É VERDADE, ACONTECEU NA CASA DO CAMINHO (07)
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
O
livro dos espíritos (Introdução, it. 17) esclarece que:
“[...] a verdadeira Doutrina Espírita está no
ensino que os Espíritos deram e nos conhecimentos que esse ensino comporta, que
são por demais profundos e extensos para serem adquiridos de qualquer modo que
não seja por um estudo perseverante feito no silêncio e no recolhimento”.
A construção do conhecimento no
ESDE deve ser autodirigida, sendo facilitado pelo incentivo a leituras
individuais complementares, além dos estudos realizados no grupo.
Há várias maneiras de incentivar
o estudo individual. A experiência revela que o adulto, por característica de
auto direção e capacidade de autodidatismo, resiste a todo tipo de imposição.
Portanto, incentivar a leitura e a pesquisa é mais eficaz que impor e cobrar
leitura de bibliografia. Por exemplo, sugerir, a título de incentivo, que dois
ou mais integrantes do grupo preparem o próximo roteiro ou que todos pesquisem,
durante a semana, sobre o tema que será estudado no próximo encontro, como
subsídio para o aprofundamento.
O bem reinará na Terra quando,
entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então,
farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade (KARDEC,
2013b, q. 1019).
A fraternidade será a pedra
angular da nova ordem social [...](KARDEC, 2013a, cap. XVIII, it.17).
terça-feira, 27 de outubro de 2020
É VERDADE, ACONTECEU NA CASA DO CAMINHO (06)
domingo, 25 de outubro de 2020
ORGULHO E HUMILDADE
• orgulho e humildade
• malefícios do orgulho para a economia pessoal
• verdadeira humildade.
Texto (1):
Um príncipe, muito orgulhoso de
sua realeza, foi certo dia cavalgar por seus domínios. Suas terras eram
bastante vastas e ele cavalgou através de vales e montanhas. Andou por colinas
e prados, gozando a vaidade de ser senhor de tão larga faixa de terra.
A certa altura de seu caminho,
viu um velho eremita, sentado diante de uma gruta. Trazia nas mãos uma caveira
humana e a contemplava com atenção.
O príncipe passou pela frente da gruta
e ficou indignado por não ter o velho ao menos levantado os olhos para observar
a rica caravana que acompanhava o príncipe.
Rude e zombeteiro, aproximou-se a
figura real e disse:
“Levanta-te quando por ti passa o
teu senhor! Que podes ver de tão interessante nessa pobre caveira, que chegas a
não perceber a passagem de um príncipe e seus poderosos acompanhantes?”
O eremita ergueu para ele os
olhos mansos e respondeu em voz clara e sonora:
“Perdoa, senhor. Eu estava
procurando descobrir se esta caveira tinha pertencido a um mendigo ou a um
príncipe. Por mais observe, não consigo distinguir de quem seja.
Nestes ossos nada há que me diga
se a carne que os revestiu repousou em travesseiros de plumas ou nas pedras das
estradas.
Não há na caveira nenhum sinal
que me aponte, com certeza, se ela já carregou um chapéu de fidalgo ou se
suportou o sol ardente, na rudeza dos trabalhos de camponês.
Por isso, eu não sei dizer se
devo levantar-me ou me conservar sentado diante daquele que em vida foi o dono
deste crânio anônimo.”
O príncipe baixou a cabeça e
prosseguiu o seu caminho, sem mais nada dizer. Mesmo quando a noite chegou e
ele retornou ao seu castelo, continuou pensativo.
A lição da caveira lhe abatera o
orgulho.
Que são títulos, honrarias,
riquezas ante a enfermidade e a morte?
A enfermidade, ao estabelecer o
seu reino no corpo humano, nunca indaga se a criatura é detentora de poder e
glória ou se é um simples alguém, perdido na multidão.
A dor, ao fazer morada no coração
do homem, jamais se importa se ele tem posses ou se é alguém que simplesmente
perambula pelas ruas, sem teto e sem lar.
A morte, ao arrebatar a vida
física, não faz distinção de contas bancárias, títulos financeiros ou bolsos
vazios. (A partir de texto intitulado A lição da caveira, de autor
desconhecido).
Observações:
O orgulho é um terrível inimigo
da criatura humana. Torna o indivíduo insensível à piedade e ao sofrimento do
próximo.
Cria fantasias de força e poder
que o ser está longe de possuir.
A verdadeira grandeza está no
fato de se reconhecer a própria pequenez.
Verdadeiramente grande é o ser que se sabe frágil, com
possibilidade de errar. É o que luta por se manter nobre.
Se algo faz de errado, dá-se
conta do erro e se esforça por reparar os danos causados e o mal estar que
provocou. (A partir da obra Sob a proteção de Deus/Editora Leal/Divaldo Pereira
Franco/Espíritos diversos – cap. 19).
Texto (02):
Foi no século dezenove. O
arcebispo de Viena resolveu fazer uma visita a alguns dos seus fiéis.
Preparada sua comitiva, aprestou-se
para a viagem e o primeiro local que deveria visitar seria o castelo de
Vivarais.
Ora, os donos do castelo,
avisados antecipadamente, passaram a aguardar o ilustre visitante, esmerando-se
em detalhes, a fim de que tudo transcorresse sem qualquer transtorno.
Ao cair da tarde daquele mês de
março, apresentou-se no palácio um pobre sacerdote pedindo pousada.
Como todos os aposentos já se
encontravam reservados para os visitantes, os donos do castelo pediram aos
criados que conduzissem o pedinte para um dos alpendres, junto às cavalariças.
Algum tempo depois, chegaram ao
solar os vigários que constituíam a comitiva do arcebispo. Foram recebidos,
regiamente, pelo fidalgo e família, mas logo se admiraram em não ver Sua Excelência.
Perguntando por ele, receberam
dos senhores do castelo a resposta de que ele ainda não aparecera.
“Não é possível”, falou um dos
padres. “Fomos obrigados a nos retardar um pouco e ele tomou a dianteira. Devia
ter chegado, à nossa frente.”
Foi então que os anfitriões se
recordaram do sacerdote recolhido próximo às cavalariças. Imaginando que ele
poderia ter cruzado, em sua jornada, com o arcebispo, resolveram pedir aos
criados que lhe fossem indagar a respeito.
Quando alguns dos integrantes da
comitiva ouviram a referência a um outro sacerdote, perguntaram:
“Quem é o religioso a quem se
refere o nobre senhor?”.
“Ora”, respondeu o senhor de
Vivarais, “é um sacerdote muito pobre que nos bateu à porta, pedindo agasalho
por uma noite.”
A um só tempo, falaram os
vigários presentes: ”’É ele.”
Verdadeiramente, o pobre
recebido, por caridade, no luxuoso castelo não era outro senão o grande Daivan,
o arcebispo de Viena.
Assim portava-se e tão humilde
era, que não se apresentava jamais com seus títulos e roupas elegantes.
Os homens essencialmente grandes
não se importam com honrarias, e suntuosidades. Delas não necessitam para
mostrarem seu valor, eis que este é intrínseco e aflora, onde quer que se
encontrem.
Assim Jesus, o Divino Mestre,
escolheu a quietude de uma noite silenciosa para nascer, num estábulo, tendo
como teto a abóbada celeste, como primeiras harmonias as vozes celestiais e
como primeiros visitantes os homens simples que pastoreavam no campo.
Nada que lhe denunciasse a glória
aos olhos mundanos. E Ele era a luz, o modelo, o guia. (A partir de lenda de
autoria de Malba Tahan intitulada A humildade).
Observações:
A humildade legítima não se deixa
atingir pela vaidade dos elogios, nem se permite humilhar pela zombaria dos que
não a entendem.
Por isso mesmo é inatingível pelo
mal, de qualquer forma que ele se apresente.
Bibliografia sugerida:
01. KARDEC, Allan. Bem-aventurados os pobres de espírito.
In:___. O evangelho segundo o espiritismo. 97. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1987.
cap. VII, itens 11 e 12.
02.FRANCO, Divaldo Pereira. Zaqueu, o rico de humildade.
In:___. As primícias do reino. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Rio de Janeiro:
SABEDORIA, 1967.
03.______. Orgulho. In:___. Panoramas da vida. Pelo espírito
Ignotus. 2. ed. Salvador:LEAL, 1971. cap. 2.
04.______. Falta e reparação.In:___. Sob a proteção de Deus.
Por diversos espíritos. Salvador:LEAL, 1994. cap. 19.
05. SCHUTEL, Cairbar. Parábola do fariseu e do publicano.
In:___. Parábolas e ensinos de Jesus. 9. ed. Matão: O CLARIM, 1972.
06.TEIXEIRA, J. Raul. Jesus e Zaqueu. In:___. Vida e mensagem.
Pelo espírito Francisco de Paula Vitor. Niterói: FRÁTER, 1993. cap. 21.
Fonte: Federação Espírita do Paraná
sábado, 24 de outubro de 2020
A CARIDADE EM NOSSAS VIDAS
• a caridade segundo Paulo de Tarso
• verdadeiro sentido da palavra caridade
• benefícios da caridade a quem a exercita.
Após a morte de Jesus, Simão
Pedro foi para Jerusalém e, junto a corações amigos do amigo que partira,
fundou uma casa de assistência.
O seu objetivo era atender aos
órfãos, viúvas e doentes. Chamou-a Casa do Caminho. Se o objetivo era nobre e
necessário, manter aquele atendimento era bastante difícil.
Os necessitados chegavam todos os
dias, batendo àquela porta de misericórdia e poucos eram os recursos.
Por isso mesmo, todas as manhãs,
o Apóstolo Pedro saía a pedir, em nome do Cristo, batendo às portas de
conhecidos e comerciantes. Pedia comida para os seus asilados, roupas, enfim, o
que tivessem para lhe ceder.
Ao final da tarde, retornava com
os braços carregados de donativos, cansado, extenuado. Na manhã seguinte, tudo
se repetia.
Paulo de Tarso, que há pouco
abraçara o Cristianismo, após a visão magnífica da estrada de Damasco, em
visitando a obra assistencial verificou que muito se fazia ali pelo corpo
físico das criaturas. Mas o espírito não era alimentado.
Pedro retornava tão cansado das
suas jornadas que não conseguia se deter para lhes falar de Jesus.
“Onde estava a mensagem”,
perguntava Paulo, “em nome da qual se erguera aquela casa?”
Aqueles seres necessitavam sim do
pão, das vestes, da cama limpa e de medicamentos. Muito mais que isso,
precisavam de alimento para as suas almas. E esse se chamava Boa Nova, o
Evangelho de Jesus.
Assim, pensando em resolver a
problemática da Casa do Caminho, propôs ao velho Apóstolo Pedro que aqueles
abrigados que tivessem condições poderiam aprender uma profissão e trabalhar
para auxiliar no sustento.
Ele mesmo, Paulo, se propôs a
ensinar a sua profissão. Ele era tecelão, sabendo manejar muito bem os fios de
cabra, de camelo, a lã das ovelhas.
Animado por essa idéia, outro
companheiro de Paulo, de nome Barnabé, que era oleiro, se dispôs a ensinar o
seu ofício.
Logo mais, a Casa do Caminho se
auto sustentava pelo trabalho dos que ali recebiam as suas bênçãos. E Pedro
pôde se voltar para a tarefa de levar conforto aos corações, espalhando a
palavra de Jesus a todos.
Graças a essa medida, a Casa do
Caminho sobreviveu por anos, atendendo os seus objetivos assistenciais.
Sobretudo, esclarecendo os espíritos dos homens, que tinham dessa forma a sua
sede de justiça saciada, a sua fome de amor atendida.
Esclarecidos, os que dali
partiam, curados das suas mazelas físicas, retornavam ao mundo com novos
valores nos seus corações, mais aptos para as lutas de cada dia.
Para que a obra prosseguisse no
tempo, ele procurou em seguida braços
fortes. Eram pessoas que diziam seguir Jesus mas não saíam de suas casas. Nada
faziam para melhorar a situação do mundo.
Ele as buscou e as convidou ao
trabalho pelo bem do próximo.
Com tal atitude, Paulo de Tarso
inaugurou na Terra a era da caridade.
Observações:
A palavra caridade foi cunhada
por Paulo de Tarso e seu significado é amor em ação.
O Divino Mestre falou
intensamente a respeito do amor : amor ao próximo, amor aos inimigos, amor
entre os seus seguidores.
Paulo, tomando de todos esses
ensinamentos, os sintetizou em uma palavra: caridade.
Sugestão bibliográfica:
01. KARDEC, Allan. Lei de conservação. In:___. O livro dos
espíritos. 40. ed. São Paulo:LAKE, 1980. pt. 3, cap. V, perg. 707.
02.______. Lei de justiça, amor e caridade. In:___. Op. cit.
cap. XI, pergs. 886 a 889.
03.______. Fora da caridade não há salvação. In:___. O
evangelho segundo o espiritismo. 97. ed. Rio de Janeiro:FEB, 1987. cap. XV,
itens 4 a 7 e 10.
04.FRANCO, Divaldo Pereira. Perfil da caridade. In:___. Perfis
da vida. Pelo espírito Guaracy Paraná Vieira, Salvador:LEAL, 1993. cap. 22.
05.______. Caridade em todo lugar. In:___. Sob a proteção de
Deus. Por diversos espíritos. Salvador:LEAL, 1994. cap. 21.
06.______. Caridade real. In:___. Suave luz nas sombras. Pelo
espírito João Cléofas. Salvador:LEAL, 1993. cap. 36.
07. ______ e PEREIRA, Nilson de Souza. O espiritismo em
Portugal. In:___. A serviço do espiritismo. Salvador:LEAL, 1982. cap. 1. p. 75
– 78.
08.TEIXEIRA, J. Raul. Praticas a caridade? In:___. Revelações
da luz. Pelo espírito Camilo. Niterói:FRÁTER, 1994. Cap. 18.
09.XAVIER, Francisco Cândido. Iluminação. In:___. O
consolador. Pelo espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro:FEB, 1970. pt. 2,
cap. IV, perg. 225.
10.______. Evolução.
In:___. Op. cit. pt. 2, cap. V, pergs. 256 e 259.
Fonte: Federação Espírita do Paraná
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA DA COMUNHÃO ESPÍRITA CRISTÃ A CASA DO CAMINHO DE 26.11.2020 A 26.11.2022.
A COMUNHÃO ESPIRITA CRISTÃ A CASA DO CAMINHO, com sede, na BR 230, KM 470, município de Sousa, Estado da Paraíba, através de sua Diretoria Executiva, devidamente representada por seu Presidente Sr. Walter Sarmento de Sá Filho, CONVOCA através do presente edital, todos os associados fundadores, efetivos e contribuintes, para Assembleia Geral Ordinária, que será realizada na sede da Casa do Caminho, às 09 horas, do dia 26 de novembro de 2020, com a seguinte ordem do dia:
- Apreciação e aprovação do relatório de
atividades da gestão 2018/2020.
- Todos os sócios da Comunhão Espírita Cristã A
Casa do Caminho, sem exceção, exercem voluntariamente suas atividades, sem
nenhuma remuneração pecuniária.
- Apreciação e aprovação das contas dos exercícios
2018/2020, mediante parecer do Conselho Fiscal.
- Eleição da Diretoria Executiva, e Conselho
Fiscal da Casa do Caminho, em cumprimento ao disposto no artigo 20 e
seguintes do Capítulo V, do novo Estatuto da Comunhão Espírita Cristã A
Casa do Caminho e artigo 33, do capítulo VI, com vigor a partir de janeiro
de 2003, em substituição ao Estatuto de 26.01.1983.
- É vedada a participação de funcionários da
Comunhão Espírita Cristã A Casa do Caminho, na Diretoria Executiva e
Conselho Fiscal, ainda que cedidos ou com vínculo empregatício direto ou
indireto.
- A Assembleia Geral instalar-se-á em primeira
convocação às 9 horas, com a presença da maioria dos associados e, em
segunda convocação, com qualquer número, meia hora depois, não exigindo a
lei quorum especial (art.22, §1º§2º e §3º, do Estatuto).
Sousa, 22 de outubro de 2020.
____________________
Walter Sarmento de Sá
Filho
(Presidente da A CASA
DO CAMINHO)
