terça-feira, 2 de agosto de 2011

SAÚDE E MEDICINA ALTERNATIVA


REPASSANDO


SAÚDE E MEDICINA ALTERNATIVA:
Musicoterapia!

Achei muito interessante, há muito queria conhecer estas músicas que curam.

Que a SAÚDE prevaleça em nossas vidas.

MUSICOTERAPIA
ACORDES MUSICAIS
Por Beatriz García Cardona

O conhecido efeito Mozart, a musicoterapia e outros estudos sobre o assunto apontam para reafirmar o poder de cura da música.

O uso da música como via terapêutica é tão antiga quanto o próprio homem. Já nos papiros médicos egípciso de 1500 AC há evidências do seu valor no tratamento de questões relacionadas com a fertilidade feminina.

Mas foram os gregos que consideravam a música com abordagem científica, quando usada como agente terapêutico. Na verdade Pitágoras, filósofo grego, recomendava cantar e tocar instrumentos musicais todos os dias para remover do organismo emoções prejudiciais, tais como ansiedade, medo e raiva.

Não é nenhuma novidade que a música cura, mas em nossa cultura ocidental testes de laboratório são necessários para reconhecer que seu poder é realmente eficaz.

O Efeito Mozart

No início dos anos 90 um estudo realizado pela psicóloga Frances Rauscher e Gordon Shaw, neurobiólogo da Universidade da Califórnia, EUA, trouxe à luz na revista Nature, o que seria o início da polêmica teoria conhecida como o Efeito Mozart: 36 alunos ouviram a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior, de Wolfgang Amadeus Mozart durante 15 minutos; imediatamente após foram submetidos a testes para avaliar seu raciocínio espaço/temporal.

Outros dois grupos realizaram testes idênticos com a única diferença de um dos grupos ter passado o mesmo tempo ouvindo musicas de relaxamento e o outro ter ficado em absoluto silêncio.

Curiosamente, a pontuação ( traduzida para a escala de avaliação de QI) resultaram ser de oito a nove pontos superiores depois de ouvir Mozart, em comparação com outras situações. Esta conclusão foi muito breve, mas suficientemente importante para não ser indiferente a qualquer pesquisador.

Um par de anos mais tarde, Rauscher e Shaw indagaram ainda mais sobre a base neurológica do aumento da capacidade de raciocínio, testes de inteligência espacial. Desta vez, para 79 jovens projetaram 16 figuras de papel dobrado de diversas formas. Cada projeção durou um minuto e eles tinham que adivinhar qual a forma que estes números teriam quando fossem abertos.

Durante 15 dias, um grupo escutou a sonata de Mozart, outro grupo fez o teste em silêncio e um terceiro ouvido uma mistura de outros compositores. Os resultados foram que o grupo de Mozart poderia prever 62%, enquanto o percentual do grupo de silêncio foi de 14 e 11 no grupo de sons misturados.

A polêmica estava lançada: vários pesquisadores tentaram reproduzir aquele efeito, sem sucesso; outros foram capazes de verificar os resultados positivos, aumentando assim o interesse no impacto da música do célebre compositor sobre o cérebro humano. Atualmente não há dúvida de que o efeito Mozart existe, ainda que limitado ao raciocínio espaço/temporal.

Medicina recuperativa

Até o final do século XIX o músico e educador austríaco Emile Jaques Dalcroze, desenvolveu um método para aprender e vivenciar a música através do movimento. Ele argumentou que o corpo humano é capaz de ser efetivamente educado sob o impulso da música. Tornou-se assim o precursor da musicoterapia como um método alternativo para o tratamento de várias doenças.

Esta prática é o uso terapêutico da música e / ou seus elementos por um profissional qualificado com um paciente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, aprendizagem, expressão, movimento, ou outros objetivos terapêuticos relevantes a fim de proporcionar o equilibrio físico, mental, social ou cognitiva. O que se busca é restaurar as funções do indivíduo para alcançar uma melhor organização intra e interpessoal para assim melhorar sua qualidade de vida.

Como a Música Cura

A influência positiva da musicoterapia é uma questão complexa, influenciada pela estrutura e funções do sistema nervoso central e sistema nervoso autônomo, as glândulas endócrinas e órgãos internos.. Tudo isso é combinado em uma combinação complicada, com a obra musical, com sua melodia, harmonia, ritmo, timbre e a disposição psíquica particular de cada paciente.
A música, de acordo com as características mencionadas, pode mover ou bloquear a sensibilidade emocional da pessoa, sua memória, imaginação e suas representações mentais.

O terapeuta que utiliza a música como um método de tratamento deve saber exatamente quando e como fortalecer ou enfraquecer, segundo seja necessário, essas qualidades inerentes ao ser.

Certos padrões sonoros, por si só, podem gerar ondas cerebrais alfa. Quando se ouve uma música, o corpo tende a seguir o ritmo. Não há necessidade de uma profunda concentração sobre o que está acontecendo, mas devem ocorrer em uma sintonia ritimada e automática.

Assim, o efeito da música vai se transformar em um tipo de massagem sônica que ajuda a eliminar o estresse, causado pela vida cotidiana carregada de stress e ansiedade.

A musicoterapia pertence à medicina de recuperação e é indicada para estresse, problemas de socialização, bem como distúrbios físicos, mentais, emocionais, e serve como um regulador dos estados de humor.

BUSQUE SUA MELODIA

Para cada problema de saúde, há peças clássicas Terapêuticas:
INSÔNIA:

Nocturnos de Chopin (op. 9 No. 3; op. 15 No. 22; op.. 32 n 1; op. 62 No. 1)


Preludio para la siesta de un Fauno,

Debussy Canon en Re, Pachebel.

HIPERTENSÃO:

vivaldi- as quatros estações – primavera

Antonio Vivaldi – The Four Seasons – Autumn

Vivaldi – Four Seasons – Winter

vivaldi – summer

Serenata No. 13 en Sol Mayor, Mozart.

DEPRESSÃO:

Concierto para piano No. 3, Rachmaninov.

Música acuática, Haendel.

Concierto para violín, Beethoven,

Sinfonía n 8, Dvorak.


ANSIEDADE:

Concierto de Aranjuez, Rodrigo.

Las cuatro estaciones, Vivaldi:

vivaldi- as quatros estações – primavera

Antonio Vivaldi – The Four Seasons – Autumn

Vivaldi – Four Seasons – Winter

vivaldi – summer

DOR DE CABEÇA:

Sonho de Amor – Listz.

Serenata, Schubert.

Himno al Sol, Rimsky-Korsakov.

DOR DE ESTÔMAGO:

Música para la Mesa, Telemann.

Concierto de Arpa, Haendel.

Concierto de oboe, Vivaldi.


ENERGÉTICAS:

La suite Karelia, Sibelius.

Serenata de Cuerdas (op. 48), Tschaikovsky.

Obertura de Guillermo Tell, Rossini.

“Se eu fosse um ditador, obrigaria cada pessoa, entre os 4 e 80 anos, a escutar Mozart por no mínimo 15 minutos todos os dias, durante 5 anos”
Sir Thomas Beecham
(músico-diretor inglês: 1879-1961)

“A música é o coração da Vida. Através dela fala o amor. Sem ela não há bem possivel e com ela tudo é harmonioso”
Franz Liszt
(pianista e compositor austríaco de origem húngara – 1811-1886



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Educação

Evangelização

A Educação

Leon Denis

É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova é necessário homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.

Não basta à criança os elementos da Ciência. Aprender a governar-se, a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral. É nisso em que menos se tem cuidado. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, do que as suas virtudes. Na escola, como na família, há muita negligência em esclarecê-la sobre os seus deveres e sobre o seu destino. Portanto, desprovida de princípios elevados, ignorando o alvo da existência, ela, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as ciladas, a todos os arrebatamentos da paixão, num meio sensual e corrompido.

Mesmo no ensino secundário, aplicam-se a atulhar o cérebro dos estudantes com um acervo indigesto de noções e fatos, de datas e nomes, tudo em detrimento da educação moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem ideal verdadeiro, é estéril e incapaz de reformar a sociedade.

Mas pueril ainda é o ensino dado pelos estabelecimentos religiosos, onde a criança é apossada pelo fanatismo e pela superstição, não adquirindo senão idéias falsas sobre a vida presente e a futura. Uma boa educação é, raras vezes, obra de um mestre. Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, é preciso às vezes a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser suscetível. Se os pais não conseguem corrigir os filhos, como é que poderia fazê-lo o mestre que tem um grande número de discípulos a dirigir?

Essa tarefa, entretanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação. Sobretudo, é preciso nos lembrarmos de que esses Espíritos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida. Estudemos desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores, apliquemo-nos a desenvolver as boas, a aniquilar as más. Não lhe devemos dar muitas alegrias, pois é necessário habituá-la desde logo à desilusão, para que possa compreender que a vida terrestre é árdua e que não deve contar senão consigo mesma, com seu trabalho, único meio de obter a sua independência e dignidade. Não tentemos desviar dela a ação das leis eternas. Há obstáculos no caminho de cada um de nós; só o critério ensinará a removê-las.

A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos e incutindo-as aos filhos, ao mesmo tempo que a escola laica lhes ensinasse os princípios da Ciência e as maravilhas do Universo: uma rápida transformação social operar-se-ia então sob a força dessa dupla corrente.

Todas as chagas morais são provenientes da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases traria à Humanidade conseqüências inestimáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria consiste em nos tornarmos melhores.

Léon Denis, em Depois da Morte - Editora FEB

Colaboração de - Marcos Paterra - João Pessoa/PB




domingo, 31 de julho de 2011

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


Mãos que ajudam realizam um banquete espiritual e material.

Participantes da "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias"
visitam A Casa do Caminho. Na foto, o Coral da Igreja canta e encanta aos
presentes.  



FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


Necessidade da caridade, segundo S. Paulo

6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)

7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Daniel (de boné) conversou com o vovô Raimundo (Jabutaia).


Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

CAPÍTULO XV



FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


EXTRAÍDO DO LIVRO "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO",
DE ALLAN KARDEC
O vovô Casimiro (de costa) cumprimenta carinhosamente cada visitante.


 A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, representada pelos
jovens, transmitem  alegria e  divulgam a importância da vivência dos
ensinos do Mestre Jesus. 


Presidente faz a leitura da 1ª Epístola aos Coríntios, do apóstolo Paulo.
Em seguida, comenta com serenidade a riqueza dos ensinamentos de Paulo.



sábado, 30 de julho de 2011

Tesouros íntimos


 

Tesouros íntimos


Se você recebesse a notícia de que a sua cidade seria destruída em poucas horas, certamente buscaria fugir o mais depressa possível. E nesse caso, o que levaria na bagagem?

Quando os soldados de Ciro, o Grande, estavam prestes a invadir a cidade de Priene, na Jônia, a população preparava-se para a fuga.

Homens e mulheres, moços e velhos atropelavam-se, em desespero, tentando salvar seus pertences mais valiosos.

Apenas um homem se mantinha calmo. Era o filósofo Bias, famoso por seus dotes de cultura, moral e virtude.

Era tão ponderado e íntegro que foi considerado um dos sete sábios da Antiga Grécia.

As pessoas, vendo-o tranquilo e sereno, perguntaram se ele não iria preparar a carga que deveria levar, e ele respondeu simplesmente: Eu trago tudo comigo.

Aquele nobre cidadão guardava consigo os patrimônios mais valiosos da retidão, bondade e inteligência, que ninguém lhe roubaria.

E eram esses valores que lhe permitiam colocar-se acima das inquietações daquela hora e das preocupações com os bens efêmeros da Terra.

Sem dúvida, somente as pessoas que constroem essas virtudes e cultivam a fé em Deus, podem permanecer tranquilas diante de qualquer situação, por mais grave que seja.

Ante a notícia, por exemplo, de uma guerra atômica, capaz de aniquilar a raça humana, muitos se desesperariam e o caos se estabeleceria em pouco tempo.

Só aquele que edificou na própria intimidade, os valores imperecíveis, manteria a calma.

Teria a certeza da Providência Divina e da sobrevivência da alma. A lógica e a razão lhe dariam a convicção de que, se tudo fosse destruído, nós continuaríamos a viver, pois somos imortais.

Estaria certo de que Deus não nos deixará ao desamparo. Se não houver condições de vida na Terra, o Senhor nos dará outro lugar para morar, pois na Sua casa, que é o Universo infinito, há muitas moradas.

* * *

O medo, a insegurança e o desejo de posse têm sido os grandes responsáveis pelo desespero e a depressão de muitas criaturas.

A insegurança, filha da falta de fé, gera uma espécie de ansiedade que facilmente conduz à depressão, infelicitando e matando a esperança.

O desejo desequilibrado de posse é um forte componente para o nascimento e a sustentação da violência e do desespero.

A vida agitada, as privações materiais, as provações morais, os conflitos de convivência familiar ou social, só serão superados com tranquilidade por aqueles que cultivam a paz na intimidade.

Esses, e somente esses, é que permanecerão serenos diante de qualquer situação, por mais grave que seja. A exemplo do filósofo Bias, dirão: Eu trago tudo comigo.

A esse estado de alma é que Jesus se referia falando dos tesouros que a traça não come nem a ferrugem corrói, e que ladrão nenhum rouba. São bens eternos e indestrutíveis.

* * *

Você é um ser criado para a eternidade. É como uma chama que jamais se apagará.

Procure cultivar as virtudes que o libertarão das misérias próprias da inferioridade humana.

E lembre-se sempre: Você é herdeiro de Deus. O Universo lhe pertence.

Para conquistá-lo basta fazer a parte que lhe cabe nesta bendita escola chamada Terra, que representa um grão de areia diante do Infinito.

Por tudo isso vale a pena começar agora a cultivar os tesouros morais que nos credenciarão ao voo definitivo rumo à grande luz, rumo aos altos cimos, onde a felicidade já é uma realidade.

Pense nisso!


Autor:
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Depressão, do livro Temas de hoje, problemas de sempre, de Richard Simonetti, ed. Boa Nova. Disponível no CD Momento Espírita, v. 6, ed. Fep.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Porque não somos somente ESPÍRITAS?


Evangelização com Jesus.

Porque não somos somente ESPÍRITAS?

Com esta profusão de manifestos, de questionamentos do porque não se vêem espíritas 'ortodoxos' nos centros, com as famigeradas brigas entre os 'cientificistas' e os 'místicos'(que já vem desde o tempo de Bezerra de Menezes), fico a me perguntar: Porque ninguém se satisfaz somente em ser Espírita?

Kardec deixou claro que se reconhece um espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações, além de que o Espiritismo é uma questão de convicção íntima e não imposição, portanto, a partir do momento em que decido estudar e conformar minha conduta com os preceitos da Doutrina Espírita eu sou espírita.

A razão é a pedra fundamental para o entendimento da vida e da Doutrina Espírita, mas sem o coração disciplinado, acabamos fascinados por qualquer um que fale de amor e caridade, pois sem a disci plina não exercitamos nossa capacidade de analisar, de avaliar, de criticar.

Entretanto, se o coração precisa ser disciplinado, por que não disciplinamos também a razão? Ela não tem supremacia total, embora a sua importância.

E diante disto, fico a pensar: realmente entendemos a proposta espírita?

Não, não acusem os outros. Não apontem os dedos, a não ser para si mesmos.

Autoconhecimento é a capacidade de se analisar e se compreender.

Então, é uma boa dica para compreendermos o porque destas atitudes que de espíritas não tem nada!

O Evangelho segundo o Espiritismo não faz parte da codificação? Porque? Porque em vez de consequências morais, Kardec mencionou religiosas? No fundo, no fundo, não há distinção entre estas duas palavras. A diferença maior são as atitudes que tomamos pela compreensão ou imcompreensão delas.

Por isto, não devemos procurar míst icos ou cientificistas num centro, mas ESPÍRITAS somente! Espíritas que vivam e conheçam verdadeiramente, como ansiava Herculano Pires, o Espiritismo.

Ainda questionam a autoridade que teria Kardec ao emitir uma opinião... Meu Deus, não vamos santificá-lo, não é isso que ele queria.

Ele não é nem desejava ser o máximo pontífice do Espiritismo, mas, convenhamos, sua opinião não pode - nem deve - ser descartada levianamente só porque não gostamos de uma ou duas palavras...

Isto é divisionismo, falta de análise, de reflexão.

E isto é o engraçado. Todo mundo, para demonstrar opinião, muitas vezes lança-se a críticas sobre o que, em geral, conhece pouco. E não me eximo este erro.

Uns vivem a criticar o Ramatís, sem ter lido uma página sequer de sua obra. Outros criticam quem o analisa, mesmo tendo lido toda a sua obra.

Alguns aceitam cegamente as obras de Ermance Dufaux, chegando a discutir seus pontos sem analisa-los. Outros aceitam suas obras com ressalvas. Outros, enfim, não as aceitam, por terem analisado seus textos e notado erros graves, uso indevido de nomes de indivíduos espíritas que não ditariam tais textos - como Humberto de Campos -, e nem por isso saem a criar ortodoxismos da vida. Mesmo sendo alvo de críticas pelos primeiros.

Uns pregam a necessidade de críticas, de avaliações, de pesquisas para poder aceitar-se qualquer coisa que venha dos Espíritos. Outros abominam estas atitudes porque não veem motivos para duvidar de nenhum espírito, principalmente se vem através de homens 'santos' como Chico Xavier, pecando por uma idolatria que em Espiritismo não deveria prevalecer.

O respeito pelos indivíduos de conduta reta, digna deve ser mantido. E mantenho o meu pela pessoa de Chico Xavier. Médium de faculdades amplas, de postura digna. Entretanto, mesmo ele sendo uma pessoa de caráter idoneo, is to, em nada, impede que através de sua mediunidade fluam mensagens apócrifas tendo por finalidade estimular nos indivíduos à sua volta e nele mesmo a finalidade de chamar-lhes a atençao para a devida análise criteriosa das mesmas, com todo o rigor possível.

E aí me pergunto novamente: não encontramos estes apontamentos, estas explicações na Codificação?

E porque não as praticamos?

E, após tudo isto, fico a me perguntar, como no início do texto: Porque ninguém se satisfaz somente em ser Espírita?

Nem místico, nem ortodoxo, nem de direita nem de esquerda. Nem Kardecista, nem Divaldista.

Somente ESPÍRITA.

Ou, no mínimo, algo parecido com o Homem de Bem que encontramos descrito tanto no ESE quanto no LE.

Deixemos de ilusões de divisionismos, com estes movimentos que ambicionam reconstruir o Espiritismo no Brasil, sem as gangas que são os nossos de feitos.

Pois foi Kardec que afirmou que:

"Não confiando a um único espírito o encargo de promulgar a Doutrina, o mais pequenino, como o maior, tanto entre os Espíritos, quanto entre os homens, traz a sua pedra para o edifício, a fim de estabelecer entre eles um laço de solidariedade cooperativa, que faltou a todas as doutrinas decorrentes de um tronco único". [A Gênese]

Será que há uma busca por esta solidariedade ao se tentar colocar mais uma pedra neste grandioso edifício?

Será que se busca, ao se divulgar uma idéia, inteira concordância com os princípios gerais, com as leis elementares da Doutrina Espírita, seja ela de origem de um espírito encarnado, seja de um desencarnado? E quando vem deste último, tomam-se todas as precauções para evitar uma mistificação, ou para atestar sua verdade?

Estamos exercitando, de verdade, aquilo que os Espíritos definiram como o verdadeiro espírita?

E afinal, não basta ser somente espírita?

 
Obs: texto escrito tendo por base discussões na comunidade orkuteana Espiritismo sobre manifestos ortodoxos, ausência de ortodoxos nos centros espíritas, prevalência de princípios entranhos ao Espiritismo quando estes é que deveriam prevalecer numa comunidade espírita.

Fonte:analisesespiritas.blogspot
Por Anderson Carlos(Recife-PE)



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mensagem de Bezerra de Menezes


Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida por Divaldo Franco na última quinta-feira, dia 14 de julho de 2011

por Mansão Do Caminho, segunda, 18 de julho de 2011 às 16:43


...Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.

Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.

Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.

Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.

Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.

Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante .

A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.

Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação. Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.

Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.

Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.

A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.

Que nos importam os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações.

No belo ensinamento de Jesus na casa de Lázaro, enquanto Maria o ouve e Marta se afadiga temos uma lição extraordinária – não é necessário ficar numa contemplação de natureza egoística, mas é necessário aprender para poder servir.

A atitude de Marta é ansiosa, era a preocupação com o exterior. A atitude de Maria era iluminativa, a que parte dos tesouros sublimes da coragem e do amor, através da sabedoria, para poder melhor servir.

O serviço é o nosso campo de iluminação.

Nós outros, os companheiros da Vida Espiritual, acompanhamos as lágrimas que são vertidas pelos sentimentos de todos aqueles que nos suplicam ajuda e, interferimos com a nossa pequenez, junto ao Mestre Incomparável para que Ele leve ao Pai as nossas necessidades, mas bendigamos a dor sem qualquer laivo masoquista; agradeçamos a dor que nos desperta para a Verdade, e que nos dilui as ilusões; que faz naufragar as aventuras de consequências graves antes que aconteçam.

Estamos portanto convocados para a construção da Sociedade Nova, na qual o bem pairará soberano, como já ocorre, acima de todas e quaisquer vicissitudes.

Filhos da Alma, tende bom ânimo. Não recalcitreis contra o aguilhão nem vos permitais a deserção lamentável ou a parada perturbadora na escalada difícil da sublimação.

Jesus espera-nos, avancemos! Suplicando a Ele, o Amigo Incomparável de todos nós, envolvemos os afetuosos corações em dúlcidas vibrações de paz.

Na condição de servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de julho de 2011).