quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

De pé, os mortos!
Pede-me você uma palavra para o intróito do “Parnaso de Além-Túmulo”, que aparecerá brevemente em nova edição. 4
A tarefa é difícil. Nas minhas atuais condições de vida, tenho de destoar da opinião que já expendi nas contingências da carne.
Os vivos do Além e os vivos da Terra não podem enxergar as coisas através de prismas idênticos. Imagine se o aparelho visual do homem fosse acomodado, segundo a potencialidade dos raios X: as cidades estariam povoadas de esqueletos, os campos se apresentariam como desertos, o mundo constituiria um conjunto de aspectos inverossímeis e inesperados.
Cada esfera da vida está subordinada a certo determinismo, no domínio do conhecimento e da sensação.
Decerto, os que receberem novamente o “Parnaso de Além Túmulo” dirão mais ou menos o que eu disse 5 . Hão de estranhar que os mortos prossigam com as mesmas tendências, tangendo os mesmos assuntos que aí constituíam a série de suas preocupações.
Existem até os que reclamam contra a nossa liberdade. Desejariam que estivéssemos algemados nos tormentos do inferno, em recompensa dos nossos desequilíbrios no mundo, como se os nossos amargores, daí não bastassem para nos inclinar à verdade compassiva.
Individualmente, é indubitável que possuímos no Além o reflexo das nossas virtudes ou das nossas misérias.
4 Refere-se à 2ª edição, publicada em 1935. (Nota da Editora) 5 Alude às crônicas que ele, quando encarnado, escrevera no Diário Carioca, em julho de 1932, ao surgir a 1ª edição do Parnaso. (Nota da Editora.)
Mas é razoável que apareçamos no mundo, gritando como alucinados?
Os habitantes dos reinos da Morte ainda apreciam o decoro e a decência, e o nosso presente é sempre a experiência do passado e a esperança no futuro.
“Parnaso de Além-Túmulo” sairá de novo, como a mensagem harmoniosa dos poetas que amaram e sofreram. Cármen Cinira aí está com os seus sonhos desfeitos, de mulher e de menina. Casimiro com a sua sensibilidade infantil, Junqueiro com a sua ironia, Antero com a sua rima austera e dolorosa.
Todos aí estão dentro das suas características.
Os mortos falam e a Humanidade está ansiosa, aguardando a sua palavra.
Conta-se que na guerra russo-japonesa, terminada a batalha de Tsushima, o grande Togo reuniu os seus soldados no cemitério de Oogama, e na tristeza majestosa do ambiente. em nome da nacionalidade, dirigiu-se aos mortos em termos comovedores; concitou-os a auxiliar as manobras militares, a visitar os cruzadores de guerra, levantando o ânimo dos companheiros que haviam ficado nas pelejas.
Uma claridade nova cantou as energias espirituais do valente adversário da pátria de Stoessel e os filhos de Yoritomo venceram.
Na atualidade, afigura-se-nos que os brados de todos os sofredores e infelizes da Terra se concentram numa súplica grandiosa que invade as vastidões como o grito do valoroso almirante.
– De pé, os mortos!... – exclama-se – porque os vivos da Terra se perdem nos abismos tenebrosos.
Os institutos da Civilização têm sido impotentes para resolver o problema do nosso ser e dos nossos destinos.
As filosofias e as religiões estenderam sobre nós o manto carinhoso das suas concepções, mas esses mantos estão rotos!... Temos frio, temos fome, temos sede!
E os considerados mortos falam ao mundo na sua linguagem de estranha purificação. A Ciência, zelosa de suas conquistas, ainda não ouviu a sua vibração misteriosa, mas os filhos do infortúnio sentem-se envolvidos na onda divina de um novo Glória in excelsis, e a Humanidade sofredora sente-se no caminho consolador da sublime esperança.
Humberto de Campos 6 (Espírito)
6 HUMBERTO DE CAMPOS Veras, escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras, nascido em Miritiba (hoje Humberto de Campos), MA, em 1886, e desencarnado no Rio de Janeiro, em 1934. Foi jornalista e deputado federal. Produção literária variada quão vultosa, conheceu em vida física a 1ª edição do Parnaso de Além-Túmulo, manifestando-se a respeito dela pelo “Diário Carioca”, edições de 10 e 12 de julho de 1932, com os artigos intitulados “Poetas do outro mundo” e “Como cantam os mortos” (apud “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi, páginas 60 a 64, 4ª ed. FEB). Liberto dos liames da carne, dois anos depois passou ele a valer-se, como Espírito, das faculdades mediúnicas de Francisco Cândido Xavier para a transmissão de importantes mensagens, como a que se inseriu nesta página, acoplada ao mesmo “Parnaso” que ele conhecera aqui na Terra e oriunda do mesmo “Além-Túmulo” por ele tenuemente vislumbrado, entre o assombro e a esperança, Ditou-nos 12 livros, sendo 9 sob o pseudônimo de Irmão X, editados pela FEB. Vale destacar “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, já em 9ª edição, o livro confirmador da missão espiritual do Brasil, que é a de levar as luzes do Evangelho do Cristo a todos os quadrantes do Mundo, visando à cristianização da Humanidade, sob a orientação do Anjo Ismael, o Legado do Governador Espiritual do Planeta em Terras de Santa Cruz. (Nota da Editora)
Humberto de Campos Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019


Ante o Evangelho

Realmente, por séculos sucessivos, temos realizado a transliteração do Evangelho em todos os climas culturais.
Na senda de todos os povos, as Boas Novas de Salvação surgem por florilégio religioso, revelando sentenças inimitáveis pelo seu conteúdo de beleza e sabedoria.
Indubitavelmente, não possuímos na Terra outra forma de plantação primária do conhecimento, que não essa, através da letra que constitui a base da instrução clareando o pensamento.
Contudo não basta nos detenhamos na fraseologia brilhante, no gesto sutil ou nas aparências elogiáveis para demonstrar assimilação do ensinamento transformador.
Cristianismo não é somente a forma da civilização que nos propomos construir com Jesus.
É, acima de tudo, essência dela mesma, com que devemos plasmar o mundo novo em que as relações humanas representem o alicerce do Reino de Deus.
Urge, pois, configurar a revelação não apenas no tesouro verbalístico que nos lastreia as conquistas filosóficas e artísticas de quase dois milênios.
É indispensável que o apelo do Grande Renovador encontre resposta na consciência e no coração, em nossas idéias e em nossos sentimentos, a fim de que a fé se exprima em trabalho incessante na extensão do bem.
Até hoje, a maioria das escolas cristãs tem adorado santos e apóstolos nos altares de pedra, mas, como nunca, necessitamos presentemente dos heróis do cristianismo nos tribunais e nas escolas, nos templos e nos hospitais, nos lares e nas oficinas, nos escritórios e nos campos, nos divertimentos e nas ruas.
Almas valorosas e decididas que disponham a romper com os impedimentos do próprio egoísmo e da própria vaidade, entusiasmadas com a visão do porvir e libertas do pessimismo que negreja, na volúpia da destruição por onde passa...
Considerando, qual aconteceu à mulher sofredora na praça pública, somos passíveis de condenação pela ociosidade com que vimos congelando as nossas melhores oportunidades de serviço.
Todos nos encontramos à face do julgamento, pelo delito de lesa consciência, de vez que temos adulterado a mensagem do Divino Benfeitor de mil modos, em cada romagem no mundo.
Jesus, porém, tolera-nos compassivo e reforma-nos o empréstimo de tempo e de valores novos...
Mas, se é verdade que nenhum de nós está em condições de atirar a primeira pedra no irmão de caminho, cabe-nos a todos ouvir o Mestre Inesquecível em sua amorosa e segura advertência: - “Vai e não peques mais”.
Renovemo-nos oferecendo ao mundo e à vida o que possuamos de melhor, porquanto se a ignorância era a nossa furna de sombra até ontem, pelo conhecimento de agora, podemos avanças para futuro, em companhia de Jesus, desde hoje.

CONSTRUÇÃO DO AMOR

EMMANUEL - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

UNIFICAÇÃO PAULATINA, UNIÃO IMEDIATA, TRABALHO INCESSANTE...*
Espíritas, meus irmãos!
Quando as clarinadas de um novo dia em luz nos anunciam os chegados tempos do Senhor; quando uma era de paz prepara a nova humanidade, neste momento dominada pela angústia e batida pela desesperação, façamos a viagem de volta para dentro de nós.
No instante em que os valores externos perdem a sua significação, impulsionando-nos a buscar a Deus no coração, somos, através de nossos irmãos, convidados à responsabilidade maior de amar, de servir e de passar...
Jesus, meus amigos, é mais do que um símbolo. É uma realidade em nossa existência. Não é apenas um ser que transitou da manjedoura à Cruz, mas o exemplo, cuja vida se transformou num Evangelho de feitos, chamando por nós.
Necessário, em razão disso, aprofundar o pensamento na Obra de Allan Kardec para poder viver Jesus em toda plenitude.
Estamos convidados ao banquete da era melhor, do Evangelho imortal, e ninguém se pode escusar, a pretexto algum.
Dias houve em que poderíamos dizer que não estávamos informados a respeito da verdade. Hoje, porém, sabemos..
.
Agora que a conhecemos, por experiência pessoal, vivamos o Cristo de Deus em nossas atitudes, afim de que o sol espírita não apresente a mensagem de luz, dificultada pelas nuvens densas que caracterizam o egoísmo humano, o ressentimento, a vaidade...
Unificação, sim, União, também.
Imprescindível que nos unifiquemos no ideal Espírita, mas que, acima de tudo, nos unamos como irmãos.
Os nossos postulados devem ser desdobrados e vividos dentro de uma linha austera de dignidade e nobreza. Sem embargo, que os nossos sentimentos vibrem em uníssono, refletindo as emoções de amigos que se desejam ajudar e de irmãos que se não permitem avançar – deixando a retaguarda juncada de cadáveres ou assinalada pelos que não tiveram força para prosseguir...
A tarefa da unificação é paulatina; a tarefa da união é imediata, enquanto a tarefa do trabalho é incessante, porque jamais terminaremos o serviço, desde que somos servos imperfeitos, e fazemos apenas a parte que nos é confiada.
Amar, no entanto, é o impositivo que o Senhor nos concedeu e que a Doutrina nos restaura.
Unamo-nos, amemo-nos, realmente, e dirimamos as nossas dúvidas, retificando as nossas opiniões, as nossas dificuldades e os nossos pontos de vista, diante da mensagem clara e sublime da Doutrina com que Allan Kardec enriquece a nova era, compreendendo que lhe somos simples discípulos. Como discípulos não podemos ultrapassar o mestre.
Demo-nos as mãos e ajudemo-nos; esqueçamos as opiniões contraditórias para nos recordarmos dos conceitos de identificação, confiando no tempo, o grande enxugador de lágrimas, que a tudo corrige.
Não vos conclamamos à inércia, ao parasitismo, à aceitação tácita, sem a discussão ou o exame das informações.
Convidamo-vos à verdadeira dinâmica do amor.
Recordemos, na palavra de Jesus, que “a casa dividida rui”, todavia ninguém pode arrebentar um feixe de varas que se agregam numa união de forças.
É, por isto, Espíritas, meus irmãos, que a Unificação deve prosseguir, mas a União deve viger em nossos corações. Somos semeadores do tempo melhor.
Somos os pomicultores da era nova. A colheita que faremos em nome de Jesus caracterizar-nos-á o trabalho.
Adiante, meus irmãos, na busca da aurora dos novos tempos.
Jesus é o Mestre por excelência e Allan Kardec é o discípulo fiel.
Sejamos nós os continuadores honrados e nobres da Sua obra de amor e da Sua lição de sabedoria...
E quando as sombras da desencarnação descerem sobre vós, e nós outros, os já desencarnados, nos acercarmos a receber-vos, podereis dizer:
— Aqui estamos, Senhor, servos deficientes que reconhecemos ser, porque apenas fizemos o que nos foi determinado.
Ele, porém, magnânimo, justo e bom, dir-vos-á:
“Vinde a mim, filhos de meu Pai, entrai no gozo da paz”.
Muita paz, meus amigos!
Que o senhor vos abençoe.
Bezerra
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 20-4- 75, na sessão publica da Federação Espírita Brasileira em Brasília – DF.)
* MENEZES, Adolfo Bezerra de. Unificação paulatina, união imediata, trabalho incessante... Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Reformador. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Ano 113, nº 1999, outubro, p.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


Num Domingo de Calor

Benedita Fernandes, abnegada fundadora da Associação das Senhoras Espíritas Cristãs, de Araçatuba, no Estado de São Paulo, foi convidada para uma reunião de damas consagradas à caridade, para exame de vários problemas ligados a obras de assistência. E porque se dedicava, particularmente, aos obsidiados e doentes mentais, não pode esquivar-se.

Entretanto, a presença da conhecida missionária
causava espécie.

O domingo era de imenso calor e Benedita ostentava compacto mantô de lã, a
penas compreensível em tempo de frio.

– Mania! – cochichava alguém, à pequena distância.

– De tanto lidar com
malucos, a pobre espírita enlouqueceu... – dizia elegante senhora à companheira de poltrona, em tom confidencial.

– Isso é pura vaidade, – falou outra – ela quer parecer diferente.

– Caso de
obsessão! – certa amiga lembrou em voz baixa.

– Benedita, porém, opinava nos temas propostos, cheia de compreensão e de
amor.


Em meio aos trabalhos, contudo, por notar agitações na assembléia, a presidente alegou que Benedita suava por todos os poros, e, em
razão disso, rogou a ela que tirasse o mantô por gentileza.

Benedita Fernandes, embora constrangida, obedeceu com
humildade e só aí as damas presentes puderam ver que a mulher admirável, que sustentava em Araçatuba dezenas de enfermos, com o suor do próprio rosto, envergava singelo vestido de chitão com remendos enormes.

IRMÃO X

domingo, 10 de fevereiro de 2019


Filho do Universo
Eis as linhas de um manuscrito encontrado numa igreja em Boston, por volta do ano de 1644.
 
“Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
 
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
 
Fale a sua verdade mansa e calmamente e ouça os outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também têm sua própria história.
 
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui e mesmo que você não possa compreender, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito.

Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.

Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde – ele é o que de real existe ao longo do tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença a virtude existirá sempre.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.

Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.

Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmos.

Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição, nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene como a relva.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.

Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível com os impulsos inovadores da juventude.

Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários – muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E a despeito de uma rotina rigorosa, seja gentil consigo mesmo. Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba. E quaisquer sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada da vida, mantenha em paz a própria consciência.

Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito – seja prudente.”


Sentir-se filho do universo, é sentir-se seguro, sabendo que uma força maior rege nossas vidas, nossas relações, através de leis perfeitas e justas.
 
Sentir-se irmão das estrelas e das árvores é perceber-se parte de uma natureza sublime, grandiosa, que guarda em seu íntimo objetivos maravilhosos.

E um dia, há muitos e muitos anos, um Sublimado Irmão das estrelas e das árvores, falou exatamente sobre isso dizendo:

“Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?

Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? E qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?

Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!”

Momento Espírita

sábado, 9 de fevereiro de 2019


Princípios Redentores

Não se esqueça de que Deus é o tema central de nossos destinos.
Deseje o bem dos outros, tanto quanto deseja o próprio bem.
Concorde imediatamente com os adversários.
Respeite a opinião dos vizinhos.
Evite contendas desagradáveis.
Empreste sem aguardar restituição.
Dê seu concurso às boas obras, com alegria.
Não se preocupe com os caluniadores. Agradeça ao inimigo pelo valor que ele lhe atribui.
Ajude as crianças.
Não desampare os velhos e doentes.
Pense em você, por último, em qualquer jogo de benefícios.
Desculpe sinceramente.
Não critique a ninguém.
Repare seus defeitos, antes de corrigir os alheios.
Use a fé e a prudência. Aprenda a semear, preparando boa ceifa. Não peça uvas ao espinheiro. Liberte-se do peso de excessivas convenções.
Cultive a simplicidade.
Fale o menos possível, relativamente a você e a seus problemas.
Estimule as qualidades nobres dos companheiros.
Trabalhe no bem de todos.
Valorize o tempo.
Metodize o trabalho, sabendo que cada dia tem as suas obrigações.
Não se aflija.
Sirva a toda gente sem prender-se.
Seja alegre, justo e agradecido.
Jamais imponha seus pontos de vista.
 Lembre-se de que o mundo não foi feito apenas para você.
*
As ciências sociais de hoje apresentam semelhantes princípios como novidades. No entanto, são antigos. Chegaram à Terra, com o Cristo, há quase vinte séculos. Nós outros, porém, espíritos atrasados no entendimento, somos ainda tardios na aplicação.

André Luiz – Agenda Cristã