domingo, 7 de agosto de 2011

Caridade, A Meta


Caridade, A Meta


Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.
Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;

a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;

a tolerância, em favor dos ofensores;

a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;

a piedade, dirigida ao opressor e déspota;

a oração intercessória, pelo adversário;

a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;

a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura…

A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.

Joanna de ÂNGELIS
Divaldo Pereira Pereira
Livro: Vigilância.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Defesa contra Obsessão


Defesa contra Obsessão

Doía ver o irmão Maurício Tessi, prostrado, na crise aguda de artrite reumatóide. Orava, sofria, esperava.
A dor espraiava-se de um dos joelhos intumescido, assaltando o corpo.
Acompanhando-lhe a mãezinha desencarnada, Dona Etelvina, que nos fora devotada amiga na Terra, partilhávamos a oração, enquanto a equipe de enfermeiros espirituais atuava com recursos curativos do nosso plano de ação.
Finda a tarefa de auxílio, ergueu-se a velha amiga e perguntou, respeitosamente, ao dirigente da turma:
– Meu amigo, posso, na condição de mãe, saber por que motivo tanto demora a definitiva recuperação de meu filho?

O interpelado disse apenas:
– Sem dúvida. Aqui está o registro das reações dele nos dias últimos...
E com a exatidão de um técnico, no setor de trabalho que lhe é próprio, sacou da pasta pequena folha de papel em que nos foi possível, de imediato, ler as seguintes indicações, simples e expressivas, que se interrompiam justamente no dia de nossa presença, no quarto humilde:
MAURÍCIO TESSI
36 anos no corpo físico.
DOENÇA – Providencial.
FASE – Experimentação.
MÉRITO INDIVIDUAL POR SERVIÇO À COMUNIDADE, ATÉ OS PRIMEIROS SINTOMAS DA MOLÉSTIA – Nenhum.
MOTIVO – Defesa contra obsessão e loucura.
AUXÍLIO A RECEBER – Socorro em bases de magnetismo curativo, somente para a sustentação de forças orgânicas e alívio controlado, até a melhora espiritual positiva.
HISTÓRICO – Os amigos e benfeitores do interessado, residentes nas Esferas Superiores, depois de lhe endossarem a presente reencarnação, observaram-lhe a tendência para estragar, de modo completo, a oportunidade recebida. Preocupados, solicitaram seja ele mantido em condições enfermiças, conforme os remanescentes das dívidas cármicas que ainda carrega no extrato corpóreo. Assim agiram para evitar-lhe a indesejável associação com Espíritos infelizes, procedentes de suas existências passadas, caídos, desde muito tempo, em processos de vampirização e criminalidade, com os quais o beneficiário vinha, a pouco e pouco, se acomodando.
ANOTAÇÕES DE 4 A 28 DE JANEIRO DE 1967
DATAS DE OBSERVAÇÃO ESTADO FÍSICO CONDIÇÕES ESPIRITUAIS
4 - Crise - Fé, oração, humildade.
5 - Melhora - Tranquilidade, teimosia.
6 - Grande melhora - Agressividade, pensamentos escusos. Obsessores perto.
7 - Crise - Obediência, conformação, gentileza.
8 - Crise aguda - Elevação moral, prece.
9 - Crise aguda - Nobres promessas de serviço ao próximo, altura mental.
10 - Melhora - Bom humor, rebeldia.
11 - Grande melhora - Intolerância, idéias menos dignas, obsessores atraídos.
12 - Grande melhora - Desequilíbrio, obsessores no aposento.
13 - Crise - Serenidade
14 - Crise agravada - Emoções superiores
15 - Crise aguda - Fé comovente, simpatia, generosidade.

16 - Melhora - Calma, irritação.
17 - Grande melhora - Pensamentos inconfessáveis, obsessores próximos.
18 - Grande melhora - Obsessores dominando.
19 - Crise - Obsessores repelidos.
20 - Crise aguda - Confiança em Deus.
21 - Crise aguda - Votos de trabalho santificante, planos de caridade.
22 - Melhora - Marasmo, azedume.
23 - Grande melhora - Idéias lastimáveis, obsessores interessados.
24 - Grande melhora - Obsessores na aura, caos intenrior.
25 - Crise - Brandura, confiança.
26 - Crise aguda - Afabilidade, benevolência.
27 - Crise aguda - Doçura, lucidez, piedade para com os outros.
28 - Crise aguda - Formosa renovação íntima. Raios de luz em momentos de prece.
A irmã Etelvina restituiu a folha de notas, entre serena e triste, agradecendo ao prestimoso cooperador:
– Obrigada, amigo. Maurício é meu filho. Antes, contudo, tanto ele e eu, quanto vós, somos filhos de Deus. E a Lei do Senhor foi criada para o bem de nós todos.
Em seguida, nosso grupo dispersou-se, mas permaneci longo tempo, junto ao enfermo, tentando meditar em minhas próprias necessidades e aproveitar a lição.

Autor: Irmão X

Psicografia de Chico Xavier






quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ALEGRIA


Evangelização


ALEGRIA

Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer outra coisa, contagia e abranda o coração dos homens.

A maioria das pessoas tem uma visão distorcida da alegria, pois a confunde com festas frívolas e divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados; enfim, satisfações puramente emocionais.

Aliás, não há nada de errado em ser jovial, bem-humorado, festivo e risonho. Sentir as emoções terrenas inclui-se entre as prerrogativas que o Criador destinou a suas criaturas. Vivenciar a normalidade das sensações humanas é um processo natural estabelecido pelo Mente Celestial.

Talvez as religiões fundamentalistas tenham mesclado as idéias contidas nas palavras alegria e tentação. Na realidade, o Mestre ensinava a seus seguidores que vivessem com alegria. “Eu vos digo isso para que a minha alegria esteja em vós”, diz Jesus, “e vossa alegria seja plena”.

A verdadeira alegria está associada à entrega total da criatura nas mãos da Divindade, ou mesmo a aceitação de que a Inteligência Celestial a tudo provê e socorre.

É a confiança integral em que tudo está justo e certo e a convicção ilimitada nos desígnios infalíveis da Providência Divina.

A palavra aleluia tem origem no hebreu “hallelu-yah” e significa “louvai com júbilo o Senhor”. Tem sido usada como cântico de alegria ou de ação de graças pela liturgia de muitas religiões a fim de glorificar a Deus. A designação “sábado de aleluia”, utilizada pela Igreja Católica, tem como fundamento a exaltação à alegria, visto que nesse dia se comemora o reaparecimento de Jesus Cristo depois da crucificação.

Viver em estado de alegria é estar plenamente sintonizado com nossa paternidade divina, através das mensagens silenciosas e sábias que a Vida nos endereça.

A “entrega a Deus” é a base de toda a felicidade. No entanto, o problema reside em algumas religiões que recomendam a “entrega” não a Deus, mas a mandatários ou representantes “divinos”, ou mesmo a congregações doutrinárias que impõem obediência e subordinação a seus diretores.

Condutas semelhantes acontecem em seitas ou em grupos dissidentes de uma religião, em que há uma entrega incondicional dos adeptos ao líder religioso e que resulta, inicialmente, numa suposta sensação de alegria e satisfação.

Na realidade, quando existe subordinação na nossa “entrega a Deus”, ela não pode ser considerada real, pois, mais cedo ou mais tarde, a criatura vai notar que está encarcerada intimamente e que lhe falta a verdadeira comunhão com o Criador.

Viver “em estado de graça” ou em “comunhão com Deus” é estar perfeitamente harmonizados com nossa natureza espiritual. É a alegria de repetir com Jesus Cristo: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”.

A felicidade é um trabalho interior que quase nunca depende de forças externas. Deus representa a base da alegria de viver, pois a felicidade provém da habilidade de percebermos as “verdadeiras intenções” da ação divina que habita em nós e do discernimento de que tudo o que existe no Universo tem sua razão de ser.

O homem carrega na sua consciência a lei de Deus, afirmam os Espíritos Superiores a Allan Kardec. “A lei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem. Ela lhe indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz, senão quando se afasta dela”.

Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer outra coisa, contagia e abranda o coração dos homens.

“Ninguém fica feliz por decreto”; sente imensa satisfação apenas quem está iluminado pela chama celeste. Rejubila-se realmente aquele que se identificou com a Divindade e descobriu que “a lei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem”.

A alegria espontânea realça a beleza e a naturalidade dos comportamentos humanos. Cultivar o reino espiritual em nós facilita-nos a aprendizagem de que a alegria real não é determinada por fatos ou forças externas, mas se encontra no silêncio da própria alma, onde a inspiração divina vibra incessantemente.

Francisco do Espírito Santo Neto por Hammed. 
Extraído do livro Os prazeres da alma.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

DEUS CONTA CONTIGO


Jovens da Igreja de Jesus Cristo utilizam a música para harmonizar os Idosos,
aconteceu na tarde de sábado, 30.07.2011.


DEUS CONTA CONTIGO.



Ouço-te, às vezes, coração amigo,
Em torno ao bem, numa questão qualquer:
Farei… Conseguirei… Conta comigo…
Se Deus quiser, se Deus quiser…



Mas não te alteres, a pretexto disso.
De segundo a segundo, estrada a estrada,
A Vontade de Deus é revelada
Em bondade e serviço.



Fita os quadros da gleba, campo afora:
Tudo o que existe, vibra, luta e sente,
Serve constantemente,
Dia-a-dia, hora a hora!…



De alvorada a alvorada, o Sol fecundo,
Sem aguardar requerimento
Garante sem cessar o equilíbrio do mundo
De seu carro de luz no firmamento.



A fonte, a deslizar singela e boa,
Passa fazendo o bem,
Dessedenta, consola, alivia, abençoa
Sem perguntar a quem…



Sem recorrer a humanos estatutos,
Nem a filosofias enganosas,
A laranjeira estende os próprios frutos,
A roseira dá rosas…



O lírio não se ofende, nem reclama:
Sobre a terra onde alguém lhe deitou a raiz,
Seja em vaso de estufa ou num trato de lama,
Desabrocha feliz.



Assim no mundo, coração amigo,
Faze o bem onde for, seja a quem for;
Em toda parte, Deus conta contigo
Na tarefa do amor.

 Maria Dolores
– Do livro: Antologia da Espiritualidade
 Médium: Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

SAÚDE E MEDICINA ALTERNATIVA


REPASSANDO


SAÚDE E MEDICINA ALTERNATIVA:
Musicoterapia!

Achei muito interessante, há muito queria conhecer estas músicas que curam.

Que a SAÚDE prevaleça em nossas vidas.

MUSICOTERAPIA
ACORDES MUSICAIS
Por Beatriz García Cardona

O conhecido efeito Mozart, a musicoterapia e outros estudos sobre o assunto apontam para reafirmar o poder de cura da música.

O uso da música como via terapêutica é tão antiga quanto o próprio homem. Já nos papiros médicos egípciso de 1500 AC há evidências do seu valor no tratamento de questões relacionadas com a fertilidade feminina.

Mas foram os gregos que consideravam a música com abordagem científica, quando usada como agente terapêutico. Na verdade Pitágoras, filósofo grego, recomendava cantar e tocar instrumentos musicais todos os dias para remover do organismo emoções prejudiciais, tais como ansiedade, medo e raiva.

Não é nenhuma novidade que a música cura, mas em nossa cultura ocidental testes de laboratório são necessários para reconhecer que seu poder é realmente eficaz.

O Efeito Mozart

No início dos anos 90 um estudo realizado pela psicóloga Frances Rauscher e Gordon Shaw, neurobiólogo da Universidade da Califórnia, EUA, trouxe à luz na revista Nature, o que seria o início da polêmica teoria conhecida como o Efeito Mozart: 36 alunos ouviram a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior, de Wolfgang Amadeus Mozart durante 15 minutos; imediatamente após foram submetidos a testes para avaliar seu raciocínio espaço/temporal.

Outros dois grupos realizaram testes idênticos com a única diferença de um dos grupos ter passado o mesmo tempo ouvindo musicas de relaxamento e o outro ter ficado em absoluto silêncio.

Curiosamente, a pontuação ( traduzida para a escala de avaliação de QI) resultaram ser de oito a nove pontos superiores depois de ouvir Mozart, em comparação com outras situações. Esta conclusão foi muito breve, mas suficientemente importante para não ser indiferente a qualquer pesquisador.

Um par de anos mais tarde, Rauscher e Shaw indagaram ainda mais sobre a base neurológica do aumento da capacidade de raciocínio, testes de inteligência espacial. Desta vez, para 79 jovens projetaram 16 figuras de papel dobrado de diversas formas. Cada projeção durou um minuto e eles tinham que adivinhar qual a forma que estes números teriam quando fossem abertos.

Durante 15 dias, um grupo escutou a sonata de Mozart, outro grupo fez o teste em silêncio e um terceiro ouvido uma mistura de outros compositores. Os resultados foram que o grupo de Mozart poderia prever 62%, enquanto o percentual do grupo de silêncio foi de 14 e 11 no grupo de sons misturados.

A polêmica estava lançada: vários pesquisadores tentaram reproduzir aquele efeito, sem sucesso; outros foram capazes de verificar os resultados positivos, aumentando assim o interesse no impacto da música do célebre compositor sobre o cérebro humano. Atualmente não há dúvida de que o efeito Mozart existe, ainda que limitado ao raciocínio espaço/temporal.

Medicina recuperativa

Até o final do século XIX o músico e educador austríaco Emile Jaques Dalcroze, desenvolveu um método para aprender e vivenciar a música através do movimento. Ele argumentou que o corpo humano é capaz de ser efetivamente educado sob o impulso da música. Tornou-se assim o precursor da musicoterapia como um método alternativo para o tratamento de várias doenças.

Esta prática é o uso terapêutico da música e / ou seus elementos por um profissional qualificado com um paciente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, aprendizagem, expressão, movimento, ou outros objetivos terapêuticos relevantes a fim de proporcionar o equilibrio físico, mental, social ou cognitiva. O que se busca é restaurar as funções do indivíduo para alcançar uma melhor organização intra e interpessoal para assim melhorar sua qualidade de vida.

Como a Música Cura

A influência positiva da musicoterapia é uma questão complexa, influenciada pela estrutura e funções do sistema nervoso central e sistema nervoso autônomo, as glândulas endócrinas e órgãos internos.. Tudo isso é combinado em uma combinação complicada, com a obra musical, com sua melodia, harmonia, ritmo, timbre e a disposição psíquica particular de cada paciente.
A música, de acordo com as características mencionadas, pode mover ou bloquear a sensibilidade emocional da pessoa, sua memória, imaginação e suas representações mentais.

O terapeuta que utiliza a música como um método de tratamento deve saber exatamente quando e como fortalecer ou enfraquecer, segundo seja necessário, essas qualidades inerentes ao ser.

Certos padrões sonoros, por si só, podem gerar ondas cerebrais alfa. Quando se ouve uma música, o corpo tende a seguir o ritmo. Não há necessidade de uma profunda concentração sobre o que está acontecendo, mas devem ocorrer em uma sintonia ritimada e automática.

Assim, o efeito da música vai se transformar em um tipo de massagem sônica que ajuda a eliminar o estresse, causado pela vida cotidiana carregada de stress e ansiedade.

A musicoterapia pertence à medicina de recuperação e é indicada para estresse, problemas de socialização, bem como distúrbios físicos, mentais, emocionais, e serve como um regulador dos estados de humor.

BUSQUE SUA MELODIA

Para cada problema de saúde, há peças clássicas Terapêuticas:
INSÔNIA:

Nocturnos de Chopin (op. 9 No. 3; op. 15 No. 22; op.. 32 n 1; op. 62 No. 1)


Preludio para la siesta de un Fauno,

Debussy Canon en Re, Pachebel.

HIPERTENSÃO:

vivaldi- as quatros estações – primavera

Antonio Vivaldi – The Four Seasons – Autumn

Vivaldi – Four Seasons – Winter

vivaldi – summer

Serenata No. 13 en Sol Mayor, Mozart.

DEPRESSÃO:

Concierto para piano No. 3, Rachmaninov.

Música acuática, Haendel.

Concierto para violín, Beethoven,

Sinfonía n 8, Dvorak.


ANSIEDADE:

Concierto de Aranjuez, Rodrigo.

Las cuatro estaciones, Vivaldi:

vivaldi- as quatros estações – primavera

Antonio Vivaldi – The Four Seasons – Autumn

Vivaldi – Four Seasons – Winter

vivaldi – summer

DOR DE CABEÇA:

Sonho de Amor – Listz.

Serenata, Schubert.

Himno al Sol, Rimsky-Korsakov.

DOR DE ESTÔMAGO:

Música para la Mesa, Telemann.

Concierto de Arpa, Haendel.

Concierto de oboe, Vivaldi.


ENERGÉTICAS:

La suite Karelia, Sibelius.

Serenata de Cuerdas (op. 48), Tschaikovsky.

Obertura de Guillermo Tell, Rossini.

“Se eu fosse um ditador, obrigaria cada pessoa, entre os 4 e 80 anos, a escutar Mozart por no mínimo 15 minutos todos os dias, durante 5 anos”
Sir Thomas Beecham
(músico-diretor inglês: 1879-1961)

“A música é o coração da Vida. Através dela fala o amor. Sem ela não há bem possivel e com ela tudo é harmonioso”
Franz Liszt
(pianista e compositor austríaco de origem húngara – 1811-1886



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Educação

Evangelização

A Educação

Leon Denis

É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova é necessário homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.

Não basta à criança os elementos da Ciência. Aprender a governar-se, a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral. É nisso em que menos se tem cuidado. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, do que as suas virtudes. Na escola, como na família, há muita negligência em esclarecê-la sobre os seus deveres e sobre o seu destino. Portanto, desprovida de princípios elevados, ignorando o alvo da existência, ela, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as ciladas, a todos os arrebatamentos da paixão, num meio sensual e corrompido.

Mesmo no ensino secundário, aplicam-se a atulhar o cérebro dos estudantes com um acervo indigesto de noções e fatos, de datas e nomes, tudo em detrimento da educação moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem ideal verdadeiro, é estéril e incapaz de reformar a sociedade.

Mas pueril ainda é o ensino dado pelos estabelecimentos religiosos, onde a criança é apossada pelo fanatismo e pela superstição, não adquirindo senão idéias falsas sobre a vida presente e a futura. Uma boa educação é, raras vezes, obra de um mestre. Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, é preciso às vezes a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser suscetível. Se os pais não conseguem corrigir os filhos, como é que poderia fazê-lo o mestre que tem um grande número de discípulos a dirigir?

Essa tarefa, entretanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação. Sobretudo, é preciso nos lembrarmos de que esses Espíritos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida. Estudemos desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores, apliquemo-nos a desenvolver as boas, a aniquilar as más. Não lhe devemos dar muitas alegrias, pois é necessário habituá-la desde logo à desilusão, para que possa compreender que a vida terrestre é árdua e que não deve contar senão consigo mesma, com seu trabalho, único meio de obter a sua independência e dignidade. Não tentemos desviar dela a ação das leis eternas. Há obstáculos no caminho de cada um de nós; só o critério ensinará a removê-las.

A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos e incutindo-as aos filhos, ao mesmo tempo que a escola laica lhes ensinasse os princípios da Ciência e as maravilhas do Universo: uma rápida transformação social operar-se-ia então sob a força dessa dupla corrente.

Todas as chagas morais são provenientes da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases traria à Humanidade conseqüências inestimáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria consiste em nos tornarmos melhores.

Léon Denis, em Depois da Morte - Editora FEB

Colaboração de - Marcos Paterra - João Pessoa/PB