sexta-feira, 12 de agosto de 2016


A Palavra dos Mortos

 

Pedem de São Paulo a colaboração humilde do meu esforço para a apresentação de “Palavras do Infinito” que um grupo de espiritistas da Sociedade de Metapsíquica do grande Estado, tendo à frente o eminente amigo Dr. João Batista Pereira, vai lançar à publicidade com o objetivo de fornecer gratuitamente, com a mensagem dos mortos, um consolo aos tristes, uma esperança aos desafortunados e um raio de claridade aos que naufragam, desesperados, na noite escura da dúvida e da descrença em meio às borrascas do oceano tempestuoso da vida.

Existem poucas probabilidades de eficácia no esforço dos mortos em favor da regeneração da sociedade dos vivos. Contudo, as atividades de ordem espiritualista, na atualidade do mundo, constituem a derradeira esperança da civilização. Sou agora dos que vêem de perto o trabalho intenso das coletividades invisíveis pelo progresso humano; sinto ao meu lado a vibração luminosa do pensamento orientador das sentinelas avançadas de outras esferas da evolução e do conhecimento e reconheço que somente das concepções do moderno Espiritualismo poderá nascer o novo dia da Humanidade. E embora a negação sistemática dos homens diante dessas realidades consoladoras, os túmulos vêm deixando escapar os seus profundos e maravilhosos segredos, falando a sua palavra tocada de conforto e de claridades sobrenaturais.

Na Antiguidade egípcia, figurava-se o santuário da verdade ao fim de uma estrada sinuosa, rodeada de esfinges representando os enigmas das suas essências profundas; e no seu estranho simbolismo essas imagens constituíam as esfinges da Morte, cujos umbrais de silêncio e de treva a Vida jamais poderia transpor para solucionar os problemas inextricáveis dos destinos e dos seres. O tempo, todavia, modificou a mentalidade humana, adaptando-a para um conhecimento melhor de si mesma. Em meados do século passado, quando o materialismo atingia as suas cumiadas, na expressão filosófica dos pregoeiros e expositores, eis que os mortos voltam a confabular com os vivos sobre a sua maravilhosa ressurreição. A esperança volta a felicitar a mansarda dos pobres e o coração dos oprimidos na prodigiosa perspectiva da imortalidade através de todos os mundos e os desencarnados, num heroísmo supremo, volvem aos centros de estudos e aos gabinetes dos sábios com a lição piedosa das suas experiências.

Não obstante a arrancada gloriosa dos que já haviam partido das substâncias poderes da Terra para as esferas luminosas do Céu, tentando, com os seus exércitos de arcanjos, reorganizar a sociedade humana, restaurando os alicerces do Cristianismo, poucos foram aqueles que ouviram as suas trombetas ecoando no vale das lágrimas e das provações. Diante desse fenômeno universal, a religião não pôde volver dos seus interesses e da sua intransigência para identificar a espiritualidade dos seus santos e dos seus antigos reformadores; a ciência acadêmica, por sua vez, conserva-se de guarda ao seu passado e com as suas conquistas de ontem presume-se na posse da sabedoria culminante. Entretanto, o dogmatismo é incompatível com o progresso, e todas as concepções cientificas de cada século se caracterizam pela sua instabilidade, porque os olhos da carne não vêem o que existe. Nenhuma teoria pode explicar a vida à base exclusivista da matéria. Todos os fenômenos mecânicos do Universo obedecem a uma força inteligente e nada existe de real diante da visão apoucada dos homens, porque as verdades profundas se lhes conservam invisíveis.

Os movimentos planetários, os turbilhões atômicos no complexo de todas as coisas tangíveis, inclusive o seu próprio corpo, o mistério da força, os enigmas da aglutinação molecular, o segredo da atração, a identidade substancial da energia e da matéria, que nunca se encontram separadas uma da outra, não se mostram aos olhos humanos dentro da sua transcendência e da sua grandeza. Todo átomo de matéria tem a sua gênese no átomo invisível, de natureza psíquica. Raios impalpáveis e ocultos trazem a vida e trazem a morte. E o homem, na sua ignorância presumida, mal se apercebe que é o fantasma cambaleante de Édipo, vivendo na zona limitada do seu livre-arbítrio, mas submetido às leis de bronze do destino e da dor, cujas atividades objetivam o aprimoramento de sua personalidade; apesar da sua vaidade e do seu orgulho, todas as suas glórias materiais caminham para a morte. Nietzsche arquiteta com Zaratustra a filosofia do homem superior para cair aniquilado sobre o seu próprio infortúnio. Napoleão, depois das lutas prestigiosas que lhe granjearam a admiração universal, recolhe-se em Santa Helena para meditar nas célebres sentenças do Eclesiastes. Édison, após encher de conforto as cidades modernas com a sua imaginação criadora, sente o esgotamento de suas forças físicas para aguardar o gume afiado da morte. Os homens, com todos os pergaminhos de suas conquistas, viverão sempre no círculo de suas fraquezas e de suas misérias, enquanto não se voltarem para o lado espiritual do Sofrimento e da Vida.

A manifestação das atividades dos mortos não lhes tem fornecido as conclusões de ordem moral que se fazem necessárias ao aperfeiçoamento coletivo; com algumas honrosas exceções, despertou apenas o sentimento de suas análises, nem sempre orientadas no propósito de saber, para serem filhas intempestivas das vaidades pessoais de cada um. Disse Ingenieros, nos seus estudos psicológicos, que a história da civilização representa apenas o desenvolvimento da curiosidade humana. Se isso é um fato incontestável, não é menos verdade que essa sede de revelações deve possuir uma bússola espiritual nas suas longas e acuradas perquirições do invisível. Muita experiência trouxe do mundo para acreditar que as teorias, só por si, possam operar a salvação da humanidade. Elas constituem apenas o roteiro de sua marcha onde os espíritos de boa vontade vão conhecer o caminho. São acessórios do seu esclarecimento sem representarem a compreensão em si mesmas. Toda a civilização ocidental fundou-se à base do Cristianismo; todavia o que menos se vê, no seu fausto e na sua grandeza, é o amor e a piedade do Crucificado. A atualidade está cheia de exemplos dolorosos. Povos considerados cristãos preparam-se afanosamente para as lutas fatricidas. A Liga das Nações, que alimentava o sonho da paz universal está hoje quase reduzida a uma abstração de ideólogos. A Itália e Alemanha expansionistas empunham a espada do arrasamento e da destruição. Ainda agora o general Ludendhorf acaba de entregar à publicidade o seu livro terrível sobre a guerra total.

A crença e a fé não procedem de combinações teóricas ou do malabarismo das palavras e dos raciocínios. É no trabalho e na dor que se processam e se afinam. Para a Fé não há melhor símbolo que o toque de Moisés sobre as rochas adustas, fazendo brotar o lençol líquido das águas claras da vida. Só a dor pode tocar o coração empedernido dos homens e é por isso que a lição dos mortos servirá somente para constituir a base nova da sociologia de amanhã. A fé, por enquanto, continuará como patrimônio dos corações que foram tocados pela graça do sofrimento. Tesouro da imortalidade, seria o ideal da felicidade humana se todos os homens o conquistassem, mesmo nos desertos tristes da Terra.

Um grande astrônomo francês, inquirido sobre as recompensas do Céu, acentuou:

“Mesmo aqui podem as criaturas receber as recompensas do paraíso. O Céu é o infinito e a Terra é uma das pátrias da Imensidade; todos os homens, portanto, são cidadãos celestes. É aqui, na superfície triste do mundo, que as almas realizam a aquisição de suas felicidades. Estamos em pleno céu e em toda à parte veremos cada um receber segundo as suas obras...”.

Sobre as frontes orgulhosas dos homens pairam os órgãos invisíveis de uma justiça imanente e sobre a terra pode o espírito fazer jus aos prêmios do Alto. A crença com os seus esplendores subjetivos, é um desses maravilhosos tesouros.

Que as palavras do infinito se derramem sobre o entendimento das criaturas; cooperando com a dor, elas descobrirão para o homem as grandezas ocultas de sua própria alma, a fim de ele aceite, em seu próprio beneficio, as realidades confortadoras da sobrevivência. A voz do além pode ficar incompreendida, mas os mortos continuarão a falar para os vivos, comandados à ordem de Alguém, que está acima das opiniões de todos os cientistas e escritores, encarnados e desencarnados. Foi a piedade de Jesus que abriu as cortinas que velavam os mistérios escuros e tristes da morte e o Divino Jardineiro conhece o terreno fecundo onde germinam as sementes do seu amor.

Os homens aprenderão à custa das suas dores, com todo o fardo de suas misérias e de suas fraquezas e as palavras do infinito cairão sobre eles como a chuva de favores do alto. Que elas se espalhem nos corações e nas almas, porque cada uma trás consigo a claridade de um sol e a doçura de uma benção.

 

Humberto de Campos

 (Recebida em Pedro Leopoldo a 27 de março de 1935).

 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016


DOUTOS  E  SIMPLES


 


Emmanuel

 

 

Há doutos – pretensiosos.

Há prudentes – astutos.

Há pequeninos – vilões.

Há ricos – indigentes.

Há pobres – insanos.

Há mendigos – desordeiros.

Há sábios – santos.

Há cientistas – angélicos.

Há humildes – iluminados.

Há milionários – beneméritos.

Há servos – sublimados.

Há pedintes – que distribuem amor.

***

Jesus não malsinou a inteligência e a cultura quando se referiu aos tesouros da sabedoria, ocultos aos “doutos e prudentes” e revelados aos “humildes e pequeninos”.

 

Encarecia que o espírito enquistado na vaidade é semelhante ao canal obstruído, incapaz de servir à condução de água nutriente.

 

Destacava os preconceitos como pedras da senda, entravando o passo de quantos se propõem seguir à frente.

 

E, acima de tudo, nos rogava simplicidade nos fundamentos da vida, para que não nos furtemos, cada dia , à revelação da beleza eterna a exprimir-se em nossa conquista gradual de sublimação.

***

Saibamos exumar a essência da forma para que não venhamos a esquecer o impositivo da escola em nossa experiência  diária, mesmo porque foi o próprio Senhor quem nos advertiu, certa feita: -

 

“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.”

 

E, realmente, nenhuma liberdade edificante pode existir sem o pão do trabalho e sem o esforço da educação.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016



Oportunidade

"Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo está pronto." - (João, 7:6.)


O mau trabalhador está sempre queixoso. Quando não atribui sua falta aos instrumentos em mão, lamenta a chuva, não tolera o calor, amaldiçoa a geada e o vento.


Esse é um cego de aproveitamento difícil, porquanto somente enxerga o lado arestoso das situações.


O bom trabalhador, no entanto, compreende, antes de tudo, o sentido profundo da oportunidade que recebeu. Valoriza todos os elementos colocados em seus caminhos, como respeita as possibilidades alheias. Não depende das estações. Planta com o mesmo entusiasmo as frutas do frio e do calor. É amigo da Natureza, aproveita-lhe as lições, tem bom ânimo, encontra na aspereza da semeadura e no júbilo da colheita igual contentamento.

Nesse sentido, a lição do Mestre reveste-se de maravilhosa significação. No torvelinho das incompreensões do mundo, não devemos aguardar o reino do Cristo como realização imediata, mas a oportunidade dos homens é permanente para a colaboração perfeita no Evangelho, a fim de edificá-lo.


Os cegos de espírito continuarão queixosos; no entanto, os que acordaram para Jesus sabem que sua época de trabalho redentor está pronta, não passou, nem está por vir. É o dia de hoje, é o ensejo bendito de servir, em nome do Senhor, aqui e agora...

Emmanuel

terça-feira, 9 de agosto de 2016


A Palavra de Chico Xavier

Carlos A Baccelli

 

De nosso arquivo Xavieriano, damos agora à publicidade uma entrevista concedida há tempos pelo médium e que, acreditamos, permaneceu inédita, até hoje.

Assim o fazemos, por acreditar que a palavra de Chico Xavier, sempre inspirada por Emmanuel, projeta luz sobre qualquer assunto, mesmo quando este assunto tenha, aparentemente, perdido a sua atualidade.

Sem maiores delongas, passemos à referida entrevista, esclarecendo, todavia, que não nos foi possível identificar o seu autor e nem tampouco a data de sua realização.

 

- Que é mediunidade, no significado real de sua essência?

- Mediunidade, na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade do intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e de pensamento.

 

- Como alcançar bom aprimoramento de um potencial mediúnico?

- Reflitamos no assunto, do ponto de vista da mediunidade em trabalho edificante.

Que se aperfeiçoe o violino e o artista encontrará nele as mais amplas facilidades de expressão.

Sem cooperador habilitado, a tarefa surge deficiente.

A mediunidade, em si, depende do médium.

 

- Diga-nos o que deve fazer, dentro de suas capacidades, um médium, a fim de poder ser completo e útil para o Plano Espiritual?

- Devotamento ao bem do próximo, sem a preocupação de vantagens pessoais, eis o primeiro requisito para que o medianeiro se torne sempre mais útil ao Plano Espiritual.

Em seguida, quanto mais o médium se aprimore, através do estudo e do dever nobremente cumprido, mais valioso se torna para a execução de tarefas com os Instrutores da Vida Maior.

 

- Existe a tentação? Que é? Qual a sua causa?

- A tentação, no fundo, é a projeção das tendências infelizes que ainda trazemos.

Semelhantes projeções, em se exteriorizando em forma de pensamentos materializados, atraem sobre nós aquelas mentes, encarnadas ou desencarnadas, que se nos harmonizam com o modo de ser.

Entendendo que a tentação nasce de nós, recordemos que um pacote de ouro não tenta um coelho, induzindo, muitas vezes, um homem às piores sugestões, enquanto que um pé de couve deixa um homem impassível, levando um coelho ao impulso da aproximação indébita.

 

- Por que deve o homem manter-se no “véu do esquecimento”, em relação a sua Vida Espiritual?

- De modo geral, a reencarnação objetiva a extirpação do ódio e da inveja, do ressentimento e do ciúme, dos impulsos à discórdia e à delinqüência, que nos implantaram na alma, depois de lastimáveis desastres morais.

Semelhantes causas de sofrimento persistiriam conosco, por longo tempo, não fosse o olvido terapêutico que nos é administrado durante a reencarnação.

Nesse sentido, observemos o fato de que, a ablação de um tumor no corpo físico, reclama a anestesia.

O esquecimento temporário na reencarnação é o processo de socorro pelo qual a Misericórdia Divina se digna determinar a sedação das feridas mentais de que porventura sejamos portadores, para o tratamento e a extinção delas.

 

- Que é que pode ser mais prejudicial a um médium?

- O egoísmo que se fantasia de vaidade e orgulho, quando o medianeiro procura irrefletidamente antepor-se aos Mentores Espirituais que se valem dele. Ou o mesmo egoísmo, quando se veste de ociosidade ou de escrúpulos negativos, para fugir à prestação de serviço ao próximo.

 

- Qual a razão de algumas pessoas possuírem dons mediúnicos na Terra, desde o berço, enquanto outras, após muito trabalho é que conseguem conquistar alguns desses valores?

- Quando se trata de mediunidade em ação na cultura ou no progresso espiritual, a bagagem de recursos do medianeiro emerge das suas próprias aquisições de espírito, efetuada em existências pretéritas, outorgando-lhe a possibilidade de colaborar com mais eficiência ao lado de quantos pugnam, no Além, pelo aperfeiçoamento e felicidade da comunidade humana.

 

- O jovem de hoje é mais arrojado no rumo de suas idéias, indaga mais, procura aprofundar-se na essência das coisas.

Percebe, então, a desnecessidade de uma série de dogmas existentes no mundo.

Por que lhe são bloqueadas a busca e a tentativa de uma solução melhor?

- Tanto os mais jovens quanto os mais amadurecidos na experiência humana, que procuram hoje soluções construtivas para os problemas terrestres, encontrarão caminho para isso, por mais que as sombras da ignorância ou da resistência negativas lhes tentem obstruir a passagem.

 

- Podemos considerar válidas as palavras “Os inocentes pagam pelos culpados?”.

É-nos possível um desenvolvimento sobre o tema?

- Ninguém resgata por alguém essa ou aquela culpa diante da lei de causa e efeito.

Ouvimos de muitos companheiros no mundo a afirmação de que os descendentes pagam pelos erros dos antepassados.

Isso, porém, não corresponde à realidade.

E, em muitos casos, os descendentes são os próprios antepassados em nova encarnação, no mesmo tronco genealógico, para resgate de faltas em que se debitaram no pretérito.

 

- Como encarar as diversas demonstrações mediúnicas existentes e praticadas fora da Doutrina Espírita?

- Os fenômenos mediúnicos existiram em todos os tempos.

E em todos os distritos da atividade humana, continuam a existir.

A Doutrina Espírita é o Cristianismo Redivivo esclarecendo mediunidade e médiuns, para que as ocorrências mediúnicas edifiquem elevação e proveito em auxílio da Humanidade.

 

- Qual o verdadeiro caminho que nos levará em rumo a Deus?

- A regra áurea há séculos, nos traça o roteiro:

“Faze aos outros o que deseja que te façam”.

E o Cristo lança mais luz sobre a diretriz de todos os tempos:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

 

- Existem valores reais nos argumentos que nos chegam da parte da Parapsicologia?

 

- A Parapsicologia, sempre que age desapaixonadamente, é um instrumento respeitável da Ciência na investigação da Verdade.

 

(A Flama Espírita – Uberaba, Minas – 20 de maio de 1989).

 

 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016


 
COMPADECE-TE

 

Compadece-te do legislador - ele responde por muita gente.

Compadece-te do juiz - ele pode enganar-se.

Compadece-te do sacerdote - ele é responsável pelas revelações do céu.

Compadece-te do médico - ele dará testemunho de pesadas obrigações.

Compadece-te do administrador - ele sofre para decidir.

Compadece-te do servo - ele padece, aprendendo a obedecer.

Compadece-te do rico - ele partirá da terra sem o próprio corpo.

Compadece-te do pobre - ele pode perder a boa lição da vida através da revolta ou da indisciplina.

Compadece-te do velho - ele começa a sentir os golpes da verdade.

Compadece-te do jovem - ele é suscetível de mergulhar-se nos abismos da ilusão.

Compadece-te do ambicioso - ele alcança, muitas vezes, o fim do corpo, de mãos dilaceradas e vazias.

Compadece-te- do desanimado - ele congela as oportunidades de esperança e serviço.

Compadece-te do forte - ele, nem sempre, sabe fugir às sugestões fascinantes da vaidade.

Compadece-te do fraco - ele, frequentemente, se prosterna, ante as armas do crime, convertendo-se em servidor inconsciente do mal.

Compadece-te daquele que te orienta, daquele que te obedece, daquele que te procura na condição de adversário, de amigo, de irmão...

A vida humana é uma escola vasta e bendita.

Cada inteligência encarnada se destaca, em suas classes inúmeras, através de situações diferentes.

E todas as criaturas, diante da Grandeza Divina e perante a Glória Espiritual que nos cabe atingir, apresentam, em caracteres invisíveis, mas infinitamente vivos, no próprio peito, o apelo individual de todos os tempos:

 - Ajuda-me! - compreende-me! - Compadece-te de mim!

 

ANDRÉ LUIZ

Nosso Livro, psicografia de Francisco Candido Xavier

domingo, 7 de agosto de 2016


Ideias e Ilustrações
 
Do mal que se pensa e diz,

Cala as notícias que levas.

Conversação infeliz

É pasto à força das trevas.

Lulu Parola

 

Olhar de alguém, quando é bom,

Além da sombra se apruma,

Vê serviço em qualquer parte,

Não vê mal em parte alguma.

Augusto de Oliveira

 

Não basta que sua boca esteja perfumada.É imprescindível que permaneça incapaz de ferir.

André Luiz

 

Ante os problemas dos outros

Emudece os lábios teus.

Em tudo sempre supomos

Mas quem sabe é sempre Deus.

Casimiro Cunha

 

Haja o que houver no caminho,

Não pense mal de ninguém.

Cada qual vê o vizinho,

Conforme os olhos que tem.

Gastão de Castro

 

Filhos, a estrada real para Deus chama-se Caridade.

José Horta

 

Caridade, a lei do bem,

Aqui, além, acolá,

Tanto dá, quanto mais tem,

Tanto mais tem quanto dá.

Antônio Sales

 

Amor é devotamento.

Nem sempre só bem-querer.

Bendito aquele que dá

Sem pensar em receber.

Sabino Batista

 

A renúncia será um privilégio para você.

André Luiz

Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.

André Luiz

A oração é a nossa escada de intercâmbio com o céu.

João Bosco

Se pretendes o caminho

Da vida que afeiçoa,

Trabalha , incessantemente,

Aprende, serve e perdoa.

Casimiro Cunha

A vida se classifica

Por essa base singela:

Quanto mais útil, mais rica,

Quanto mais simples, mais bela.

Marcelo Gama

 

Sua generosidade chamará a bondade alheia em seu socorro.

André Luiz

 

Abriga-te na humildade,

Não busque mundana estima.

O ouro afunda no mar,

A palha fica por cima.

Regueira Costa

 

Nunca vejas no vizinho

Defeitos fraquezas, taras...

A ostra mora no lodo

Criando pérolas raras.

Sabino Batista

 

Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.

André Luiz

Felicidade aparece

Por dois modos naturais:

Palavra que pode muito,

Serviço que pode mais.

 

Benedito Candelária Irmão

 

O tempo não volta atrás,

Dia passado correu;

Tempo é aquilo que se faz

Do tempo que Deus nos deu.

Leonel Coelho

 

Enquanto esperas pelo Céu, não olvides que também a Terra vive esperando por ti.

Mariano José Pereira da Fonseca

Se queres viver contente

No doce clima da paz,

Nunca dês um passo à frente,

Deixando culpas atrás.

Souza Lobo

 

Se queres felicidade

No campo que te rodeia,

Nunca entreteças teu ninho

Em galho de dor alheia,

Fócion Caldas

 

O dever possui as benções da confiança, mas a dívida tem os fantasmas da cobrança.

André Luiz

 

Idéias e Ilustrações

Francisco Cândido Xavier - Diversos Espíritos