segunda-feira, 30 de julho de 2018


Bezerra de Menezes

Dedicada Irmã Yolanda e demais irmãs e companheiros do Lar Oficina que vos consagrastes ao culto de gratidão, e ao nosso querido amigo Augusto Cezar, campeão da bondade e da elevação na Vida Maior, e a todos os irmãos e irmãs presentes, o Senhor nos abençoe.

Estamos agradecendo ao Grupo referido as alegrias e bênçãos deste dia, em que nossos corações se irmanaram no amor ao próximo.
Companheiras e Companheiros; amigos do Lar Oficina, a inspiração nos sobe do íntimo a fim de manifestar-vos o nosso reconhecimento, entretanto, a vibração de entusiasmo e felicidade que nos surge da alma esmorece nos domínios da palavra, pela incapacidade de enunciarmos aquelas que nos configuram a emoção e o agradecimento.

Trabalhastes durante o ano inteiro, confiando o vosso tempo e as forças, gratuitamente, para organizar o festival de paz e amor que nos oferecestes, na pessoa dos nossos companheiros mais necessitados do que nós mesmos e distribuístes o pão que era vosso e vestistes os nus com as roupas que entretecestes e que vos pertenciam por direito natural da vida e entregastes a vós mesmos aos irmãos infelizes, trazendo até aqui o tributo de vossa caridade manifesta, sem exigir recompensas e nem pedir homenagens de qualquer natureza.

E milhares de criaturas se reuniram conosco, de modo a externar-vos como somos felizes, sentindo a presença de Jesus em vossos gestos de carinho e bondade para com todos aqueles que se abeiraram das vossas mesas de alegria e generosidade, exprimindo nosso louvor ao Nosso Senhor Jesus Cristo que vos inspirou a realização na qual sois heróis anônimos do serviço e da disciplina, demonstrando com o vosso exemplo o modelo de construção do Mundo Melhor.

Estivemos, nós outros os amigos domiciliados na Vida Espiritual, em todos os vossos passos e palavras e bendizemos a ventura de encontrar-vos com os frutos das mãos operosas, pensando espontaneamente nos sofrimentos e necessidades de quantos de nossos amigos em provação, em cuja face colocastes o sorriso de gratidão e em cujos corações, atribulados no escárnio das rudes experiências da vida terrestre, a chama da esperança e da fé no Pai de Misericórdia, que nos criou e nos guia os destinos.

Sem dúvida, dispondes da facilidade de erguer um bazar ou um supermercado para as peças e utilidades que vos nascem das mãos, entretanto, atendestes ao pedido do Amado Amigo da humanidade e entregastes todas as obras-primas de vosso ideal de servir àqueles irmãos nossos que faceiam dificuldades e tropeços, provas e amarguras que não conhecemos.

Benditos sejam todos cós, irmãs e irmãos dos nossos corações, que vos lembrastes das expressões de Jesus. “Todo o bem que fizerdes a um destes pequeninos, é a mim que o fizestes”.
A propósito de vossa grandeza de sentimentos, escolhemos para a noite de hoje, para nossa meditação, a Parábola do Bom Samaritano e, por isso tomamos a liberdade de reatircular-vos às afirmações:
- Um homem que seguia de Jerusalém para Jericó, caiu sob o domínio de malfeitores que o maltrataram e o deixaram no pó da estrada, semimorto...
Um sacerdote que perambulava pelo mesmo sítio; contemplou a cena, mas passou de largo, temendo as complicações que o socorro ao desconhecido lhe traria.
Um auxiliar do culto que se devotava a Deus, passou pelo mesmo lugar e fez o mesmo, fugindo de prestar qualquer tipo de assistência ao ferido.
Entretanto, apareceu um homem samaritano que atravessava a região, auxiliou a vítima prostrada no chão do caminho, compadeceu-se daquele homem maltratado e sem recursos, sofreu o cavalo em que prosseguia com os seus objetivos e abraçou o espoliado e tratou-lhe as feridas.
Era ele apenas um homem, sem títulos nobiliárquicos, que assim procedeu.
Em seguida depôs o ferido sobre a sua própria montaria, guiou-o até uma hospedaria e internou-o no conforto doméstico do hospedeiro, pagou-lhe a entrada do companheiro ferido e recomendou ao hospedeiro que o tratasse afetuosamente, e prometeu que lhe pagaria todos os cuidados em favor desconhecido, quando regressasse.

Vejamos que o ensinamento do Divino Mestre nos apresenta no samaritano a figura de um homem comum.
Não explicou se ele era um capitalista;
Um pobre lavrador;
Um homem de más tendências;
Um descrente de Deus;
Um aficionado dos prazeres mundanos;
Se ele fora um delinquente;
Se não cultivava hábitos louváveis;
Se era casado;
Se era solteiro;
Se era negociante;
Se era um alcoólatra;
Se descendia de família considerada nobre;
Se era filho de alguma choupana esquecida;
Se fora um intrigante;
Se fora um administrador;
Se era um considerado de classe inferior;
Se era virtuoso;
Se era devasso;
Se amava a Deus ou se pertencia a alguma seita de propósitos ocultos.

A lição do Mestre nos esclarece que era apenas um homem sem nome, praticando a solidariedade humana para com o próximo abatido por cultivadores da indiferença e criminalidade.
Era apenas um homem...

Fizestes hoje a revivescência do herói anônimo que estimava no próximo um dos seus semelhantes em provação e abandono.
Benditos, sejais todos vós, irmãs e irmãos, notadamente do Lar Oficina, que nos visita, que hoje levantaram tantas criaturas que se achavam à margem de fatal depressão ou no círculo de doenças atrozes.

Nós, os amigos espirituais; vos agradecemos o amor ao próximo que demonstrastes sem nenhum interesse por compensações e grandezas humanas.
Nós vos agradecemos por todos aqueles aos quais amparastes com a vossa bondade natural e sentimento humano.
Estou entre os pobres aos quais socorrestes e, em nome de todos os meus companheiros de pequenez e de infortúnio, estou aqui, presente, mendigo que sou entre vós outros, os ricos de trabalho e de amor, para unicamente dizer-vos:
-Muito obrigado por todos os meus irmãos de pobreza e sofrimento e que Deus, nosso Pai de Infinita Bondade, vos auxilie e vos abençoe.

Bezerra de Menezes.

(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 19 de dezembro de 1992, em Uberaba, Minas, dirigida ao grupo de irmãos do Lar Oficina, dirigido pela irmã D. Yolanda Cézar, após a tradicional Distribuição de Natal do Grupo Espírita da Prece).

domingo, 29 de julho de 2018


Servir é um Privilégio

Servir é um privilégio que o Céu te concedeu. Quando devas surgir, Deus te revelará.
Realmente a liberdade autêntica existe, no entanto, essa liberdade tem o tamanho dos deveres cumpridos.
Crê, trabalha e não temas. Deus te apóia e te guarda.
Por mais lutas à frente, segue e confia em Deus.
Lembra-te da poção medicamentosa que te suprime a dor, do copo de água pura que dessedenta, do livro simples que baseia a cultura complexa e jamais te digas inútil.
Chegarás futuramente às culminâncias do serviço e da luz, na esfera de ação direta do Cristo de Deus, mas para isso é imprescindível que faças agora, tão bem quanto possível, todo o bem que és capaz de fazer.
Convençamo-nos de que não existem corações de mármore e sim, corações retalhados de dor.
É justo usar os patrimônios de inteligência e reconforto que o mundo nos oferece à solução dos nossos problemas evolutivos, mas é indispensável saber distribuir com espontâneo amor as facilidades que a Terra situa em nossas mãos, a fim de que a fé não brilhe debalde em nossa rota.
Empobreçamo-nos de vaidade e orgulho, de ambição e egoísmo e, certamente, a verdade nos impelirá aos planos mais altos da vida.

Emmanuel

sábado, 28 de julho de 2018


Sofrimento

Quando o sofrimento te abale os recessos da própria alma, entrega-te à fé, refugia-te em Deus, pensa em Deus, confia em Deus e espera por Deus, porque, acima de todas tempestades e quedas, tribulações e desenganos, Deus te sustentará.
Com Jesus, a vida adquire novo sentido.
A dificuldade se faz bênção.
Dor é alegria.
Tristeza é a véspera da consolação.
Trabalho é condição de felicidade.
Renúncia é aquisição.
Sacrifício é a estrada para as alturas.
Admira as estrelas, mas não te descuides dos sinais do trânsito.
Todas as formas de beneficência se revestem de grandeza singular, no entanto, aquela em que o amor se exterioriza será sempre a mais alta. Quando irradias semelhante luz, notarás que fulgurações de alegria se te reluzem no íntimo, conquanto encerradas na felicidade interior que nem sempre consegues transferir.
A Eterna Providência nos socorre e abençoa sem metro ou balança.
Criadores do próprio destino, temos em nós o que fazemos de nós.
Aprende a estimar os outros como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.

Emmanuel

sexta-feira, 27 de julho de 2018


PERANTE  A  FELICIDADE


Emmanuel


O problema da felicidade está sempre condicionada ao foro íntimo.
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E porque, ainda mesmo nos assuntos mais transcendentes, não podemos prescindir da simplicidade, em auxílio à nossa argumentação, invocamos a natureza, em cujos degraus evolutivos, é possível observar as crisálidas de consciência nas limitações relativas a que se ajustam.
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Vemos que cada ser nos círculos inferiores à escola humana, possui as alegrias que lhe são próprias.
Para o corvo, a felicidade é a penetração nos detritos.
Para a serpente, é a absorção do veneno com que se fortalece na defensiva.
Para a coruja é a excursão nas trevas.
Para a lesma é a ociosidade incessante.
Para a andorinha é o culto da primavera onde a primavera fulgure.
Para a fonte é o serviço a todos.
Para a árvore é a incansável beneficência.
Para o sol é o privilegio de servir em luminosa doação de si mesmo.
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Cada espírito, qual acontece aos elementos mais simples, demora-se mais ou menos na atitude mental que se lhe afigura como sendo a aspiração satisfeita.
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Para muitos, a felicidade é a imersão na preguiça e no ódio, na discórdia e na crueldade, na penúria e na ignorância, no desalento e na rebeldia.
Entretanto, para as almas acordadas na Revelação do Cristo, a felicidade é a construção de si mesmas para a comunhão ideal com Deus.

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Se já despertaste para a verdade, aceita o trabalho e a renúncia, as aflições e as penas da estância física por abençoado material de tua própria edificação.
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E, aprendendo e servindo infatigavelmente, sem qualquer inventário de sacrifício e sem qualquer preocupação pelo tempo adequado ao reajuste, conseguirás o equilíbrio interior, tecendo com a própria luta, as asas com que livrarás nos cimos da vida, em pleno triunfo.


quinta-feira, 26 de julho de 2018


OS  DONS  DE  CRISTO


Emmanuel


“Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom de Cristo”.
 Paulo – Efésios, 4:7.


A alma humana, nestes vinte séculos de Cristianismo, é uma consciência esclarecida pela razão, em plena batalha pela conquista dos valores iluminativos.

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O campo de luta permanece situado em nossa vida íntima.
Animalidade versus espiritualidade.

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Milênios de sombras cristalizadas contra a luz nascente.
E o homem, pouco a pouco, entre as alternativas de vida e morte, renascimento no corpo e retorno à atividade espiritual, vai plasmando em si mesmo as qualidades indispensáveis à ascensão, que, no fundo, constituem as virtudes do Cristo, progressivas em cada um de nós.
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Daí a razão da luz divina ocupar a existência humana ou crescer dentro dela, à medida que os dons de Jesus, incipientes, reduzidos, regulares ou enormes nela se possam expressar.
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Onde estiveres, seja o que fores, procura aclimatar as qualidades cristãs em ti mesmo, com a vigilante atenção igual àquela dispensada à cultura das plantas preciosas, ao pé do lar.
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Quanto à existência temporária no mundo, todos somos suscetíveis de produzir para o bem ou para o mal.

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Ofereçamos ao Divino Cultivador o vaso do coração, recordando que se o “solo consciente” do nosso espírito aceitar as sementes do Celeste Pomicultor, cada migalha de nossa boa vontade será convertida em canal adequado para a exteriorização do bem, com a multiplicação permanente das bênçãos do Senhor, ao redor de nós.
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Observa a tua “boa parte” e lembra que podes dilatá-la ao infinito.
Não intentes destruir milênios de ignorância, de um momento para outro.
Vale-te do esforço de auto-aperfeiçoamento cada dia.
Persiste em aprender com o Mestre do Amor e da Renúncia.

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Não nos esqueçamos de que a Luz Divina ocupará o nosso espaço individual, na medida de nosso crescimento real nos dons de Cristo.


quarta-feira, 25 de julho de 2018


NA  ORDEM  SOCIAL


Emmanuel


Observa no próprio lar as forças diferentes que se congregam, nutrindo-te a segurança, para que te não furtes ao dever de servir:
O legislador, cujo pensamento garante a harmonia na via pública.
O engenheiro que te traçou o plano da moradia.
O pedreiro que levantou o edifício a que te acolhes.
O pintor que te alegrou o ambiente.
O operário que te trouxe a bênção das águas ao reduto doméstico.
O braço diligente que te garante combustível e força para que te não faltem calor e luz.
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Pensa ainda nos missionários outro que te oferecem equilíbrio e tranquilidade:
O médico que te preserva a saúde.
O escritor que te renova às idéias.
O professor que te educa.
O irmão que te estende amizade e reconforto.
O lixeiro que te alivia.
O varredor que cultiva a higiene.
O lavrador que te assegura o alimento.

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Não admitas que o dinheiro seja o único poder aquisitivo de semelhantes valores.
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O ouro, só por si, num mundo de sedentos e esfomeados, não valeria a gota d´água, nem a migalha de pão.

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Refletem na interdependência que nos rege todas as fases da vida e aprende a valorizar teus minutos na extensão do bem.

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Auxiliar a todos com espontaneidade e carinho, é agradecer aos outros o auxílio com que nos seguem.

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Fugir à crítica e à desaprovação, abraçando a solidariedade e o estímulo fraterno é compreender nossas próprias necessidades, de vez que não caminharemos sem o concurso alheio.
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Entendamos a amplitude da colaboração anônima que recolhemos do próximo e, oferecendo ao próximo o melhor de nós mesmos, estaremos com Cristo, nosso Mestre e Senhor, que, no sacrifício supremo, nos ensinou a alcançar a suprema vitória.