quinta-feira, 7 de março de 2019

IMPORTÂNCIA

Emmanuel
Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos. 
Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós.


DEFINIÇÕES
Emmanuel
O que sentes revela o rumo para onde te diriges. 
O que pensas te aponta o lugar em que te encontras. 
O que falas indica o que sabes. 
O que fazes mostra quem és.


ANTE O ALVO
Emmanuel
Há muito que fazer. Não te queixes. Trabalha. 
Companheiros falharam? Prossegue e terás outros. 
Não queres certo grupo? Outras áreas te esperam. 
Desilusões à vista? Não pares. Continua. 
Buscas a Paz de Deus? O serviço é o caminho. 
Ante o alvo, os que seguem é os que podem chegar.


ESPECIAL
Emmanuel
De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer de nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer.

RECIPROCIDADE
Emmanuel
O discípulo abeirou-se do orientador e queixou-se magoado: - Instrutor amigo, o pior de tudo em meu aprendizado é adquirir a ciência do relacionamento. 
Creio estar lutando inutilmente contra a animosidade alheia... Auxilie-me, por favor. 
De que modo agir para viver com a intolerância e com o azedume dos outros? 
O mentor refletiu, por alguns momentos, e esclareceu: 
- Sim a indagação é justa. Mas para que tenhamos uma resposta clara, é importante considerar que os outros, igualmente, precisam viver contigo.


SUPORTA
Emmanuel
Nos momentos de crise, não te abatas. Escuta. 
Por nada te revoltes, Nem te amedrontes. 
Ora. Suporta a provação. Não reclames. Aceita. 
Não grites com ninguém. Nem firas. Abençoa.
Lance de sofrimento. É o ensejo da fé. 
Silencia. Deus sabe o instante de intervir.


CONDIÇÕES
Emmanuel
Se trabalhas, podes servir. Se serves, adquires o necessário. Se dispões do necessário, atinges a paz. 
Se possuis a paz, segues com Deus.


SOCORRO
Emmanuel
Noite escura. Em local isolado, um rapaz de moto, errando na direção, precipitou-se nas águas de enorme represa.
Alguns populares correram até à casa grande em que morava um negociante que possuía, ali mesmo, um barco magnificamente equipado. No entanto, ao pedido de socorro, ei-lo que responde secamente:
- Jovens de moto? Estou cansado... Gente louca não tem jeito...
Os amigos anônimos se voltaram no rumo de um pardieiro próximo, ocupado unicamente por uma senhora paralítica. A doente não vacilou. Emprestou-lhes pequena lanterna, acesa a querosene. Alguns instantes mais e o rapaz foi visto, boiando à longa distância.
Dois homens se atiraram às águas e trouxeram-no desmaiado para a terra.
O comerciante, porém, - aquele mesmo que se negara à cooperação, - viera até a orla do lago, simplesmente para ver. 
Mas, inclinando-se para o jovem que respirava, a salvo, no socorro improvisado que recebia, começou a gritar em desespero:

- É meu filho!... Ah! Meu filho, meu filho!...

TEMPO E DEUS
Emmanuel
Não te deixes vencer pela hora vazia. 
Cérebro sem trabalho. É reduto de sombra. 
Casa desocupada. Guarda animais daninhos. 
Tempo que te pertença, podes dá-lo em serviço. 
Qualquer auxílio a outrem. É socorro a ti mesmo. 
Não desprezes o tempo, que o tempo vem de Deus.


Emmanuel
Do livro "CAMINHOS"
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

terça-feira, 5 de março de 2019


Prêmio ao sacrifício

Três irmãos dedicados a Jesus leram no Evangelho que cada homem receberá sempre, de acordo com as próprias obras, e prometeram cumprir as lições do Mestre.

O primeiro colocou-se na indústria do fio de algodão e, de tal modo se aplicou ao serviço que, em breve, passou à condição de interessado nos lucros administrativos. Dentro de vinte e cinco anos, era o chefe da organização e adquiriu títulos de verdadeiro benfeitor do povo. Ganhava dinheiro com imensa facilidade e socorria infortunados e sofredores. Dividia o trabalho equitativamente e distribuía os lucros com justiça e bondade.

O segundo estudou muito tempo e tornou-se juiz famoso. Embora gozasse do respeito e da estima dos contemporâneos, jamais olvidou os compromissos que assumira à frente do Evangelho. Defendeu os humildes, auxiliou os pobres e libertou muitos prisioneiros perseguidos pela maldade. De juiz tornou-se legislador e cooperou na confecção de leis benéficas e edificantes. Viveu sempre honrado, rico, feliz, correto e digno.

O terceiro, porém, era paralítico. Não podia usar a inteligência com facilidade. Não poderia comandar uma fábrica, nem dominar um tribunal. Tinha as pernas mirradas. O leito era a sua residência. Lembrou, contudo, que poderia fazer um serviço de oração e começou a tarefa pela humilde mulher que lhe fazia a limpeza doméstica.

Viu-a triste e lacrimosa e procurou conhecer-lhe as mágoas com discrição e fraternidade. Confortou-a com ternura de irmão. Convidou-a a orar e pediu para ela as bençãos divinas.

Bastou isto e, em breve, trazidos pela servidora reconhecida, outros sofredores vinham rogar-lhe o concurso da prece. O aposento singelo encheu-se de necessitados. Orava em companhia de todos, oferecia-lhes o sorriso de confiança na bondade celeste. Comentava os benefícios da dor, expunha suas esperanças no Reino Divino. Dava de si mesmo, gastando emoções e energias no santo serviço do bem. Escrevia cartas inúmeras, consolando viúvas e órfãos, doentes e infortunados, insuflando-lhes paz e coragem. Comia pouco e repousava menos. Tanto sofreu com as dores alheias que chegou a esquecer-se de si mesmo e tanto trabalhou que perdeu o dom da vista. Cego, contudo, não ficou sozinho. Prosseguiu colaborando com os sofredores, através da oração, ajudando-os, cada vez mais.

Morreram os três irmãos, em idade avançada, com pequenas diferenças de tempo.

 Quando se reuniram, na vida espiritual, veio um Anjo examinar-lhes as obras com uma balança.

O industrial e o juiz traziam grande bagagem, que se constituía de várias bolsas, recheadas com o dinheiro e com as sentenças que haviam distribuído em benefício de muitos. O servidor da prece trazia apenas pequeno livro, onde costumava escrever suas rogativas.

O primeiro foi abençoado pelo conforto que espalhou com os necessitados e o segundo foi também louvado pela justiça que semeara sabiamente. Quando o Anjo, porém, abriu o livro do ex-paralítico, dele saiu uma grande luz, que tudo envolveu numa coroa resplandecente. A balança foi incapaz de medir-lhe a grandeza.

Então, o Mensageiro falou-lhe, feliz:

— Teus irmãos são benditos na Casa do Pai pelos recursos que distribuíram, em favor do próximo, mas, em verdade, não é muito difícil ajudar com o dinheiro e com a faina que se multiplicam facilmente no mundo. Sê, porém, bem-aventurado, porque deste de ti mesmo, no amor santificante. Gastaste as mãos, os olhos, o coração, as forças, os sentimentos e o tempo a benefício dos semelhantes e a Lei do Sacrifício determina que a tua moradia seja mais alta. Não transmitiste apenas os bens da vida: irradiaste os dons de Deus.

E o servidor humilde do povo foi conduzido a um céu mais elevado, de onde passou a exercer autoridade sobre muita gente.

NEIO LÚCIO

ALVORADA CRISTÃ

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

segunda-feira, 4 de março de 2019


NA INICIAÇÃO CRISTÃ

Hoje abismos – amanhã culminâncias.

Hoje treva – amanhã claridade.

Hoje aflição – amanhã lenitivo.

Hoje problemas – amanhã soluções.

Hoje fel – amanhã esquecimento.

Hoje limitação – amanhã superação.

Hoje tristeza – amanhã alegria.

Hoje dor – amanhã consolo.

Hoje exclusivismos – amanhã universalismo.

Hoje egoísmo – amanhã fraternidade.

Hoje concorrência – amanhã colaboração.

Hoje desilusão – amanhã experiência.

Hoje amparar-se – amanhã socorrer aos outros.

Hoje necessidade – amanhã suprimento.

Hoje renúncia – amanhã conquista.

Hoje aprendizado – amanhã realização.

Hoje conflito – amanhã tranquilidade.

Hoje dúvida – amanhã certeza.

Hoje lágrimas – amanhã júbilos.

Hoje indecisão – amanhã firmeza.

Hoje espinhos – amanhã flores.

Hoje erguimento – amanhã ascensão.

Hoje sementeira – amanhã colheita.

Hoje obstáculos – amanhã lições.

Hoje sombras – amanhã luzes.

Hoje pedradas – amanhã exaltação.

Hoje desgosto – amanhã contentamento.

Hoje sarcasmo – amanhã respeito.

Hoje perseguição – amanhã compreensão.

Hoje cruz – amanhã vitória.

Todavia, entre a exigência de Hoje e a resposta de Amanhã, existe uma condição de ordem absoluta que é o trabalho do discípulo, dia por dia, segundo as leis justas do Senhor.

ANDRÉ LUIZ

domingo, 3 de março de 2019

HISTÓRIA DE UMA SESSÃO

ANDRÉ LUIZ

Organizado a sessão de estudo evangélico, os Espíritos Benfeitores, através das doces intimações da prece, foram convidados à execução de regular empreitada. 

520 orientações a companheiros doentes com especificações e conselhos técnicos.
50 passes magnéticos, em benefício de enfermos encarnados.
200 intervenções de socorro a entidades sofredoras, ausentes do equipamento físico.
35 visitas de assistência a lares distantes.
150 notas socorristas para desligamento de obsessores e inimigos inconscientes. 

E devem ainda eliminar dois suicídios potenciais, evitar um homicídio provável, afastar as possibilidades de dois divórcios infelizes e ajustar mais de cem entendimentos, em favor da fraternidade, da harmonia e da reencarnação.

Em troca, os componentes da assembléia deviam dar de si mesmos um pouco de alegria, de fé viva, de serenidade e de paciência, com algumas palavras de carinho e amizade para sustentarem o clima vibratório, necessário à realização das tarefas indicadas aos colaboradores invisíveis que começaram a atuar.

Iniciada a empresa, porém, depois de alguns raros amigos haverem atendido heroicamente aos encargos que lhes competiam, eis que a reunião se veste de sombras.

O nevoeiro da ociosidade mental invadiu quase todos os departamentos da casa. 

Dois prestimosos cooperadores passaram a visitar o pensamento dos companheiros encarnados, rogando concurso urgente, mas o silêncio e a inércia continuaram operando. 

Consultando, em espírito, com respeito à contribuição de que se faziam devedores, cada qual respondia a seu modo, falando mentalmente. 

Um cavalheiro deu-se pressa em esclarecer que era ignorante e imprestável. 

Um jovem tribuno do Evangelho afirmou-se doente e incapaz. 

Um companheiro de serviço alegou que se sentia envergonhado e inapto para qualquer comentário construtivo.

Uma senhora perguntou se os Espíritos Amigos não poderiam solucionar os compromissos da sessão em cinco minutos. 

Um lidador juvenil explicou que se sentia diminuído à frente dos mentores e experimentava o receio de falar sem brilho, depois deles. 

Um antigo beneficiário solicitou a concessão de maca em que pudesse confiar-se ao repouso. 

Um ouvinte preocupado adiantou-se consultando o relógio e bocejou entediado. 

Uma robusta irmã pediu fosse colocada uma cadeira preguiçosa em lugar do banco áspero que a servia. 

E quase todos, incluindo jovens e adultos letrados e indoutos, necessitados ou curiosos, descansaram na improdutividade, acreditando que é sempre melhor observar sem responsabilidade, à espera do fim.

E a sessão, que deveria ser manancial cantante de bênçãos com alegria e paz, união e entendimento de corações fraternos e calorosos na fé, prosseguiram até à fase final, qual se os companheiros estivessem situados num velório de grande estilo, cercados pelo crepe arroxeado da tristeza e do luto, queimando o incenso precioso do tempo em câmara funerária.

Que entre nós, meus amigos, assim não aconteçam. 

Espiritismo é amor e contentamento. 

Sempre que desejardes a vitória do bem, auxiliai o bem e plantai-o.

Trazei até nós o concurso da boa vontade, que é a alavanca de todos os prodígios do progresso, enriquecendo-nos o santuário comum com os dons da saúde e da esperança, do otimismo e da fé. 

Permutemos experiências e corações. 

Amparemo-nos aos outros. 

A nossa Doutrina Consoladora é Sol e não devemos esquecer que a vida é ação permanente, porque a inércia, em toda parte, é sempre a antecâmara da estagnação ou da morte.

Da Obra “Apostilas da Vida” - André Luiz - Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

sábado, 2 de março de 2019


Raio de Sol
Emmanuel

Se desejas aprender a lição da indulgência, observa o raio de sol.
Dissipando a treva noturna, desce à Terra, cada dia, recapitulando, mil vezes, o mesmo ensinamento de serviço e de paz.
Não indaga pelas sombras da furna.
Não teme os vermes que se lhe associam.
Não se queixa da corrente enfermiça que flui do despenhadeiro.
Desce, contente e feliz, à intimidade do precipício, com a mesma radiação com que nutre fontes e flores.
Aquece o sábio e o ignorante, o santo e o malfeitor, os justos e os injustos, os bons e os maus, com a mesma generosidade, dentro da qual assinala os cimos do Céu.
Ampara a erva daninha e o bom grão, a árvore valiosa e o arbusto infeliz, com o mesmo carinho no qual se desdobra, claro e otimista, sobre lares e asilos, escolas e templos, hospitais e jardins.
Se a nuvem lhe empana o caminho, espera que a nuvem se dissolva e torna a fulgurar.
Se a tempestade agita o firmamento, aguarda a recuperação da harmonia e volta a missão do amor...
Não te esqueças.
O mundo jaz repleto de obstáculos da incompreensão, de tormentos do ódio, temporais de lágrimas, provações e infortúnios.
Aqui, em vales de sombra, medra, o escalracho da discórdia, ali, abre-se o abismo de aflitivas desilusões. Além, multiplicam-se cardos venenosos do orgulho e do exclusivismo, da penúria e da crueldade, e mais além, destacam-se, agressivos e contundentes, largos espinheiros de intolerâcia...
Não perguntes, porém, pelos impedimentos prováveis.
Não relaciones as inquietações da marcha.
Recorda, que o Cristo é o Sol de nossas vidas e sê para as sendas que te cercam o raio de sol infatigável no bem, espalhando em tua passagem o júbilo da esperança renascente, o dom imperecível da luz e a graça do perdão.
Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da Luz.


Oração por Auxílio
Emmanuel

Auxilia-nos para o bem que nos destinas, mas também para extinguir o mal que ainda carregamos.
Auxilia-nos não só a crer, mas também a realizarmos o melhor.
Auxilia-nos a praticar aceitação, mas também a exercermos o discernimento.
Auxilia-nos a usar a paciência, mas também a livrar-nos da inércia.
Auxilia-nos a trabalhar, mas também a servirmos sem reclamação.
Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste, mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém.

sexta-feira, 1 de março de 2019


BENEFÍCIOS PAGOS COM A INGRATIDÃO


19. Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?


 Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.


Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.


E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.


Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele. – Guia protetor. (Sens, 1862.)


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE DÊ A VOSSA MÃO DIREITA
CAPÍTULO XIII