segunda-feira, 13 de abril de 2015


Deus e Nós
Somente Deus é a Vida em si.
Entretanto, você pode auxiliar alguém a encontrar o contentamento de viver.

Somente Deus sabe toda a Verdade.
Mas você pode iluminar de compreensão a parte da verdade em seu conhecimento.

Somente Deus consegue doar todo o Amor.
Você, porém, é capaz de cultivar o Amor no alma dessa ou daquela criatura, com alguma parcela de bondade.

Somente Deus é Criador da verdade Paz.
No entanto, você dispõe de recursos para ceder um tanto em seus pontos de vista para que a harmonia seja feita.

Somente Deus pode formar a Alegria Perfeita.
Mas você pode ser o sorriso da esperança e da coragem, do entendimento e do perdão.

Somente Deus realiza o impossível.
Entretanto, diante do trabalho para a construção do bem aos outros não se esqueça de Deus lhe entregou o possível para você fazer.
André Luiz
Do livro: Antologia da Criança, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

domingo, 12 de abril de 2015


Vê Como Vives

"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha." - Jesus. (LUCAS, 19:13.)

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 2.

 

sábado, 11 de abril de 2015


Jerônimo Mendonça
Em novembro próximo podemos recordar o extraordinário vulto de Jerônimo Mendonça, exemplo de paciência e amor ao próximo, de coragem e determinação no bem. É que exatamente em novembro de 2009 comemora-se 70 anos de seu nascimento, ocorrido no dia 1 de novembro de 1939, e 20 anos de sua desencarnação que ocorreu no dia 26 de novembro de 1989.


Paralisado numa cama ortopédica por 30 anos, movendo apenas a boca e os olhos – embora também cego – tornou-se conhecido como o Gigante Deitado, face à extensão de suas obras em torno do ideal espírita e do amor ao próximo. Afinal, embora sua extrema limitação física publicou vários livros, fundou instituições e percorreu o Brasil proferindo palestras, consolando almas e fornecendo na própria condição exemplos de coragem e determinação no bem.


Sua voz forte, seu ânimo inquebrantável, apesar das dores que sentia em função de problemas cardíacos e da própria paralisia total dos membros, fizeram-no conhecido, respeitado, querido e sempre requisitado para palestras e diálogos com grandes ensinamentos, incentivando obras de causas sociais e de divulgação do Espiritismo. Para qualquer pessoa que o tenha conhecido, tornou-se impossível esquecê-lo, especialmente porque a bondade de suas palavras, a confiança em Deus que transmitia, os exemplos de fé sempre foram contagiantes.

Escreveu os livros: Crepúsculo de um Coração, Cadeira de Rodas, Nas pegadas de um Anjo, Escada de Luz, De mãos dadas com Jesus e Quatorze anos depois (em co-autoria). Por sua vez, Jane Martins Vilela publicou a importante obra biográfica O Gigante Deitado (ed. O Clarim) e Maria Gertrudes assinou Jerônimo Mendonça – Sua Vida e sua Obra, tendo organizado também Flores do Coração, de autoria de Jerônimo. Infelizmente, a maioria das obras desse autor encontram-se presentemente esgotadas. Recentemente, todavia, a Petit lançou o excelente Asas da Liberdade, na psicografia de Célia Xavier Camargo e assinado pelo mesmo e querido Jerônimo.


Agora, no ano em que se alcança, coincidentemente, números inteiros comemorativos ao nascimento e desencarnação, conforme acima apontado, o escritor e palestrante Jamiro dos Santos Filho, de Araguari-MG, lança mais uma obra alusiva a esse expressivo vulto do movimento espírita: Chico Xavier e Jerônimo Mendonça – a Fórmula da Felicidade, pela Mythos Books. Para aquele em que a felicidade seria virar de lado (em resposta à pergunta sobre o que seria a felicidade para ele), a obra apresenta a fórmula da felicidade, revelada por Chico Xavier a Jerônimo, quando ambos ainda se encontravam encarnados, e que este último citou numa palestra. Agora o escritor Jamiro publica a fórmula no referido livro.


O ano de 2009 sugere, pois, relembrar esse querido autor e incomparável gigante. Sua voz ainda ecoa nos ouvidos daqueles que o conheceram. Um gigante mesmo na coragem, na determinação, no exemplo, na fé, no amor ao próximo, na perseverança. Será de muita utilidade relembrar sua biografia, sua história, seus exemplos e seus livros para que o público mais jovem e mais recente no movimento espírita tenha conhecimento desse vulto extraordinário que esteve conosco e que hã tão pouco tempo retornou, agora livre das amarras de um corpo em dificuldades.


Muitas instituições o homenageiam com seu nome, em justa homenagem. Eis o momento de novamente divulgar e relembrar os feitos e exemplos de um homem incomparável.
Orson Carrara

sexta-feira, 10 de abril de 2015


No Caminho do Amor

Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólicos sorriso, e fixou-o estranhamente.
Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva; colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que a possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:


-Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...


Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:


-Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. E' que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel de meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso ...

Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...


Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:


-Jovem, porque não respondes? Descobri em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! atende!...


Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou uma tanto agastada:


-Não virás?


Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:


-Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?!...


A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.



Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paralítico, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento.


O Mestre seguiu-a, sem hesitar.


Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemido angustioso.
A disputada marcadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme.

Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ninguém ousava aproximar.


Fitou o Mestre e reconheceu-o.


Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.


O Cristo estendeu-lhe os braços, tocados de intraduzível ternura e convidou:


-Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.


A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor.


O Mestre, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso...


A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida
-Tu?... o Messias nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!... Que viste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?


Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
-Agora, venho satisfazer-te os apelos.


E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo:
-Descubro em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te.

Irmão X

quinta-feira, 9 de abril de 2015


Em Louvor do Serviço
Enquanto irmanados nos serviços do Consolador, urge ajustar corações e mentes com o objetivo de melhor atender aos labores do Senhor.

Não há porque temer dificuldades, tendo em vista que não existe, sobre o chão do mundo, aquele que não se debate com problemas mais ou menos graves, requisitando maturidade e tolerância, de modo a solvê-los, devidamente.

Não há motivos para fugir dos compromissos na área do Consolador, atentos à referência do Mestre Jesus, quando afirma que a cada qual será concedido consoante as próprias obras...

Não procuremos justificativas para a divulgação do Mal, relembrando a expressão do Rabi Galileu, ao ensinar-nos que a boca expressa o conteúdo do coração, coadjuvado pela ternura do Apóstolo Pedro, quando assevera que somente o amor é capaz de neutralizar todos os pecados...

Não armemos situações para a omissão, com relação ao serviço aos semelhantes, elaborando, a cada dia, os mecanismos da própria renovação, estabelecendo os pilotis da vera Caridade. Ouçamos o Cristo em Sua verberação aos hipócritas, afirmando que onde estiver nosso tesouro, ali depositaremos as emoções, estabelecendo o coração...

Não encontremos razões para deixar de arrostar as lutas, as perseguições, as injustiças, por amor do Bem, reflexionando sobre a Boa Nova do Senhor, na assertiva de que são bem-aventurados os perseguidos por amor à justiça e à paz, pois que serão justiçados.

Não admitamos retirar os pés da caminhada de luz, por injunções sociais, pelo sofrimento ou pela agressão que se nos crave na contextura da alma por acúleos ferintes, observando o posicionamento de Jesus: Se fazem padecer ao tronco verde, que não farão aos lenhos secos, que representamos!?

Apressemo-nos na conquista do Reino dos Céus, a partir do cerne da alma, arrimados à certeza de que somente o serviço do autoiluminamento, por meio do que possamos oferecer de nós, em favor da Vida, receberemos as respostas da própria Vida, de vez que, conforme as advertências da Mensagem do Pai, somos, todos nós, heréus dos nossos serviços em prol ou contrários à luz.

Avancemos – intemeratos – no serviço que nos amplia a visão e liberta-nos dos grilhões de antanho, apresentando, em louvor do serviço do bem, nossa disposição e nossa fé, nosso esforço e nossa Vida toda ao Senhor da Vinha.

Que nada e ninguém logre deter-nos os passos no jornadear que ora empreendemos, para os Cimos da Paz.
Irmã Scheilla

quarta-feira, 8 de abril de 2015


Preceitos de Saúde

1 - Guarde o coração em paz, à frente de todas as situações e de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.

2 - Apoie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.

3 - Cultive o hábito da oração. A prece é Luz na defesa do corpo e da alma.

4 - Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. A sugestão das trevas chega até nós pela hora vazia.

5 - Estude sempre. A renovação das ideias favorece a sábia renovação das células orgânicas.

 6 - Evite a cólera. Enraivecer-se é animalizar-se caindo nas sombras de baixo nível.

7 - Fuja a maledicência. O lodo agitado atinge a quem o revolve.

8 - Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é precioso alimento e a limpeza é simples obrigação.

9 - Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer.

10 - Use a paciência e o perdão infatigavelmente. Todos nós temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina milhões de vezes e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar a própria queda na morte inútil.

André Luiz