domingo, 23 de dezembro de 2012

Morte

A morte é simples mudança de plano existencial.

Em a Natureza, nada desaparece para sempre.

A semente volta a ser árvore, a noite volta a ser dia, o velho volta a ser jovem...

Vida e morte são apenas estados que se alternam e se sucedem no caminho da evolução.

É necessário que os homens se conscientizem de que estão na Terra para breve tempo e que todos, sem distinção, mais cedo ou mais tarde serão chamados à Grande Mudança.

A vida na matéria é ilusão, porque tudo o que é material é transitório, sujeito a inevitáveis transformações.

Ninguém tenha receio de morrer; antes, tenha receio de viver iludido quanto à Verdade.

Ninguém se desespere pelos entes queridos que partiram; em obediência às suas necessidades cármicas, eles simplesmente viajaram mais cedo.

Apenas tem medo da morte quem desconhece a Vida.

Além do túmulo, continuamos a ser nós mesmos, porque se a morte nos despoja do corpo, não nos altera a individualidade.

Portanto, ninguém espere alcançar na morte a auréola de santidade que não logrou alcançar na vida...



Irmão José

sábado, 22 de dezembro de 2012

Atenção na Hora

Atenção na Hora

Quando tudo te pareça,
Na tristeza que te invade,
Infortúnio, desencanto,
Amargura e tempestade;

Quando a saúde escasseia
E o companheiro deserta,
Quando o grito dos credores
Lembra garra que te aperta;

Quando notas que perdeste
O que tenhas por melhor
E enxergas apenas sombra
A envolver-te em derredor;

Quando os deveres te obrigam
A sorrir e a suportar,
Enquanto desejarias
Reagir e espernear,

Quando a corrente contrária
E angústia a esmagar-te o dia
Com o punhal do sofrimento
Que em tudo te desafia;

Recorda que Deus te deu,
Perante qualquer pesar,
A fé que te guarda e ensina
A nunca desanimar.

Por trás da noite de espinhos,
Na provação vexatória,
Quem sabe? Talvez estejas
No alvorecer da vitória.

Insiste na tolerância,
Nada reclames de alguém,
O Céu renova os caminhos
De quem persiste no bem.

Por isso, serve e não temas,
Nada te faça fugir,
Quando tudo segue mal
É hora de resistir.


Jair Presente

Do livro: Seguindo Juntos, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sinais

Sinais

Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.


Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de s
eu espírito.


Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.

S
eu
s impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.
S
eus pensamentos revelam suas companhias espirituais.

Suas leituras definem os seus sentimentos.
 

Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.
 
Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.
 

Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.
 

Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas
assembléias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.



André Luiz


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Na Noite de Natal

Na Noite de Natal

- "Minha Mãe, por que Jesus
Cheio de Amor e Grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?

Por que não veio até nós,
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias?"

- "Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A Luminosa Humildade!...

Às vezes, penso também
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo!"

E a pobre Mãe de olhos fixos
Na Luz do Céu que sorria,
Concluiu com sentimento
Em terna melancolia:

-" Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não Lhe abrirmos na Terra
As portas do Coração."


João de Deus


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Solução Natural

Solução Natural



Os espíritos benfeitores já não sabiam como atender à pobre senhora obsidiada.

Perseguidor e perseguida estavam mentalmente associados à maneira de polpa e casca no futuro.


Os amigos desencarnados tentaram afastar o obsessor, induzindo a jovem senhora a esquecê-lo, mas debalde.


Se; tropeçava na rua, a moça pensava nele...


Se; alfinetava um dedo em serviço, atribuía-lhe o golpe...


Se o marido estivesse irritado, dizia vítima do verdugo invisível...


Se; a cabeça doía, acusava-o...


Se; uma xícara se espatifasse no trabalho doméstico, imaginava-se atacada por ele...


Se aparecesse leve dificuldade econômica, transformava a prece em crítica ao desencarnado infeliz...


Reconhecendo que a interessada não encontrava libertação por teimosia, os instrutores espirituais, ligaram os dois – a doente e o acompanhante invisível – em laços fluídicos mais profundos, até que ele renasceu dela mesma, por filho necessitado de carinho e de compaixão.


Os benfeitores descansaram.


O obsessor descansou.


A obsidiada descansou.


O esposo dela descansou.


Transformar obsessores em filhos, com a bênção da Providência Divina, para me haja paz nos corações e equilíbrio nos lares, muita vez, é a única solução.

Hilário Silva
Médium: Francisco Cândido Xavier


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Evolução e Responsabilidade Espírita

Evolução e Responsabilidade Espírita


Ao adquirirmos conhecimentos tornamo-nos responsáveis por nossos atos. Consolidando estes conhecimentos estamos aptos a transmiti-los para outros, vivenciando-os.


Durante a evolução sobre a Terra, nós seres humanos, vimos desenvolvendo aos poucos nossas capacidades intelectuais e espirituais. Passamos do ‘ser totalmente instintivo’, que lutava animalescamente por sua sobrevivência num mundo hostil, para um ‘ser mais sensível’, que busca criar melhores condições de sobrevivência para si mesmo e sua prole. Nesta evolução passamos pela idade do fogo, da pedra, do ferro e chegamos ao que chamamos de período civilizado. Enquanto ser gregário, agrupamo-nos socialmente para vivermos em comunidades, em cidades.

Grandes civilizações desenvolveram-se, atingiram o apogeu e decaíram.



Crescemos intelectualmente e espiritualmente, uns mais rapidamente, outros tantos lentamente; cada um de nós em um ritmo próprio. Alguns povos especializaram-se no desenvolvimento do intelecto, outros nos valores espirituais. Em muitas destas fases, o primitivismo predominou através de guerras ou do domínio dos fortes sobre os mais fracos, tanto física como psicologicamente.


Há dois mil anos, Jesus trouxe à Terra o amor pelas criaturas, ensinando a todos nós que somente através do amor o homem atingirá seu apogeu evolutivo. No entanto recebemos estes ensinos divinos e mal percebemos a sua grandeza. Mesmo na época de Jesus, muitos de nós não conseguimos perceber estes ensinos, além da sua utilidade prática, momentânea, de cura de nossos males físicos ou emocionais.


Como diz Amélia Rodrigues, através da mediunidade de Divaldo Franco, “Jesus aparece-lhes e abre-lhes um elenco de novas possibilidades, oferecendo-lhes recursos incomuns, oportunidades antes jamais imaginadas e causa uma rápida mudança de conduta. ...A mensagem Dele, de renovação e de libertação interior, no entanto passava quase despercebida...”
No entanto, a mudança ocorre. A semente do amor estava plantada. Assim, apesar de momentos históricos negros, a arte e a cultura ressurgem para nos mostrar a beleza do mundo e sensibilizar o nosso espírito primitivo para as coisas mais elevadas.


Deixamos de apenas lutar pela sobrevivência. Agora ainda trabalhamos para viver, mas apreciamos algumas comodidades e, alguns de nós, já desenvolvemos o espírito crítico: político, científico e artístico; outros, o ético-moral-religioso.
As guerras e revoluções continuaram e continuam, mas de tempos em tempos, espíritos mais elevados renascem entre nós para iluminar todos os campos da nossa cultura. Nestas ocasiões, o saber aprimora-se e o conhecimento científico utilizado positivamente proporciona-nos cada dia mais comodidades.


No final do século 19, os espíritos oferecem-nos a sua doutrina, através de Allan Kardec. No mundo ocidental, vivíamos a revolução industrial. Desenvolvíamos cada vez mais o conhecimento científico e a nossa indústria sofreu forte impulso e desenvolveu-se. Estávamos também aptos a adquirirmos mais conhecimentos sobre a vida espiritual. E a verdade da vida espiritual surgiu através de manifestações em várias partes do mundo. Allan Kardec iniciou o trabalho de codificação da doutrina dos espíritos e esta espalhou-se pelo mundo.


O século 20, século das grandes descobertas científicas, de Einstein, Madame Curie e outros tantos nomes que contribuíram para o desenvolvimento da nossa Ciência em todos os seus ramos, também nos traz uma outra revolução - a da comunicação. Já não vivemos isolados numa região, pois somos co-participantes no dia a dia da vida planetária. Acompanhamos os acontecimentos no planeta e co-participamos, observando, criticando. E isto virá a ser um dos fatores importantes no nosso processo evolutivo como ser humano: participar para entender; compreender para que possamos nos modificar interiormente e mudar também o mundo à nossa volta.


Facilidade de locomoção terrestre, marítima e aérea ajuda o redescobrimento de culturas milenares, como a da Índia, do Japão e da China. A medicina tradicional, que faz transplantes de coração, microcirurgias via computador, também é desafiada pelas práticas milenares destas culturas. A medicina alternativa propaga-se e começa a surgir a medicina vibracional.


Nós queremos ser co-participantes em todas áreas de nosso desenvolvimento!
Estamos, portanto, em meio a uma revolução em nossa história. De um lado o materialismo oriundo da revolução industrial e científica. De outro, a busca de conhecimento espiritual e do autodescobrimento, a busca da força interior. Já não lutamos contra as feras para sobreviver. Mas lutamos conosco mesmo, num esforço supremo para nos conhecermos e libertarmos-nos dos grilhões de ferro a que nos atamos ao longo dos séculos.
Hoje temos o conhecimento científico e espiritual à mão. Os espíritos trouxeram a vida espiritual à luz do nosso conhecimento. E não-somente através do Espiritismo, pois em todas as religiões os fenômenos mediúnicos estão presentes. É o mundo espiritual ajudando o mundo terreno a progredir, ajudando-nos a nos libertarmos através do conhecimento; ajudando-nos a galgar degraus evolutivos mais rapidamente.
Temos, portanto, tempo para pensar e capacidade para analisar. Temos à nossa disposição o conhecimento científico e o conhecimento mundano. E nós, espíritas, temos à disposição os ensinamentos morais e espirituais lançados por Jesus e agora analisados a luz do Espiritismo.


Ganhamos muito nestes milênios de nossa evolução de homens e mulheres primitivos à civilizados. Ganhamos bem estar social, vivemos mais. Temos à nossa disposição na prateleira do supermercado a alimentação para o corpo; entretemo-nos com o rádio, a televisão, o vídeo. Podemos nos comunicar com o mundo pelo telefone e até pelo computador. Temos ainda à nossa disposição alimento para a alma nos centros espíritas, nos livros espíritas.
E o que o fazemos? Repetimos automaticamente, como se a palavra, o conhecimento trazido pelos espíritos não fossem para nós mesmos, mas para outros. Propagamos nosso conhecimento, mas não o aplicamos a nós mesmos. Esquecemos que Jesus advertiu: “Pedir-se-á muito àquele que muito recebeu, e prestará contas aquele a quem foram confiadas muitas coisas (Lucas 12:47-48)”.


Onde está a nossa responsabilidade de espíritas?


Adquirimos muito conhecimento. É nos dado conhecer as diferentes facetas dos ensinamentos de Jesus, explicados pelos espíritos, através de Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira e tantos outros que nos apresentam as leis divinas, a moral cristã e a vida espiritual, em seus livros psicografados ou não. Temos ainda a oportunidade de discutir e analisar estas verdades nas reuniões e palestras nos centros espíritas, diariamente.


E o que fazemos com este conhecimento? Engavetamos no armário da sala, na cristaleira fechada a sete chaves, onde todos vêem mas ninguém toca? Ou vivenciamos o que já conhecemos, no nosso dia a dia, dando aos outros o que já adquirimos?


Vivenciar o Espiritismo é vivenciar o Cristianismo, é colocar em prática o que aprendemos com Jesus! É preocupar-se com os conselhos dos espíritos,em cada comunicação, em cada palestra que assistimos ou que proferimos, para entender como eles se aplicam na nossa vida e então praticá-los. Praticá-los na nossa casa, no nosso trabalho, na nossa comunidade, na cidade, no país em que vivemos.


O conhecimento que adquirimos é antes para nós mesmos; depois de consolidado, pode vir a ser exemplificado e transmitido para outros. É por isto que Jesus adverte-nos: “Por que vedes o argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso? (Mateus 7:3)”. Muitas vezes recebemos o conhecimento e o colocamos como exemplo para alguém que está ao nosso lado, esquecendo de analisar o nosso próprio comportamento à vista deste ensinamento. Que ilusão! É a ilusão dos fariseus que se achando sábios esqueceram de praticar, para somente tagarelar! Seremos nós como os antigos fariseus? Estaremos somente repetindo as palavras sem a preocupação de colocá-las em prática na nossa vida?
Seremos nós como aqueles homens que viveram com Jesus e não O conheceram?
Já não somos cegos. Recebemos muito conhecimento. Temos, portanto, o dever e a responsabilidade de espalhar esta luz, não através das palavras que proferimos, mas das ações que praticamos!


Comunicar é a palavra do momento!


No entanto, comunicar somente não basta; é preciso dar o exemplo!



Rejane Spiegelberg Planer - Rie