terça-feira, 6 de junho de 2017


Aborto

 

1 – Média de ocorrência de abortos no mundo

 

Cada ano:

2.000.028

 

Cada dia:

5.556

 

Cada mês:

166.667

 

2 – No mundo, o aborto é a quinta causa de morte de adolescentes. O aborto é a terceira causa de morte de mulheres grávidas no Brasil.

1.400.000 mulheres fazem aborto ilegal no nosso país.

 

3 – Causas do aborto:

a) mal formação do aparelho reprodutor;

b) uso de substâncias químicas;

c) processos obsessivos;

d) rejeições, conscientes e inconscientes, dos pais ou do Espírito reencarnante.

 

4 – O aborto terapêutico é indicado quando há risco à vida da mãe.

O Espiritismo ensina: “É preferível se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 359.

 

5 – O aborto é condenado porque há [...] “crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.” Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 358.

 

6 – “Todos tem direito à vida”. Constituição Brasileira, art. 5º.

 

7 – “O aborto é doloroso crime. Arrancar uma criança ao materno seio é infanticídio confesso. A mulher que o promove ou que venha a coonestar semelhante delito é constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma, predispondo-se geralmente a dolorosas enfermidades.” André Luiz: Ação e reação, cap. 15.

 

8 – São consequências do aborto: “metrite, vaginismo, metralgia, infarto uterino, tumoração cancerosa.” André Luiz: Ação e reação. Cap. 15, p. 268.

 

9 – As doenças decorrentes do aborto são flagelos que podem conduzir a mulher à desencarnação e, no plano espiritual, reconhecendo o ato abominável, através do remorso, reterá por tempo longo a degenerescência das forças genitais. André Luiz: Ação e reação, cap. 15, p. 268.

 

10 – “A mulher que corrompeu voluntariamente o seu centro genésico [pelo aborto] receberá de futuro almas que viciaram a forma que lhes é peculiar, e será mãe de criminosos e suicidas, no campo da reencarnação, regenerando as energias sutis do perispírito, através do sacrifício nobilitante”. André Luiz: Ação e reação, cap. 15, p. 268-269.

 

11 – Que consequências tem para o Espírito o aborto? “É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.” Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 357.

 

12 – Mortes por aborto no Brasil em jovens de 10 a 19 anos de Idade

 
1 dia: 6 jovens

 
1 mês: 180 jovens

 
1 ano: 2.180 jovens.

 

Programa Fundamental • Módulo XV • Roteiro 3

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

segunda-feira, 5 de junho de 2017


Casa de Eurípedes no Mundo Maior

 

Quando o sr. Edem recebeu em Uberaba, pelo lápis mediúnico de Chico Xavier, a 16 de junho de 1984, afetuosa carta de sua progenitora, D. Noêmia Natal Borges, prima de Eurípedes Barsanulfo, não esperava que, juntamente com notícias mais ligadas ao seu reduto familiar, ela trouxesse amplo noticiário da grande família “euripidiana” já domiciliada no Plano Espiritual.

De fato, além dos consanguíneos, existe imensa família de corações, encarnada e desencarnada, gravitando em torno do missionário sacramentano que se doou à Humanidade, num apostolado de amor dos mais expressivos. Pois, em suas múltiplas funções: de destacado homem público, como jornalista e vereador; de emérito professor, com inovações pedagógicas avançadas para a época, aplicadas no Colégio Allan Kardec, que ele fundou em 1907; e de dedicadíssimo espírita, atuante em várias áreas, como orador, doutrinador e especialmente médium, dotado de várias faculdades, destacadamente a de cura - ele soube exemplificar a fé viva, o trabalho perseverante e a caridade sem limitações.

E bem sabemos, suas atividades no Mais Além continuam, invariáveis, desde a sua desencarnação, em 1918.

Não é de estranhar, portanto, que a “Casa de Eurípedes”, localizada no Mundo Maior, conforme descrição da mensagem que transcreveremos a seguir, seja uma imensa instituição, “de extensão difícil de ser mostrada com frases terrestres”, refletindo, naturalmente, a extensão de recursos espirituais que irradiam desse tão querido servidor de cristo:

 

Meu querido Edem,

Deus nos abençoe.

Agradeço a sua bondade filial, tendo a obtenção de notícias minhas.

Continuo melhorando, com calma e fé viva em Deus. A morte ou a separação do corpo pesado, quando se tem a consciência tranquila é semelhante ao entardecer, sem nuvens.

Sabia, de antemão, que não precisava temer visões terrificantes e nem dificuldades sem recursos para transpô-las. A prece foi para mim uma luz e uma bênção.

De certo, o coração materno parecia rebentado pelas saudades, que começavam a invadir as minhas forcas. Ainda assim, as saudades não conseguiram destruir a minha paz e consegui dormir no grande sono, agradecendo a Deus sem lamentações a vida simples de mãe que eu tivera.

Os filhos eram a minha riqueza, o tesouro íntimo que eu transportaria comigo para a existência nova. Os braços vigorosos de parentes e amigos me sustentaram, para que o magnetismo do corpo inerme não me influenciasse com apelos inúteis e pude repousar realmente, procurando embora identificar aqueles rostos amigos que me sorriam.

Notei instintivamente que não me cabia esforçar-me em demasia e deixei-me conduzir pelas afeições queridas que me acolhiam com tanto amor. Creio que se não fosse a bênção do sono reparador de que me vi beneficiada, não teria forças para me afastar da família que morava e continua morando em meu coração.

Gastei alguns dias, segundo imagino, para acordar, de todo, com bastante lucidez e fui informada de que estava admitida à Casa de Eurípedes, onde cada coração dispõe de espaço suficiente para aprender e renovar-se. Ali reencontrei a querida vovó Meca, o pai Manoel, a Eulice, a Mariquinhas, o Homilton, e quanta gente, meu Deus, que me lembrava o tempo em que perguntava pelos desencarnados queridos sem resposta.

Não sei como descrever a moradia de nosso querido Eurípedes, porque numa extensão difícil de ser mostrada com frases terrestres, ali se dividem o Lar, a Escola, o Hospital, o Recinto da Oração e os Parlatórios para diálogos entre os residentes e os visitantes à procura de orientações, incluindo os amigos ainda encarnados que chegam até nós em transitório desdobramento para receberem instruções que conseguem guardar de memória, quando despertam no mundo, como intuições e lembranças que muitos consideram fantasia.

Ali, numa união fraterna em que se entrelaçam os nossos melhores sentimentos, estavam Amália Ferreira, Maria da Cruz, Maria Duarte, Sinhazinha Cunha, e outras muitas companheiras de ideal e trabalho, cuja companhia nos facilita o aprendizado do amor verdadeiro.

Dentre os mais novos companheiros recém-chegados, destaco a Corina, em preparativos para novas atividades na benemerência do ensino; o Ismael, do Alcides, comprazendo-se em acompanhar a mãezinha e a esposa, os filhos e descendentes com o amor que lhe conhecemos; o Jerônimo, sempre atraído para as boas obras de Palmelo; a Edalides, ainda presa a São Carlos: e muitos outros amigos do bem que, unidos, nos inspiram a felicidade de crer no amor fraterno e no trabalho sem qualquer idéia de recompensa.

Como observa, estou a me renovar, porquanto, não mais confinada ao círculo doméstico, posso retornar aos meus ideais de natureza superior, na procura de conhecimentos novos. Isso não me faz esquecida do afeto e do carinho familiar. A nossa querida Sílvia Regina e os netos Fabiano, Fabíola e Edem Junior, para eu referir unicamente ao seu lado, estão em meu íntimo como sempre.

Meu filho, continue acreditando na eficácia do bem e não admita o mal em suas cogitações de homem correto.

Não devo alongar-me. Por isso mesmo, por seu intermédio, deixo a todos os que nos fazem familiares e amigos as minhas muitas lembranças, pedindo ao seu carinho receber o carinho imenso da sua mamãe

Noêmia.

Noêmia Natal Borges.

 

NOTAS E IDENTIFICAÇÕES

 

1 - Edem - Edem Araújo Borges, farmacêutico, residente na Praça Comendador Quintino, 31, em Uberaba, Minas.

2 - Vovó Meca - Meca era o apelido familiar de Jerônima Pereira de Almeida (Sacramento, MG, 11/10/1859 – 29/1/1952), mãe de Eurípedes Barsanulfo. Na verdade, tia de Noêmia, mas nos últimos tempos de sua vida física era chamada por quase todos, carinhosamente, de vovó Meda.

3 - Pai Manoe - Trata-se, provavelmente, do Dr. Manoel Soares, grande colaborador do Grupo Espírita Esperança e Caridade, de Sacramento, como médium receitista e psicofônico. Sete meses após sua desencarnação ocorrida em Sacramento, a 19/11/1937, enviou bela carta ao seu filho Labieno, pelo médium Xavier, em Pedro Leopoldo, MG, a qual integra o livro Enxugando Lágrimas (F.C. Xavier, Espíritos Diversos, Elias Barbosa, IDE,Cap.9.)

4 - Eulice - Eulice Dillan, irmã de Eurípedes, desencarnada em 1928.

5 - Mariquinhas - irmã de Eurípedes, desencarnada em 1971. 

6 - Homilton - Jornalista, poeta, professor e orador, Homilton Wilson foi um dos mais destacados irmãos de Eurípedes. Espírita dinâmico, muito colaborou com o Grupo Espírita Esperança e Caridade e com o Colégio Allan Kardec, do qual foi diretor e professor. Desencarnou no Rio de Janeiro, em 1971.

7 - Amália Ferreira - Amália Ferreira de Mello (Sacramento, MG, 1888-1963) foi devotada secretária de Barsanulfo por muitos anos e co-fundadora do Lar de Eurípedes. É um dos autores espirituais do livro Reencontros (F.C. Xavier, Espíritos Diversos, H.M.C. Arantes, IDE, Cap. 13 e 14).

8 - Maria da Cruz - Dedicada seareira, foi pioneira da Campanha do Quilo em Sacramento e co-fundadora do Lar de Eurípedes. Desencarnada em 1965. Biografada no Anuário Espírita 1975, p.109.

9 - Maria Duarte - Mais conhecida por D. Cota, foi contemporânea de Barsanulfo.

10 - Sinhazinha Cunha - Eurídice Cunha, mais conhecida por Sinhazinha, irmã de Eurípedes, desencarnada em 1963.

11 - Corina - Professora, jornalista e escritora, Corina Novelino (1912-1980) sempre revelou grandes virtudes que caracterizam um espírito missionário. Co-fundadora e diretora do Lar de Eurípedes, também dirigiu, por longos anos, o Colégio Allan Kardec, de Sacramento. Em 1957, psicografou o livro Escuta, Meu filho, de Aura Celeste, e, em 1978, terminou o seu grande trabalho de pesquisa: Eurípedes - o Homem e a Missão (Ed. IDE), obra fartamente documentada e ilustrada. Foi biografada no Anuário Espírita 1981 e em Grandes Vultos do Espiritismo (Paulo A. Godoy, FEESP, S.Paulo, SP).

12 - Ismael, do Alcides - Ismael Vilela, filho do casal Elith Irani Vilela (irmã de Barsanulfo) e Alcides Vilela.

13 - Jerônimo - Jerônimo Cândido Gomide, mais conhecido por Jerônimo Candinho (1888-1981), foi aluno e discípulo de Eurípedes. Fundou em Goiás, a cidade espírita de Palmelo, que concentra suas atividades em torno de várias obras assistenciais e culturais, especialmente os trabalhos de cura do Centro Espírita Luz da Verdade (Anuário Espírita 1983, p. 189.)

14 - Edalides, ainda presa a São Carlos - Edalides Milan de Rezende, virtuosa irmã de Barsanulfo, desencarnou em São Carlos, SP, a 03/3/1984, três meses antes do recebimento dessa carta. (Anuário Espírita 1985, p. 143.)

15 - Silvia Regina - Esposa de Edem Araújo Borges. Fabiano, Fabíola e Edem Junior são os filhos do casal.

16 - Noêmia Natal Borges - (03-11-1907/18-9-1982). Filha de Olímpio Cassimiro de Araújo (irmão de Hermógenes Ernesto de Araújo, “Vô Mogico”, progenitor de Barsanulfo) e Cassimira Maria de Jesus. Desencarnada, aos 74 anos, deixou viúvo Manoel Borges de Oliveira. Seu filho Edem prestou-nos o seguinte depoimento, em carta de 21/6/86: “No momento em que recebi a carta mediúnica de Mamãe Noêmia, me senti bastante sensibilizado. Ela foi uma pessoa muito compreensiva, conformada e humilde, dedicando toda sua existência ao próximo, principalmente aos familiares, fazendo jus ao lugar que ocupa na Espiritualidade. Dentro dos recursos de que era possuidora, sempre se dedicou profundamente ao Espiritismo.”

 

VOZES DA OUTRA MARGEM

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS

domingo, 4 de junho de 2017

Corações venerados

Reunião pública de 10-11-61 1ª Parte, cap. XI, item 12
À medida que os anos terrestres te alongam a experiência, registras, com mais intensidade, na câmara da memória, a presença dos que partiram.
Ah! Os mortos que te guiaram ao bom caminho!... São eles as vozes do passado que te chegam, puras ao coração. Lembram-te o berço perdido, junto às maternas canções que te embalavam para o repouso, os ensinamentos do lar que te guardavam a meninice, o carinho dos irmãos que beijavas na alegria transparente da infância, o sorriso dos mais velhos que te abençoavam em oração!... Falam-te dos passos cambaleantes da idade tenra, das primeiras garatujas que traçaste na escola, dos afetos da juventude, dos laços inolvidáveis dos quais te despediste, chorando, na hora extrema!...
*
Não te rendas, contudo, ao desespero, se o frio da ausência parece constituir a única resposta da vida aos anseios que te fluem da inquietação.
Deixa que a prece te converta o espinheiral da saudade em jardim de esperança, porque todos eles, os corações venerados que te precederam no portal da grande sombra, aguardam-te jubilosos, no imenso país da luz.
Entretanto, para que lhes partilhes o banquete de paz e amor, é necessário perlustres a senda de trabalho e abnegação que te abriram aos pés.
Abraça-lhes o exemplo de sacrifício com que te iluminou o entendimento e pede-lhes para que te inspirem à caminhada.
Não temas, sobretudo, o avanço das horas.
O tempo que traz o inverno cinzento e triste é o mesmo que acende os lumes e ostenta as flores da primavera.
*
A existência, no plano físico, é comparável à travessia de grande mar.
O corpo é a embarcação.
A morte é o porto de acesso a lides renovadoras.
Tudo o que fazes segue à frente de ti, esperando-te, além, na estação de destino.
Vive, assim, a realizar o melhor que puderes, de vez que, se te consagras ao bem, em verdade não fugirás à passagem da noite, mas todos aqueles que, um dia, te conduziram ao bem ser-te-ão novas luzes no instante do alvorecer.



 
Francisco Cândido Xavier
 
Justiça Divina
 
Estudos e dissertações em torno da obra
“O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel



 
12. Mas aqui reponta uma outra dificuldade. Se as almas bem-aventuradas não podem deixar a mansão gloriosa para socorrer os mortais, por que invoca a Igreja a assistência dos santos que devem fruir ainda maior soma de beatitude? Por que aconselha invocá-los em casos de moléstia, de aflição, de flagelos? Por que razão e segundo essa mesma Igreja os santos e a própria Virgem aparecem aos homens e fazem milagres? Estes deixam o céu para baixar à Terra; entretanto os que estão menos elevados não o podem fazer!
1ª Parte, cap. XI, item 12º O Céu e o Inferno, Allan Kardec.

sábado, 3 de junho de 2017


Mensagem de André Luiz

 

A VIDA não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.

 

O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.

 

Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.

 

Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.

 

Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração!

 

É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna!

 

É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...

 

Seria extremamente infantil a crença de que o simples ‘baixar do pano’ resolvesse transcendentes questões do Infinito.

 

Uma existência é um ato.

Um corpo – uma veste.

Um século – um dia.

Um serviço – uma experiência.

Um triunfo – uma aquisição.

Uma morte – um sopro renovador.

 

Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

 

E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!

 

Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!

 

É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira – ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas. (...)

 

XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz.

sexta-feira, 2 de junho de 2017


FELICIDADE DIFÍCIL

 

 

 

O perdão autêntico é semelhante a uma luz que se acende no escuro da incompreensão e da intolerância, descortinando novos caminhos na construção da paz e da alegria.

Herança de amor que o Mestre nos legou, o perdão desarma todas as investidas do ódio, impedindo o avanço da violência.

Quem perdoa incondicionalmente, demonstra superioridade moral, porquanto sabe que o ofensor desconhece as consequências infelizes que o esperam.

Os que não perdoam, trazem o coração carregado de aflições e dúvidas, amarguras e temores, porque o Ressentimento é um dos maiores entraves à tranquilidade da alma.

Perdoar é harmonizar-nos com a vida, permitindo que apenas o bem nos influencie o destino.

Não tenhamos nada contra ninguém e façamos o possível para não ferir os outros.

Sejamos felizes, compreendendo e perdoando aqueles que, somente à custa de duros e repetidos reveses, aprenderão por sua vez que para quem não se dispõe a perdoar e compreender, a felicidade se lhes faz muito difícil.

Odilon Fernandes

 

quinta-feira, 1 de junho de 2017


Na Boa Luta

Emmanuel

 

A seara do bem que Jesus nos descortina se revela por trabalho árduo, com alicerces no espírito de equipe. Serviço de confraternização e apoio mútuo em que os tarefeiros, de corações interligados e mãos unidas, são convocados a duro labor, começando no burilamento de si mesmos.

À face disso, cada núcleo de atividade espírita evidenciando-se na condição de posto avançado do Cristianismo redivivo, há de ser, por força de suas próprias finalidades, um campo de peleja moral, onde os lidadores atuam, armados com recursos da alma, quais sejam o entendimento e a tolerância, a bondade e a paciência, a humildade e a abnegação, baseados no amor que o Cristo nos legou.

Ponderemos, quanto a isso, e reconheçamos a nossa obrigação de trabalhar pelo bem para que se faça, em toda parte, o bem de todos. Lavrar o solo do espírito com os instrumentos do estudo, semear a compreensão, difundir os valores humanos, exemplificar lealdade aos compromissos esposados na oficina de elevação, espalhar para os outros, tanto quanto possível, as bênçãos do Senhor.

Justo que nessas linhas de batalha espiritual apareçam ocorrências menos felizes. De quando em quando, companheiros caem alvejados por inimigos da luz, através das brechas que eles mesmos formaram, requisitando amparo urgente na retaguarda; muitos recuam assustados, ao observarem a extensão da obra a fazer; outros exigem férias ou licenças indefinidas, receando obstáculos; e outros, ainda, fogem amedrontados, ante os riscos da luta.

Em favor de todos, Jesus Cristo, o Supremo Comandante das Hostes do Bem, promove e promoverá sempre o socorro adequado, nas condições precisas; entretanto, a fim de compreendermos nossas próprias dificuldades, recordemos que, no grupo constituído por ele mesmo, Jesus, nos primeiros dias do Evangelho, conquanto a equipe se erigisse tão somente com doze companheiros, não faltaram problemas e desarmonias, negações e deserções.

Reflitamos nisso e, aceitando as nossas responsabilidades de trabalhar e servir, estejamos com o Divino Mestre, nas provas e aflições da frente, seguindo para a frente.

 

EDUCANDÁRIO DE LUZ

 

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER