sexta-feira, 6 de junho de 2014

Não desanimes




 
Não desanimes

 

Persiste mais um pouco.

Não cultives pessimismo.

Centraliza-te no bem a fazer.

Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.

Avança ainda que seja por entre lágrimas.

Trabalha constantemente.

Edifica sempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.

Não te impressione a dificuldade.

Convence-te de que a vitória espiritual é construção p/ o dia-a-dia.

Não desistas da paciência.

Não creias em realização sem esforço.

Silêncio para injúria.

Olvido para o mal.

Perdão as ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.

Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.

Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.

Não contes vantagens, nem fracassos.

Estuda buscando aprender.

Não te voltes contra ninguém.

Não dramatizes provocações ou problemas.

Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.

Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus te confiou.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.

Age auxiliando. Serve sem apego.

E assim vencerás.

André Luiz

Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier

 

quinta-feira, 5 de junho de 2014



Natércio e Raimundo Oliveira

 
Carta aos Inconformados

Um dos flagelos do mundo,
Em toda a atualidade,
É a ignorância dos homens,
No sentido da humildade.

Deu Jesus a cada qual
O bem de uma posição,
Mas, já ninguém se conforma
Com a sua própria expressão.

Todos querem o esplendor,
De um plano sempre melhor,
Mas, se esquecem seu dever,
Como alcançar um maior?...

Figuremos numa escada
A santa imagem da vida,
Cada qual tem seu degrau
Na luminosa subida.

No tempo amargo que passa,
Todo o mal do caminheiro
É conduzir com cuidado
O orgulho por companheiro.

Guiado pela injustiça,
Ouvindo a voz da ambição
O homem é o homem-lobo
Devorando o próprio irmão.

Pedia-se a Deus, outrora
O pão puro, sem labéu;
Mas o "pão nosso" de agora
É todo um arranha-céu.

Há tanto egoísmo nalma
De quem vive hoje na terra,
Que a mania das grandezas
Açula o monstro da guerra.

Os homens inconformados
São garras desse dragão,
Que espalha pelo caminho
Horror e desolação.

Essa ausência de humildade,
Com as suas inquietações,
Vai ensombrando o caminho
Dos povos e das nações.

O egoísmo gera o medo.
O medo elege o mais forte.
A força humilha o direito,
Conduzindo o mundo à morte.

Doravante, meu amigo,
Faze um novo compromisso,
Vive em tua posição,
Não farás melhor serviço.

Se teu irmão tem fortuna,
Poderes e autoridade,
Sua prova é mais difícil,
Ante o Senhor da Verdade.

Vês assim, porque Jesus
Em seus conceitos benditos,
Julgou bem-aventurados
Os humildes e os aflitos.

Casimiro Cunha

Do livro Cartas do Evangelho, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Caridade e Esperança


 
Caridade e Esperança

Lembra-te da esperança para que a tua caridade não se faça incompleta. Darás ao faminto não somente a côdea de pão que lhe mitigue a fome, mas também o carinho da palavra fraterna, com que se lhe restaurem as energias.

Não apenas entregarás ao companheiro, abandonado à intempérie, a peça que te sobra ao vestiário opulento, mas agasalhá-lo-ás em teu sorriso espontâneo, a fim de que se reerga e prossiga adiante, revigorado e tranquilo.

Não olvides a paciência divina com que somos tolerados a cada hora.

Qual acontece ao campo da natureza, em que o Sol mil vezes injuriado pela treva, mil vezes responde com a bênção da luz, dentro de nossa vida, assinalamos a caridade infinita de Deus, refazendo-nos a oportunidade de servir e aprender, resgatar e sublimar todos os dias.

Não te faças palmatória dos próprios irmãos, aos quais deves a compreensão e a bondade de que recebes as mais elevadas quotas do Céu, na forma de auxílio e misericórdia, em todos os instantes da experiência.

Não profiras maldição nem espalhes o tóxico da crítica, no obscuro caminho em que jornadeiam amigos menos ditosos, ainda incapazes de libertarem a si mesmos das algemas da ignorância.

Recorda que Jesus nos chamou à senda terrestre para auxiliar e salvar, onde muitos já desertaram da confiança no eterno bem.

Seja onde for e com quem for, atende à esperança para que o mundo conquiste a vitória a que se destina.

Aliviar com azedume é alargar a ferida de quem padece e dar com reprimendas é envolver o socorro em repulsivo vinagre de desânimo ou desespero.

À maneira de raio solar que desce à furna cada manhã, restaurando o império da luz, sem reclamação e sem mágoa, sê igualmente para os que te rodeiam a permanente mensagem do amor que tudo compreende e tudo perdoa, amparando e auxiliando sem descansar, porque somente pela força do amor alcançaremos a luz imperecível da vida.

XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Caridade. Araras, [SP]: IDE, 1978.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Paterno Amor


Luciana e Frederico Menezes
 
Paterno Amor

Na entrada do asilo,
Um homem robusto, jovem e tranquilo,
Apresentava o pai, um velho que contava
Oitenta e dois janeiros de existência,
À funcionária atenta que o ouvia...

Após sentá-lo num pequeno banco,
Falou à moça em tom seguro e franco:
-“ O velho já não sabe o que pensa ou o que diz,
A gritar e a gemer de exigência à exigência,
Formou de minha casa
Um recanto infeliz,
Cujo clima de luta é fogo que me arrasa.

Não quero ver meu filho
Crescendo com o avô inconveniente,
Quero-lhe a internação
De modo permanente.

Quanto custa a pensão?”
A moça respondeu indiferente:
-“ A pensão é de quatro mil cruzeiros
A serem pagos mensalmente”.

O senhor fez o cheque
Fazendo o pagamento da quantia
E depois de informar que voltaria,
Foi-se ao pai fatigado, explicando ao velhinho:
-“ Meu pai, aqui é a nossa casa de descanso
Terás aqui mais sossego e carinho,
Ao voltarmos da Europa
Virei buscar-te, imediatamente.”

O pranto deslizou sobre a face enrugada
E o velho respondeu em voz tremente:
-“ O que será, meu Deus? Que medonho empecilho!...
Estar aqui a sós, sem te encontrar, meu filho!...
E como agüentarei a falta de meu neto?
Não queria afastar-me de meu teto!...
Peço por Deus!... Não te demores
E vem logo buscar-me...”

O filho replicou, quase asperamente:
-“ Sem dúvida, meu pai, que podes esperar-me,
Mas não faças alarme...
Nada fará de mim um filho diferente;
Creio que ao fim do mês que vem,
Regressarei como convêm...”

Mas o moço partiu e nunca mais voltou,
E ante a expressão do velho, triste e amarga,
Notava-se que o filho ali se despedira
Como quem se desliga de uma carga,
Agindo alegremente.

O velhinho viveu por lá, três anos,
De saudade, de dor e desenganos
A esperar pelo filho desertor;
A fadiga alterara-lhe a memória,
Não sabia contar a própria história,
Declarava-se um rico possuidor
De terras e fazendas produtivas,
Mas entregara tudo ao filho sem amor.

Numa procuração,
Sem julga-lo capaz de alguma ingratidão,
E embora o filho lhe pagasse o asilo,
Sem questionar o preço,
Não lhe enviava notas de endereço...

Após trinta e seis meses de clausura,
O velhinho ralado de amargura,
Morreu clamando a falta da família...
O cadáver desceu à vala da indigência,
Por fim se lhe acabara a penosa existência.
Mas o tempo não para em parte alguma...

Quarenta anos passados,
De coração batido e passos retardados,
O homem que internara o esquecido velhinho,
Nota que a morte chega a cercar-lhe o caminho,
Poderoso senhor, não consegue expressar-se.

Sob qualquer disfarce,
Tomba, inerte, no leito,
E ante o infortúnio da separação,
Grita por Deus, quer vida e proteção,
Mas a morte o reclama... o corpo se lhe esfria...

Vê-se desencarnado, em noite atroz,
Terrível e sombria...
Chora quase sem voz,
Quando sente que alguém lhe toma o cérebro cansado,
E lhe diz brandamente:
-“ Filho do coração, não te aflijas, nem temas,
Acabaram-se agora os teus problemas;
Confia em Deus, não percas a esperança,
Acalma-te e descansa...”

E beijando-lhe os cabelos,
Dedos mostrando carinhosos zelos,
Exclamou com ternura:
-“ Agora, sim, achei minha ventura,
Eu sou teu pai!... Meu filho, estou aqui...
Amo-te agora, mais do que te amava,
E só Deus sabe a dor com que eu chorava
Com saudades de ti!...”

Maria Dolores

Do livro Coração e Vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier,

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sentenciados


 
Sentenciados

Com relação à pena de morte, sabendo-se que a morte não existe, no sentido da extinção da personalidade, não nos será lícito apoiá-la, de vez que estaríamos aplaudindo na comunidade uma atitude que reprovamos no indivíduo.



Em suma, nunca sanaremos um mal com outro mal.



Considerando-se, porém, a lei da evolução que nos preside os destinos, ante a Divina Justiça, é importante observar que temos na Terra milhões de sentenciados, como sejam:



os espíritos selvagens estão intimados a perderem, através de longas provações, a brutalidade a que ainda se apegam;


os analfabetos se encontram na obrigação de caminharem para as fontes da instrução;


os maus jazem indicados para longas incursões no sofrimento, a fim de aprenderem a ser bons;


os ingênuos fadados a muitos desenganos com o objetivo de adquirirem experiência;

 
os rebeldes reconhecer-se-ão encabrestados na fieira de obstáculos e frustrações consecutivos, de modo a alcançarem a luz da reflexão e da disciplina;


os ociosos, cronificados na inércia, estão marcados para imersões nos nevoeiros da penúria, a fim de compreender a felicidade e o privilégio do trabalho.



Atendendo-se aos princípios de causa e efeito que nos regem e sem anotarmos os problemas de lugar e tempo, dever e condição, até atingirmos a Espiritualidade Superior, todos nós estamos sentenciados a tarefas determinadas que o exame correto de nossas tendências nos demonstram quais são.

Emmanuel

Do livro Espera Servindo, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

domingo, 1 de junho de 2014

Serve sem Apego


Merlânio Maia (Agenda na mão)
 
Serve sem Apego

Usa, sem algemar-te,

Os bens de que desfrutes.

Medita nas riquezas

Que já se dispersaram.

Antigas obras de arte

Valorizam museus.

Títulos de ascendentes

São brasões sem calor.

Do que sejas ou tenhas,

Faze o melhor que possas.

Serve sem apegar-te,

Tudo pertence a Deus.

 

Emmanuel

Do livro Luz Bendita, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Edição Ideal.