quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A vida não cessa.



Wellington, Chico e Raimundo.
 Atenção!
Acontecerá hoje. Participe!  
Palestra



Expositor: Wellington Ferreira


Tema: “Senhor! Que queres que eu faça?” Paulo


Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31 Sousa-Paraíba.


Horário: 20h00


A vida não cessa.

"Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
A vida não cessa.
A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões".







André Luiz
Psicografia de Chico Xavier
 
 
Traços do Caráter Espírita
 
Humildade sem subserviência.
Dignidade sem orgulho.
Devotamento sem apego.
Alegria sem excesso.
Liberdade sem licença.
Firmeza sem petulância.
Fé sem exclusivismo.
Raciocínio sem aspereza.
Sentimento sem pieguice.
Caridade sem presunção.
Generosidade sem desperdício.
Conhecimento sem vaidade.
Cooperação sem exigência.
Respeito sem bajulice.
Valor sem ostentação.
Coragem sem temeridade.
Justiça sem intransigência.
Admiração sem inveja.
Otimismo sem ilusão.
Paz sem preguiça.
 
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os Gritos da Noite de São Bartolomeu - 24 de agosto de 1572

Massacre de São Bartolomeu, de François Dubois





Os Gritos da Noite de São Bartolomeu

Autor:
Allan Kardec

Fonte:
Revista Espírita
Setembro de 1858

HISTÓRICO

Na sua Histoire de l´ordre du Saint-Esprit, edição de 1778, De Saint-Foy cita a passagem seguinte, tirada de uma coletânea do Marquês Christophe Juvenal dês Ursins, tenente general do governo de Paris, escrita pelos fins do ano de 1572 e impressa em 160l.

“A 31 de agosto de 1572, oito dias após o massacre de São Bartolomeu, eu tinha ceado no Louvre, em casa da senhora de Fiesque. Durante todo dia havia feito muito calor. Fomos sentar-nos sob uma pequena latada, ao lado do riacho, para respirar ar fresco. De repente ouvimos no ar um barulho horrível de vozes tumultuosas e de gemidos misturados a gritos de raiva e de furor; ficamos imóveis, transidos de espanto, olhando-nos de vez em quando, mas sem coragem de falar. Creio que esse barulho durou cerca de meia hora. É certo que o rei Carlos IX o ouviu, ficou apavorado e não dormiu o resto da noite; contudo, não fez comentários no dia seguinte, mas foi notado o seu ar sombrio, pensativo e desvairado.

“Se algum prodígio deve não encontrar incrédulos, este é um, e é atestado por Henrique IV. Em seu livro I, capítulo 6, páginas 561, diz d´Aubigné: Várias vezes aquele príncipe nos contou entre os seus familiares e cortesãos mais íntimos – e tenho várias testemunhas vivas de que jamais no-lo repetiu sem sentir tomado de pavor – que oito dias depois do massacre da Noite de São Bartolomeu, havia visto uma grande quantidade de corvos pousar e crocitar sobre o pavilhão do Louvre; que na mesma noite Carlos IX, duas horas depois de se haver deitado, saltou da cama, fez com que os camareiros se levantassem, e mandou dar busca, pois ouvia no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhantes às que se ouviam na noite do massacre; que todos esses gritos eram tão chocantes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Carlos IX pensou fossem os inimigos dos Montmorency e os seus partidários atacando-os de surpresa, pelo que mandou um destacamento de sua guarda para impedir esse novo massacre; que os guardas informaram que Paris estava tranqüila e que todo aquele barulho que se ouvia estava no ar”.

Observação: O fato relatado tem muita analogia com a história do fantasma que aparecia a Mademoiselle Clairon, relatada em nosso numero de fevereiro, com a diferença que neste caso foi um único espírito a manifestar-se durante dois anos e meio, ao passo que depois da Noite de São Bartolomeu parece ter havido uma inumerável quantidade de Espíritos, que fizeram o ar vibrar apenas por alguns instantes. Aliás, ambos os fenômenos têm evidentemente o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos e da mesma natureza, por nós já relatados e deles não diferem senão em detalhes de forma. Interrogados sobre a causa desta manifestação, vários Espíritos responderam que era um castigo de Deus, o que é fácil de compreender.

Nota: São Bartolomeu foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Pregou o Evangelho na Índia e na Armênia, onde foi crucificado no ano 71, por ordem de Astiage. A Noite de São Bartolomeu é o nome dado a uma das maiores chacinas feitas pelos católicos nos protestantes. Em linhas gerais os fatos foram estes: durante os séculos XVI e XVII, o Protestantismo desenvolveu-se na França sob duas seitas: os Calvinistas e os Luteranos; de 1560 a 1598 houve naquele país oito guerras religiosas, desencadeadas pela política católica que visava aniquilar o Protestantismo; a luta uniu ou federou aquelas seitas, cujo nome Huguenotes provavelmente de deriva do vocábulo alemão eidgenossen, isto é, federados, posto alguns suponham provir do da Torre do Rei Hugo, em Tours, onde aqueles se reuniam. Na célebre Noite de São Bartolomeu, a 24 de agosto de 1572, obediente às manobras dos católicos, e da rainha mãe, Catarina de Médicis, Carlos IX, rei da França, ordenou a matança dos Huguenotes, dando ele próprio o sinal do início da carnificina. O fato passou à História com os nomes de Noite de São Bartolomeu e de Matança do Huguenotes, inspirando de várias maneiras os artistas, entre os quais Meyerbeer, que em 1836 escreveu a célebre ópera Os Huguenotes.

Estas lutas religiosas explicam o interesse e esforço francês por uma França Antártica e o aparecimento na História fo Brasil, de nomes como os de Villegaignon, Duguay-Troin e Coligny.



A noite de São Bartolomeu

Noite de 23 para 24 de agosto de 1572: os sinos da catedral de Saint Germain-l’Auxerrois fazem o prenúncio do dia de São Bartolomeu, (que foi um mártir). De todos os cantos da cidade, acorrem integrantes de uma milícia popular. Começa o terror. Portas e janelas são arrombadas. Com o toque dos sinos, ouvem-se também terríveis gritos assassinos. Começa o massacre da noite de São Bartolomeu.

Na noite de São Bartolomeu de 1572, os católicos massacraram os huguenotes. Somente em Paris, três mil protestantes foram exterminados nessa noite. A violência estava espalhada por todo o país, o número de huguenotes mortos foi de dezenas de milhares.

Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital Paris. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria pôr fim um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique II e de Catarina de Médicis. Margarida era irmã do rei Carlos IX.

Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a fina flor da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.

A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. E agora, um casamento deveria fazer com que tudo fosse esquecido?

O casamento não foi realizado na catedral. O noivo protestante não deveria entrar em “Notre Dame”, nem assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual celebrou-se o casamento. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta se desejava desposar Henrique, mas fez simplesmente um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.

No século XVI o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E esta encontrava-se inteiramente infiltrada pela nobreza católica. Uma reforma no clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status quo.

Por isso, os Guise – a linhagem predominante na França – observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da “Notre Dame”. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha-mãe Catarina de Médicis – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.

Poucos dias depois da cerimônia de casamento, ocorreu um fato desastroso. O almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina de Médicis.

Segundo o Histoire et Dictionnaire des Guerres de Religion (Arlette Jouanna et allia, Paris, Robert Laffont, 1998), o autor teria sido Charles de Louvier, senhor de Maurevert, que já tinha em sua folha corrida o assassinato, em 1569, de Artus de Mouy, um seguidor de Coligny.

Até hoje não se sabe quem encomendou o crime. Alguns historiadores falam, como já vimos, de Catherine de Médicis.

Embora os historiadores não tenham chegado a nenhuma conclusão sobre a autoria intelectual do crime, o fato é que o atentado representou um dos episódios mais sangrentos da história das guerras de religiões. O atentado contra Coligny lembra um outro atentado crucial, em 1936, quando o assassinato de Calvo Sotelo deu o sinal para o desfecho da Guerra Civil Espanhola, que deixou um saldo estimado em um milhão de cadáveres.

Tudo – o casamento, a festa pomposa – era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos IX o rei, com um olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, que era seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado.

O plano diabólico teve início. O rei Carlos foi pressionado por sua mãe, Catarina. Carlos vacilou, ficou inseguro. Mas cedeu finalmente, e ordenou a execução de Coligny. E exigiu um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime.

Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu. E com ele, milhares de pessoas que professavam a mesma fé.

E Henrique de Navarra? Ele sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar a sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, subiu ao trono francês.

Henrique, que permaneceu católico, mas irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Edito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes.

Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade".

Em verdade, o rei pretendia eliminar um número limitado de líderes huguenotes. O que não havia previsto, segundo os autores do Histoire et Dictionnaire des Guerres de Religion, é que a execução limitada aos chefes daria o sinal de um massacre, que em Paris durou até o 29 de agosto, com um paroxismo de violência durante os primeiros três dias.

Há quem fale de setenta mil a cem mil mortos. Segundo relatos, os cadáveres boiaram nos rios durante meses, de modo que ninguém comia peixe.

Quem deve ter ficado muito feliz com o massacre foi o papa Gregório XIII, que cunhou uma medalha comemorativa da data e encarregou Giorgio Vasari de pintar um mural celebrando o massacre.

http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2513



SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA



XXVIII ENCONTRO DOS IRMÃOS DO CAMINHO.

SEMANA MUNICIPAL DO ESPIRITISMO DE SOUSA

“Doutrina Espírita: Educação e trabalho”

Programação

Quarta - feira (24/08/2011)

Abertura - Palestra Inaugural

Expositor: Walter Sarmento

Tema: Educação e trabalho na “A Casa do Caminho”.

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 20h00



Quinta - feira (25/08/2011)

Palestra

Expositores: Carlos Henrique, Cátia e Rainille

Tema: O Trabalhador Espírita

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Sexta - feira (26/08/2011)

Palestra

Expositor: Wellington Ferreira

Tema: “Senhor! Que queres que eu faça?”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Sábado (27/08/2011)

Palestra

Expositor: Walter Sarmento

Tema: Espírita: Os trabalhadores da última hora.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Domingo (28/08/2011)

Seminário

Expositor: Wellington Ferreira

Tema: O Passe

Local: A Casa do Caminho – BR 230

Horário: 08h15



Segunda – feira (29/08/2011)

Palestra

Expositor: Élida Figueiroa e Thiago Pamplona

Tema: Evangelização na Casa Espírita.

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00



Terça – feira (30/08/2011)

Palestra de encerramento do CONEC e da Semana Espírita.

Expositor: Bernardo Antonio da S. Lacerda.

Tema: “A Casa Espírita e o trabalho social”

Local: Núcleo Espírita – Rua Gualberto Filho, 31

Horário: 20h00

“O espírita chora escondido. Depois, lava o rosto e vai atender a multidão sorrindo." Emmanuel










terça-feira, 23 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO


EDUCAÇÃO



Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...“ (1)

E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução planetária...
Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse mero aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto externo da escola religiosa a suposto relevo individual, depois da morte, na imaginária corte celeste.
Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser aplicada em todas as condições, todos os dias.
A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz em toda parte.
O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais como matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado em partículas infinitesimais que se atraem e se repelem, reciprocamente, com o efeito de microscópicas explosões de luz.
A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem terrestre mora num reino entrecortado de raios.
Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os raios mentais condicionando os elementos em que a vida se expressa.
O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, sendo tão mensurável como o fotônio que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com Velocidade determinada, sustentando o hausto fulgurante da Criação.
A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os, repetimos.
Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho da furna ou nas anfractuosidades do precipício. Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho.
Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação para todos os seres.
Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal, fixou na forma imperativa a advertência a que nos referimos:
“Brilhe vossa luz.”
Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve fulgir em sua grandeza plena.
E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação que nos propicie o justo burilamento.
Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento do campo íntimo, em exaltação de conhecimento e bondade, saber e virtude, não será conseguida tão-só à força de instrução, que se imponha de fora para dentro, mas sim com a consciente adesão da vontade que, em se consagrando ao bem por si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma, capaz de refletir a Vida Gloriosa e transformar, conseqüentemente, o cérebro em preciosa usina de energia superior, projetando reflexos de beleza e sublimação.

EMMANUEL
(Do livro Pensamento e Vida, 5, Francisco Cãndido Xavier)

(1) Mateus, 5:16 — Nota do autor espiritual.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tranquilidade


Tranquilidade

"Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz."
Jesus. (JOÃO, 16:33.)

A palavra do Cristo está sempre fundamentada no espírito de serviço, a fim de que os discípulos não se enganem no capítulo da tranqüilidade.


De maneira geral, os aprendizes do Evangelho aguardam a paz, onde a calma reinante nada significa além de estacionamento por vezes delituoso. No conceito da maioria, a segurança reside em garantia financeira, em relações prestigiosas no mundo, em salários astronômicos. Isso, no entanto, é secundário. Tempestades da noite costumam sanear a atmosfera do dia, angústias da morte renovam a visão falsa da experiência terrestre.


Vale mais permanecer em dia com a luta que guardar-se alguém no descanso provisório e encontrá-la, amanhã, com a dolorosa surpresa de quem vive defrontado por fantasmas.

A Terra é escola de trabalho incessante.


Obstáculos e sofrimentos são orientadores da criatura.


É indispensável, portanto, renovar-se a concepção da paz, na mente do homem, para ajustá-lo à missão que foi chamado a cumprir na obra divina, em favor de si mesmo.


Conservar a paz, em Cristo, não é deter a paz do mundo. É encontrar o tesouro eterno de bênçãos nas obrigações de cada dia. Não é fugir ao serviço; é aceitá-lo onde, como e quando determine a vontade dAquele que prossegue em ação redentora, junto de nós, em toda a Terra.


Muitos homens costumam buscar a tranqüilidade dos cadáveres, mas o discípulo fiel sabe que possui deveres a cumprir em todos os instantes da existência. Alcançando semelhante zona de compreensão, conhece o segredo da paz em Jesus, com o máximo de lutas na Terra. Para ele continuam batalhas, atritos, trabalho e testemunhos no Planeta, entretanto, nenhuma situação externa lhe modifica a serenidade interior, porque atingiu o luminoso caminho da tranqüilidade fundamental.

Emannuel

Vinha de Luz
Francisco C. Xavier




domingo, 21 de agosto de 2011

O CISCO E A TRAVE NO OLHO




O CISCO E A TRAVE NO OLHO

Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? Mt, 7: 3-5


É típico do ser humano ver o defeito, o erro, o mal do outro e não admitir o mal que está em si mesmo. Por orgulho, costumamos disfarçar nossos defeitos, tanto no plano físico quanto no plano moral. Ora, o orgulho é essencialmente contrário à caridade. A verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Alguém que se considera muito importante e acredita na supremacia de suas qualidades dificilmente destacará no outro o bem que poderia fazer sombra à sua personalidade. Mais facilmente, apontará o mal que poderá realçar sua aparente “virtude”.


Aquele que vive apontando erros e falhas nos outros incorre em outra atitude censurável: a de julgar. Jesus disse: “Não julguem e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem”. (Mt, 7: 1-2) E quando lhe trouxeram a mulher que fora pega em flagrante cometendo adultério, lembrando-lhe que a lei de Moisés mandava que mulheres desse tipo fossem apedrejadas, o Mestre limitou-se a responder: “Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra”. (Jo, 8:7)


Com essa máxima, Jesus fez da indulgência um dever. Ninguém pode abrir mão da indulgência para si mesmo. Assim, não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgaríamos, menos ainda condenar no próximo o que desculpamos em nós mesmos. Antes de censurar uma falta de alguém, verifiquemos se não merecemos idêntica reprovação.


Censurar a conduta de uma pessoa para reprimir o mal pode ser louvável e até um dever, em certos casos, se disso resultar um bem. Se assim não fosse, o mal não seria reprimido na sociedade. Afinal, todos devemos ajudar o progresso dos semelhantes. Quando, porém, a censura tem por motivação tão-somente desacreditar a pessoa cujos atos são censurados, trata-se de maledicência; um mal, portanto.


Jesus não proibiu de censurar o mal. Ele mesmo fez isso em termos enérgicos quando expulsou os vendilhões do Templo, por exemplo. O que ele quis deixar claro é que a autoridade da censura é proporcional à autoridade moral daquele que a pronuncia. Quem se torna culpável daquilo que condena nos outros perde essa autoridade e se torna agente de repressão. Não há autoridade legítima aos olhos de Deus, senão aquela que se apóia sobre o exemplo que dá do bem.


Fonte: Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo X.
Site: Forum Espírita.