sexta-feira, 18 de dezembro de 2015


EM MOMENTOS DIFÍCEIS
 
Quando você se observe à beira da impaciência, capaz de arrojar-lhe o coração ao espinheiro da angústia, conte as vantagens de que dispõe, de modo a imunizar-se contra o assalto das trevas.
Desentendimento em família...
Recorde aqueles que desejariam encontrar alguém, até mesmo para simples discussão, na soledade crônica em que se identificam.
Amigos que se afastam...
Reflita na provação daqueles que nunca os tiveram.
Agressões...
Pense no cérebro equilibrado de que você está munido para agir em apoio aos companheiros doentes da alma.
Criaturas queridas em problemas graves do sentimento...
Medite na sua tranquilidade e segurança, pelas quais, por enquanto, consegue permanecer livre de obsessões.
Tarefas em sobrecarga, compelindo você a desânimo e cansaço...
Gaste alguns momentos, examinando a luta dos irmãos sem qualquer possibilidade de emprego na garantia da própria sustentação.
Aborrecimentos...
Avalie a importância de algumas frases de reconforto que você pode levar a companheiros enfermos ou compreensivelmente abatidos pelo sofrimento que os subjuga.
Lar em desajuste...
Um olhar para os irmãos que caminham sem teto.
Some as bênçãos de sua vida e vacine-se contra o desespero, porque o desespero é um vulcão de fogo e sombra, cuja extensão nos domínios do desequilíbrio e da morte ninguém pode calcular.
 
André Luiz

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015


No Corpo
Há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz.

Leve observação, porém, nos fará lembrar a importância da vida física.

Diz-se, muitas vezes, que o corpo é adversário do espírito; contudo, é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo; nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consangüinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos; com ele entesouramos, a pouco e pouco, os valores da evolução e da cultura; auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência; integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus; e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para a aquisição dos mais altos títulos na escola da experiência.


Meditemos nisso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal.
Emmanuel

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


TODOS PODEMOS

 

Nem todos revelamos grandezas, mas todos podemos cultivar humildade.

Nem todos demonstramos conhecimentos superiores, mas todos podemos estudar.

Nem todos conseguimos sustentar, economicamente, as boas obras, mas todos podemos efetuar essa ou aquela prestação de serviço.

Nem todos guardamos a competência ou o dom de curar, mas todos podemos, de um modo ou de outro, auxiliar aos nossos irmãos enfermos.

Nem todos estamos habilitados para mandar, mas todos podemos servir.

Nem todos somos heróis, mas todos podemos ser sinceros, justos e bons.

Nem todos nos achamos em condições de realizar muito no socorro aos que sofrem, mas todos podemos oferecer algo de nós, em favor deles.

 

Espíritas irmãos! Não alegueis indigências, pequenez, fraqueza, incapacidade ou ignorância para desertar do trabalho a que somos chamados. Comecemos, desde agora, a edificação do Reino de Deus, em nós e em torno de nós, através do serviço que já possamos fazer.

 

Albino Teixeira

terça-feira, 15 de dezembro de 2015


NOSSA SENHORA DA AMARGURA

 

Mãe das Dores, Senhora da Amargura,
Eu vos contemplo o peito lacerado
Pelas mágoas do filho muito amado,
Nas estradas da vida ingrata e dura.
 

Existe em vosso olhar tanta ternura,
Tanto afeto e amor divinizado,
Que do vosso semblante torturado
Irradia-se a luz formosa e pura;
 

Luz que ilumina a senda mais trevosa,
Excelsa luz, sublime e esplendorosa
Que clareia e conduz, ampara e guia.
 

Senhora, vossas lágrimas tão belas
Assemelham-se a fúlgidas estrelas:
Gotas de luz nas trevas da agonia.

Auta de Souza

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Publicado em "Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro para 1932" - Lisboa/Portugal - Página 162 e reproduzido no livro "Auta de Souza" - Edição IDE.
Disse Chico: "Eu estava em oração, certa noite, quando se aproximou de mim o Espírito de uma jovem, irradiando intensa luz. Pediu papel e lápis, e escreveu o soneto a que me referi. Ela chorava tanto ao escrevê-lo, que eu também comecei a chorar, de emoção, sem saber, naquele momento, se meus olhos eram os delas ou se os olhos dela eram os meus."
Mais tarde, através de Emmanuel, Chico soube que se tratava do espírito de Auta de Souza. Do livro Chico Xavier - uma vida de amor, de Ubiratan Machado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015


Carta Íntima

É verdade. Conseguiste matrícula na escola da luz, a fim de que possas servir com mais segurança na causa do bem, mas encontras empeços de toda espécie, no rumo das aquisições a que te diriges.


Consideras muito difíceis as matérias em pauta.


Quantas falhas nas provas de paciência? Quantos desacertos nos exercícios da caridade? Quantos desajustes nas demonstrações de tolerância? E, sobretudo, que montão de erros nos exames do amor?

E choras verificando os problemas que se te afiguram insuperáveis.

Sofres com dependências e recapitulações, boletins de alarme e consequências infelizes de teus próprios enganos.

De quando a quando, eis que se te amplia o desencanto, observando o alto número dos companheiros que desertam das aulas e sentes que o vazio cresce ao redor da carteira de trabalho em que te vês.

Entretanto, não esmoreças.

Prossegue.

Possivelmente, ainda não te conscientizaste de que o professor amigo te acompanha.


Onde haveria escola sem mestre?


Ouve. O instrutor que te acolheu, de braços abertos, não te abandona.

Se ele te registra os equívocos e as crises, é que deseja conduzir-te à certeza e à serenidade nos conhecimentos que buscas.



E se insiste contigo para que te mantenhas no aprendizado é porque te ama.


Quando te entristeces, ele é a esperança que te restaura o ânimo enfraquecido.

Quando te afliges, ei-lo a pacificar-te no clarão do discernimento.

Confia e segue adiante.


Ele sabia que vieste à escola a fim de assimilar recursos que, até agora, não possuis e, por isso mesmo, não te pede a elevação que ainda não tens.


Apóia-te nele e persevera.


Em qualquer dificuldade, chama por ele. Talvez ainda não saibas que ele, o nosso mestre, é mais conhecido pelo nome de Jesus Cristo.

Meimei

domingo, 13 de dezembro de 2015


Os Missionários


Pés sangrando no trilho solitário
Dilacerado, exânime, proscrito,
Ave do sonho em montes de granito,
Assim passa no Mundo o MISSIONÁRIO.


Incompreendido e estranho visionário,
Contendo, a custo, o peito exausto e aflito,
Vai carregando as Glórias do Infinito,
Entre as chagas e as sombras do Calvário.


Longas jornadas, ásperos caminhos,
No campo de grilhões, trevas e espinhos,
Onde semeia o Trigo da Verdade!...
Virão, porém, os dias da colheita
E os Celeiros da Luz Pura e Perfeita,
No divino País da Eternidade!
 

Cruz e Souza