sábado, 6 de agosto de 2016


Obstáculos


Diante dos obstáculos, fazer o melhor e seguir para a frente.

Sempre desapontamos alguém e sempre alguém nos desaponta.

Assim como nem todos podem habitar o mesmo sítio, nem todos conseguem partilhar as mesmas ideias.

Nunca explodir, gritar, irar-se ou desanimar e sim trabalhar.

Depois de um problema, aguardar outros.

O erro ensina o caminho do acerto e o fracasso mostra o caminho da segurança.

Toda realização é feita pouco a pouco.

Nos dias de catástrofe, nada de cólera ou de acusação contra alguém, e sim a obrigação clara de repormos o comboio do serviço nos trilhos adequados e seguir adiante.

Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremetidas do mal.

Plantar o bem, através de tudo e de todos, por todos os meios lícitos ao nosso alcance, compreendendo que, se em matéria de colheita Deus pede tempo ao homem, o homem deve entregar o tempo a Deus.

 

 Francisco Cândido Xavier

Sinal Verde

Pelo Espírito

André Luiz

sexta-feira, 5 de agosto de 2016


Julgamentos

 

Se alguém te surge em erro

Tranquiliza-te e cala.

Não sabes o princípio

Dos fatos que registras.

 

Quanta dor na criatura

Antes de haver caído!...

Se vês a falta alheia,

Usa a misericórdia.

 

Virtude que condena

É orgulho disfarçado.

Hoje, podes julgar...

Amanhã, ninguém sabe.

 

Emmanuel

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Desertores

Reunião pública de 13/5/60 Questão nº 220 - Parágrafos 1º, 2º e 3º
Médiuns desertores não são apenas aqueles que deixam de transmitir com fidelidade sinais e palavras, avisos e observações da Esfera Espiritual para a Esfera Física.
De criatura a criatura flui a corrente da vida e todos nós, encarnados e desencarnados de qualquer condição, estamos conclamados a lutar pela vitória do Bem Eterno.
Desertores são igualmente:
Os que armazenam o pão, sem proveito justo, convertendo cereais em cifrões vazios;
Os que pregam virtudes religiosas e sociais, acolhendo-se em trincheiras de usura;
Os que fecham escolas, escancarando prisões;
Os que transformam as chaves da Ciência em gazuas douradas;
Os que levantam casas de socorro, desviando recursos que deveriam ser aplicados para sanar as dores do próximo;
Os que exterminam crianças em formação, garantindo a impunidade, no silêncio das próprias vítimas;
As mães que, sem motivo, emudecem as trompas da vida no santuário do próprio corpo, embriagando-se de prazeres que vão estuar na loucura;
Os que aviltam a inteligência, vendendo emoções na feira do vício;
Os que se afogam lentamente no álcool;
Os que matam o tempo para que o tempo não lhes dê responsabilidade;
Os que passam as horas censurando atitudes de outrem, olvidando os deveres que lhes competem;
Os que andam no mundo com todos os desejos satisfeitos;
Os que não sentem necessidade de trabalhar;
Os que clamam contra a ingratidão sem examinar os problemas dos supostos ingratos;
Os que julgam comprar o céu, entregando um vintém ao serviço da caridade e reservando milhões para enlouquecer os próprios descendentes, nos inventários de sangue e ódio;
Os que condenam e amaldiçoam, ao invés de compreender e abençoar;
Os que perderam a simplicidade e precisam de uma torre de marfim para viver;
Os que se fazem peso morto, dificultando o curso das boas obras...
Deserção! Deserção! Se trazemos semelhante chaga, corrigenda para nós!...
E se a vemos nos outros, compaixão para eles!...
 
Francisco Cândido Xavier
 
Seara dos Médiuns
 
Estudos e dissertações em torno da obra
“O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Fortaleza

“Sabendo que a tribulação produz fortaleza.” - Paulo. (Romanos, 5:3.
Quereis fortaleza? Não vos esquiveis à tempestade.
Muita gente pretende robustecer-se ao preço de rogativas para evitar o serviço áspero. Chegada a preciosa oportunidade de testemunhar a fé, internam-se os crentes, de maneira geral, pelos caminhos largos da fuga, acreditando-se em segurança. Entretanto, mais dia menos dia, surge a ocasião dolorosa em que abrem falência de si mesmos.
Julgam-se, então, perseguidos e abandonados.
Semelhantes impressões, todavia, nascem da ausência de preparo interno.
Esquecem-se os imprevidentes de que a tempestade possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar.
A tribulação é a tormenta das almas. Ninguém deveria olvidar-lhe os benefícios.
Quando a verdade brilhar, no caminho das criaturas, ver-se-á que obstáculos e sofrimentos não representam espantalho para os homens, mas sim quadros preciosos de lições sublimes que os aprendizes sinceros nunca podem esquecer.
Que seria da criança sem a experiência? que será do espírito sem a necessidade?
Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho.
É necessário que o homem, apesar das rajadas aparentemente destruidoras do destino, se conserve de pé, desassombradamente, marchando, firme, ao encontro dos sagrados objetivos da vida. Nova luz lhe felicitará, então, a esfera íntima, conduzindo-o, desde a Terra, à gloriosa ressurreição no plano espiritual.
Escutemos as palavras de Paulo e vivamo-las!
Ai daqueles que se deitarem sob a tempestade! Os detritos projetados do monte pelas correntes do aguaceiro poderão sufocá-los, arrastando-os para o fundo do abismo.



 
Francisco Cândido Xavier
 
Vinha de Luz
 
3o livro da Coleção “Fonte Viva”
(Interpretação dos Textos Evangélicos)
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Justiça e amor

Reunião pública de 9/10/59
*Questão nº 876
Sempre que te reportes à justiça, repara que Deus a fez assistida pelo amor, a fim de que os caídos não sejam aniquilados.
Terás contigo a lógica indicando-te os males e o entendimento inspirando-te o necessário socorro aos que lhes sofrem o assédio.
Onde passes, compadece-te dos vencidos que contemples à margem...
Muitos pranteiam as ilusões que lhes trouxeram arrependimento e remorso e muitos se levantam ainda sobre os próprios enganos, à maneira de trapezistas inconscientes, ensaiando o último salto ao precipício da morte.
Dir-te-ão alguns não precisarem de teu consolo, fugindo-te à presença, com receio da verdade que te brilha na boca, e outros, que descreram do poder renovador do trabalho, preferem rolar no vício, descendo, mais cedo, os degraus do sepulcro.
Além deles, porém, surgem outros... Os que desanimaram em plena luta, recolhendo-se ao frio da retaguarda, os que enlouqueceram de sofrimento, os que perderam a fé por falta de vigilância, os que se transviaram à mingua de reconforto e os que se abeiram do suicídio, tomados pelo superlativo do desespero.
Tentando dar-lhes remédio, ergue o mundo penitenciárias e hospitais, reformatórios e manicômios; no entanto, para ajudá-los, confere-te o Cristo a flama do amor no santuário do coração.
Todos esses padecentes da estrada têm algo para ensinar.
Os que tombam esmagados de aflição induzem-te ao serviço pelo mundo melhor, e os que se arrojam a monstruosos delitos falam, sem palavras, em louvor do equilíbrio de que dispões, auxiliando-te a preservá-lo.
Não permitas que a justiça de tua alma caminhe sem amor, para que se não converta em garra de violência.
Ao pé dos maiores celerados da Terra, Deus colocou mães que amam, embora esses filhos desditosos de sua bênção lhes transformem a vida em fonte de lágrimas.
Diante, pois, dos vencidos de todas as condições e de todas as procedências, não mostres desprezo, nem grites anátema.
Não lhes conheces a história desde o princípio e não percebes, agora, a causa invisível da dor que os degrada.
Ora e auxilia em silêncio, porque não sabes se amanhã raiará teu instante de abatimento e de angústia, e manda a regra divina façamos aos outros aquilo que desejamos nos seja feito.
Justiça sem amor é como terra sem água.
Recorda que o próprio Cristo, reconhecendo que os vencedores do mundo habitualmente se inclinam à vaidade – perigosa armadilha para quedas maiores –, preferiu nascer na palha dos que vagueiam sem rumo, viver na dificuldade dos menos felizes e morrer na cruz reservada às vítimas do crime e aos filhos da escravidão.



 
Religião dos Espíritos
Francisco Candido Xavier 
Estudos e dissertações em torno da obra
“O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec
 
Ditado pelo Espírito
Emmanuel



 
*876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra,
qual a base da justiça, segundo a lei natural?
 
“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que
quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu
Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um
deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como
deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância,
trate o homem de saber como quereria que com ele
procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro
do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”
Efetivamente, o critério da verdadeira justiça está em querer
cada um para os outros o que para si mesmo quereria e não
em querer para si o que quereria para os outros, o que absolutamente
não é a mesma coisa. Não sendo natural que haja quem
deseje o mal para si, desde que cada um tome por modelo o seu
desejo pessoal, é evidente que nunca ninguém desejará para o seu
semelhante senão o bem. Em todos os tempos e sob o império de
todas as crenças, sempre o homem se esforçou para que prevalecesse
o seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã está em
que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


 

MÉDIUNS  EM  AÇÃO


 

 

Artigo de compromisso

No Estatuto da Verdade:

- Quem não deseje serviço

Não busque mediunidade.  

Silveira Carvalho

 

 

Médium parece tomada

Que liga a força e se esquece;

Por si, não é a morada

Nem é a luz que aparece.  

Pedro Silva

 

 

Sessão de cinema é fita,

Cinza com fogo é borralho,

Mimosa é moça bonita,

Mediunidade é trabalho.  

Manoel Serrador

 

 

Os médiuns nascem às pencas,

Mas depois mostram mudança:

Querem clube das avencas,

Água fresca e vida mansa.  

Antonio de Barros

 

 

Mediunidade é uma escola

Com tarefas de oficina;

Da multidão que começa

Raro o aluno que termina.  

Jovino Guedes

 

 

A turma do “não tem jeito”

Roga médium sem labéu;

Entretanto, o homem perfeito

Já virou anjo no Céu.  

João Moreira da Silva

 

 

Médium que larga o dever

Conta sempre a mesma estória:

Diz que o trabalho que fez

Foi prodígio da memória.  

Lourenço Prado

 

 

 

Nas lutas em derredor,

Médium chamado a servir

Quando quer ser o maior,

Começa logo a cair.  

Jaks Aboab

 

 

Médium que não se consola

Que, em tudo, vê sombra e dor,

Assemelha-se à gaiola

Carregando o obsessor.  

Natal Machado

 

 

Dava passes João Faria

No sítio do próprio avô,

Ganhando na loteria,

Não mais deu passes, passou...  

Cornélio Pires

 

 

O médium que afronta o Além,

Orgulhoso e sabichão,

Entre os obreiros do bem,

É dose para leão.  

Lulú Parola

 

 

O médium, seja onde for,

Com bondade e disciplina,

É sempre apoio de amor

Da Providência Divina.  

Auta de Souza

 

 

 

Sorrir e Pensar

 Francisco Cândido Xavier (Autores Diversos)