quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Sinceramente

Se você efetivamente deseja cooperar com Jesus, nada conseguirá arredá-lo do propósito de servir.


Mesmo sob circunstâncias adversas, saberá encontrar recursos para que o bem se manifeste através de suas mãos.

Ao invés de inspirarem-lhe desânimo, os percalços naturais do caminho ser-lhe-ão apelos à perseverança e convites ao devotamento.
Não perderá tempo reclamando situações de privilégio ou esperando condições mais favoráveis ao cumprimento do dever.

Por mais insignificante que considere a sua tarefa, procurará desempenhá-la com a responsabilidade daqueles aos quais a vida já confiou encargos maiores.


Se acontecimentos inesperados lhe impuserem limitações ao campo de ação pessoal, não se acanhará de tornar às suas próprias origens no serviço de natureza espiritual com a alegria e com a esperança que lhe assinalaram os primeiros passos na senda do aperfeiçoamento.


Compreenderá que todo sofrimento é lição, agradecendo à dor a experiência adquirida na cartilha da provação.


Preferirá ser desagradado pelos que ainda não conseguem aceitá-lo como é, do que desagradar a consciência que lhe ensina a ser melhor a cada dia que passa.


Na companhia de amigos, ou solitário, seguirá adiante sem se deixar absorver exclusivamente pelos compromissos de ordem material, lutando, a todo custo, pela emancipação íntima, reconhecendo que toda construção sólida no reino do espírito se alicerça no sacrifício.


Se você sinceramente deseja acompanhar o Mestre na jornada de volta para Deus, tome a sua cruz sobre os ombros e não O perca de vista, em meio às surpresas e desafios da estrada.

André Luiz


 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


A Luz em Ti

É um tesouro inigualável, teu somente.


 Ninguém dispõe dele em teu lugar. Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo sem preocupação. Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te a grandeza da alma, no brilho do perdão.

 
 No momento em que os seres mais queridos porventura te abandonem, será parte luminosa de tua benção.


 Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de paz e simpatia. Nos empreendimentos que te digam respeito ao próprio interesse, converte-se em passaporte para a aquisição das vantagens que desejes usufruir. No relacionamento comum, transforma-se na chave para a formação das amizades fiéis.


 Na essência, é um investimento, a teu próprio favor, que realizas sem o menor prejuízo.


 Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti mesmo, - que nenhuma circunstância pode extinguir e que ninguém consegue arrebatar.


Meimei

terça-feira, 10 de novembro de 2015


Não Percas Tempo

Não deixes para mais tarde
A palavra calma e boa,
Que salva anima e perdoa
Curando ofensa ou pesar;

Talvez muita gente esteja
Na pauta do que te digo,
Pedindo-te um gesto amigo
Que não se deve adiar

Às vezes, num só abraço,
Numa frase ou num sorriso
Temos nós o que é preciso
Em qualquer reparação;

Faze agora o bem que possas,
Não aguardes outro dia,
Bondade semeia e cria
Vida nova no coração.

Haja o que houve em caminho,
Não guardes ressentimento,
Todo minuto é momento
De ajudar e recompor.

Não apontes, nem lastimes,
A incompreensão que te alcança,
Para quem segue a esperança
Deus é a presença do amor.

Maria Dolores

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Reverso – Joanna de Ângelis por Divaldo Franco


Jesus e Reino
 
Cada verso do sermão da montanha é um hino completo de exaltação a quem se entrega a Deus e nEle confia.
 
A emotividade de Jesus desatou o poema das bem-aventuranças, endereçando aos tempos do futuro as regras de ouro para a aquisição da felicidade perfeita.
 
A síntese extraordinária chegou aos ouvidos da Humanidade como sendo o mais completo discurso de esperança de que se tem notícia.
 
Toda uma eloquente dissertação, representativa das mais amplas aspirações humanas, ali se encontra exarada.
 
Todos quantos passaram sob o judô da discriminação arbitrária, sofrendo as chuvas de sarcasmos e desaires, encontram na poesia lírica do Mestre o coroamento das suas lutas, se souberem conduzir os fardos das provações que lhes pesam sobre os sentimentos.
 
Bem-aventurados são os mansos e os pacíficos, que atravessam o campo de batalha sem revidar aos golpes da violência.
 
Bem-aventurados os pobres de espírito, que sabem reconhecer a condição redentora em que se encontram e não disputam as vãs posições do jogo perigoso da alucinação terrena.
 
Bem-aventurados os que se humilham por amor e submissão às leis, sem permitir-se a indignidade nem a vulgarização moral às circunstâncias em que se encontram.
 
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, não se rebelando ante as condições ignominiosas que lhes são impostas no trânsito carnal.
 
Bem-aventurados os simples que se contentam com o ar, a paz e o pão da vida, sem os caprichos das ilusões passageiras que ocultam a realidade e não mudam o panorama íntimo.
 
Bem-aventurados os puros de intenções, que não têm maldades, nem desconfianças, e caminham com entrega total a Deus, fiéis para sempre.
 
São bem-aventurados os que choram sem reclamação, os que sofrem sem rebeldia…
 
Cada verso é um símbolo da vitória do bem no sofrimento e do triunfo da luz na treva da ignorância.
Assim o disse Jesus.
 
Há, porém, o reverso, o que ficou subentendido e não foi enunciado.
 
O reverso é a aflição demorada que carpirão os orgulhosos e os prepotentes ao darem-se conta da realidade, passada a rápida aventura do corpo físico; o desencanto e a amargura que assaltarão aqueles que se utilizaram das leis, do poder e das circunstâncias para uso pessoal, enquanto as necessidades e a sujeição os observam ansiosas, carentes; indescritíveis serão o despertar das consciências e o compreender da razão, por parte daqueles que viviam na fartura, saturados pelo prazer e insatisfeitos diante dos excessos…
 
O Senhor jamais condenava, não se atribuindo qualidades de juiz, das vidas, embora sendo o Educador e Magistrado por excelência, mantendo sempre uma posição de superior bondade, na qual se encontram a sabedoria e a misericórdia.
 
No entanto, aqueles que não estão catalogados no sermão da montanha, são o reverso doloroso da carta magna que Ele endereçou à Humanidade.
 
Observa com cuidado de que lado te situas ante a canção das bem-aventuranças; se estás no verso de luz e paz ou no reverso de sombra e dor.
 
(Do livro “Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)
FONTE: livroespirita.net

domingo, 8 de novembro de 2015


Vida Conjugal

"Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o seu marido." - Paulo. (EFÉSIOS, 5:33.)

As tragédias da vida conjugal costumam povoar a senda comum. Explicando o desequilíbrio, invoca-se a incompatibilidade dos temperamentos, os desencantos da vida íntima ou as excessivas aflições domésticas.

O marido disputa companhias novas ou entretenimentos prejudiciais, ao passo que, em muitos casos, abre-se a mente feminina ao império das tentações, entrando em falso rumo.

Semelhante situação, porém, será sempre estranhável nos lares formados sobre as escolas da fé, nos círculos do Cristianismo.

Os cônjuges, com o Cristo, acolhem, acima de tudo, as doces exortações da fraternidade.

É possível que os sonhos, muita vez, se desfaçam ao toque de provas salvadoras, dentro dos ninhos afetivos, construídos na árvore da fantasia. Muitos homens e mulheres exigem, por tempo vasto, flores celestes sobre espinhos terrenos, reclamando dos outros atitudes e diretrizes que eles são, por enquanto, incapazes de adotar, e o matrimônio se lhes converte em instituição detestável.

O cristão, contudo, não pode ignorar a transitoriedade das experiências humanas. Com Jesus, é impossível destruir os divinos fundamentos da amizade real. Busque-se o lado útil e santo da tarefa e que a esperança seja a lâmpada acesa no caminho...

Tua esposa mantém-se em nível inferior à tua expectativa? Lembra-te de que ela é mãe de teus filhinhos e serva de tuas necessidades. Teu esposo é ignorante e cruel? Não olvides que ele é o companheiro que Deus te concedeu ...
 
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 137

sábado, 7 de novembro de 2015


Na Luz da Reencarnação

Trazes hoje as vísceras doentes, compelindo-te aos aborrecimentos de incessante medicação.
Elas, porém, se fizeram assim, à força de suportarem ontem os teus próprios abusos nos venenos da mesa.
 
Trazes hoje o corpo mutilado, obrigando-te a movimentos de sacrifício.
Tens, no entanto, o carro físico desse modo por lhe haveres gasto, ontem, esse ou aquele recurso em corridas à delinquência.
 
Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões.
Mas, isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas.
 
Trazes hoje a carência material por sentinela de cada dia.
Contudo, ontem atolavas o coração no supérfluo, articulado com o pranto dos infelizes.
 
Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos.
Entretanto, são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas.
 
Todos somos capazes de fazer o melhor, porquanto, pelas tentações e provas de hoje, podemos avaliar o ponto de trabalho em que a vida nos impele a sanar os erros do passado, clareando o futuro.
 
Perfeição é a meta.
 
Reencarnação é o caminho.
 
E toda falha, na direção de obra perfeita, exige naturalmente corrigenda e recomeço.

XAVIER, Francisco Cândido. Justiça Divina. Pelo Espírito Emmanuel. FEB.