quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um Caso Igual a Tantos


Um Caso Igual a Tantos

O rapaz chegou ao Centro Espírita "Uberabense" pedindo orientação.
Há meses estava no exercício constante da psicografia semi-consciente, segundo as sua próprias palavras.

Exibiu vários cadernos com mensagens que recebera.
Entusiasmado, disse ao dirigente da Casa, o Professor Augusto Caves, já Ter consigo muitos livros que esperava publicar em breve tempo.
Afirmou escrever quase o dia inteiro sob o impulso dos espíritos.
Qualquer lugar lhe servia para o intercâmbio entre os dois mundo.
Acordava no meio da noite, sentindo um desejo irresistível de pegar lápis e papel...
Quando a cabeça lhe doía, tinha que escrever, escrever...
Durante meia hora falou sem pausa, revelando certa exaltação na voz e gesticulando em excesso.
Quando, finalmente, silenciou, aguardando a orientação que fora buscar, o abnegado Professor lhe diz de forma paternal:

- Filho, temos aqui as nossas reuniões semanais de estudo da Doutrina e teremos imensa alegria em recebê-lo entre nós. Sinto que você tem um futuro promissor no campo da mediunidade, todavia, creio que os Amigos Espirituais, presentemente, estejam exercitando as suas faculdades. Convém, por enquanto, aguardarmos um pouco mais, não tornando públicas essas mensagens que me parecem agora sementes de páginas mais substanciosas que ainda serão grafadas por suas mãos. Venha participar do nosso grupo. Amanhã mesmo você poderá vir conosco visitar alguns irmãos carentes na periferia da cidade...

Mas, antes que o Professor Chaves concluísse as suas ponderações, o jovem, colocando os cadernos debaixo do braço, deu-se pressa em sair, prometendo voltar no dia seguinte e nunca mais apareceu.

Infelizmente, são muitos os companheiros do mundo que procuram orientação nos centros espíritas, desejando ouvir as palavras que imaginam e não aquelas que precisariam escutar, com humildade, em favor de si mesmos. Contrariados em seus propósitos imediatistas, afastam-se do caminho que nem sequer começaram a trilhar e ao qual, somente mais tarde, depois de grandes decepções e dores, tornarão lamentando o tempo perdido.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Confia e Serve. Ditado pelo Espírito Hilário Silva. IDE

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O AGENTE DE PROPAGAÇÃO MAIS PODEROSO É O EXEMPLO.

Bernardo Antonio da Silva Lacerda

ATENÇÃO! ENCERRAMENTO DO ENCONTRO HOJE!

XXVIII ENCONTRO DOS IRMÃOS DO CAMINHO. Terça – feira (30/08/2011) DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS.

SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA

“Doutrina Espírita: Educação e trabalho”


Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema: “A Casa Espírita e o trabalho social”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00





O AGENTE DE PROPAGAÇÃO MAIS PODEROSO É O EXEMPLO.

(Sociedade de Paris, sessão de 30 de abril de 1869.)

Venho esta noite, meus amigos, vos falar alguns instantes. Na última sessão eu não respondi, estava ocupado em outra parte. Nossos trabalhos como Espíritos são muito mais extensos do que o podeis supor, e os instrumentos de nossos pensamentos não estão sempre disponíveis. Tenho ainda alguns conselhos a vos dar sobre a marcha que deveis seguir frente ao público, com objetivo de fazer progredir a obra à qual devotei minha vida corpórea, cujo aperfeiçoamento prossigo na erraticidade.

O que vos recomendarei, primeiro e sobretudo, é a tolerância, a afeição, a simpatia em relação de uns para com os outros, e também em relação aos incrédulos.

Quando vedes na rua um cego, o primeiro sentimento que se vos impõe é a

compaixão; que isto ocorra do mesmo modo com os vossos irmãos cujos olhos estão fechados e velados pelas trevas da ignorância ou da incredulidade; lamentai-os antes de censurá-los. Mostrai, pela vossa doçura, a vossa resignação para suportar os males desta vida, a vossa humildade em meio às satisfações, às vantagens e às alegrias que Deus vos envia, mostrai que há em vós um princípio superior, uma alma obediente a uma lei, a uma verdade superior também: o Espiritismo.

As brochuras, os jornais, os livros, as publicações de todas as espécies são meios poderosos de introduzir por toda a parte a luz, mas o mais seguro, o mais íntimo e o mais acessível a todos, é o exemplo na caridade, na doçura e no amor.

Agradeço à Sociedade por vir em ajuda aos infortunados que lhe são indicados. Eis o bom Espiritismo, eis a verdadeira fraternidade. Ser irmãos: é ter os mesmos interesses, os mesmos pensamentos, o mesmo coração!

Espíritas, vós sois todos irmãos na mais santa acepção da palavra. Em vos pedindo para vos amar uns aos outros, não faço senão lembrar as divinas palavras daquele que, há mil e oitocentos anos, trouxe sobre a Terra o primeiro germe da igualdade. Segui sua lei, ela é a vossa; não faço senão tornar mais palpável alguns desses ensinamentos.

Obscuro operário daquele mestre, daquele Espírito superior emanado da fonte de luz, refleti essa luz como o verme luzente reflete a claridade de uma estrela. Mas a estrela brilha-nos céus e o verme luzente brilha sobre a terra, nas trevas, tal é a diferença.

Continuai as tradições que vos deixei ao partir.

Que o mais perfeito acordo, a maior simpatia, a mais sincera abnegação reine no seio da Comissão. Ela saberá, eu o espero, cumprir com honra, fidelidade e consciência, o mandato que lhe foi confiado.

Ah! Quando todos os homens compreenderem tudo o que encerram as palavras amor e caridade, não haverá mais sobre a Terra nem soldados nem inimigos, nela não haverá mais do que irmãos; não haverá mais o olhares irritados e ferozes, não haverá senão frontes inclinadas para Deus!

Até breve, caros amigos, e obrigado ainda em nome daquele que não esquece o copo d'água e o óbolo da viúva.

ALLAN KARDEC

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A CARNE É FRACA



ANDRÔMEDA


A CARNE É FRACA

Estudo fisiológico e moral.

Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque se prendem mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes a conseqüência do organismo, e, por este motivo, delas se pode crer menos responsável; tais são as predisposições à cólera, à moleza, à sensualidade, etc.

Está perfeitamente reconhecido hoje, pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às diversas aptidões, devem seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é assim um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas ele não tem a bossa da música senão porque seu Espírito é músico (Revista, de julho de 1860, página 198, e abril de 1862, página 97.)

Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, ela deve reagir igualmente sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, o artífice de seu próprio corpo, que ele configura, por assim dizer, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e às manifestações de suas tendências. Estando isto posto, a perfeição do corpo nas raças avançadas seria o trabalho do Espírito que aperfeiçoa o seu aparelhamento à medida que as suas faculdades aumentam. (A Gênese segundo o Espiritismo, cap. XI; Gênese espiritual.)

Por uma conseqüência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe mais ou menos atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É assim, por exemplo, que o guloso sente vir a saliva, ou, como se diz vulgarmente, a água à boca à vista de uma comida apetitosa. Não é a comida que pode superexcitar o órgão do gosto, uma vez que com ele não tem contato; é, pois, o Espírito cuja sensualidade é despertada, que age pelo pensamento sobre esse órgão, ao passo que, sobre um outro Espírito, a visão dessa comida nada produz. Ocorre o mesmo com todas as cobiças, todos os desejos provocados pela visão. A diversidade das emoções não pode se explicar, numa multidão de casos, senão pela diversidade das qualidades do Espírito. Tal é a razão pela qual uma pessoa sensível derrama facilmente lágrimas; não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas a sensibilidade do Espírito que provoca a secreção abundante das lágrimas. Sob o domínio da sensibilidade, o organismo é modelado sob essa disposição normal do Espírito, como é modelado naquela do Espírito guloso.

Seguindo esta ordem de idéias, compreende-se que o Espírito irrascível deve levar ao temperamento bilioso; de onde se segue que um homem não é colérico porque é bilioso, mas que ele é bilioso, porque é colérico. Assim ocorre com todas as outras disposições instintivas; um Espírito mole e indolente deixará o seu organismo num estado de atonia em relação com o seu caráter, ao passo que se for ativo e enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades muito diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente, que se vêem, freqüentemente, graves desordens orgânicas se produzirem pelo efeito de violentas comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe revirou o sangue não é também destituída de sentido quanto se poderia crê-lo; ora o que pôde revirar o sangue, se não as disposições morais do Espírito?

Este efeito é sobretudo sensível nas grandes dores, nas grandes alegrias e nos grandes medos, cuja reação pode ir até causar a morte. Vêem-se pessoas que morrem do medo de morrer; ora, que relação existe entre o corpo do indivíduo e o objeto que causa seu pavor, objeto que, freqüentemente, não tem nenhuma realidade? É, diz-se, o efeito da imaginação; seja; mas que é a imaginação senão um atributo, um modo de sensibilidade do Espírito? Parece difícil atribuir a imaginação aos músculos e aos nervos,
porque, então, não se explicaria porque esses músculos e esses nervos não têm sempre imaginação; por que não o têm mais depois da morte; porque o que causa em uns um pavor mortal, superexcita a coragem em outros.

De qualquer sutileza que se use para explicar os fenômenos morais unicamente pelas propriedades da matéria, cai-se, inevitavelmente num impasse, no fundo do qual percebe-se, em toda a sua evidência, e como a única solução possível, o ser espiritual independente, para quem o organismo não é senão um meio de manifestação, como o piano é o instrumento das manifestações do pensamento do músico. Do mesmo modo que o músico afina o seu piano, pode-se dizer que o Espírito afina o seu corpo para
colocá-lo no diapasão de suas disposições morais.

É verdadeiramente curioso vero materialismo falar, sem cessar, da necessidade de levantar a dignidade do homem, então que se esforça em reduzi-la a um pedaço de carne que apodrece e desaparece sem deixar nenhum vestígio; de reivindicar para ele a liberdade como um direito natural, quando dela faz uma mecânica caminhando como uma pessoa encarregada de girar o espeto, sem responsabilidade de seus atos.

Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta; ora, para o maior homem, o primeiro, o principal móvel da crença no nada é o pavor que causa essa responsabilidade, fora da lei humana, e à qual se crê escapar tapando os olhos. Até hoje esta responsabilidade nada tinha de bem definida; não era senão um temor vago, fundado, é preciso muito reconhecê-lo, sobre crenças que não eram sempre admissíveis pela razão; o Espiritismo a demonstrou como uma realidade patente, efetiva, sem restrição, como uma conseqüência natural da espiritualidade do ser; é porque certas pessoas têm medo do Espiritismo que lhes perturbaria em sua quietude, levantando diante delas o temível tribunal do futuro. Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade, é levantar a sua dignidade. A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual o Espiritismo conduz pela força das coisas.

Segundo as observações fisiológicas que precedem, pode-se, pois, admitir que o temperamento é, pelo menos em parte, determinado pela natureza do Espírito, que é causa e não efeito. Dizemos em parte, porque há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura, o clima, os vícios hereditários de constituição, uma doença passageira, etc. O moral do Espirito pode então ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada.

Desculpar-se de seus defeitos sobre a fraqueza da carne não é, pois, senão uma fuga falsa para escapar à responsabilidade. A carne é fraca porque o Espírito é fraco, é em que se torna a questão, e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos.

A carne, que não tem nem pensamento nem vontade, não prevalece jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e que quer, é o Espírito que dá à carne as qualidades correspondentes aos seus instintos, como o artista imprime à sua obra material a marca de seu gênio. O Espírito liberto dos instintos da bestialidade, forma um corpo que não é mais um tirano para assuas aspirações na direção da espiritualidade de seu ser; é quando o homem come para viver, porque viver é uma necessidade, mas não vive mais para comer.

A responsabilidade moral dos atos da vida, portanto, permanece inteira; mas a razão diz que as conseqüências desta responsabilidade devem estar em razão do desenvolvimento intelectual do Espírito; quanto mais o Espírito é esclarecido, mais é indesculpável, porque com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto. O selvagem, ainda vizinho da animalidade, que cede ao instinto do animal comendo seu semelhante, é, sem contradita, menos culpável que o homem civilizado que comete uma simples injustiça.

Esta lei encontra ainda sua aplicação na medicina, e dá a razão de seu insucesso em certos casos. Desde que o temperamento é um efeito e não uma causa, os esforços tentados para modificá-lo podem ser paralisados pelas disposições morais do Espírito que opõe uma resistência inconsciente e neutraliza a ação terapêutica. E, pois, sobre a causa primeira que se deve agir; chegando-se a mudar as disposições morais do Espírito, o temperamento se modificará por si mesmo sob o império de uma vontade diferente, ou, pelo menos, a ação do tratamento médico será secundada em lugar de contrariá-la. Dai, se for possível, coragem ao covarde, e vereis cessar os efeitos fisiológicos do medo; ocorre o mesmo com as outras disposições.

Mas, dir-se-á, o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? Está em suas atribuições tornar-se o moralizador de seus doentes? Sim, sem dúvida, num certo limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencia jamais, desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo; o essencial é aplicar o remédio moral com tato, prudência e com propósito, segundo as circunstâncias.

Desse ponto de vista, sua ação está forçosamente circunscrita, porque, além de que não tem sobre seu doente senão um ascendente moral, uma transformação do caráter é difícil em certa idade; é, pois, à educação, e sobretudo à educação primeira, que incumbem os cuidados dessa natureza. Quando a educação for, desde o berço, dirigida nesse sentido; quando se aplicar em abafar, em seu germe, as imperfeições morais, como se faz para as imperfeições físicas, o médico não encontrará mais, no temperamento, um obstáculo contra o qual a sua ciência, muito freqüentemente, é impotente.

Como se vê, é todo um estudo; mas um estudo completamente estéril enquanto não se tiver em conta a ação do elemento espiritual sobre o organismo. Participação incessantemente ativa do elemento espiritual nos fenômenos da vida, tal é a chave da maioria dos problemas contra os quais a ciência se choca; quando a ciência fizer entrarem linha de conta a ação desse princípio, verá abrir-se diante dela horizontes todos novos. É a demonstração desta verdade que o Espiritismo traz.

REVISTA ESPIRITA
JORNAL
DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
12o ANO NO. 3 MARÇO 1869
ALLAN KARDEC








domingo, 28 de agosto de 2011

Avaliação da Casa Espírita





Avaliação da Casa Espírita

Toda Casa Espírita que busca o aprimoramento íntimo de seus freqüentadores, deve promover o estudo e a explanação da Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso, consubstanciada na Codificação Kardequiana e nos ensinamentos do amado Mestre Jesus. Portanto, para que esteja em consonância com esses ensinamentos, deve ainda:


· Zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento Espírita SEJAM GRATUITAS, vedada qualquer espécie de remuneração;
· Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios. A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo;
· Evitar enfeites excessivos, jogos de luz e uso, pelos colaboradores, de paramentos e uniformes;
· Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo;
· Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos. Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas;
· Banir dos templos espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à consagração de esponsais ou nascimentos e outras práticas estranhas à Doutrina, tais como velórios e encomendações, colações de grau etc;
· Impedir a comunicação de enfermo espiritual, que só deverá ocorrer em reunião privativa e destinada a esse fim;
· Não permitir, nas reuniões do Centro, ataques ou censuras a outras religiões;
· Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial;
· Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos. O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos;
· Não permitir o uso do fumo, álcool e demais compostos químicos nas dependências do Centro Espírita.

Baseado nos regimentos internos da Federação Espírita Brasileira
Copiado do NEPT


sábado, 27 de agosto de 2011

O que fazemos na Casa Espírita?


O que fazemos na Casa Espírita?

Vamos nos perguntar o que fazemos quando freqüentamos uma Casa Espírita?

Mas a pergunta, em si, é um tanto ampla, um tanto vasta, pois pede nos fazer pensar em várias respostas.

Por ser assim, poderemos nos referir a um dos aspectos possíveis e pertinentes a esta pergunta, que seria:

“Vou à Casa Espírita por ter interesse na Doutrina Espírita, por querer aprender com ela, por precisar dela para poder entender a vida, por conta de que eu me sinto bem quando lá estou, já que recebo um auxílio vibratório que me transmite harmonia interior e me dá condições de seguir a vida e suas dificuldades, que são sempre presentes.


 
Mas devo acrescentar que ao freqüentar uma Casa Espírita eu me envolvo de carinho e de respeito pelas tarefas lá efetuadas em todos os seus setores, de modo que procuro cumprir com as obrigações que naturalmente nos são colocadas, face às regras vigentes nesta instituição, como sucede ocorrer em todas, pois todas instituições têm suas regras.

Então, para que eu possa colaborar para o andamento sereno e objetivo de seus trabalhos, eu procuro ter um comportamento temperado, cortez, educado e pretendo sempre ser educado e respeitoso, não só para com os trabalhos, mas também para com os trabalhadores da casa, seja qual for sua ocupação.


 
Aliás! Mais um detalhe: Mesmo que eu não concorde com alguma diretriz deste local que eu freqüento, por estar aprendendo, com o Cristo, o respeito a indulgência e o sentido da fraternidade, eu tento fazer o possível para manter a serenidade e evito quaisquer confrontos, pois, se me dispuser a confrontos desnecessários ou certamente estarei sendo veículo das trevas, no sentido de que as trevas da ignorância me irão dominar e eu não desejo este mal para mim, nem para as pessoas que eventualmente estejam ao meu lado ou me acompanhando, no círculo de amizades que certamente terão construído nesta Casa de Jesus.”


 
Meu irmão, minha irmã: respeite a Casa Espírita que você freqüenta e, se você não gosta de algo ou de alguém lá, esforce-se para melhorar suas disposições nesta circunstância ou simplesmente saia, procure outra casa, para que você não gere ainda mais dificuldades para você mesmo, nesta sua atual jornada terrena.

Pedro de Camargo
Psicografia recebida no NEPT em 17 de dezembro de 2010.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Jabuticabeira


Dequinha
Atenção!
Sexta - feira (26/08/2011)

Palestra

Expositores: Carlos Henrique, Cátia e Rainille

Tema: O Trabalhador Espírita

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

A Jabuticabeira

 Um jovem aproximou-se de um homem idoso e perguntou:

- Que planta é esta de que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o idoso.

 - E ela demora quanto tempo para dar frutos?

 - Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou irônico o rapaz.

 - Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.

 - Então, que vantagem o senhor leva com isso?

E o velhinho respondeu calmamente:

 - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...

 Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro. E tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.

 Vivemos em um ambiente onde o egoísmo impera, basta observar as pessoas andando nas ruas, esbarram uma nas outras e sequer pedem desculpas. Atarefadas, com a cabeça preocupada em resolver, na maioria das vezes, problemas e questões pessoais.

 O “eu” sempre é mais importante, sempre vem em primeiro lugar. Mas cabe lembrar que uma mente atribulada pelo stress cotidiano e um corpo cansado fazem com que o relacionamento com outras pessoas se transforme em um fardo.

E na verdade, o mais importante é ter uma vida plena com Jesus. É preciso saber compartilhar com o próximo as bênçãos e também oferecer as mãos nos momentos de angústia.

 Não seja uma pessoa egoísta. Ame o seu irmão e compartilhe com a caminhada da vida.

 Ninguém consegue viver feliz sozinho.“OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”. Ensina-nos o Salmos 133.1

 Desconhecido o autor/a do texto.