domingo, 17 de julho de 2016

MISERICÓRDIA

Emmanuel



"Sede, pois, misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso"    Jesus-Lucas,6:36
 

A misericórdia será sempre compreensão e amor em todas as circunstâncias da vida.

Deixa que a misericórdia te ilumine o coração e segue em teu próprio caminho auxiliando sempre.

Compadece-te dos infelizes.

Não lhes conheces os problemas desde o princípio.

Compadece-te dos afortunados.

Desconheces que provações terão eles pela frente.

Compadece-te dos maus.

Eles ignoram as consequências dos próprios atos nos sofrimentos que os esperam.

Em todos os problemas do caminho que a Divina Providência te deu a percorrer, usa a misericórdia e acertarás.

sábado, 16 de julho de 2016



Lição de Fé


Coração, não te perturbes,
Se, em torno, há quem se desmande,
Se a luta surge tão grande,
Que tudo é aflição no ar...
Abraça os próprios deveres,
Acalma-te, serve e lida,
Que Deus, sustentando a vida,
Só nos pede confiar.

Olha os exemplos do campo,
Na noite de tempestade,
O solo é treva e ansiedade
Sob o granizo e bater;
Caem troncos, rolam penhas,
O raio quebra a montanha,
O lodo se desentranha,
É a gleba a se desfazer.

Escondem-se, furna em furna,
Os peregrinos da estrada,
Passarinhos na ramada
Lançam pios de oração;
Ouvem-se gritos selvagens,
É o vento brandindo o açoite,
Cortando as formas da noite
E uivando desolação.

Mas outro dia está pronto...
A madrugada vem vindo,
Um roseiral no céu lindo
É o jardim que o Sol produz;
O clarão cresce e se espalha,
A brisa afaga os caminhos,
Brilham copas, cantam ninhos,
Toda a Terra é um mar de luz.

Coração, assim também,
Depois da estrada de prova,
Eis que a vida se renova
Na esperança a ressurgir;
A bênção do amor renasce,
A alegria se proclama,
É Deus que te busca e chama
A novo e belo porvir.

Maria Dolores

Do livro: Recanto de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 14 de julho de 2016



TODOS PODEMOS

 

Nem todos revelamos grandezas, mas todos podemos cultivar humildade.


Nem todos demonstramos conhecimentos superiores, mas todos podemos estudar.

 
Nem todos conseguimos sustentar, economicamente, as boas obras, mas todos podemos efetuar essa ou aquela prestação de serviço.

 
Nem todos guardamos a competência ou o dom de curar, mas todos podemos, de um modo ou de outro, auxiliar aos nossos irmãos enfermos.

 
Nem todos estamos habilitados para mandar, mas todos podemos servir.
 
Nem todos somos heróis, mas todos podemos ser sinceros, justos e bons.
 
Nem todos nos achamos em condições de realizar muito no socorro aos que sofrem, mas todos podemos oferecer algo de nós, em favor deles.


Espíritas irmãos! Não alegueis indigências, pequenez, fraqueza, incapacidade ou ignorância para desertar do trabalho a que somos chamados.
 
Comecemos, desde agora, a edificação do Reino de Deus, em nós e em torno de nós, através do serviço que já possamos fazer.
 
Albino Teixeira

quarta-feira, 13 de julho de 2016


SAÚDE

 

A saúde é assim como a posição de uma residência que denuncia as condições do morador, ou de um instrumento que reproduz em si o zelo ou a desídia das mãos que o manejam.

A falta cometida opera em nossa mente um estado de perturbação, ao qual não se reúnem simplesmente as forças desvairadas de nosso arrependimento, mas também as ondas de pesar e acusação da vítima e de quantos se lhe associam ao sentimento, instaurando desarmonias de vastas proporções nos centros da alma, a percutirem sobre a nossa própria instrumentação.

Semelhante descontrole apresenta graus diferentes, provocando lesões funcionais diversas.

A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência.

É assim que, muitas vezes, a tuberculose e o câncer, a lepra e a ulceração aparecem como fenômenos secundários, residindo a causa primária no desequilíbrio dos reflexos da vida interior.

Todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.

Por outro lado, importa reconhecer que o relaxamento da nutrição constrange o corpo a pesados tributos de sofrimento.

Enquanto encarnados, é natural que as vidas infinitesimais que nos Constituem o veículo de existência retratem as substâncias que ingerimos.

Nesse trabalho de permuta constante adquirimos imensa quantidade de bactérias patogênicas que, em se instalando comodamente no mundo celular, podem determinar moléstias infecciosas de variegados caracteres, compelindo-nos a recolher, assim, de volta, os resultados de nossa imprevidencia.

Mas não é somente aí, no domínio das causas visíveis, que se originam os processos patológícos multiformes.

Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços.

Os reflexos dos sentimentos menos dignos que alimentamos voltam-se sobre nós mesmos, depois de convertidos em ondas mentais, tumultuando o serviço das células nervosas que, instaladas na pele, nas vísceras, na medula e no tronco cerebral, desempenham as mais avançadas funções técnicas; acentue-se, ainda, que esses reflexos menos felizes, em se derramando sobre o córtex encefálico, produzem alucinações que podem variar da fobia oculta à loucura manifesta, pelas quais os reflexos daqueles companheiros encarnados ou desencarnados, que se nos conjugam ao modo de proceder e de ser, nos atingem com sugestões destruidoras, diretas ou indiretas, conduzindo-nos a deploráveis fenômenos de alienação mental, na obsessão comum, ainda mesmo quando no jogo das aparências possamos aparecer como pessoas espiritualmente sadias.

Não nos esqueçamos, assim, de que apenas o sentimento reto pode esboçar o reto pensamento, sem os quais a alma adoece pela carência de equilíbrio interior, imprimindo no aparelho somático os desvarios e as perturbações que lhe são consequentes.

 

PENSAMENTO E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

terça-feira, 12 de julho de 2016


HUMILDADE

 

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surgem na alma humana doentios enquistamentos de sentimento, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinquência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia.

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.

 

PENSAMENTO E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

segunda-feira, 11 de julho de 2016


RENASCER

Emmanuel

 

Deplorável engano esperar alguém por nova reencarnação, a fim de melhorar-se. A entrada de nossa alma na luta humana é como que o ingresso do aluno do amor e da sabedoria, em novas fases de aprimoramento na grande escola da Terra.

 

E, se vemos a árvore renascer da semente, em trabalho metódico, e se observamos o tempo ressurgir, em cada novo dia, é fácil reconhecer a nossa privilegiada posição de criaturas conscientes, no círculo das possibilidades de renascimento espiritual em qualquer ocasião.

 

Se a vontade bem dirigida é a bússola de nossa embarcação no mar das provas edificantes, podemos, em verdade, renascer, cada hora...

 

Da incerteza para a confiança.

Do desalento para a coragem.

Da tristeza para a alegria.

Da fadiga para o bom ânimo.

Da sombra para a luz.

Do mal para o bem.

Da perturbação para o equilíbrio,

Da dor para a felicidade.

Da discórdia para a paz.

Da violência para a harmonia.

Do ruído para o silêncio.

Do ódio para o amor.

 

Renascimento de hoje, porém, indica a morte da véspera.

Se não aprendemos a ceder, em silêncio, apagando os nossos impulsos de dominação individualista, quando se cala a semente na cova escura, morrendo para reviver no pão que enriquece o celeiro, será sempre difícil a nossa renovação.

 

Usando o amor e a humildade, no clima do serviço incessante, encontraremos, cada dia, mil recursos de recomeçar a nossa jornada, com bases no Infinito Bem.

 

Cada qual de nós possui o tesouro do coração, do cérebro, do verbo, dos braços...

 

Se quisermos empregar semelhantes patrimônios, na transformação dos valores que nos cercam, convertendo a nossa fé em motivo de trabalho santificador, em todos os momentos da vida, permaneçamos convictos de que estamos no renascimento constante, a caminho da perfeição crescente, que nos outorgará o direito às mais vastas compensações da Vida Universal.

Do livro

UNIÃO EM JESUS

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

ESPÍRITOS DIVERSOS