho para ser feliz.”

Suely Caldas Schubert

terça-feira, 11 de outubro de 2016


Ato de Gratidão

 

Agradeço-te, oh! Pai

O amor com que me envolves.

Agradeço-te a vida,

O pão, a luz, o lar

E os amigos queridos

Que me estendem as mãos

Mas agradeço ainda

A luz do sofrimento

Que me faz caminhar.

Pela dor que me envias,

Sê bendito, meu Deus!...

 

Emmanuel

segunda-feira, 10 de outubro de 2016


Ensino espírita



Se abraçaste na Doutrina Espírita o roteiro da própria renovação, em toda parte és naturalmente chamado a fixar-lhe os ensinos.
Administrador, não te limitarás ao controle de patrimônios físicos, porque saberás aplicá-los no bem de todos.
Legislador, não te guardarás na galeria dos privilégios, porque humanizarás os estatutos do povo.
Juiz, não te enquistarás na autoridade de convenção, porque serás em ti mesmo a garantia do Direito correto.
Médico, não estarás circunscrito ao órgão enfermo, porque auscultarás, igualmente, a alma que sofre.
Professor, não terás nos discípulos meros associados no estudo dos números e das letras, mas verdadeiros filhos do coração.
Negociante, não farás do comércio a feira dos interesses inferiores, mas a escola da fraternidade e do auxílio.
Operário, não furtarás o tempo, no exercício da rebeldia, mas vigiarás, satisfeito, o desempenho das próprias obrigações.
Lavrador, não serás sanguessuga insaciável da terra, mas recolher-lhe-ás os produtos, ajudando-a, nobremente, a reverdecer e florir.
Seja qual for a profissão em que te situes, vives convidado a enobrecê-la com o selo de tua fé, moldada nos valores humanos, porquanto, na responsabilidade espírita, toda ação no bem precisa ultrapassar o dever para que o ato de servir se converta em amor.
Hoje e agora, onde estivermos, segundo os nossos princípios, somos constantemente induzidos a lecionar disciplinas de entendimento e conduta.
Aqui é a solidariedade, ali é a fidelidade aos compromissos, adiante é a compreensão, mais além, é a renúncia...
Aqui é o devotamento ao trabalho, ali é a paciência, adiante é o perdão incondicional, mais além é o espírito de sacrifício...
Doutrina Espírita, na essência, é universidade de redenção.
E cada um de seus profitentes ou alunos, por força da obrigação no burilamento interior, é obrigado a educar-se para educar.
É por isso que, se lhe esposaste as tarefas, seja esse ou aquele o setor de tuas atividades, estarás, cada dia, ensinando o caminho da elevação, na cadeira do exemplo.
 
Francisco Cândido Xavier
Seara dos Médiuns
Estudos e dissertações em torno da obra
“O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec
Ditado pelo Espírito
Emmanuel

domingo, 9 de outubro de 2016


Evolução e Responsabilidade Espírita
Ao adquirirmos conhecimentos tornamo-nos responsáveis por nossos atos. Consolidando estes conhecimentos estamos aptos a transmiti-los para outros, vivenciando-os.

Durante a
evolução sobre a Terra, nós seres humanos, vimos desenvolvendo aos poucos nossas capacidades intelectuais e espirituais. Passamos do ‘ser totalmente instintivo’, que lutava animalescamente por sua sobrevivência num mundo hostil, para um ‘ser mais sensível’, que busca criar melhores condições de sobrevivência para si mesmo e sua prole. Nesta evolução passamos pela idade do fogo, da pedra, do ferro e chegamos ao que chamamos de período civilizado. Enquanto ser gregário, agrupamo-nos socialmente para vivermos em comunidades, em cidades.

Grandes civilizações desenvolveram-se, atingiram o
apogeu e decaíram. Crescemos intelectualmente e espiritualmente, uns mais rapidamente, outros tantos lentamente; cada um de nós em um ritmo próprio. Alguns povos especializaram-se no desenvolvimento do intelecto, outros nos valores espirituais. Em muitas destas fases, o primitivismo predominou através de guerras ou do domínio dos fortes sobre os mais fracos, tanto física como psicologicamente.

Há dois mil anos, Jesus trouxe à Terra o
amor pelas criaturas, ensinando a todos nós que somente através do amor o homem atingirá seu apogeu evolutivo. No entanto recebemos estes ensinos divinos e mal percebemos a sua grandeza. Mesmo na época de Jesus, muitos de nós não conseguimos perceber estes ensinos, além da sua utilidade prática, momentânea, de cura de nossos males físicos ou emocionais.

Como diz Amélia Rodrigues, através da
mediunidade de Divaldo Franco, “Jesus aparece-lhes e abre-lhes um elenco de novas possibilidades, oferecendo-lhes recursos incomuns, oportunidades antes jamais imaginadas e causa uma rápida mudança de conduta. ...A mensagem Dele, de renovação e de libertação interior, no entanto passava quase despercebida...”

No entanto, a mudança ocorre. A semente do
amor estava plantada. Assim, apesar de momentos históricos negros, a arte e a cultura ressurgem para nos mostrar a beleza do mundo e sensibilizar o nosso espírito primitivo para as coisas mais elevadas.

Deixamos de a
penas lutar pela sobrevivência. Agora ainda trabalhamos para viver, mas apreciamos algumas comodidades e, alguns de nós, já desenvolvemos o espírito crítico: político, científico e artístico; outros, o ético-moral-religioso.

As guerras e revoluções continuaram e continuam, mas de tempos em tempos,
espíritos mais elevados renascem entre nós para iluminar todos os campos da nossa cultura. Nestas ocasiões, o saber aprimora-se e o conhecimento científico utilizado positivamente proporciona-nos cada dia mais comodidades.

No final do século 19, os
espíritos oferecem-nos a sua doutrina, através de Allan Kardec. No mundo ocidental, vivíamos a revolução industrial. Desenvolvíamos cada vez mais o conhecimento científico e a nossa indústria sofreu forte impulso e desenvolveu-se. Estávamos também aptos a adquirirmos mais conhecimentos sobre a vida espiritual. E a verdade da vida espiritual surgiu através de manifestações em várias partes do mundo. Allan Kardec iniciou o trabalho de codificação da doutrina dos espíritos e esta espalhou-se pelo mundo.

O século 20, século das grandes descobertas científicas, de Einstein, Madame Curie e outros tantos nomes que contribuíram para o desenvolvimento da nossa Ciência em todos os seus ramos, também nos traz uma outra r
evolução - a da comunicação. Já não vivemos isolados numa região, pois somos co-participantes no dia a dia da vida planetária. Acompanhamos os acontecimentos no planeta e co-participamos, observando, criticando. E isto virá a ser um dos fatores importantes no nosso processo evolutivo como ser humano: participar para entender; compreender para que possamos nos modificar interiormente e mudar também o mundo à nossa volta.

Facilidade de locomoção terrestre, marítima e aérea ajuda o redescobrimento de culturas milenares, como a da Índia, do Japão e da China. A medicina tradicional, que faz transplantes de coração, microcirurgias via computa
dor, também é desafiada pelas práticas milenares destas culturas. A medicina alternativa propaga-se e começa a surgir a medicina vibracional.

Nós queremos ser co-participantes em todas áreas de nosso desenvolvimento!
Estamos, portanto, em meio a uma r
evolução em nossa história. De um lado o materialismo oriundo da revolução industrial e científica. De outro, a busca de conhecimento espiritual e do autodescobrimento, a busca da força interior. Já não lutamos contra as feras para sobreviver. Mas lutamos conosco mesmo, num esforço supremo para nos conhecermos e libertarmos-nos dos grilhões de ferro a que nos atamos ao longo dos séculos.

Hoje temos o
conhecimento científico e espiritual à mão. Os espíritos trouxeram a vida espiritual à luz do nosso conhecimento. E não-somente através do Espiritismo, pois em todas as religiões os fenômenos mediúnicos estão presentes. É o mundo espiritual ajudando o mundo terreno a progredir, ajudando-nos a nos libertarmos através do conhecimento; ajudando-nos a galgar degraus evolutivos mais rapidamente.

Temos, portanto, tempo para
pensar e capacidade para analisar. Temos à nossa disposição o conhecimento científico e o conhecimento mundano. E nós, espíritas, temos à disposição os ensinamentos morais e espirituais lançados por Jesus e agora analisados a luz do Espiritismo.

Ganhamos muito nestes milênios de nossa
evolução de homens e mulheres primitivos à civilizados. Ganhamos bem estar social, vivemos mais. Temos à nossa disposição na prateleira do supermercado a alimentação para o corpo; entretemo-nos com o rádio, a televisão, o vídeo. Podemos nos comunicar com o mundo pelo telefone e até pelo computador. Temos ainda à nossa disposição alimento para a alma nos centros espíritas, nos livros espíritas.

E o que o fazemos? Repetimos automaticamente, como se a palavra, o
conhecimento trazido pelos espíritos não fossem para nós mesmos, mas para outros. Propagamos nosso conhecimento, mas não o aplicamos a nós mesmos. Esquecemos que Jesus advertiu: “Pedir-se-á muito àquele que muito recebeu, e prestará contas aquele a quem foram confiadas muitas coisas (Lucas 12:47-48)”.
Onde está a nossa responsabilidade de
espírita
s?

Adquirimos muito
conhecimento. É nos dado conhecer as diferentes facetas dos ensinamentos de Jesus, explicados pelos espíritos, através de Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira e tantos outros que nos apresentam as leis divinas, a moral cristã e a vida espiritual, em seus livros psicografados ou não. Temos ainda a oportunidade de discutir e analisar estas verdades nas reuniões e palestras nos centros espíritas, diariamente.

E o que fazemos com este
conhecimento? Engavetamos no armário da sala, na cristaleira fechada a sete chaves, onde todos vêem mas ninguém toca? Ou vivenciamos o que já conhecemos, no nosso dia a dia, dando aos outros o que já adquirimos?

Vivenciar o Espiritismo é vivenciar o Cristianismo, é colocar em prática o que aprendemos com Jesus! É preocupar-se com os conselhos dos
espíritos,em cada comunicação, em cada palestra que assistimos ou que proferimos, para entender como eles se aplicam na nossa vida e então praticá-los. Praticá-los na nossa casa, no nosso trabalho, na nossa comunidade, na cidade, no país em que vivemos.

O
conhecimento que adquirimos é antes para nós mesmos; depois de consolidado, pode vir a ser exemplificado e transmitido para outros. É por isto que Jesus adverte-nos: “Por que vedes o argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso? (Mateus 7:3)”. Muitas vezes recebemos o conhecimento e o colocamos como exemplo para alguém que está ao nosso lado, esquecendo de analisar o nosso próprio comportamento à vista deste ensinamento. Que ilusão! É a ilusão dos fariseus que se achando sábios esqueceram de praticar, para somente tagarelar! Seremos nós como os antigos fariseus? Estaremos somente repetindo as palavras sem a preocupação de colocá-las em prática na nossa vida?
Seremos nós como aqueles homens que viveram com Jesus e não O
conheceram?

Já não somos c
egos. Recebemos muito conhecimento. Temos, portanto, o dever e a responsabilidade de espalhar esta luz, não através das palavras que proferimos, mas das ações que praticamos!

Comunicar é a palavra do momento!
No entanto,
comunicar somente não basta; é preciso dar o exemplo!
Rejane Spiegelberg Planer - Rie

sábado, 8 de outubro de 2016

Depois...

“Depois, sobrevindo tribulação ou perseguição...” - Jesus. (Marcos, 4:17.)
Toda a gente conhece a ciência de começar as boas obras.
Aceita-se o braço de um benfeitor, com exclamações de júbilo, todavia, depois... quando desaparece a necessidade, cultiva-se a queixa descabida, no rumo da ingratidão declarada, afirmando-se - “ele não é tão bom quanto parece”.
Inicia-se a missão de caridade, com entusiasmo santo, contudo, depois... ao surgirem os primeiros espinhos, proclama-se a falência da fé, gritando-se com toda força - “não vale a pena”.
Empreende-se a jornada da virtude e aproveita-se o estímulo que o Senhor concede à alma, através de mil recursos diferentes, entretanto, depois... quando a disciplina e o sacrifício cobram o justo imposto devido à iluminação espiritual, clama-se com enfado - “assim também, não”.
Ajuda-se a um companheiro da estrada, com extremado carinho, adornando-se-lhe o coração de flores encomiásticas, no entanto, depois... se a nossa sementeira não corresponde à ternura exigente, abandonamo-lo aos azares da senda, asseverando com ênfase - “não posso mais”.
Todos sabem principiar o ministério do bem, poucos prosseguem na lide salvadora, raríssimos terminam a tarefa edificante.
Entretanto, por outro lado, as perigosas realizações da perturbação e da sombra se concretizam com rapidez.
Um companheiro começa a trair os seus compromissos divinos e efetua, sem demora, o que deseja.
Outro enceta a plantação do desânimo e, lesto, alcança os fins a que se propõe.
Outro, ainda, inicia a discórdia e, sem detença, cria a desarmonia geral.
Realmente, é muito difícil perseverar no bem e sempre fácil atingir o mal.
Todavia, depois...
 
Francisco Cândido Xavier
 Vinha de Luz
 3o livro da Coleção “Fonte Viva”
(Interpretação dos Textos Evangélicos)
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel