segunda-feira, 19 de novembro de 2018


Na Tarefa de Equipe
André Luiz

Meu amigo:
Não tema, nem receie.
O timoneiro do barco é o Senhor. Coloquemos sobre o leme as nossas mãos e esperemos, nele.
O trabalho é delicado na administração, mas se a glória humana pertence àqueles que a procuram, a humildade divina é dos corações que a buscam.
Despreocupados do império do “eu”, alcançaremos o Reino de Deus.
O discípulo fiel não pede, nem rejeita. Aceita as determinações do Senhor, com deliberação ardente de obedecer para maior exaltação de quem tudo nos deu.
Continuemos, assim, de esperanças entrelaçadas.
O amor do amigo verdadeiro desce abaixo das raízes ou se eleva acima das estrelas. Por isso, o Mestre chamou “amigo” aos aprendizes da hora primeira.
Nossa união tem imperativos a que não poderemos fugir. Subiremos com a graça celeste. Não descansaremos, até que todos respirem no cimo do monte.
O cascalho do personalismo excessivo ainda é o grande impedimento da jornada. Demora-se nas bases da senda e por isso mesmo nos dilacera. Contudo, ainda que nossos pés sangrem na estrada, recordar-nos-emos de que Jesus lavou os pés dos discípulos e purificou-os.
Haja mais amor nos corações para que o rio das dádivas transite no santuário, sem prejuízo do bem coletivo. Até mesmo para receber a felicidade é preciso preparação. Sem vaso adequado, os bens do Alto se contaminam com as perturbações do campo inferior, qual acontece à gota diamantina que se converte em lama quando cai na poeira da Terra.
Grande é a missão do templo do bem; e os irmãos que oficiam em seus altares não lhe podem esquecer as finalidades sublimes.
“Muito se pedirá àquele que muito recebeu”.
E o nosso grupo não se constitui ao acaso.
Trabalhemos servindo ao bem, com esquecimento de todo mal.
Atendamos, ainda e sempre, aos nossos deveres do primeiro instante, com lágrimas de alegria. Não nos arrependeremos de haver renunciado. E possuiremos conosco, mais tarde, o supremo júbilo de reconhecer quão doce é o jugo do Senhor, porquanto, em companhia d´Ele, muito leve e sublime é o peso de nossos pequeninos trabalhos na Causa da Humanidade.


domingo, 18 de novembro de 2018


Concentração Mental
André Luiz

Amigos, muito se fala em concentração mental.
Círculos de fé concentram-se em apelos intempestivos ao Cristo.
Concentram-se companheiros de ideal com impecável silêncio exterior, sustentando inadequado alarido interno.
No entanto, é forçoso indagar de nós mesmos que recursos estaremos reunindo.
Simplesmente palavras ou simplesmente súplicas?
Sabemos que o justo requerimento deve apoiar-se no direito justo.
Situando a cabeça entre as mãos, é imprescindível não esquecer que nos cabe centralizar em semelhante atitude os resultados de nossa vida cotidiana, os pequeninos prêmios adquiridos na regeneração de nós mesmos e as vibrações que estamos espalhando ao longo de nosso caminho.
É por isso que oferecemos, despretensiosamente, aos companheiros alguns lembretes, que consideramos de importância na garantia de nossa concentração espiritual.
1º – Não olvide, fora do santuário de sua fé, o concurso respeitável que compete a você dentro dele.
2º – Preserve seus ouvidos contra as tubas da calúnia ou da maledicência, sabendo que você deve escutar par a construção do bem.
3º – Não empreste seu verbo a palavras indignas, a fim de que as sugestões da Esfera Superior lhe encontre a boca limpa.
4º – Não ceda seus olhos à fixação das faltas alheias, entendendo que você foi chamado a ver para auxiliar.
5º – Cumpra o seu dever cada dia, por mais desagradável ou constrangedor lhe pareça, reconhecendo que a educação não surge sem disciplina.
6º – Aprenda a encontrar tempo para conviver com os bons livros, melhorando os próprios conhecimentos.
7º – Não se entregue à cólera ou ao desânimo, à leviandade ou aos desejos infelizes, para que a sua alma não se converta numa nota desafinada no conjunto harmonioso da oração.
8º – Caminhe no clima do otimismo e da boa vontade para com todos.
9º – Não dependure sua imaginação no cinzento cabide da queixa e nem mentalize o mal de ninguém.
10º – Cultive o auxílio constante e desinteressado aos outros, porque, no esquecimento do próprio “eu”, você poderá então concentrar as suas energias mentais na prece, de vez que, desse modo, o seu pensamento erguer-se-á, vitorioso, para servir em nome de Deus.

sábado, 17 de novembro de 2018


O Espírita na Equipe
Emmanuel

Numerosos companheiros estarão convencidos de que integrar uma equipe de ação espírita se resume em presenciar os atos rotineiros da instituição a que se vinculam e resgatar singelas obrigações de feição econômica. Mas não é assim. O espírita, no conjunto de realizações espíritas, é uma engrenagem inteligente com o dever de funcionar em sintonia com os elevados objetivos da máquina.
Um templo espírita não é simples construção de natureza material.
É um ponto do Planeta onde a fé raciocinada estuda as leis universais, mormente no que se reporta à consciência e à justiça, à edificação do destino e à imortalidade do ser.
Lar de esclarecimento e consolo, renovação e solidariedade, em cujo equilíbrio cada coração que lhe compõe a estrutura moral se assemelha a peça viva de amor na sustentação da obra em si.
Não bastará freqüentar-lhe as reuniões.
É preciso auscultar as necessidades dessas mesmas reuniões, oferecendo-lhes solução.
Respeitar a orientação da casa, mas também contribuir, de maneira espontânea, com os dirigentes, na extinção de censuras e rixas, perturbações e dificuldades, tanto quanto possível no nascedouro, a fim de que não se convertam em motivos de escândalo.
Falar e ouvir construtivamente.
Efetuar tarefas consideradas pequeninas, como sejam: sossegar uma criança, amparar um doente, remover um perigo ou fornecer uma explicação, sem que, para isso, haja necessidade de pedidos diretos. Sobretudo, na organização espírita, o espírita é chamado a colaborar na harmonia comum, silenciando melindres e apagando ressentimentos, estimulando o bem e esquecendo omissões no terreno da exigência individual.
Todos nós, encarnados e desencarnados, comparecemos no templo espírita no intuito de receber o concurso dos Mensageiros do Senhor; no entanto, os Mensageiros do Senhor esperam igualmente por nosso concurso, no amparo a outros, e a nossa cooperação com eles será sempre, acima de tudo, trabalhar e servir, auxiliar e compreender.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018


No Grupo Espírita
Emmanuel

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.
Jesus (Mateus, 18:20).

Compreendendo-se que cada obreiro da seara espírita cristã se incube de tarefa específica, é forçoso indagar, de quando em quando, a nós mesmos, o que somos, no grupo de trabalho a que pertencemos:
Uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava?
Um companheiro assíduo às lições ou um assistente que, por desfastio, aparece de vez em vez?
Um amigo que compreende e ajuda ou um crítico inveterado que tudo complica ou desaprova?
Um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena?
Um enfermeiro consagrado ao bem da comunidade ou um doente que deva ser tolerado e tratado pelos demais?
Um manancial de auxílio ou uma charneca deserta sem benefícios para ninguém?
Um apoio nas boas obras ou uma brecha para a influência do mal?
Uma planta frutífera ou um parasito destruidor?
Um esteio da paz ou um veículo da discórdia?
Uma bênção ou um problema?
Façamos semelhante observação e verificaremos, sem dificuldade, se estamos simplesmente na Doutrina Espírita ou se a Doutrina Espírita já está claramente em nós.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018



Indagações a nós mesmos
Maria Dolores

Que seremos na casa de nossa fé, em companhia daqueles que comungam conosco o mesmo ideal e a mesma esperança?
Uma fonte cristalina ou um charco pestilento?
Um sorriso que ampara ou um soluço que desanima?
Uma abelha laboriosa ou um verme roedor?
Um raio de luz ou uma nuvem de preocupações?
Um ramo de flores ou um galho de espinhos?
Um manancial de bênçãos ou um poço de águas estagnadas?
Um amigo que compreende e perdoa ou um inquisidor que condena e destrói?
Um auxiliar devotado ou um espectador inoperante?
Um companheiro que estimula as particularidades elogiáveis do serviço ou um censor contumaz que somente repara imperfeições e defeitos?
Um pessimista inveterado ou um irmão da alegria?
Um cooperador sincero e abnegado ou um doente espiritual, entrevado no catre dos preconceitos humanos, que deva ser transportado em alheios ombros, à feição de problema insolúvel?

Indaguemos de nós mesmos, quanto à nossa atitude na comunidade a que nos ajustamos, e roguemos ao Senhor para que o vaso de nossa alma possa refletir-lhe a Divina Luz.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018


Conjunto
Emmanuel

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo...”.
Jesus – João, (17:24).

“Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto; a terra espera; arai!”.
- Cap. XX, 40.

Num templo espírita-cristão, é razoável anotar que todo trabalho é ação de conjunto.
Cada companheiro é indicado à tarefa precisa; cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço, sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia.
Indispensável apagar-nos pelo brilho da obra.
Na aplicação da eletricidade, congregam-se implementos diversos, mas interessa, acima de tudo, a produção da força, e, no aproveitamento da força, a grande usina é um espetáculo de grandeza, mas não desenvolve todo o concurso de que é suscetível, sem a tomada simples.
Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral.
Orientando ou colaborando, em determinadas ocasiões, a realização mais importante que se nos pede é o esclarecimento temperado de gentileza ou a indicação paciente e clara da verdade ao ânimo do obreiro menos acordado, na edificação espiritual. Noutros instantes, a obrigação mais valiosa que as circunstâncias nos solicitam é o entendimento com uma criança, a conversa fraternal com um doente, a limpeza de um móvel ou a condução de um fardo pequenino.
Imprescindível, porém, desempenhar semelhantes incumbências, sem derramar o ácido da queixa e sem azedar o sentimento na aversão sistemática. Irritar-se alguém, no exercício das boas obras, é o mesmo que rechear o pão com cinzas.
Administrar amparando e obedecer, efetuando o melhor!...
Em tudo, compreender que o modo mais eficiente de pedir é trabalhar e que o processo mais justo de recomendar é fazer, mas trabalhar e fazer, sem tristeza e sem revolta, entendendo que benfeitorias e providências são recursos preciosos para nós mesmos. Em todas as empresas do bem, somos complementos naturais uns dos outros. O Universo é sustentado na base da equipe. Uma constelação é família de sóis. Um átomo é agregado de partículas.
Nenhum de nós procure destaque injustificável.
Na direção ou na subalternidade, baste-nos o privilégio de cumprir o dever que a vida nos assinala, discernindo e elucidando, mas auxiliando e amando sempre. O coração, motor da vida orgânica, trabalha oculto e Deus, que é para nós o Anônimo Divino, palpita em cada ser, sem jamais individualizar-se na luz do bem.