segunda-feira, 13 de setembro de 2010

EM SERVIÇO

Espíritas do alto sertão da Paraíba 

EM SERVIÇO







Irmãos da Terra, em meio às vicissitudes da experiência humana, aprendei a tolerar e perdoar!... Por mais se vos fira ou calunie, injurie ou amaldiçoe, olvidai o mal: fazendo o bem!... Vós que tivestes a confiança traída ou o espírito dilacerado nas armadilhas da sombra, acendei a luz do amor onde estiverdes!... Companheiros que fostes vilipendiados ou insultados em vossas intenções mais sublimes, apagai as ofensas recebidas e bendizei os ultrajes que vos burilam o coração para a Vida Maior!... Irmãs que padecestes indescritíveis agravos na própria carne, desprezadas pelos carrascos risonhos que vos enlouqueceram de angústia, depois de vos acenarem com mentirosas promessas, abençoai aqueles que vos destruíram os sonhos!... Mães solteiras que fostes banidas do lar e batidas até a queda na prostituição, por haverdes tido suficiente coragem de não assassinar no próprio ventre os filhos de vossa desventura, com a insânia do aborto provocado, mães agoniadas às quais tantas vezes se nega até mesmo o direito de defesa, conferido aos nossos irmãos criminosos nas cadeias públicas, perdoai os vossos algozes!. .. Pais que trazeis nos ombros escalavrados de sofrimento a carga dolorosa dos filhos ingratos, filhos que aguentais na carne e na alma o despotismo e a brutalidade de pais insensíveis e cônjuges flechados entre as paredes domésticas pelos estiletes da incompreensão e da crueldade, absolvei-vos uns aos outros!...



Obsidiados de todos os climas tecei véus de piedade e esperança sobre os seres infelizes, encarnados ou desencarnados, que vos torturam as horas!



Criaturas prejudicadas ou perseguidas de todos os recantos do mundo perdoai a quantos se fizeram instrumentos de vossas aflições e de vossas lágrimas!...



Quando sentirdes a tentação de revidar, lembrai-vos daquele que nos concitou a «amar os inimigos» e a «orar pelos que nos perseguem e caluniam»!



Recordai o Cristo de Deus, preferindo ser condenado, a condenar, porque, em verdade, quantos praticam o mal não sabem o que fazem!... Convencei-vos de que as leis da morte não excetuam ninguém e não vos esqueçais de que, no dia do vosso grande adeus aos que ficarem na estância das provas, somente pela bênção da paz e do amor na consciência tranquila é que podereis alcançar a suspirada libertação!...



André Luiz



Livro: E a vida continua...

domingo, 12 de setembro de 2010

Defenda-se

Araújo e Fred há um ano atrás: prazer em servir a JESUS.
Defenda-se

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.
Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela de sua mente.

Não faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.


André Luiz

Do livro "Agenda Cristã"

sábado, 11 de setembro de 2010

VIVER COM NATURALIDADE

Casimiro segurando a enxada e Hugo regando a horta - Casa do Caminho.

VIVER COM NATURALIDADE


"... Vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens..." "... Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos; não choqueis nenhum daqueles com os quais vos encontrardes. Sede alegres, sede felizes, mas da alegria que dá uma boa consciência..." (Cap. XVII, item 10 ESE)

Viver "felizes segundo as necessidades da Humanidade" é viver com naturalidade, ou seja, participar efetivamente na sociedade usando nosso jeito natural de ser.
Todos nós fomos abençoados com determinadas vocações, e o mundo em que vivemos precisa de nossa cooperação individual, para que possamos, ao mesmo tempo, desenvolver nossas faculdades inatas na prática social e aumentar nossa parcela de contribuição junto à comunidade em que vivemos, no aperfeiçoamento da humanidade.

Possuímos talentos que precisam ser exercitados para que possam florescer, mas poucos de nós damos o real valor a essa tarefa. Esses mesmos talentos estão esperando nosso empenho de "se dar força", a fim de colocá-los em plena ação no intercâmbio das relações com as pessoas e com as coisas.

Não podemos então olvidar que viver no mundo é "entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos", reconhecendo que cada um dá o que tem, vive do jeito que pode, percebe da maneira que vê, admitindo que, por se tratar de tendências, talentos e vocações, todos nós temos a peculiar necessidade de "ser como somos" e "estar onde quisermos" na vida social.

Talentos são impulsos naturais da alma adquiridos pela repetição de fatos semelhantes, através das vidas sucessivas. Vocação é a "voz que chama", palavra oriunda do latim "vocatus", que quer dizer chamado ou convocação.

Pelo fato de a Natureza ser uma verdadeira "vitrina" de biodiversidade ou multiplicidade de seres, é que cada indivíduo tem suas próprias ferramentas, úteis para laborar na lida social.

Todas as árvores são árvores, mas o pessegueiro não tem as mesmas peculiaridades do limoeiro, nem o abacateiro as da mangueira. Por isso, cada pessoa também se exprime em níveis diversos segundo as múltiplas formas com que a Sabedoria Divina nos plasmou na criação universal.

Assim, todos somos convocados a "agir no social com "um aspecto severo e lúgubre, repelindo os prazeres que as condições humanas permitem", mas felizes, fazendo o uso de nossos potenciais e faculdades prazerosamente.

Jesus de Nazaré vivia, à sua época, uma vida mística e distante da sociedade? O Cristo de Deus se integrava intensamente no social, "participando das festas de casamento", "do relacionamento fraterno, amando intensamente os amigos".

"Sem preconceito algum fazia visitas e tomava refeições em companhia de variadas criaturas", percorrendo cidades, campos e estradas sempre acompanhado dos amigos queridos e das multidões que O cercavam.

Em vista disso, devemos entender que as Leis do Criador deram às criaturas inclinações e aptidões íntimas e originais, para que elas pudessem conviver entre si, oferecendo a cada uma participação também original na vida comunitária de maneira "sui generis".

Devemos, sim, viver no mundo com a consciência de que somos espíritos imortais em crescimento e progresso, e de que o nosso "ânimo de viver" em sociedade depende de colocarmos em prática as nossas verdadeiras capacidades e vocações da alma.

Lembremo-nos, contudo, de que a palavra "ânimo" quer dizer "alma", do latim "animus", e de que devemos, cada um de nós, "viver com alma" no círculo social do mundo.

Hammed


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

RETIDÃO


"Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos, tornam-se suas palavras.


Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras, tornam-se suas atitudes.


Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes, tornam-se seus hábitos.


Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores.


Mantenha seus valores positivos, porque seus valores


... Tornam-se seu destino..."


Gandhi.



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Deus quer misericórdia

Deus quer misericórdia


Se confias em Deus, alma querida,
Vem com Jesus, do lar, que te resguarda e eleva,
Ao vale da aflição onde vagam na sombra
Os romeiros da angústia e as vítimas da treva!...


Na crença que te nutre, acende a chama
Do amor que te desvende, trilha afora,
Os convidados dEle ao banquete da vida,
Os que formam na Terra a multidão que chora.



Vamos!... Jesus, à frente, nos precede,
Insistindo por nós, de caminho a caminho,
E pede proteção ao que segue em penúria,
Reconforto a quem vai padecente e sozinho...
Aqui, passam em bando, aos ímpetos do vento,
Pequeninos sem fé, sem apoio, sem nome.



Que fazem? de onde vêm? aonde vão? ninguém sabe

E nem sabe explicar a mágoa que os consome;

Ali, geme, sem teto, o doente esquecido,

Além, tropeça e cai, sem a escora de alguém,

O velhinho largado à vastidão da noite,

Que recebe, por leito, a terra de ninguém;

Mais adiante, é a viuvez cansada de abandono,


Almas na solidão de torturante espera,


Implorando socorro ao telheiro vazio


A recolher somente a dor que as dilacera;


Flagelam-se, mais longe, os tristes companheiros


Que andaram sem pensar, nas veredas do crime,


Rogando leve olhar de bondade e esperança,


Numa frase de paz que os restaure e reanime!...



Ante os erros que encontres, não censures
Nem te queixes... Trabalha, alma querida!...
Deus quer misericórdia!... Ama, serve, abençoa
E Deus te susterá nas provações da vida.



Vem como és e auxilia quanto possas,
Nem clames pelo Céu, sonhando em vão!...
Nosso Senhor te aguarda tão-somente,
Traze teu coração!...


Maria Dolores


Fonte: XAVIER, Francisco C. Antologia da espiritualidade. 5. ed. Rio de JaneiroFEB, 2002. Cap. 27.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fim providencial das manifestações espíritas

A evangelizadora Rainilly em festa e vovô Casimiro observando

Fim providencial das manifestações espíritas

50 - O fim providencial das manifestações é de convencer os incrédulos de que tudo não termina para o homem com a vida terrestre, e de dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro. Os bons Espíritos vêm nos instruir para nossa melhoria e nosso progresso, e não para nos revelar o que não devemos ainda saber, ou aquilo que não devemos aprender senão pelo nosso trabalho. Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para faze r descobertas ou invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio gratuitamente, e todo preguiçoso poderia se enriquecer sem trabalhar; é o que Deus não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o isentam do trabalho e da pesquisa, a fim de deixar -lhe o mérito deles.

51 - Seria ter uma idéia bem falsa dos Espíritos, ver neles apenas auxiliares de adivinhos; os Espíritos sérios recusam se ocupar de coisas fúteis. Os Espíritos levianos e zombeteiros se ocupam de tudo, respondem a tudo, predizem a tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e sentem um prazer maligno em mistificarem para as pessoas muito crédulas; por isso, é essencial estar perfeitamente fixado sobre a natureza das questões que se podem di rigir aos Espíritos (O Livro dos Médiuns, nº 286: Questões que se podem dirigir aos Espíritos.)

52 - Fora do que pode ajudar ao progresso moral, não há senão incerteza nas revelações que se podem obter dos Espíritos. A primeira conseqüência deplorável par a aquele que desvia sua faculdade do seu fim providencial, é de ser mistificado pelos Espíritos enganadores, que pululam ao redor dos homens. A segunda é de cair sob o domínio desses mesmos espíritos que podem, por meio de conselhos pérfidos, conduzir a infelicidades reais e materiais sobre a Terra. A terceira é de perder, depois da vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

53 - As manifestações não estão, pois, destinadas a servir aos interesses materiais; sua utilidade está nas conseqüências morais que delas decorrem. Todavia, não tivessem elas por resultados senão fazer conhecer uma nova lei da Natureza, demonstrar materialmente a existência da alma e sua sobrevivência, isso já seria muito, porque seria um largo e novo caminho aberto à filosofia.


O que é o Espiritismo
de ALLAN KARDEC