sexta-feira, 7 de outubro de 2016


I

 

Com os jovens do cotidiano, não lhes estranhes as expressões sentimentais quando semelhantes explosões venham a ocorrer. Não devemos desconhecer que a juventude na Terra é um caminho difícil de transitar.

 

II

 

São tantas e tamanhas as pedras da estrada que mais vale a serenidade em qualquer julgamento, porquanto, essa ou aquela apreciação nos momentos delicados, quase sempre, nos arrojam a opiniões precipitadas e imprudentes.

 

III

 

A vida não cessa de trazer-nos novas lições.

 

IV

 

O amor vence a morte.

A fé alivia a dor.

 

V

 

Contemos com a proteção de Jesus e com os calmantes do tempo.

 

VI

 

Muita gente mostra madureza por fora, no entanto, conserva a infantilidade por dentro.

 

VII

 

Somos jardineiros, colhendo rosas no espinheiral, semeadores compelidos a tolerar a lama do solo para que a nossa lavoura produza para o bem e, operários da luz, constrangidos a suportar o assédio da sombra, para que a nossa tarefa se faça proveitosamente cumprida.

 

VIII

 

Recebamos as pessoas difíceis de nossa estrada na condição de instrumentos de nossa própria melhoria.

 

IX

 

Sei que a dor e a desilusão, de quando em quando, varrem a paisagem de nossa vida, arrebatando-nos flores preciosas que nos prometiam alegria e elevação...

Compreendo quanta aflição nos assalta em semelhantes lances da existência, contudo, é necessário nos sintamos resguardados na calma e na perseverança no bem.

 

X

 

Emergimos do passado com lutas enormes por vencer.

 

XI

 

A jornada para a Vida Superior é qual se fosse grande assembleia de viajores que começam juntas elevado empreendimento, é a integração com Jesus.

No primeiro instante, muita gente...

Nas primeiras horas, festividade e júbilo, afirmações e promessas...

Depois, a caravana escasseia em quantidade...

Só a qualidade persevera...

E ante as inquietações e responsabilidades que se aliam ao regozijo fácil, permanecem apenas aqueles que fazem da Cruz do Divino Mestre o motivo central da vida, peregrinando com firmeza e fidelidade ao encontro da própria redenção.

 

XII

 

Para vencer os obstáculos da estrada que se nos descerra ante os nossos objetivos de elevação, é preciso servir sem desanimar e compreender sem exigência.

 

XIII

 

Confiemos no Cristo a fim de que o Cristo confie em nós.

 

XIV

 

A vitória espiritual no Plano Físico reclama o esquecimento de toda sombra, para que a luz não nos encontre inabordável.

 

XV

 

Em qualquer dificuldade, asilemos o pensamento na oração. Ante a luz da prece, os problemas se reduzem e a paz triunfa.

 

XVI

 

Sigamos com firmeza na realização de nossos ideais, mas sem pressa.

 

XVII

 

Por agora, nossa peregrinação na Terra árida não consegue divisar o esplendor da meta...

Há muita neblina de inquietação e ansiedade, entre nós...

Apesar disso, caminhemos...

 

XVIII

 

Saudade é anseio sem ser angustia, sede espiritual sem ser desespero.

 

XIX

 

Não existe problema sem razão.

Não existe grande sofrimento cujas causas não se entrelacem à distância.

 

XX

 

Em conjunto adquirimos débitos que, no conjunto, sob o nome de família, devemos ressarcir.

 

XXI

 

Atendamos às exigências das provas inevitáveis, recebendo na dor a presença de uma instrutora necessária.

 


XXII

 

Realizaremos o melhor, oferecendo o melhor de nós mesmos aos companheiros mais necessitados do que nós; que nos esperam no caminho em que transitamos.

 

XXIII

 

O serviço de nosso próprio burilamento íntimo é obra essencial que nos cabe realizar. E esse trabalho não pode ser efetuado se não na oficina da adversidade, em cuja forja de tentação e sofrimentos, problemas e lutas consolidamos a nossa fé.

 

XXIV

 

Tenhamos o espírito em dia com o entendimento e a paciência.

Todas as sombras se desfarão. E a desarmonia é comparável à nuvem que acaba sempre por dissolver-se ao toque da energia solar.

 

XXV

 

Nas boas obras, a questão mais grave se resume no verbo-continuar, de vez que é difícil, pois, em qualquer obra digna, consagrada à beneficência, tão logo começada, aparecem os espinhos e problemas.


XXVI

 

Onde estivermos necessitamos de amor para compreender, paciência para servir sem reclamar, humildade para construir e coragem para aceitarmos os desígnios da Vida Superior, a fim de que a paz possível nos fortaleça.

 
XXVII

 

Surgem para nós, na Terra, problemas e questões, comparáveis à sombra. E compreendamos que dentro da noite, qualquer movimentação é difícil.

Por mais acendamos a lâmpada, com a luz de nossas possibilidades reduzidas, há sempre trevas por todos os lados, desfavorecendo-nos a visão.

A alvorada de um novo dia, porém, chegará sempre.

 

XXVIII

 

 Tolere com paciência as desilusões e os desencontros da caminhada.

Não desanime, nem desfaleça. Os homens são os homens, mas Jesus é o nosso Divino Mestre.

 

XXIX

 

A distância faz a separação e a separação traz o sofrimento.

A saudade de alguém segue para o coração desse alguém, com endereço exato, através das ondas que evoluem de alma para alma.

 

XXX

 

Correm os dias, multiplicam-se as experiências, surgem provações, mas o amor é inalterável.

 

 

 

XXXI

 

A plantação de valores para a Vida Espiritual será realmente regada a suor e lágrimas se pretendemos obter a sublimação no campo íntimo.

 

XXXII

 

Nos trechos espinhosos do caminho a seguir, procuremos servir e saibamos pensar.

 

XXXIII

 

No Mais Além igualmente, há dificuldades, enganos, desacertos e inibições, mas é preciso continuar trabalhando para conquistar o triunfo sobre nós mesmos...

 

XXXIV

 

Com a esperança, as águas caminham para a vastidão das grandes águas e, através dela, avançamos do berço para as experiências maiores.

 

XXXV

 

Esmorecer é dificultar ou perder.

 

XXXVI

 

O perigo no caminho que fomos chamados a trilhar é aquele das companhias menos desejáveis que, habitualmente nos alteram os propósitos e os pensamentos, sem que tenhamos imediata consciência de sua influenciação.

 

XXXVII

 

Quanto mais intenso se nos fizer o esforço de agir, segundo os ensinamentos de Jesus, mais ampla assistência receberemos de Jesus para a concretização de nossos projetos.

 

XXXVIII

 

 Não nos encontramos reunidos por acaso nas ações e provações da atualidade...

O Hoje é um eco do Ontem...

 

XXXIX

 

Quantos dissabores serão evitados com a medicação preventiva da prece!...

 

XL

 

O exemplo nobre é o capítulo mais luminoso no livro de nossa vida...

PINGO DE LUZ

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITO DE CARLOS AUGUSTO

quinta-feira, 6 de outubro de 2016


Aproveite o Ensejo

André Luiz

 

Não é o companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata, É aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio peito.

Não é o irmão cheio de entendimento evangélico que reclama suas atenções inadiáveis.

É aquele que ainda não conseguiu eliminar a víbora da malícia do campo do coração.

Não é o amigo que marcha em paz, na senda do bem, quem solicita seu cuidado insistente. É aquele que se perdeu no cipoal da discórdia e da incompreensão, sem forças para tornar ao caminho reto.

Não é a criatura que respire no trabalho normal que requisita socorro urgente. É aquela que não teve suficiente recurso para vencer as circunstâncias constrangedoras da experiência humana e se precipitou na zona escura do desequilíbrio.

É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso. É indiscutível, porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Escamas

“E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista.” - (Atos, 9:18.)
A visita de Ananias a Paulo de Tarso, na aflitiva situação de Damasco, sugere elevadas considerações.
Que temos sido nas sombras do pretérito senão criaturas recobertas de escamas pesadas sob todos os pontos de vista? Não somente os olhos se cobriram de semelhantes excrescências. Todas as possibilidades confiadas a nós outros hão sido eclipsadas pela nossa incúria, através dos séculos. Mãos, pés, língua, ouvidos, todos os poderes da criatura, desde milênios permanecem sob o venenoso revestimento da preguiça, do egoísmo, do orgulho, da idolatria e da insensatez.
O socorro concedido a Paulo de Tarso oferece, porém, ensinamento profundo. Antes de recebê-lo, o ex-perseguidor rende-se incondicionalmente ao Cristo; penetra a cidade, em obediência à recomendação divina, derrotado e sozinho, revelando extrema renúncia, onde fora aplaudido triunfador. Acolhido em hospedaria singela, abandonado de todos os companheiros, confiou em Jesus e recebeu-lhe a sublime cooperação.
É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias, não lhe cura senão os olhos, restituindo-lhe o dom de ver. Paulo sente que lhe caem escamas dos órgãos visuais e, desde então, oferecendo-se ao trabalho do Cristo, entra no caminho do sacrifício, a fim de extrair, por si mesmo, as demais escamas que lhe obscureciam as outras zonas do ser.
Quanto lutou e sofreu Paulo, a fim de purificar os pés, as mãos, a mente e o coração?
Trata-se de pergunta digna de ser meditada em todos os tempos. Não te esqueças, pois, de que na luta diária poderás encontrar os Ananias da fraternidade, em nome do Mestre; aproximar-se-ão, compassivos, de tuas necessidades, mas não olvides que o Senhor apenas permite que te devolvam os olhos, a fim de que, vendo claramente, retifiques a vida por ti mesmo.
 
Francisco Cândido Xavier
Vinha de Luz
3o livro da Coleção “Fonte Viva”
(Interpretação dos Textos Evangélicos)
Ditado pelo Espírito
Emmanuel

terça-feira, 4 de outubro de 2016


Resposta em Jesus

 

 

Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a resposta em Jesus.

Para o sarcasmo a resposta é caridade em forma de silêncio.

Para a calúnia a resposta é caridade em forma de perdão.

Para o egoísmo a resposta é caridade em forma de renúncia.

Para o fanatismo a resposta é caridade em forma de tolerância.

Para a ingratidão a resposta é caridade em forma de esquecimento.

Para a preguiça a resposta é caridade em forma de trabalho.

Para a tentação a resposta é caridade em forma de resistência.

Para a ignorância a resposta é caridade em forma de educação.

Para a violência a resposta é caridade em forma de brandura.

Para o crime a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas da delinquência.

Para as trevas a resposta é caridade em forma de luz.

Para todos os processos de atividade inferior a resposta é caridade em forma de auxílio à criação do melhor.

Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do Bem.
 
PERANTE JESUS
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
EMMANUEL

segunda-feira, 3 de outubro de 2016


Paz

Se provações te afligem,
Deus te concede Paz.

Se o cansaço te pesa,
Deus te sustenta a paz.

Se te falta a esperança,
Deus te acrescente a paz.

Se alguém te ofende ou fere,
Deus te renove em paz.

Sobre as trevas da noite,
O Céu fulgura em paz.

Ama, serve e confia.
Deus te mantém a paz.

Emmanuel

 

Do livro: Recanto de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 2 de outubro de 2016


Nos embates políticos

Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos. O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para o mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.
 
“Nenhum servo pode servir a dois senhores”. — Jesus. (LUCAS, 16:13.)

 

Conduta espírita

(André Luiz) Waldo Vieira