sexta-feira, 7 de agosto de 2020


Novos tempos

“Aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita a justiça.” (2 Pedro, 3:13.)

Quando grandes aflições se avolumam sobre a Terra, quando a desesperança castiga o coração humano, quando multidões ficam reféns de passageiros consolos materiais, sem que a luz possa fazer-se em suas mentes enegrecidas de pensamentos negativistas, perguntamo-nos: onde há de chegar a soma das mazelas deste mundo? O caos, que aparentemente possa estar triunfando em todas as esquinas e praças públicas, nada mais é que o mal se debatendo contra a força magnânima das leis universais que traz sempre e irrevogavelmente o progresso retificador.

Não deixemos o pavor bater em nossas portas, neste momento tão delicado e grave para a história da sociedade humana e de nossas histórias individualizadas. Todos aqueles que sentiram, ao ouvir a voz e as palavras encorajadoras de Jesus, o Cristo, exortando-nos à prática do amor em todas as circunstâncias, buscam hoje, com tanto maior empenho e fé, quanto nos tempos do martírio, trabalhar por um mundo renovado; portanto, nada de temermos em nos alistar no fronte de batalha, onde esses irmãos nos convidam a seguir sua marcha.

Tomemos de nossas armas: fé, esperança e caridade, com a consciência esclarecida de que há ainda muito suor e lágrima a se derramar, mas não tenhamos dúvida de que é chegado o tempo de habitar novos céus e nova Terra, onde junto do nosso coração redimido há de habitar a justiça plena de Deus, nosso Pai.

FRANCISCO VALJUAN

quinta-feira, 6 de agosto de 2020


FIDELIDADE A DEUS

 Irmão X - Humberto de Campos
  
Depois das primeiras prédicas de Jesus, respeito aos trabalhos ingentes que a edificação do Deus existia dos seus discípulos, esboçou-se na fraterna comunidade um leve movimento e incompreensão. Que? Pois a Boa Nova reclamaria tamanhos sacrifícios? Então o Senhor, que sondava o íntimo de seus companheiros diletos, os reuniu, uma noite, quando a turba os deixara a sós e já algumas horas haviam passado sobre o por do sol.

Interrogando-os vivamente, provocou a manifestação dos seus pensamentos e dúvidas mais íntimas. Após escutar-lhes as confidencias simples e sinceras, o Mestre ponderou:

– Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes. Onde o filho e o pai que não desejem estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca? Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco. Sua dedicação nos cerca os espíritos, desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e já ele nos amava. E, acaso, poderemos desdenhar a possibilidade da retribuição? Não seria repudiarmos o título de filhos amorosos, o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?

Como os discípulos o escutassem atentos, bebendo-lhe os ensinos, o Mestre acrescentou:

– Tudo na vida tem o preço que lhe corresponde. Se vacilais receosos ante as bênçãos o sacrifício e as alegrias do trabalho, meditai nos tributos que a fidelidade ao mundo exige. O prazer não costuma cobrar do homem um imposto alto e doloroso? Quanto pagarão, em flagelações íntimas, o vaidoso e o avarento? Qual o preço que o mundo reclama ao gozador e ao mentiroso?

Ao clarão alvacento da Lua, como pai bondoso rodeado de seus filhinhos, Jesus "reconheceu que os discípulos, diante das suas cariciosas perguntas, haviam transformado a atitude mental, como que iluminadas por súbito clarão”.

Tímidamente, Tiago, filho de Alceu, contou a história de um amigo que arruinara a saúde, por excessos nos prazeres condenáveis.

Tadeu falou de um conhecido que, depois de ganhar grande fortuna, se havia tornado avarento e mesquinho a ponto de privar-se do necessário, para multiplicar o número de suas moedas, acabando assassinado pelos ladrões.

Pedro recordou o caso de um pescador de sua intimidade, que sucumbira trágicamente, por efeito de sua desmedida ambição.

Jesus, depois de ouvi-los, satisfeito, perguntou:

– Não achais enorme o tributo que o mundo exige dos que se apegam aos seus gozos e riquezas? Se o mundo pede tanto, porque não poderia Deus pedir-nos lealdade ao coração? Trabalhamos agora pela instituição divina do seu reino na Terra; mas, desde quando estará o Pai trabalhando por nós? As interrogativas pairavam no espaço sem resposta dos discípulos, porque, acima de tudo, eles ouviam a que lhes dava o próprio coração. Do firmamento infinito os reflexos do luar se projetavam no lençol tranquilo do lago, dando a impressão de encantador caminho para o horizonte, aberto sobre as águas, por entre deslumbramentos de luz.

Enquanto os companheiros meditavam no que dissera Jesus, Tiago se lhe dirigiu, nestes termos:

– Mestre, tenho um amigo, de Corazin que vos ouviu a palavra santificante e desejava seguir-vos; porém, asseverou-me que o reino pregado pela vossa bondade está cheio de numerosos obstáculos, acrescentando que Deus deve mostrar-se a nós outros somente na Vitória e na ventura. Devo confessar que hesitei ante as suas observações, mas, agora, esclarecido pelos vossos ensinamentos, melhor vos compreendo e afirmo-vos que nunca esquecerei minha fidelidade ao reino!...

A voz do apóstolo, na sua confissão espontânea, se revelava tocada de entusiasmo doce e amigo e o Senhor, aproveitando a hora para a semeadura divina, exclamou bondoso:

– Tiago, nem todos podem compreender a verdade de uma só vez. Devemos considerar que o mundo está cheio de crentes que não entendem a proteção às céu, senão nos dias de tranquilidade e de triunfo. Nós, porém, que conhecemos a vontade suprema, temos que lhe seguir o roteiro. Não devemos pensar no Deus que concede, mas no Pai que educa; não no Deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa. Daí se segue que a nossa batalha pela redenção tem de ser perseverante e sem tréguas...

Nesse ínterim, todos os companheiros de apostolado, manifestando o interesse que os esclarecimentos da noite lhes causavam, se puseram a perguntar, com respeito e carinho.

– Mestre – exclamou um deles – não seria melhor fugirmos do mundo para, viver na incessante contemplação do reino?...

– Que diríamos do filho que se conservasse em perpétuo repouso, junto de seu pai que trabalha sem cessar, no labor da grande família? Respondeu Jesus.

– Mas, de que modo se há de viver como homem e como apóstolo do reino de Deus na face deste mundo”. – inquiriu Tadeu.

– Em verdade – esclareceu o Messias – ninguém pode servir, simultaneamente, a dois senhores. Fora absurdo viver ao mesmo tempo para os prazeres condenáveis da Terra e para as virtudes sublimes do céu. O discípulo da Boa Nova tem de servir a Deus, servindo à sua obra neste mundo. Ele sabe que se acha a laborar com muito esforço num grande campo, propriedade de seu Pai, que o observa com carinho e atenta com amor nos seus trabalhos. Imaginemos que êsse campo estivesse cheio de inimigos: por toda parte, vermes asquerosos, víboras peçonhentas, tratos de terra improdutiva. É certo que as farsas destruidoras reclamarão a indiferença e a submissão do filho de Deus; mas, o filho de coração fiel a seu Pai se lança ao trabalho com perseverança e boa vontade. Entrará em luta silenciosa com o meio, sofrer-lhe-á os tormentos com heroísmo espiritual, por amor do reino que traz no coração, plantará uma flor onde haja um espinho, abrirá uma senda, embora estreita, onde estejam em confusão os parasitos da Terra, cavará pacientemente, buscando as entranhas do solo para que surja uma gota dágua onde queime um deserto. Do íntimo desse trabalhador brotará sempre um cântico de alegria, porque Deus o ama e segue com atenção.

– Qual a primeira qualidade a cultivar no coração – perguntou um dos filhos de Zebedeu – para que nos sintamos plenamente identificados com a grandeza espiritual da tarefa?

– Acima de todas as coisas – respondeu o Mestre – é preciso ser fiel a Deus.

A pequena assembléia parecia altamente enlevada e satisfeita; mas, André inquiriu:

– Mestre, estes últimos dias, tenho-me sentido doente e receio não poder trabalhar como os demais companheiros. Como poderei ser fiel a Deus, estando enfermo?

– Ouvi. – Replicou o Senhor com certa ênfase.

– Nos dias de calma, é fácil provar-se fidelidade e confiança. Não se prova, porém, dedicação, verdadeiramente, senão nas horas tormentosas, em que tudo parece contrariar e perecer. O enfermo tem consigo diversas possibilidades de trabalhar para Nosso Pai, com mais altas probabilidades de êxito no serviço. Tateando ou rastejando, busquemos servir ao Pai que está nos céus, porque nas suas mãos divinas vive o Universo inteiro!...

“André, se algum dia teus olhos se fecharem para a luz da Terra, serve a Deus com a tua palavra e com os ouvidos; se ficares mudo, toma, assim mesmo, a charrua, valendo-te das tuas mãos. Ainda que ficasses privado dos olhos e da palavra, das mãos e dos pés, poderias servir a Deus com a paciência e a coragem, porque a virtude é o verbo dessa fidelidade que nos conduzirá ao amor dos amores!”  

O grupo dos apóstolos calara-se, impressionado, ante aquelas recomendações. O luar esplendia sobre as águas silenciosas. O mais leve ruído não traía o silêncio augusto da hora.

André chorava de emoção, enquanto os outros observavam a figura do Cristo, iluminada pelos clarões da Lua, deixando entrever um amoroso sorriso. Então, todos, impulsionados por soberana força interior, disseram, quase a um só tempo:

– Senhor, seremos fiéis!...

***

Jesus continuou a sorrir, como quem sabia a intensidade da luta a ser travada e conhecia a fragilidade das promessas humanas. Entretanto, do coração dos apóstolos jamais se apagou a lembrança daquela noite luminosa de Cafarnaum, aureolada pelo sentimento divino. Humilhados e perseguidos, crucificados na dor e esfolados vivos, souberam ser fiéis, através de todas as vicissitudes da Natureza, e, transformando suas angústias e seus trabalhos num cântico de glorificação, sob a eterna inspiração do Mestre renovaram a face do mundo.

Do livro “Boa Nova”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020


O IRMÃO DA CARIDADE

Frei Damião vivia numa choça,
A mais humilde que idear se possa,
Um recanto perdido, entre serros perdidos,
Amparando aos doentes e aos caídos.
Mãos calosas na gleba, ele mesmo produz
O pão que come e a roupa que o reveste
E agora mais cansado, mais sozinho,
Acolhe os viajantes do caminho
Quais se fossem Jesus.

Era assim que vivia o servo do Senhor:
Coração transformado em pousada de amor.
Aos romeiros sem lar, de visita à choupana,
A lhe pedirem rumo, amparo e vida nova
Sabia atenuar os rigores da prova,
Doando-lhes consolo à rude estrada humana.

Fosse ao pranto de mãe, fosse a triste mendigo,
Aos enfermos sem fé que o desespero alcança,
Aos famintos de pão, às almas em perigo
Entregava o socorro e a benção de esperança.

Assim envelhecera Frei Damião
Sentindo Jesus Cristo em cada coração.

Quanto tempo vivera não sabia,
Auxiliava a todos, noite e dia...

Mais tarde, adoeceu... E, mesmo assim,
Curvado para a Terra, erguia as mãos trementes,
Socorrendo viajores e doentes,
Embora sempre a febre a recordar-lhe o fim...

De corpo gasto e desarticulado,
Numa noite de gelo, ele escuta um chamado:
- Damião, Damião, há mau tempo, abre a porta,
Liberta-me do frio que me corta!...

Levanta-se o velhinho e abre a cabana estreita,
Vê diante de si um enfermo que se arrasta,
Nota-se o corpo em lepra, a desfazer-se todo,
É um pedinte de estrada em chagas, sangue e lodo...

 - Abriga-me hoje só – ele diz, suplicante

Damião não vacila e dá-lhe o próprio teto.
Lá fora, a ventania é o tumulto completo.
Ulula o furacão desatado e violento,
Tombam troncos viris aos arrancos do vento...

- Tenho fome, Damião – clama o recém-chegado
O velhinho febril treme, avança, tateia,
Procura o pão guardado
E dá-lhe o pão que tem, entre o prato e a candeia.

- Tenho sede, Damião, pede o estranho viajor,
trago a garganta em fogo, em tremenda secura...
Damião traz-lhe um pouco de água pura

E o pobre continua, em voz lenta e magoada:
- Tenho frio, Damião, sofri muito na estrada...
O irmão da caridade não hesita,
Dá-lhe a pele de urso que o recobre,
Entretanto, o infeliz, tão triste quanto pobre
Exclama: - estou cansado, a inquietação me agita,
Ajuda-me a dormir
Quero um leito, Damião...
Damião dá-lhe o leito e se deita no chão.
Mas o pobre na cama, agasalhado e quente
Roga em pranto: Damião, tenho o corpo doente,
Aquece-me, por Deus, tenho a carne ferida,
Vem a mim!... Teu calor pode salvar-me a vida!...

Damião, não vacila, ergue-se com carinho,
Ele conhece a dor dos tristes do caminho...
Lembra outras noites más, chuvosas e nevoentas,
E abraça-lhe, ao deitar-se, as chagas purulentas...

Mas nisso a choça escura se ilumina...
Damião sente um choque... E busca o itinerante
Mas já não vê o pobre suplicante...

Erguera-se o mendigo,
Mostra um rosto diverso e um sorriso sereno...
Ajoelha-se, à pressa, o irmão dos infelizes
E no pranto a banhar-lhe o rosto em cicatrizes,
Reconhece no estranho o Mestre Nazareno.

Ele fita em Damião o olhar de amor e luz,
E enquanto a tempestade estraçalha o arvoredo,
Como quem sente o Céu em divino segredo,
Damião deslumbrado,
Tendo o Amigo Celeste, lado a lado,
Diz apenas: Jesus!...

O Mestre se aproxima e fala-lhe, de manso:
- Damião, vem comigo,
encontrarás agora o tempo do descanso...

No outro dia, mais cedo, outro irmão aparece
Vem rogar a Damião a benção de uma prece,
Mas verifica em mágoa e desconforto:
O irmão da caridade estava morto,
No entanto, qual se o corpo imóvel resguardasse
Recôndito vigor,
Trazia na algidez da própria face
Uma expressão de paz e um sorriso de amor.

Autora: Maria Dolores

terça-feira, 4 de agosto de 2020


Mãos fortes e limpas


Ilumina o coração para que o amor seja o laço do céu, a irmanar-te com todas as criaturas.

Purifica teus olhos para que os males da peregrinação terrestre não te perturbem a mente.

Defende os ouvidos contra as sugestões da ignorância e da sombra, a fim de que a paz interior não te abandone.

Clareia e adoça tua palavra para que o teu verbo não acuse e nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.

Conduze teu pensamento à grande compreensão do próximo, ajudando os que te cercam, tanto quanto desejes ser por eles auxiliado.

Equilibra teus pés no caminho reto sem te precipitares aos abismos que tantas vezes surgem à margem de nossa vida, induzindo-nos à queda e ao desespero.

E, desse modo, terás contigo o tesouro das mãos fortes e limpas para abençoar e servir, conduzir e curar em nome do Senhor.

André Luiz

Fonte: XAVIER, Francisco C. Correio fraterno. Por Diversos Espíritos. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. Cap. 51.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020


AFORISMOS

Desgostos, chagas e angústias,
Martírio rude e violento,
São rebolos invisíveis
De santo aprimoramento.

Ser rico e ser justiceiro
Na virtude sem disfarce,
É como viver no fogo,
Respirando sem queimar-se.

Dois apoios precisamos
Na jornada de ascensão:
A lanterna da bondade
E o trilho da retidão.

Cumpre o dever que te assiste,
Servindo, ditoso e crente.
Da consciência tranquila
Nasce a calma permanente.

Aprende, ensina e esclarece.
Trabalha, ajuda e auxilia.
Não há maior desventura
Que a da existência vazia.

Não tornes por humildade
A vileza fraca e nula.
A humildade serve sempre,
Mas a vileza bajula.

Faze o bem ainda que o bem
Não seja bem que te agrade.
Resume-se a fé cristã
Na palavra – caridade.

Que lisonja por mais linda
Não te seduza o interesse.
O mérito é como a luz –
Por si mesmo resplandece.

Cultiva o bem, sem cessar,
Ao longo de teu caminho.
Terra boa, desprezada,
É mãe do mato escarninho.

Nas lições da vida inteira,
Sê firme, animado e forte.
Quem desiste de aprender
Começa a buscar a morte.

Casimiro Cunha


domingo, 2 de agosto de 2020



As principais qualidades do homem de bem são as seguintes:

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. [...] Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. [...]Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma [...]. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. [...] O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. [...] Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade [...]. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas [...]. É indulgente para as fraquezas alheias [...]. Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. [...] Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. [...] Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem [...]. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais [...]. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus [...]. Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 126. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 17, item 3, p. 307-309.