segunda-feira, 4 de julho de 2016



Súplica

Senhor! Enquanto a Terra se transforma,
Lembrando mar revolto ante bênção celeste,
Dá-nos a força de seguir na vida
A luz que nos legaste, o exemplo que nos deste!...

Auxilia-nos, Mestre, a suportar, sem queixa,
Luta, dificuldade, crise, prova...
Que aceitemos contigo a dor por instrumento
Que burila e renova.

Quando a perturbação nos assalte o roteiro,
Não nos deixe ferir ou desprezar alguém
E mostra-nos no mal que nos espanque e humilhe
A visita do bem.

Leva-nos a saber que o mal também trabalha e espera
E induze-nos a ver: em nossos vãos temores,
Que o diamante já foi carvão pobre e esquecido,
Que muito espinheiral é viveiro de flores.

Ante ofensas, pedradas e agressões,
Que, em teu nome, possamos acolhê-las,
Como quem agradece a escuridão da noite
Para guardar em prece a visão das estrelas!

Sobretudo, dirige-nos o passo,
Seja onde for e seja com quem for;
Ao clarão da bondade infatigável,
Para o culto do amor.

Que toda criatura do caminho
Encontre em nosso apoio um braço irmão,
Que vejamos, nos últimos da estrada,
Filhos do coração.

Concede-nos o dom de descobrir
Na imensa multidão atirada ao relento,
Nos irmãos em revolta, agarrados à sombra,
Nossa própria família em sofrimento.

Ensina-nos, Jesus, que os bens de que dispomos
São empréstimos teus
E faze-nos sentir que onde houver caridade,
Aí brilha mais alta a presença de Deus.

Maria Dolores

Do livro: Preito de Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 3 de julho de 2016

SUBLIME RENOVAÇÃO

 

Conta-se que Tiago, filho de Alfeu, o discípulo de Jesus extremamente ligado à Lei Antiga, alguns meses depois da crucificação tomou-se de profunda saudade do Redentor e, suspirando por receber-lhe a visita divina, afastou-se dos companheiros de apostolado, demandando deleitoso retiro, nas adjacências de Nazaré.

Ele, que pretendia conciliar os princípios do Cristo com os ensinamentos de Moisés, não tolerava os distúrbios da multidão.

Não seria mais justo – pensava – aguardar o Senhor na quietude do campo e na bênção da prece?

Porque misturar-se com os gentios irreverentes?

Simão e os demais cooperadores haviam permanecido em Jerusalém, confundindo-se com meretrizes e malfeitores.

Vira-lhes o sacrifício em favor dos leprosos e dos loucos, das mães desditosas e das crianças abandonadas, mas não desconhecia que, entre os sofredores que os cercavam, surgiam oportunidades e ladrões.

Conhecera, de perto, os que iam orar em nome da Boa Nova, com o intuito de roubar e matar. Acompanhara o martírio de muitas jovens da família apostólica miseravelmente traídas por homens de má fé que lhes sufocavam os sonhos, copiando textos do Evangelho renovador. Observara bocas numerosas glorificando o Santo Nome para, em seguida, extorquirem dinheiro aos necessitados, sem que ninguém lhes punisse a desfaçatez.

Na grande casa em que se propunha continuar a obra do Cristo, entravam alimentos condenados e pipas de vinho com que se intoxicavam doentes, tanto quanto bêbados e vagabundos que fomentavam a balbúrdia e a perturbação.

Desgostoso, queixara-se a Pedro, mas o rijo pescador que lutava na chefia do santuário nascente rogara-lhe serenidade e abnegação.

Poderia, contudo, sustentar excessos de tolerância, quando o Senhor lhes recomendara pureza? Em razão disso, crendo guardar-se isento da corrupção, abandonara a grande cidade e confinara-se em ninho agreste na deliciosa planura que se eleva acima do burgo alegre em que Jesus passou a infância.

Ali, contemplando a paisagem que se desdobra em perspectiva surpreendente, consolava-se com a visão dos lugares santos a lhe recordarem as tradições patriarcais.

Diante dele destacavam-se as linhas notáveis do Carmelo, as montanhas do país de Siquém, o monte Gelboé e a figura dominante do Tabor...

Tiago, habituado ao jejum, comprazia-se em prece constante.

Envergando a veste limpa, erguia-se de leito alpestre, cada dia, para meditar as revelações divinas e louvar o Celeste Orientador, aguardando-Lhe a vinda.

Extasiava-se, ouvindo as aves canoras que lhe secundavam as orações, e acariciava, contente, as flores silvestres que lhe balsamizavam o calmoso refúgio.

Por mais de duzentos dias demorava-se em semelhante adoração, ansiando ouvir o Salvador, quando, em certo crepúsculo doce e longo, reparou que um ponto minúsculo crescia, em pleno céu.

De joelhos, interrompeu a oração e acompanhou a pequenina esfera luminosa, até que a viu transformada na figura de um homem, que avançava em sua direção...

Daí a minutos, mal sopitando a emotividade, reconheceu-se à frente do Mestre.

Oh! era Ele! A mesma túnica simples, os mesmos cabelos fartos a se Lhe derramarem nos ombros, o mesmo semblante marcado de amor e melancolia...

Tiago esperou, mas Jesus, como se lhe não assinalasse a presença, caminhou adiante, deixando-o à retaguarda...

O discípulo solitário não suportou semelhante silêncio e, erguendo-se, presto, correu até o Divino Amigo e interpelou-o:

- Senhor, Senhor! aonde vais?

O Messias voltou-se e respondeu, generoso:

- Devo estar ainda hoje em Jerusalém, onde os nossos companheiros necessitam de meu concurso para o trabalho...

- E eu, Mestre? – perguntou o apóstolo, aflito – acaso não precisarei de Ti no carinho que Te consagro à memória?

- Tiago – disse Jesus, abençoando-o com o olhar -, o soldado que se retira deliberadamente do combate não precisa do suprimento indispensável à extensão da luta... Deixei aos meus discípulos os infortunados da Terra como herança. O Evangelho é a construção sublime da alegria e do amor... E enquanto houver no mundo um só coração desfalecente, o descanso ser-me-á de todo impraticável...

- Mas, Senhor, disseste que devíamos conservar a elevação e a pureza.

- Sim – tornou o Excelso Amigo -, e não te recrimino por guardá-las. Devo apenas dizer-te que é fácil ser santo, à distância dos pecadores.

- Não nos classificaste também como sendo a luz do mundo?

O Visitante Divino sorriu triste e falou:

 

- Entretanto, onde estará o mérito da luz que foge da sombra? Nas trevas da crueldade e da calúnia, da mistificação e da ignorância, do sofrimento e do crime, acenderemos a Glória de Deus, na exaltação do Bem Eterno.

Tiago desejaria continuar a sublime conversação, mas a voz extinguiu-se-lhe na garganta, asfixiada de lágrimas; e como quem tinha pressa de chegar ao destino, Jesus afastou-se, após afogar-lhe o rosto em pranto.

Na mesma noite, porém, o apóstolo renovado desceu para Nazaré e, durante longas horas, avançou devagar para Jerusalém, parando aqui e ali para essa ou aquela tarefa de caridade e de reconforto. E na ensolarada manhã do sétimo dia da jornada de volta, quando Simão Pedro veio à sala modesta de socorro aos enfermos encontrou Tiago, filho de Alfeu, debruçado sobre velha bacia de barro, lavando um feridento e conversando, bondoso, ao pé dos infelizes.

 

Irmão X
SUBLIME RENOVAÇÃO

 

Conta-se que Tiago, filho de Alfeu, o discípulo de Jesus extremamente ligado à Lei Antiga, alguns meses depois da crucificação tomou-se de profunda saudade do Redentor e, suspirando por receber-lhe a visita divina, afastou-se dos companheiros de apostolado, demandando deleitoso retiro, nas adjacências de Nazaré.

Ele, que pretendia conciliar os princípios do Cristo com os ensinamentos de Moisés, não tolerava os distúrbios da multidão.

Não seria mais justo – pensava – aguardar o Senhor na quietude do campo e na bênção da prece?

Porque misturar-se com os gentios irreverentes?

Simão e os demais cooperadores haviam permanecido em Jerusalém, confundindo-se com meretrizes e malfeitores.

Vira-lhes o sacrifício em favor dos leprosos e dos loucos, das mães desditosas e das crianças abandonadas, mas não desconhecia que, entre os sofredores que os cercavam, surgiam oportunidades e ladrões.

Conhecera, de perto, os que iam orar em nome da Boa Nova, com o intuito de roubar e matar. Acompanhara o martírio de muitas jovens da família apostólica miseravelmente traídas por homens de má fé que lhes sufocavam os sonhos, copiando textos do Evangelho renovador. Observara bocas numerosas glorificando o Santo Nome para, em seguida, extorquirem dinheiro aos necessitados, sem que ninguém lhes punisse a desfaçatez.

Na grande casa em que se propunha continuar a obra do Cristo, entravam alimentos condenados e pipas de vinho com que se intoxicavam doentes, tanto quanto bêbados e vagabundos que fomentavam a balbúrdia e a perturbação.

Desgostoso, queixara-se a Pedro, mas o rijo pescador que lutava na chefia do santuário nascente rogara-lhe serenidade e abnegação.

Poderia, contudo, sustentar excessos de tolerância, quando o Senhor lhes recomendara pureza? Em razão disso, crendo guardar-se isento da corrupção, abandonara a grande cidade e confinara-se em ninho agreste na deliciosa planura que se eleva acima do burgo alegre em que Jesus passou a infância.

Ali, contemplando a paisagem que se desdobra em perspectiva surpreendente, consolava-se com a visão dos lugares santos a lhe recordarem as tradições patriarcais.

Diante dele destacavam-se as linhas notáveis do Carmelo, as montanhas do país de Siquém, o monte Gelboé e a figura dominante do Tabor...

Tiago, habituado ao jejum, comprazia-se em prece constante.

Envergando a veste limpa, erguia-se de leito alpestre, cada dia, para meditar as revelações divinas e louvar o Celeste Orientador, aguardando-Lhe a vinda.

Extasiava-se, ouvindo as aves canoras que lhe secundavam as orações, e acariciava, contente, as flores silvestres que lhe balsamizavam o calmoso refúgio.

Por mais de duzentos dias demorava-se em semelhante adoração, ansiando ouvir o Salvador, quando, em certo crepúsculo doce e longo, reparou que um ponto minúsculo crescia, em pleno céu.

De joelhos, interrompeu a oração e acompanhou a pequenina esfera luminosa, até que a viu transformada na figura de um homem, que avançava em sua direção...

Daí a minutos, mal sopitando a emotividade, reconheceu-se à frente do Mestre.

Oh! era Ele! A mesma túnica simples, os mesmos cabelos fartos a se Lhe derramarem nos ombros, o mesmo semblante marcado de amor e melancolia...

Tiago esperou, mas Jesus, como se lhe não assinalasse a presença, caminhou adiante, deixando-o à retarguada...

O discípulo solitário não suportou semelhante silêncio e, erguendo-se, presto, correu até o Divino Amigo e interpelou-o:

- Senhor, Senhor! aonde vais?

O Messias voltou-se e respondeu, generoso:

- Devo estar ainda hoje em Jerusalém, onde os nossos companheiros necessitam de meu concurso para o trabalho...

- E eu, Mestre? – perguntou o apóstolo, aflito – acaso não precisarei de Ti no carinho que Te consagro à memória?

- Tiago – disse Jesus, abençoando-o com o olhar -, o soldado que se retia deliberadamente do combate não precisa do suprimento indispensável à extensão da luta... Deixei aos meus discípulos os infortunados da Terra como herança. O Evangelho é a construção sublime da alegria e do amor... E enquanto houver no mundo um só coração desfalecente, o descanso ser-me-á de todo impraticável...

- Mas, Senhor, disseste que devíamos conservar a elevação e a pureza.

- Sim – tornou o Excelso Amigo -, e não te recrimino por guardá-las. Devo apenas dizer-te que é fácil ser santo, à distância dos pecadores.

- Não nos classificaste também como sendo a luz do mundo?

O Visitante Divino sorriu triste e falou:

 

- Entretanto, onde estará o mérito da luz que foge da sombra? Nas trevas da crueldade e da calúnia, da mistificação e da ignorância, do sofrimento e do crime, acenderemos a Glória de Deus, na exaltação do Bem Eterno.

Tiago desejaria continuar a sublime conversação, mas a voz extinguiu-se-lhe na garganta, asfixiada de lágrimas; e como quem tinha pressa de chegar ao destino, Jesus afastou-se, após afagar-lhe o rosto em pranto.

Na mesma noite, porém, o apóstolo renovado desceu para Nazaré e, durante longas horas, avançou devagar para Jerusalém, parando aqui e ali para essa ou aquela tarefa de caridade e de reconforto. E na ensolarada manhã do sétimo dia da jornada de volta, quando Simão Pedro veio à sala modesta de socorro aos enfermos encontrou Tiago, filho de Alfeu, debruçado sobre velha bacia de barro, lavando um feridento e conversando, bondoso, ao pé dos infelizes.

 

Irmão X
SUBLIME RENOVAÇÃO

 

Conta-se que Tiago, filho de Alfeu, o discípulo de Jesus extremamente ligado à Lei Antiga, alguns meses depois da crucificação tomou-se de profunda saudade do Redentor e, suspirando por receber-lhe a visita divina, afastou-se dos companheiros de apostolado, demandando deleitoso retiro, nas adjacências de Nazaré.

Ele, que pretendia conciliar os princípios do Cristo com os ensinamentos de Moisés, não tolerava os distúrbios da multidão.

Não seria mais justo – pensava – aguardar o Senhor na quietude do campo e na bênção da prece?

Porque misturar-se com os gentios irreverentes?

Simão e os demais cooperadores haviam permanecido em Jerusalém, confundindo-se com meretrizes e malfeitores.

Vira-lhes o sacrifício em favor dos leprosos e dos loucos, das mães desditosas e das crianças abandonadas, mas não desconhecia que, entre os sofredores que os cercavam, surgiam oportunidades e ladrões.

Conhecera, de perto, os que iam orar em nome da Boa Nova, com o intuito de roubar e matar. Acompanhara o martírio de muitas jovens da família apostólica miseravelmente traídas por homens de má fé que lhes sufocavam os sonhos, copiando textos do Evangelho renovador. Observara bocas numerosas glorificando o Santo Nome para, em seguida, extorquirem dinheiro aos necessitados, sem que ninguém lhes punisse a desfaçatez.

Na grande casa em que se propunha continuar a obra do Cristo, entravam alimentos condenados e pipas de vinho com que se intoxicavam doentes, tanto quanto bêbados e vagabundos que fomentavam a balbúrdia e a perturbação.

Desgostoso, queixara-se a Pedro, mas o rijo pescador que lutava na chefia do santuário nascente rogara-lhe serenidade e abnegação.

Poderia, contudo, sustentar excessos de tolerância, quando o Senhor lhes recomendara pureza? Em razão disso, crendo guardar-se isento da corrupção, abandonara a grande cidade e confinara-se em ninho agreste na deliciosa planura que se eleva acima do burgo alegre em que Jesus passou a infância.

Ali, contemplando a paisagem que se desdobra em perspectiva surpreendente, consolava-se com a visão dos lugares santos a lhe recordarem as tradições patriarcais.

Diante dele destacavam-se as linhas notáveis do Carmelo, as montanhas do país de Siquém, o monte Gelboé e a figura dominante do Tabor...

Tiago, habituado ao jejum, comprazia-se em prece constante.

Envergando a veste limpa, erguia-se de leito alpestre, cada dia, para meditar as revelações divinas e louvar o Celeste Orientador, aguardando-Lhe a vinda.

Extasiava-se, ouvindo as aves canoras que lhe secundavam as orações, e acariciava, contente, as flores silvestres que lhe balsamizavam o calmoso refúgio.

Por mais de duzentos dias demorava-se em semelhante adoração, ansiando ouvir o Salvador, quando, em certo crepúsculo doce e longo, reparou que um ponto minúsculo crescia, em pleno céu.

De joelhos, interrompeu a oração e acompanhou a pequenina esfera luminosa, até que a viu transformada na figura de um homem, que avançava em sua direção...

Daí a minutos, mal sopitando a emotividade, reconheceu-se à frente do Mestre.

Oh! era Ele! A mesma túnica simples, os mesmos cabelos fartos a se Lhe derramarem nos ombros, o mesmo semblante marcado de amor e melancolia...

Tiago esperou, mas Jesus, como se lhe não assinalasse a presença, caminhou adiante, deixando-o à retarguada...

O discípulo solitário não suportou semelhante silêncio e, erguendo-se, presto, correu até o Divino Amigo e interpelou-o:

- Senhor, Senhor! aonde vais?

O Messias voltou-se e respondeu, generoso:

- Devo estar ainda hoje em Jerusalém, onde os nossos companheiros necessitam de meu concurso para o trabalho...

- E eu, Mestre? – perguntou o apóstolo, aflito – acaso não precisarei de Ti no carinho que Te consagro à memória?

- Tiago – disse Jesus, abençoando-o com o olhar -, o soldado que se retia deliberadamente do combate não precisa do suprimento indispensável à extensão da luta... Deixei aos meus discípulos os infortunados da Terra como herança. O Evangelho é a construção sublime da alegria e do amor... E enquanto houver no mundo um só coração desfalecente, o descanso ser-me-á de todo impraticável...

- Mas, Senhor, disseste que devíamos conservar a elevação e a pureza.

- Sim – tornou o Excelso Amigo -, e não te recrimino por guardá-las. Devo apenas dizer-te que é fácil ser santo, à distância dos pecadores.

- Não nos classificaste também como sendo a luz do mundo?

O Visitante Divino sorriu triste e falou:

 

- Entretanto, onde estará o mérito da luz que foge da sombra? Nas trevas da crueldade e da calúnia, da mistificação e da ignorância, do sofrimento e do crime, acenderemos a Glória de Deus, na exaltação do Bem Eterno.

Tiago desejaria continuar a sublime conversação, mas a voz extinguiu-se-lhe na garganta, asfixiada de lágrimas; e como quem tinha pressa de chegar ao destino, Jesus afastou-se, após afagar-lhe o rosto em pranto.

Na mesma noite, porém, o apóstolo renovado desceu para Nazaré e, durante longas horas, avançou devagar para Jerusalém, parando aqui e ali para essa ou aquela tarefa de caridade e de reconforto. E na ensolarada manhã do sétimo dia da jornada de volta, quando Simão Pedro veio à sala modesta de socorro aos enfermos encontrou Tiago, filho de Alfeu, debruçado sobre velha bacia de barro, lavando um feridento e conversando, bondoso, ao pé dos infelizes.

 

Irmão X

sábado, 2 de julho de 2016


CRISTO E VIDA

 

Meu amigo. Compreendendo a importância do Evangelho na seara espírita, você pergunta:

- “Já que os amigos espirituais não acreditam na salvação pela fé e sim pelas obras, sem as quais a fé se revestiria de quase nenhum valor, diga-nos, Irmão X, sem muitas palavras, que significa a influência de Jesus no mundo?”

Antes de tudo, queremos afirmar que o Cristo de Deus, sob qualquer ângulo em que seja visto, é e será sempre o Excelso Modelo da Humanidade. Mas, a pouco e pouco, o homem compreenderá que, se precisamos de Jesus sentido e crido, não podemos dispensar Jesus compreendido e aplicado. E já que você nos pede uma síntese, dar-lhe-ei uma série de vinte definições do Senhor na experiência terrestre, por nós recolhidas em aula rápida de um instrutor da Espiritualidade Maior.

Cristo na Existência: Caridade.

Cristo no Lar: Harmonia.

Cristo no Templo: Discernimento.

Cristo na Escola: Educação.

Cristo na Palavra: Brandura.

Cristo na Justiça: Misericórdia.

Cristo na Inteligência: Proveito.

Cristo no Estudo: Orientação.

Cristo no Sexo: Responsabilidade.

Cristo no Trabalho: Eficiência.

Cristo na Profissão: Idoneidade.

Cristo na Alegria: Continência.

Cristo dna Dor: Resignação.

Cristo nas Relações: Solidariedade.

Cristo na Obrigação: Diligência.

Cristo no Cansaço: Refazimento.

Cristo no Repouso: Disciplina.

Cristo no Compromisso: Lealdade.

Cristo no Tempo: Serviço.

Cristo na Morte: Vida Eterna.

Aqui estão resultados da presença de Jesus em apenas alguns aspectos de nossos movimentos na Terra.

Você, contudo, provavelmente voltará à carga, indagando se nós, os espíritas desencarnados e encarnados, já atingimos semelhantes equações, e antecipo a resposta, informando a você que Jesus em nossa fraqueza é luz de esperança e, por isso mesmo, confiantes nele – o Mestre e Senhor -, estamos certos de que, um dia, nós todos faremos do evangelho o que devemos fazer.

 

Irmão X, do livro Estante da Vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2016


CONVITE AO EVANGELHO

 

Onde a palavra do Evangelho se faz ouvir, a caridade reina. E onde a caridade trabalha Jesus está presente.

 

ANTONY LEON.

*****

A palavra de Jesus

Exposta seja onde for

É sempre luz no caminho

Para a vitória do amor.

 

SOUZA LOBO.

*****

Quem transmite as lições do Evangelho distribui as riquezas do Senhor e quem as ouve acumula na própria alma os tesouros da Luz Eterna.

 

AGOSTINHO

*****

Alma querida escuta!...

Nos aguilhões da prova,

Conquanto o fel, o sofrimento e a luta,

Não te aflijas em vão...
 

Vem servir com Jesus na bendita oficina

Do bem que nos ampara e nos renova

E encontrarás na fé que te ilumina

A alegria da vida e a paz do coração.

 

MARIA DOLORES

 

A Doutrina Espírita é Jesus falando de novo ao coração da Humanidade.

 

BEZERRA DE MENEZES

*****

Ninguém na Terra avalia

No trabalho a que se lança

A colheita de alegria

De uma frase de esperança.

 

MEIMEI

*****

Embora as imperfeições que ainda nos assinalem o Espírito, estendamos os ensinamentos de Jesus, onde estivermos e como estivermos. A ânfora de barro tanto carrega a rosa que, um dia, acaba por se lhe impregnar do perfume.

 

ANDRÉ LUIZ

*****

Dor, desalento, cansaço.

Angústia na alma ferida?

Alcançarás no Evangelho

Caminho, verdade e vida.

 

CASIMIRO CUNHA

*****

O verbo de luz em prece,

- Dom da paz belo e profundo, -

Lembra o Sol quando aparece

Rompendo as trevas do mundo.

 

S. LASNEAU

 

Fala abençoando e amparando sempre. Muitas vezes, a criatura em abandono e provação, abatimento e penúria que te cruza a estrada não é senão alguém que te pede algumas palavras de consolo e fé, renovação e otimismo, a fim de retomar em paz e segurança os compromissos e obrigações do seu próprio caminho.

 

EMMANUEL

 

Psicografia em Reunião Pública. Data – 9-6-1971.

Local – Fundação Marietta Gaio, na cidade do Rio de Janeiro,